Ernâni Motta


A MÚSICA PARA ESTA SEMANA

Não, essa não é a música para final de semana. Essa música é para não esquecermos que o dia 31 de março é um marco negativo na incessante busca do brasileiro pelo Direito à liberdade. Por isso, o comentário sobre a música é a transcrição do texto publicado no livro “A Canção no Tempo”, volume 2, de Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello:

“Ao mesmo tempo e quem se classificava em terceiro lugar no FIC, com “Carolina”, Chico Buarque repetia a colocação no III Festival da TV Record com “Roda Viva”. Não seria, porém como música de festival e sim como tema de uma peça homônima que “Roda Viva” entraria para a história. Escrita por Chico e m 25 dias e montada por José Celso Martinez Corrêa, essa peça estrearia no Teatro Princesa Isabel, no Rio, em 15.01.68. Criticando a situação do artista, triturado pela mídia – o personagem principal, o Ben Silver, é um ídolo inventado e imposto ao público pela publicidade –, o espetáculo teve uma encenação chocante, agressiva e provocadora, pela maneira livre e audaciosa como José Celso tratou o texto, com a aprovação total do autor. (...) Acontece que apresentada no agitado ano de 1968, quando a radicalização da ditadura caminhava para a edição do AI-5, Roda Viva gerou uma intensa reação de grupos de direita ligados ao regime, que culminou com a agressão aos atores e a destruição dos cenários no Teatro Galpão, em Porto Alegre, em 17.7.68.”

Como se pode perceber a inteligência da direita, naqueles tempos, não permitia que seus burocratas entendessem a mensagem do autor, o que se repetiria em outros casos, que depois eu conto. Senhoras e senhores, a música para este dia é “Roda Viva”, com Chico Buarque e o MPB 4.

 

Roda Viva

Chico Buarque & MPB4

 

Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu
A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega o destino pra lá

Roda mundo, roda-gigante
Rodamoinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração

A gente vai contra a corrente
Até não poder resistir
Na volta do barco é que sente
O quanto deixou de cumprir
Faz tempo que a gente cultiva
A mais linda roseira que há
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega a roseira pra lá

Roda mundo, roda-gigante
Rodamoinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração

A roda da saia, a mulata
Não quer mais rodar, não senhor
Não posso fazer serenata
A roda de samba acabou
A gente toma a iniciativa
Viola na rua, a cantar
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega a viola pra lá

Roda mundo, roda-gigante
Rodamoinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração

O samba, a viola, a roseira
Um dia a fogueira queimou
Foi tudo ilusão passageira
Que a brisa primeira levou
No peito a saudade cativa
Faz força pro tempo parar
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega a saudade pra lá

Roda mundo, roda-gigante
Rodamoinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração

Roda mundo, roda-gigante
Rodamoinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração

 

Roda mundo, roda-gigante
Rodamoinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração



Escrito por Ernâni Motta às 22h57
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LEMBRAR PARA NÃO REPETIR

Dizem que o golpe militar, que ficou conhecido com a Revolução de 64, teria acontecido, de fato, no dia 1º de abril, mas, como este é o dia da mentira, os militares teriam tomado o dia 31 de março como o verdadeiro dia que irrompeu o levante. Evidentemente, os protagonistas não haverão de concordar com essa informação, porém, pelo sim pelo não, resolvi publicar o blog agora, à noite, para mostrar que o meu entendimento é que o dia 31 é uma mentira, mas, sem me afastar das manifestações pela passagem do cinquentenário do infausto acontecimento.

O blog, hoje, refere-se unicamente ao golpe de 1964, sem rancor, sem mágoas, sem qualquer sentimento de revanchismo, palavra, aliás, ouvida pela primeira vez das bocas do coronel Jarbas Passarinho, ministro por duas oportunidades dos governos militares. A extinta TV Tupi tinha um programa, na noite do domingo, no qual políticos, em especial, eram entrevistados e, quando se iniciaram as discussões sobre a lei da anistia, o coronel Passarinho foi um dos entrevistados pelo programa e, a certa altura, fez uso do termo “revanchismo”.

Mas, o golpe militar, no dia 31 de março de 1964 (ou seria do dia 1º de abril de 1964?), levou o Brasil a um longo e tenebroso inverno de águas turvas, no qual o frio do medo tomou conta de todo o povo. E terminou por afogar almas que, audaciosamente, mostraram-se contrárias aos seus “dogmas”. O país ficou dividido entre os a favor e os contrários ao regime, numa luta fratricida de triste memória. Muitos morreram ou foram mortos, sob a desastrada alegação de que se estava defendendo o país da instalação de um governo comunista.

É preciso deixar bem claro que não coube unicamente aos militares a decisão de derrubar o governo João Goulart. Parte da sociedade civil apoiou o golpe. Políticos, como os governadores Carlos Lacerda, da Guanabara, Ademar de Barros, de São Paulo, e Magalhães Pinto, de Minas Gerais, o presidente do Congresso Nacional, senador Auro de Moura Andrade e outros participaram da deposição do Goulart. Parte da Igreja também esteve ao lado dos golpistas, empresários e cidadãos da classe média.

Hoje, quando algumas pessoas tentam dizer que não houve ditadura, faz-se necessário lembrar que os generais presidentes governaram armados de uma constituição que lhes atribuía o direito de fazer uso dos miseráveis atos institucionais. E Costa e Silva, o segundo general presidente, junto ao seu gabinete formado por civis e militares, foi o que promulgou o mais nefasto dos atos, o Ato Institucional nº 5, o inesquecível AI-5. O Congresso foi fechado, ministros do STF foram compulsoriamente aposentados, a imprensa foi amordaçada, enfim, todas as garantias à liberdade foram ceifadas, por ordem de Costa e Silva e seus ministros. Então, é preciso deixar bem claro, houve ditadura, sim!

Essas lembranças, contudo, não podem estar tisnadas pelo rancor, por mágoas e pelo ódio. Elas devem tão somente servir para que nos mantenhamos alertas e prontos a evitar que o Brasil volte a ter um governo arbitrário e disposto a nos cercear o fundamental Direito à cidadania e às liberdades!



Escrito por Ernâni Motta às 22h56
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TERRORISMO DE DIREITA OU ESQUERDA?

Quando se fala em ações terroristas no país, a primeira lembrança que se tem é o do atentado à bomba, no Rio Centro, no Rio de Janeiro, onde se realizava um show, com diversos artistas, no dia 30 de abril de 1981, em comemoração à passagem do Dia do Trabalho. O sargento Guilherme Pereira do Rosário e o capitão Wilson Dias Machado deveriam fazer explodir uma bomba, nas proximidades do local do show, o que, entretanto, foi precipitado com a explosão do artefato antes da hora, dentro carro, onde os dois militares estavam. A primeira indicação das forças armadas foi a de que se tratava de um atentado terrorista perpetrado por agentes da esquerda, o que não tinha a menor sustentação, a se considerar que os portadores da bomba eram o sargento que terminou morto e o capitão que ficou gravemente ferido.

Mas, muitos outros atos terroristas aconteceram no Brasil, sem que se tenha chegado a alguma conclusão se foram perpetrados pela esquerda ou por agentes do governo. Vou me ater a dois para a reflexão de vocês:

No dia 21 de julho de 1975, os recifenses foram tomados pelo boato de que a barragem de Tapacurá havia se rompido e que dentro de poucas horas, a capital pernambucana estaria toda submersa. A barragem foi construída, pelo governo militar, entre os anos de 1969 e 1973, com o fim de evitar as constantes enchentes na cidade e para resolver o problema da falta d’água na cidade. O que não passou de propaganda enganosa, porquanto no ano de 1975, Recife foi alagada em 80%, conforme o jornal Diário de Pernambuco, na qual morreram mais de uma centena de pessoas. A população, como era de se esperar, entrou em pânico, com as pessoas buscando abrigo nos edifícios mais altos, abandonando carros nas ruas... Contou-me uma colega do Banco do Brasil que ela entrou em um táxi e o motorista lhe disse que não estava mais pegando nenhum passageiro, porque estava voltando para casa. Ela, então, perguntou ao pobre homem onde ele morava e lhe respondeu que no Alto José do Pinho. Então, a minha colega, totalmente desorientada, disse ao motorista: “Vou para lá também”. Claro que essa história, anos depois, ela contava em meio a risos. O boato, entretanto, nunca se soube de onde e como surgiu! Foi, com toda certeza, um ato terrorista, cuja origem até hoje não se descobriu.

 

 

Entre os anos 1975 e 1976, Macapá, de repente, se viu tomada pelo boato de que homens armados com fio elétrico surgiu em meio às mulheres e as enforcavam, sem que se soubesse as razões. Não havia local certo, nem horário determinado, do nada surgiam as gritarias e a notícia de que mais uma mulher havia sido engasgada por um meliante. Todavia, ninguém via a mulher nem o facínora e o acontecimento ganhou a alcunha de “engasga-engasga”, com a polícia se mostrando incompetente e impotente para prender o malfeitor que se punha a engasgar as pobres coitadas. Mas, alguém havia de ser culpado, foi, então, que prenderam um migrante japonês de uns 20 e poucos anos, chamado Hirotaka José. O José, ele ganhou quando foi batizado na Igreja católica, em homenagem a Dom José Maritano, então bispo prelado da capital amapaense e quem o salvaria das mãos pesadas da polícia. Conheci o Hirotaka, porque ele morava há poucas quadras da minha casa, e me lembro de que ele falava pessimamente o Português, portanto, era improvável a sua participação naquela tramoia. O “engasga-engasga”, assim como surgiu, desapareceu sem que descobrisse quem, de fato, era ou eram os seus autores.



Escrito por Ernâni Motta às 22h55
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A INTELIGÊNCIA E A DITADURA

No comentário sobre a música postada hoje, disse que havia mais histórias sobre a inteligência dos burocratas da ditadura. Há três ou quatro anos, li uma crônica do poeta Ferreira Gullar, na qual ele narra o episódio da invasão de sua casa por agentes da polícia em busca de algo que ligasse diretamente a ações comunistas. Reviraram a casa toda, sem nenhum sucesso, e já se preparavam para ir embora, quando um deles encontrou um caderno, cuja capa tinha inscrito na capa: “Anotações sobre o cubismo”. Foi o achado que eles queriam, ali estava a prova de que Ferreira Gullar era ligado a Cuba e ao comunismo.

Risível e lamentável, mas eram essas pessoas que decidiam o destino da verdadeira inteligência brasileira. É ou não é para se rezar para que nunca mais tenhamos energúmenos, como esses, dirigindo a Nação.



Escrito por Ernâni Motta às 22h53
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PARA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DE FLORES:

Nada melhor para hoje do que a própria letra da canção de Geraldo Vandré, de quem tomei emprestado o nome para a seção de poesia do blog.

Pra Não Dizer Que Não Falei Das Flores

Geraldo Vandré

Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Somos todos iguais
Braços dados ou não
Nas escolas, nas ruas
Campos, construções
Caminhando e cantando
E seguindo a canção

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer

Pelos campos há fome
Em grandes plantações
Pelas ruas marchando
Indecisos cordões
Ainda fazem da flor
Seu mais forte refrão
E acreditam nas flores
Vencendo o canhão

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer

Há soldados armados
Amados ou não
Quase todos perdidos
De armas na mão
Nos quartéis lhes ensinam
Uma antiga lição
De morrer pela pátria
E viver sem razão

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer

Nas escolas, nas ruas
Campos, construções
Somos todos soldados
Armados ou não
Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Somos todos iguais
Braços dados ou não

Os amores na mente
As flores no chão
A certeza na frente
A história na mão
Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Aprendendo e ensinando
Uma nova lição

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer

 

 



Escrito por Ernâni Motta às 22h52
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A MÚSICA PARA ESTE FINAL DE SEMANA

A música para este final de semana, em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, é uma composição de um homem que, nessa música, mostra o quanto entende do universo feminino, o que é complexo e temeroso. Diz o autor da música para este final de semana: “Onde a gente e a natureza feliz vivam sempre em comunhão /E a tigresa possa mais do que o leão”! Ao que me parece, tudo que se havia para dizer foi dito nesses versos. Sendo assim, palmas para todas as mulheres indistintamente. Senhoras e senhores, a música para este final de semana é “Tigresa”, com Gal Costa, composição de Caetano Veloso.

 

Tigresa

Gal Costa

Composição: Caetano Veloso

 

Uma tigresa de unhas negras e íris cor de mel 
Uma mulher, uma beleza que me aconteceu 
Esfregando a pele de ouro marrom 
Do seu corpo contra o meu 
Me falou que o mal é bom e o bem cruel

Enquanto os pelos dessa deusa tremem ao vento ateu 
Ela me conta sem certeza tudo o que viveu 
Que gostava de política em mil novecentos e sessenta e seis 
E hoje dança no Frenetic Dancin' Days

Ela me conta que era atriz e trabalhou no Hair 
Com alguns homens foi feliz com outros foi mulher 
Que tem muito ódio no coração, que tem dado muito amor 
E espalhado muito prazer e muita dor

Mas ela ao mesmo tempo diz que tudo vai mudar 
Porque ela vai ser o que quis inventando um lugar 
Onde a gente e a natureza feliz vivam sempre em comunhão 
E a tigresa possa mais do que o leão

 

As garras da felina me marcaram o coração 
Mas as besteiras de menina que ela disse não 
E eu corri pra o violão num lamento 
E a manhã nasceu azul 
Como é bom poder tocar um instrumento



Escrito por Ernâni Motta às 20h58
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FIM DE SEMANA

É um erro ter razão cedo demais.” - Marguerite Yourcenar, escritora belga, primeira mulher a ocupar uma cadeira na Academia Francesa de Letras, em 1980.

Tenha até pesadelos, se necessário for. Mas sonhe.” Patrícia Galvão, a Pagu, escritora, poeta, desenhista e jornalista brasileira, entre outras atividades.

"Ninguém pode fazer você se sentir inferior sem o seu consentimento." Eleanor Roosevelt, primeira-dama e diplomata americana, representou os Estados Unidos junto à ONU, quando presidiu a comissão que criou a Declaração Universal dos Direitos Humanos.

"Eu sou aquela mulher que fez a escalada da montanha da vida removendo pedras e plantando flores." Cora Coralina, poetisa.

"Há dois tipos de pessoas: as que fazem as coisas e as que ficam com os louros. Procure ficar no primeiro grupo: há menos competição lá." Indira Gandhi, estadista indiana.

"Quem não sabe chorar de todo o coração também não sabe rir." Golda Meir, estadista, primeira-ministra israelense, no período de 1969 a 1974, depois de exercer importantes cargos no governo de seu país, que ajudou a fundar em 1948.

 

"Siga seus instintos. É aí que a verdadeira sabedoria se manifesta." Oprah Winfrey, americana, apresentadora de televisão.

 “No show vou sacudir as cadeiras, na faculdade, venho sacudir a cabeça.” – Ivana Muller – mulata, ex-dançarina de samba e jornalista, atualmente.

 

Fique de vez em quando só, senão será submergido. Até o amor excessivo pode submergir uma pessoa.” Clarice Lispector, escritora, contista, jornalista, ucraniana naturalizada brasileira.

 

O blog, hoje, colocou, no lugar da crônica do fim de semana, frases de Mulheres mundialmente famosas, respeitadas, acreditadas, dignificadas por suas obras e que mudaram o pensamento da humanidade a partir de suas ações. É a homenagem a todas as mulheres, nesse Dia Internacional da Mulher.



Escrito por Ernâni Motta às 20h56
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PARA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DE FLORES:

NOTURNO

Alcinéa Cavalcante

À noite

Eu vigio estrelas

Me embriago

De amor e luar.

 

Passeio com Hemingway em Paris

Visito os becos de Goiás

Como Cora Coralina

Tento descobrir

O que é que os grilos

Passam a noite inteirinha fritando.

 

Dormir

É bom de manhãzinha

Quando o sol

- ainda sonolento e tímido

Pula minha janela

Pra me ninar.

 

A pérola de hoje, Dia Internacional da Mulher, haveria de ser de uma poetisa, escritora, jornalista, professora amapaense, a minha Alcinéa, e tirei do livro “Coletânea de Poesias”, que concentra poetas amapaenses da mais refinada sensibilidade.



Escrito por Ernâni Motta às 20h55
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A MÚSICA PARA ESTE FINAL DE SEMANA

A música para este final de semana é uma homenagem aos cariocas, naturais e adotados, pelo aniversário da cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, neste sábado, 1º de março. Um trio de compositores da melhor qualidade fez um samba para homenagear a cantora Alcione, que adotou o Rio de Janeiro, e que eu ouso estendê-la a todos os que têm a felicidade de viver essa Cidade, que Deus abençoou , deixando o seu Filho de abraços abertos sobre a Guanabara, como cantou Tom Jobim, zelando e cuidando de cada um, como se único fosse. Observem que os versos da música falam de uma instituição, verdadeiramente, carioca que é o botequim, com todas as suas peculiaridades, o que é motivo mais do que suficiente para se fazer uma bela comemoração. Parabéns, Cidade Maravilhosa, parabéns povo carioca. Que Deus continue a abençoá-la, livrando-a dos governantes gananciosos, hipócritas e corruptos. A música para este final de semana é “Quem Passa Vai Parar”, com Zeca Pagodinho , contando com a participação de Alcione, a Marrom.

 

Quem Passa Vai Parar

Zeca Pagodinho (participação: Alcione)

Composição: Efson, Marquinhos PQD e Carlito Cavalcanti

 

O Rio de Janeiro sempre foi assim
Uma cerveja com um parceiro
Na porta de um botequim
Logo a churrasqueira
Vem depois de uma pelada
Sempre acompanhada
De um cavaco e um violão, na marcação

Tá feito o samba
Chega a mulherada
Aí que fica bom: "tá sim!"

Eu quero ver ficar parado
Se parar ali do lado
Da nega Juju: "que murundu..."
Eu quero ver ficar calado
Se num samba sincopado
For cantado o tom: "com a Marrom"

Tá feito o samba
Chega a mulherada
Aí que fica bom: "tá sim!"

 

Quem passa vai parar
Quem para quer ficar até o amanhecer
Pra ver o sol nascer
A praia vai rolar
O dia vai passando
E vai sambando o meu amor: "pegando cor"
E são Sebastião, taí de coração
Pra quem quiser chegar
Com pique pra sambar
Porque quem pisa nesse chão
Merece todo amor do cristo redentor



Escrito por Ernâni Motta às 22h52
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FIM DE SEMANA

Nunca fui um folião daqueles que espera ansiosamente pelo carnaval, mas, já tive meus tempos de me deixar empolgar por aquilo que se chamava de “tríduo momesco”. Eram tempos em que a violência ainda não havia alcançado esses níveis assustadores, notadamente, lá em Macapá, da minha juventude. Se bem que nisso já vão muitos anos...

Era um carnaval, no qual a gente aproveitava para ficar mais perto da namorada, contrariando a marchinha que dizia: “Mas, esse ano, está combinado, nós vamos brincar separados”. A gente queria, mesmo, era ficar perto das namoradas, afinal, nos outros dias do ano, havia uma vigilância cerrada dos pais delas. Quando chegavam os dias de Momo era a hora de se aproveitar.

Brincava-se o carnaval daqueles tempos nos salões dos principais clubes da cidade e, para isso, como o dinheiro era curto, juntávamos dois ou três casais para dividir a aquisição das mesas, o transporte e as despesas durante os bailes. E as divisões eram muito bem feitas, como se fôssemos os mais aplicados alunos de matemática, não havia desconfianças, mal entendidos, enfim, as contas eram, também apelando para os velhos termos, irmãmente dividas.

O carnaval, entretanto, ganhou dimensões gigantescas e diferentes, e os bailes, nos salões, ficaram na poeira do tempo. Na saudade que faz o coração da gente rir sozinho, comemorando como se era feliz e não sabia, lembrando o inesquecível Luiz Gonzaga. O carnaval foi para a avenida e ganhou o epiteto de “Maior espetáculo da Terra”, porém, desgraçadamente, declarou que pobre, dele, não pode participar.

O curioso é que o regulamento da entidade que congrega as escolas de samba, aqui no Rio, proíbe qualquer ajuda financeira a elas, as escolas, todavia, é de uma hipocrisia aviltante, porquanto se sabe que os enredos desenvolvidos têm o patrocínio de governos municipais e estaduais e de empresas privadas, que ficam escondidos nos barracões. Diversos são os exemplos, mas um me fez rir, essa semana. O carnavalesco da escola resolveu mudar as cores do pavão que enfeitava um dos carros, porque estava pintado de vermelho e amarelo que são as cores da empresa que está patrocinando a escola e isso poderia tirar-lhe pontos. Entretanto, a semelhança geométrica com o escudo da empresa foi mantida.

As escolas precisam de dinheiro para montar os carros alegóricos, a cada ano mais ricos; para contratar celebridades que desfilam nesses carros; distribuir fantasias para meia dúzia de gente da comunidade; dar presentes para os senhores jurados (li anos atrás que uma escola doou uma caixa de champanhe para todos os participantes do júri oficial), enfim, as despesas são estratosféricas e os recursos são parcos. Então, que se libere a ajuda financeira e quem for mais competente que consiga o melhor patrocinador.

E você o que acha do carnaval? Seja como for, eu espero que o seu seja de muita festa, muitas alegrias e diversão, gozando da mais perfeita saúde e paz no coração.

No mais Tim-tim!



Escrito por Ernâni Motta às 22h49
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FORMAÇÃO DE QUADRILHA NÃO É COAUTORIA

O Supremo Tribunal Federal, com a mudança de dois de seus ministros, modificou o critério do que seria “formação de quadrilha”, nessa quinta-feira, e absolveu, por seis votos a cinco, os réus do mensalão que foram condenados em 2012, acusados dos respectivo crime. Disse o STF que os acusados não formaram uma quadrilha e que são, sim, coautores de um crime.

Os petistas, naturalmente, comemoram o fato como uma inestimável vitória, embora, particularmente, entenda que coautoria é sinônimo de quadrilha, no entanto, se os ministros não entendem assim, quem sou eu para contestá-los.

Há para se destacar, contudo, as palavras do líder do PT, no Senado, Humberto Costa, conforme se pode ler no Globo de hoje, disse ele: - Restabeleceu-se a justiça e a imparcialidade. Fica claramente demonstrado que houve um forte componente político na decisão anterior do Supremo. Assim como respeitamos a decisão anterior, quem está insatisfeito deve respeitar esta e agora. Não se pode desqualificar essa decisão ou os ministros.

O PT, ao escolher Humberto Costa para falar pelo partido, tenha sido de uma infelicidade ímpar, pois, o senador fez um discurso eivado de contradições: quem não se lembra das palavras indignadas, para dizer o mínimo, dos petistas contra os ministros, quando da condenação? Até hoje, os petistas usam as redes sociais para desqualificar o presidente do Supremo, ministro Joaquim Barbosa ou o PT desautoriza aqueles que publicam as suas verborragias nas redes sociais? Desta feita, na decisão do STF, com certeza, não há forte componente político? E o senhor Humberto Costa pensa que ludibria quem?

O Globo, na mesma matéria, publica que o deputado Vicentinho, líder do PT na Câmara, “disse que o julgamento anterior, em 2012, teve o objetivo de “avacalhar o PT””. Como está enganado o ilustre deputado, o Partido dos Trabalhadores, ao contrário de suas palavras, avacalhou-se por ele próprio, quando tentou legitimar um crime. Não se esqueçam de que os condenados foram absolvidos de uma acusação, mas continuam condenados por outras.

A fanfarronice que os atuais donos do poder fazem, com a possibilidade de a presidente Dilma Rousseff ser reeleita, é lamentável, entretanto, o povo brasileiro ainda não está suficientemente desenvolvido para observar o progresso é como a água, avança de qualquer maneira, portanto, tudo o que alguém consegue é fruto de seu trabalho e não da benevolência de um governante. Mas, enquanto assim ele pensar, que se contente com as “bolsas da vida” que lhe são oferecidas.



Escrito por Ernâni Motta às 22h48
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PARA PENSAR...

“Então fica combinado assim, José Dirceu não é o chefe da quadrilha do mensalão. É simplesmente o mais graduado dos coautores de crimes como corrupção ativa, corrupção passiva, peculato, lavagem de dinheiro (por enquanto), evasão de divisas.”

Merval Pereira – hoje, em sua coluna no jornal O Globo.

 

“A maior farsa da História política brasileira residiu nos comportamentos moralmente desprezíveis, cinicamente transgressores da ética republicana e desrespeitadores das leis criminais do pais, perpetrados por delinquentes trasvestidos então na condição de altos dirigentes governamentais, políticos partidários, cuja atuação ludibriou acintosamente o corpo eleitoral, fraudou os cidadãos dignos de nosso país, fingindo cuidar ardilosamente dos interesses políticos quando na verdade buscavam, por meios escusos, mediante condutas criminosamente articuladas, ultrajar a dignidade das instituições republicanas.”

Celso de Mello – ministro decano do Supremo Tribunal Federal.

Transcrevi os dois textos acima para dizer que, no caso do primeiro, e como a parte da sociedade brasileira, que trabalha e não se escora nas bolsas distribuídas pelo governo, pensa. O segundo para mostrar ao senador Humberto Costa, líder do PT no Senado, e seus correligionários, que ele não é um arauto da sabedoria jurídica, da verdade e da Justiça. Acho que, por enquanto, não há mais nada a acrescentar, além de lastimar, e muito!



Escrito por Ernâni Motta às 22h47
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ARBITRARIEDADE POLICIAL

Essa semana, foi denunciada a prisão arbitrária e imoral, por 16 dias, do psicólogo e ator Vinicius Romão, acusado por um policial civil de roubo, em um viaduto no Meier, Zona Norte do Rio de Janeiro.

O rapaz foi levado para a delegacia e preso sem qualquer investigação, e tão somente pela acusação de uma mulher que se dizia vítima de roubo e que Vinicius Romão seria o ladrão. Demonstração eloquente do quanto a Polícia é despreparada, arbitrária, autoritária e preconceituosa. Não fosse a mídia haver denunciado o arbítrio, talvez, Vinicius ainda estivesse preso, como, certamente, estão muitas vítimas da intolerância e incompetência policial desse país.

 

Um fato mais imoral ainda é que até hoje nem a ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário (PT-RS) nem a ministra da Secretaria de Políticas de Promoção Igualdade Racial, Luiza Bairros, vieram a público manifestar repúdio quanto ao fatídico acontecimento. A ministra Maria do Rosário já se mostrou tão combativa em outras ocorrências, mas dessa vez não viu, não ouvi, por isso, não pode falar. Eita, Brasil!...



Escrito por Ernâni Motta às 22h45
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HAJA MÉDICOS

Foi divulgado essa semana que o governo vai lançar o Programa Mais Médicos II e que para atender a demanda serão importados mais quatro mil médicos cubanos.

É fantástica a capacidade de Cubra em produzir médicos. Eles estão espalhados por diversos países, além dos milhares que já estão por aqui e os que virão e ainda tem os que atendem à população da ilha. Ou será que lá Fidel não quer médicos atendendo o povão?



Escrito por Ernâni Motta às 22h43
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PARA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DE FLORES:

RECOMENDAÇÕES PARA O CARNAVAL

Luiz Medina

Proteja seu coração:
Evite
Gordura,
Sal
E paixão.
Beba com moderação.
Ame com atenção,
Sexo, sem restrição.
(Só não esquecer a proteção)
Senão...

 

 

A pérola de hoje está publicada, originalmente, na página “Poesia em Trânsito”, no Facebook. Deixo aqui o meu muito obrigado ao autor, Luiz Medina. E se você gosta de poesia passe lá no Face e se associe à nossa página. Você será recebido com todo orgulho e prazer.



Escrito por Ernâni Motta às 22h42
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A MÚSICA PARA ESTE FINAL DE SEMANA

A música para este final de semana é um samba maravilhoso, cantado por uma moça potiguar/carioca, por ter nascido no Rio Grande do Norte e ter vindo para o Rio ainda criança, conforme se lê em seu site. Sua voz tem uma suavidade que nos chega aos ouvidos muita doçura e nos pedindo silêncio para ouvi-la. A música para este final de semana, amigas e amigos, diz por si porque vale a pena ouvi-la. Senhoras e senhores, a música para este final de semana é “Samba de Um Minuto”, com Roberta Sá.

 

Samba de Um Minuto

Roberta Sá

Devagar
Esquece o tempo lá de fora
Devagar
Esqueça a rima que for cara.

Escute o que vou lhe dizer
Um minuto de sua atenção
Com minha dor não se brinca
Já disse que não
Com minha dor não se brinca
Já disse que não.

Devagar
Esquece o tempo lá de fora
Devagar
Esqueça a rima que for cara.

Escute o que vou lhe dizer
Um minuto de sua atenção
Com minha dor não se brinca
Já disse que não
Com minha dor não se brinca
Já disse que não.

Devagar, devagar com o andor
Teu santo é de barro e a fonte secou
Já não tens tanta verdade pra dizer
Nem tão pouco mais maldade pra fazer.

E se a dor é de saudade
E a saudade é de matar
Em meu peito a novidade
Vai enfim me libertar.

Devagar...



Escrito por Ernâni Motta às 20h25
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FIM DE SEMANA

Devido ao tempo decorrido, não queria mais comentar sobre a morte do repórter cinematográfico, Santiago Andrade, da Rede Bandeirantes, no início do mês, vítima da irresponsabilidade de dois rapazes de um grupo de arruaceiros, chamado “black bloc”, que tem se infiltrado nos protestos de rua, realizados nas principais cidades do país, desde junho passado. Mas, como o fato está tendo desdobramentos, inclusive, políticos, me permito fazer os meus comentários.

Santiago foi presa fácil, no mínimo, em dois sentidos, um de seu próprio patrão que o enviou para a cobertura de um evento belicoso sem colete a prova de bala, sem capacete, óculos protetores, enfim, sem nenhum equipamento que lhe resguardasse a integridade física. Muitos foram as manifestações de apoio dadas aos repórteres, à família do cinegrafista, mas, com raríssimas exceções, se ouviu algum comentário sobre a falta de proteção como ele estava trabalhando. Do mesmo grupo, há poucos anos, outro repórter cinematográfico foi morto por bandidos, em um confronto entre estes e a polícia, em uma comunidade carioca. À época, falou-se que o colete que o cinegrafista usava estaria vencido e não vi o Sindicato dos Jornalistas fazer qualquer denúncia ou cobrar averiguações das autoridades. Morreu, morreu!...

O movimento intitulado “Black Bloc”, como já fartamente noticiado, nasceu na Alemanha, ao fim dos anos 1980, com o objetivo de denunciar os abusos da polícia. Depois, espalhou-se pela Europa, até chegar aos Estados Unidos. Merece, portanto, atenção positiva, diante de sua destinação. Mas, ao chegar ao Brasil, perdeu o rumo e virou um amontoado de baderneiros, dispostos, unicamente, a depredar patrimônios públicos e privados. São manifestações que não levam a absolutamente nada, apenas provocam ações mais truculentas da Policia, prejuízo ao povo, que, em última instância, é quem termina por pagar mais impostos para reformar os bens públicos depredados e sofre com o aumento dos preços de produtos e serviços da iniciativa privada, que não quer arcar com os custos para refazer os seus bens.

O desdobramento político se deu em duas vertentes, uma, com o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL-RJ), sendo acusado de dar proteção aos denunciados pela morte de Santiago, o que ele negou, inclusive, com um ato de desagravo no Instituto de Filosofia, da UFRJ, realizado por seus amigos. E a outra, pela iniciativa do ministro da Justiça de enviar um Projeto ao Congresso disciplinando os protestos de rua. Iniciativa paupérrima de sentido prático, se nos lembrarmos de que nos anos da ditadura projetos semelhantes já tentaram ser criados e só aumentou a animosidade, entre as partes.

Se os arruaceiros forem tratados, pelas Leis vigentes, já se estará fazendo valer a todo cidadão o seu direito, sobretudo, de ir e vir. Mas, as Leis devem servir, igualmente, aos que têm o dever ser cuidar dos interesses do povo e do Estado. A falta de seriedade no trato da coisa pública, quer por parte do governo, quer por seus concessionários, motiva esse tipo de ação. O que é, realmente, lamentável!

Um último detalhe, dizer que a mídia só deu importância à morte de Santiago porque ele era repórter é tratar o assunto com mesquinhez e sem o menor espírito cristão. Mais lamentável, ainda!

E você o que acha dos black blocs? Seja como for, eu espero que você tenha um fim de semana de muita paz, solidariedade e sabedoria.

No mais Tim-tim!



Escrito por Ernâni Motta às 20h24
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PREFEITO CONSEGUE PROVOCAR O CAOS NA CIDADE

O caos no trânsito, notadamente, no Centro do Rio, essa semana, provocado pelas ações da Prefeitura, é um daqueles acontecimentos que só um povo pacífico, a despeito dos “black blocs”, citados acima, faz por merecer.

O prefeito quer a qualquer custo entrar para a História da cidade e irá conseguir, porquanto por muitos anos os cariocas irão se lembrar da balbúrdia que foi o fechamento do “Mergulhão”, a derrubada do elevado da Perimetral e o fechamento da Avenida Rio Branco para carro de passeios.

O prefeito ocupou rádios e TVs para pedir à população que não fosse ao Centro de carro, porém, se esqueceu de exigir das empresas de ônibus que aumentassem a frota, com carros próprios para o transporte de gente; com horário respeitado; equipados com ar-condicionado, a se considerar o calor que faz no Rio de Janeiro; adequadamente limpos e outros benefícios que o usuário tem direito, até porque preço da passagem foi majorado, por determinação dele, contrariando a recomendação do Tribunal de Contas.

O Globo noticiou, na terça-feira: “O primeiro dia útil das mudanças no trânsito do Centro, provocadas pelo fechamento do Mergulhão da Praça Quinze e pela implantação da mão dupla na Avenida Rio Branco, foi de cos em algumas das principais vias da cidade. O tráfego parou na Avenida Presidente Vargas, na Avenida Brasil, na Ponte Rio-Niteroi, na Linha Amarela e na Praça da Bandeira”. Mesmo quem não conhece o Rio, pelo número de ruas e avenidas que foram atingidas, percebe a bagunça em que se transformou a cidade.

Agentes de trânsito e o próprio secretário municipal de Transportes, Carlos Roberto Osório, ficaram perdidos em meio à confusão gerada, tentando dar o mínimo de ordem ao tráfego, inutilmente. Durante toda a semana, outros problemas surgirão, inclusive com os sinais sem sincronização e alguns somente com a luz amarela intermitente.

Dudu, seu desejo já se confirmou. Você já entrou para a História da cidade do Rio de Janeiro, como o prefeito bagunceiro. Tá bom?...



Escrito por Ernâni Motta às 20h23
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MÉDICOS NEGAM PEDIDO DE APOSENTADORIA POR INVALIDEZ A GENOINO

O ex-deputado José Genoino (PT-SP), um dos condenados no processo do mensalão, recebeu novo laudo negativo a seu pedido de aposentadoria por invalidez. Na sexta-feira (14), médicos da Câmara entregaram à direção da Casa um parecer em que negam o pedido do ex-parlamentar. Pela segunda vez, a junta médica afirma que Genoino, que tem pressão alta, possui limitações à sua saúde, mas elas não são suficientemente graves para justificar uma aposentadoria especial.

A notícia acima está publicada no site “Congresso em foco” (congressoemfoco.uol.com.br), que diz ainda: “Hoje Genoino pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) prisão domiciliar definitiva. Ele alegou que, além dos problemas no coração possui uma “síndrome depressiva”, segundo a Globonews. O pedido será analisado pelo presidente do tribunal e relator do mensalão, Joaquim Barbosa. Genoino cumpre, provisoriamente, a pena de prisão em casa em Brasília.”

“No pedido, o advogado Luiz Fernando Pacheco argumenta que Genoino tem cardiopatia grave e não tem condições de cumprir a pena em um presídio por ser “paciente idoso vítima de dissecção da aorta”. Segundo ele, o sistema penitenciário não tem condições de oferecer tratamento médico adequado ao ex-parlamentar. “Qualquer outra solução significa expor desnecessariamente o paciente a elevado risco de morte (sic), tendo em conta a possibilidade da ocorrência de trombos, picos hipertensivos ou eventos hemorrágicos ou cardiológicos”, afirmou o advogado.”

A insistência do advogado de Genoino, por suas alegações, é interessante, porquanto contrariam o parecer dos médicos. Já pensou se daqui para frente os médicos começassem a dar pareceres jurídicos, economistas interferirem em ações de engenharia e por aí afora?...

Mas, aguardemos a definição do ministro Joaquim Barbosa!



Escrito por Ernâni Motta às 20h21
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TUCANO TAMBÉM RENUNCIA

Por sua vez, ex-governador de Minas, Eduardo Azeredo (PSDB-MG), resolveu renunciar ao seu mandato de deputado federal, nesta quarta-feira, em uma tentativa de não ser julgado pelo Supremo Tribunal Federal, depois que o Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, no início do mês, tê-lo denunciado junto ao STF e pedido a sua prisão por 22 anos, acusado de comandar o esquema de corrupção que ficou conhecido como “mensalão do PSDB mineiro”.

O agora ex-deputado chegou a afirmar que se comparava a Lula, porquanto nada sabia sobre as acusações do referido esquema. Entretanto, se viu abandonado por seus companheiros de partido, conforme divulgou a mídia, e, por isso, decidiu-se pela renúncia.

Como se pode perceber, por mais que petistas e tucanos neguem, há entre eles uma semelhança pantagruélica. Os ataques de lado a lado são apenas palavras de “casalzinho” que se separou transbordando mágoas.



Escrito por Ernâni Motta às 20h20
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DA COLUNA DO ANCELMO GOIS, EM O GLOBO, NESTA QUINTA-FEIRA:

Cena carioca

 

Um senhorzinho entrou, dias destes, numa agência do Itaú, em Bonsucesso. Quando chegou sua vez de ser atendido, ele tirou da mochila... uma garrafa térmica. Quem estava atrás acho que ele iria tomar um cafezinho, mas... ele tirou de lá, acredite, R$ 5 mil. Pagou suas contas e foi embora.



Escrito por Ernâni Motta às 20h19
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STF DECRETA PRISÃO DE ROBERTO JEFFERSON

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) e relator do processo do mensalão, ministro Joaquim Barbosa, negou nesta sexta-feira (21) o pedido de prisão domiciliar feito pelo ex-deputado federal Roberto Jefferson (PTB-RJ), delator do esquema e um dos condenados no julgamento, e mandou prendê-lo. A Polícia Federal, no entanto, informou que ainda não recebeu mandado de prisão.

Jefferson foi condenado a 7 anos e 14 dias por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, mas, por conta dos seus problemas de saúde, pleiteava cumprir a pena em prisão domiciliar. Ele alega que precisa de cuidados médicos especiais porque ainda está em tratamento contra um câncer no pâncreas.

Com o seu pedido negado, o ex-deputado deverá cumprir a pena no regime semiaberto. Pela lei, penas de 4 a 8 anos são cumpridas no semiaberto, em que o preso pode, mediante autorização judicial, sair durante o dia para trabalhar.

Texto reproduzido do UOL Notícias



Escrito por Ernâni Motta às 20h18
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PARA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DE FLORES:

CARÊNCIA

Renata Braz 

estou carente
de conversa inteligente
que me desafie, que brinque
com as emoções mais escondidas
carente até daquela fala contida
fala de pausas compassadas
que duram o suficiente
pra deixar curiosa toda gente

A pérola de hoje está publicada originalmente na página “Tatami, coisa e tao”, da autora, a minha Renata Braz, no Facebook, a quem deixo aqui o meu muito obrigado, pelo carinho de sempre. E deixo também o meu convite para você passar no Facebook e curtir a página da Renata, há tanta coisa boa por lá!...



Escrito por Ernâni Motta às 20h17
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A MÚSICA PARA ESTE FINAL DE SEMANA

A música para este final de semana, quando o blog está de volta, depois de longas férias, é o que muitos chamam de música de raiz, mas, torcem o nariz para ela e tem na viola, um dos instrumentos mais brasileiros, considerando as suas adaptações realizadas no interior brasileiro, conforme a Wikipédia que diz: “As violas portuguesas chegaram ao Brasil trazidas por colonos portugueses de diversas regiões do país e passou a ser usada pelos jesuítas na catequese de indígenas. Mais tarde, os primeiros caboclos começaram a construir violas com madeiras toscas da terra. Era o início da viola caipira”. O som que ela emite, porém, tem uma doçura particular e agrada a todos, mesmo aqueles que lhe torcem o nariz. A música para este final de semana tem a bravura da Mulher, que desmata o seu caminho com determinação, competência, vontade de vencer, sem perder a ternura. Senhoras e senhores, a música para este final de semana é: “No Ponteio da Viola”, com Bruna Viola.

 

No Ponteio da Viola

Bruna Viola

Aprendi tocar viola e não tive professor
Fiz esse pagode novo só pra mostrar o meu valor
Vim dizer algumas coisas que um dia alguém me contou
É um ditado muito certo, já dizia meu avô
Na boca de quem não presta o que é bom não tem valor

Sou um caboclo do mato canto com os passarinhos
Com Deus e a viola no braço eu nunca estou sozinho
No jardim que eu cultivo, roseira não dá espinho
Pra uma ave abandonada oito garrancho é um ninho
Pra quem já está perdido qualquer vereda é caminho

Água bate em pedra dura, que fura e não amolece
A lavoura que eu planto mesmo que não chove cresce
Sei que quem bate não lembra, quem apanha não esquece
Desprezo de um falso amor, meu coração não padece
Terreiro que o galo canta, a galinhada obedece

 

Na entrada do portão tapete vira capacho
Na Cordilheira dos Andes bananeira não dá cacho
No ponteio da viola meus dedos correm no aço
No batidão do pagode tudo o que eu procuro eu acho
Dou uma viola de presente pra quem fizer o que eu faço



Escrito por Ernâni Motta às 21h54
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FIM DE SEMANA

Para mim, o jovem tem uma força tão valiosa, que nem ele, mesmo, consegue dimensionar, assim como, a da mídia, que é capaz de eleger e depor um governo. Quando as duas se somam, é assustadora a sua capacidade. Por isso, jovens jornalistas devem ser respeitados e, ao mesmo tempo, observados, a fim de evitar que usem dos mecanismos que lhes são disponibilizados para que não os usem indevidamente. Isso não é censura, coisa que eu abomino.

O jovem jornalista, na minha opinião, deve ser orientado a, sobretudo, jamais parar de estudar, pois são os aprendizados adquiridos, cotidianamente, que lhe servirão de sustentáculos para a carreira que se prenuncia longa e promissora. E é essa carreira bem estruturada que lhe conferirá credibilidade, condição sine qua non, aliás, a qualquer jornalista, inclusive, aos jovens.

O desejo de bem informar, que contamina o jovem jornalista, há de ser incentivado, liberalizado, democratizado, tratado, enfim, como o farol que lhe iluminará os anos, nos quais ele passará a busca do cumprimento da pauta, com isenção, imparcialidade, espírito crítico, concisão e objetividade, o que o fará, um dia, ser o mestre das gerações que o seguirão.

O jornalista, tenho repetido aqui no blog, tem por missão informar e, ao mesmo tempo, o dever de formar. A sua opinião baseada em princípios filosóficos e sociais servirá de luz para a sociedade discutir até mesmo o próprio destino. E, nesse sentido, a responsabilidade do jornalista é incomensurável, porquanto a repercussão que suas ideias tem dimensão inimaginável.

Nos últimos dias, os discursos da jornalista Raquel Sheherazade, âncora do telejornal “SBT Brasil”, têm recebido críticas favoráveis e desfavoráveis, o que é uma excelente demonstração de que nossa Democracia está deixando a sua condição “uma criança frágil”. É verdade que a ilustre âncora não é uma jovem recém-saída de uma faculdade, ela já está em campo há alguns anos, talvez, por isso se ache habilitada a dar opiniões sobre tudo, sem a preocupação de vir desagradar alguém.

O que me preocupa não são as opiniões da colega Raquel, mas, como aqueles que estão terminando seus cursos de jornalismos percebem os seus rompantes. O jovem muito facilmente se deixa empolgar por discursos empolados, o que não significa, necessariamente, bem elaborados. E aí corremos o risco de ver jovens jornalistas, no afã de se mostrarem capazes de opinar sobre os assuntos que dizem respeito a toda a sociedade, se esquecerem dos princípios elementares do bom jornalismo.

Lembrando o que disse Voltaire, digo que posso discordar das opiniões da senhora Raquel Sheherazade, mas vou defender até à morte o seu direito de manifestá-las, ainda que, como escrevi acima, me preocupe o efeito de seus discursos junto aos "focas". De qualquer sorte, não posso esquecer de que vivemos em um Estado Democrático de Direito.

E você o que pensa sobre a jornalista? Seja como for, eu espero que você tenha um ótimo fim de semana, com muito assunto para discutir com os jovens o cercam.

No mais Tim-tim!



Escrito por Ernâni Motta às 21h52
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FÉRIAS ESTICADAS

O blog esticou as férias, por quase 60 dias, o que provocou a curiosidade de alguns amigos. Mas, cá está de volta! E como tanta coisa aconteceu, nesse período, fica até difícil de escolher o que comentar. Se bem que alguns assuntos são recorrentes, como por exemplo, o apagão, que a nossa presidente insiste peremptoriamente em afirmar que não é apagão. Há a prisão do ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, na Itália, por uso de documentos falsos, uma vergonha que os petistas tentam minimizar. Vimos também a resistência do ex-presidente da Câmara dos Deputados, João Paulo Cunho (PT-SP), em não renunciar ao mandato, mesmo após a decretação de sua prisão, pelo STF, em decorrência de crimes, que ele diz não ter cometido, mas que teve fim, na tarde dessa sexta-feira. A presidente e comitiva fizeram uma parada, considerada técnica em Lisboa, com direito a hospedagem e jantar em hotéis e restaurantes de luxo, que ela, indignada, foi à TV dizer que pagou as despesas com dinheiro do próprio bolso, diante dos comentários da mídia e a indignação da sociedade, via redes sociais. Houve o atentado contra o cinegrafista da Rede Bandeirantes, Santiago Andrade, que trabalhava sem colete, sem capacete, sem óculos adequados, enfim, sem proteção nenhuma, mesmo se sabendo que as manifestações populares terminam em confronto entre Polícia e grupo conhecido com Black Bloc. O Procurador Geral da República, até que enfim, enviou ao Supremo as alegações finais do processo do mensalão mineiro e recomendou a prisão do deputado do deputado Eduardo Azeredo (PSDB-MG), por 22 anos, por peculato e lavagem de dinheiro.  Mas, o que, realmente, chamou a atenção nessas férias foram os “rolezinhos”, que ganhou os mais diferentes conceitos, levando a sociedade a se dividir entre contras e a favor do movimento. Houve quem visse na proibição da realização dos “rolezinhos” dentro dos shoppings centers, nas grandes capitais, um ato de discriminação e preconceito. Mas, houve quem fosse a favor da proibição, defendendo a ideia de que os centros comerciais pertencem à iniciativa privada e esta recebe quem lhe proporcionar bons lucros.

Como se vê, foram muitos acontecimentos a movimentar este país que voltou a conviver com a famosa Taxa Selic, que regula a inflação, na casa dos dois dígitos. Enfim, este é o nosso Brasil!



Escrito por Ernâni Motta às 21h51
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E HAJA CARNAVAL!

O brasileiro, entretanto, não está tão preocupado, ao que parece, com os acontecimentos políticos, notadamente, que movimentaram o país, nos últimos dias. Pelo contrário, já se anima todo em comprar a sua fantasia para o carnaval, que está a nos bater na porta.

O governo comemora a queda da inadimplência e incentiva o povo a comprar mais, a usar desavergonhadamente o crédito para adquirir bens diversos. E haja carnaval!

 

Como pagar os malditos cartões de crédito depois? Isso é lá com Santo Antonio, quando chegarem as festas juninas. 



Escrito por Ernâni Motta às 21h50
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PARA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DE FLORES:

SAUDADE

LUIZ COELHO MEDINA

Encontrei
uma palavra,
embaixo do meu
travesseiro.
Acho que caiu
de um poema,
que pensei ontem,
lembrando de você.
Perdeu-se das outras.
Estava bastante 
amarrotada
e muito triste.
Me pediu
para ser
título.

 

A pérola de hoje está publicada no livro “Morador de Lua” e na página “Poesia em Trânsito”, no Facebook. Luiz Coelho Medina, a quem deixo aqui o meu muito obrigado, pela compreensão e permissão de reproduzir a sua obra, é professor e funcionário do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro.



Escrito por Ernâni Motta às 21h48
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A MÚSICA PARA ESTE FINAL DE SEMANA

A música para este final de semana, que antecede a noite de NATAL, também, é um tema próprio da época. Foi escrita entre os anos 1850 e 1860, pelo reverendo John Henry Hopkins, Jr e continua atual, como tudo que se refere ao Aniversariante mais importante para o mundo cristão. A música para este final de semana conta a passagem da visita dos Reis Magos, em visita ao Menino Jesus.  O lirismo transmitido pela música para este final de semana é simbólico e emociona a todos. Muitas foram as interpretações que encontrei, mas, me decidi por essa e espero que agrade a vocês, minhas amigas e meus amigos. Senhoras e senhores, a música para este final de semana é “We Three Kings of Oriente Are”, com Virtual Choir and Orchestra.

 

WE THREE KINGS OF ORIENT ARE

VIRTUAL CHOIR AND ORCHESTRA

We three kings of Orient are
Bearing gifts we travel afar.
Field and fountain, moor and mountain,
Following yonder star.

O star of wonder, star of night,
Star with royal beauty bright,
Westward leading, still proceeding,
Guide us to thy perfect Light.

Born a king on Bethlehem's plain,
Gold I bring to crown Him again,
King forever, ceasing never
Over us all to reign.

O star of wonder, star of night,
Star with royal beauty bright,
Westward leading, still proceeding,
Guide us to thy perfect Light.

Frankincense to offer have I.
Incense owns a Deity nigh.
Prayer and praising all men raising,
Worship Him, God on high.

O star of wonder, star of night,
Star with royal beauty bright,
Westward leading, still proceeding,
Guide us to thy perfect Light.

Myrrh is mine: Its bitter perfume
Breaths a life of gathering gloom.
Sorrow, sighing, bleeding dying,
Sealed in a stone-cold tomb.

O star of wonder, star of night,
Star with royal beauty bright,
Westward leading, still proceeding,
Guide us to thy perfect Light.

Glorious now behold Him arise,
King and God and Sacrifice.
Alleluia, alleluia!
Sounds through the earth and skies.

O star of wonder, star of night,

Star with royal beauty bright,
Westward leading, still proceeding,
Guide us to thy perfect Light



Escrito por Ernâni Motta às 23h03
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FIM DE ANO

Um lugar ao Sol é o que todos desejam, é o que qualquer Ser Humano almeja, ao longo da vida! E isto merece uma reflexão, eu acredito, porquanto quando se alcança esse objetivo, nos enchemos de dúvidas, uma delas é como nos mantermos expostos ao Sol, por longo tempo? Pois, isso nos causa fadigas diversas, então, desejamos um novo recomeço e partimos em busca da sombra.

Mas, conquistar o nosso lugar à sombra é tão ou mais difícil do que um lugar ao Sol! Então, nossos desafios são maiores, mais difíceis, exigem de nós mais tolerância, mais compreensão e muita sabedoria!

Que suas orações, neste NATAL, sejam atendidas pelo Aniversariante e que no NOVO ANO, você e sua família conquistem um confortável lugar à sombra, e que não lhes faltem prosperidade, saúde, harmonia, boas novidades, vitórias consagradoras, motivos para rir e se houver algum para chorar que seja de felicidades!

Que Deus vos abençoe, são nossos votos,

 

 

Ernâni Motta e família.



Escrito por Ernâni Motta às 23h01
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