A música para este final de semana é umarevisita ao magnifico repertório da eterna Clara Nunes. Alguém pode ver semelhança no arranjo, confesso que até eu vi, e pode achar também que a cantora tentou imitar a voz de Clara, com o que eu discordo, mas, o interessante mesmo é trazer de volta a música de Clara, com todo o seu esplendor e grito de brasilidade. Diz a Wikipédia, a enciclopédia livre da internet, que o título da música é a denominação de uma nação africana, vinda de Llesa, na Nigéria, e que resiste hoje como um ritmo musical. Ou seja, é mais um dos presentes deixados a nós, seus algozes (veja quanta generosidade), pelos escravos trazidos da MamaÁfrica. Senhoras e senhores, a música para este final de semana é Ijexá (Filhos de Gandhi), com Mart’nália.
Ijexá
Mart’nália
Edil Pacheco
Filhos de Gandhi, badauê Ylê ayiê,malê debalê,otum obá Tem um mistério Que bate no coração Força de uma canção Que tem o dom de encantar
Seu brilho parece Um sol derramado Um céu prateado Um mar de estrelas
Revela a leveza De um povo sofrido De rara beleza Que vive cantando Profunda grandeza
A sua riqueza Vem lá do passado De lá do congado Eu tenho certeza
Filhas de Gandhi Ê povo grande Ojuladê,katendê,babá obá Netos de Gandhi Povo de Zambi Traz pra você Um novo som: Ijexá
Os brasileiros, não sei se outros povos também, dedicam este domingo às mães. Então, resolvi voltar no tempo para reencontrar a minha e com ela conversar um pouco, pois, faz tempo não temos um tête-à-tête.
Sentamos em poltronas confortáveis, sobre as nuvens, como convinha ao acontecimento, depois, naturalmente, de trocarmos carinhos e palavras de conforto pela saudade que cada um sentia. Então, ela me perguntou como estavam todos, meus irmãos, Marli, a minha mulher, e os netos. Disse-lhe que estavam todos bem, mas, lembrei-lhe que ela já tem bisneto, pelos quais ela não perguntou. – Pois é, meu filho, é que eles ainda são novidade para mim, retrucou. Contei-lhe que ela já tem dois bisnetos e duas bisnetas, que são lindos, inteligentes e cheios de saúde. Ela riu, sem nada dizer, mostrando a felicidade que sentia com os olhos apenas.
Minha mãe quis saber como está Macapá. Falei-lhe que fiquei algum tempo sem aparecer por lá, mas que, há quase um ano, fui rever o nosso povo. – Não mudou muito, completei. E mais, a cidade, quando estive lá, o que não lhe faltava eram buracos nas ruas. Algumas se viram asfalto algum dia já esqueceram o que é isso. Os políticos continuavam com as mesmas promessas de melhorar a Educação, a Saúde e tudo mais. Mas, não fique triste com o que vou lhe contar, acrescentei, a Maternidade, onde a senhora, por tantos anos, ajudou a tanta gente, a notícia, agora, é que vive morrendo bebês, que as mães precisam levar curativos e outros apetrechos, quando vão internar. Não sei se é verdade, foi o que andei lendo, nos blogs.
Ela, então, quis saber o que era blog. Fiquei todo enrolado para explicar, mas, acho que ela terminou por entender. O olhar dela ficou triste, por alguns minutos... Indaguei o motivo da tristeza e ela me disse: - Meu filho, se for verdade o que você me contou sobre a Maternidade, é para ficar muito triste, mesmo. E com sua benevolência, completou: Que Deus se apiede da alma daqueles que descuidam da vida de inocentes!
Você não voltar para Macapá, vai ficar no Rio para sempre? – quis saber. Meio engasgado com as palavras, disse-lhe que voltar é difícil, depois de tanto tempo, que o Breno já casou, que a esposa dele é carioca, que eles já deram um neto para mim e Marli, o que me prende mais ainda ao Rio. Ela meio conformada falou: - Tá bom! Pediu para eu falar do meu neto, aí, não me fiz de rogado, então, disse-lhe que o nome dele é Matheus e que ele é a maravilha das maravilhas! Rindo, ela respondeu: - Já haviam me dito que você é um vovô babão, e é verdade.
Foi uma conversa longa, sem a menor pressa para encerrarmos, mas, quase no fim, ela indagou: - E você como está? Falou de todos e não falou de você. Disse-lhe que não tinha novidades, que ela me conhecia e que continuava o mesmo, apenas mais velho. Então, ela pegou a minha mão e falou: - Meu filho, se cuide e cuide da sua mulher. Não esqueça que, enquanto, você estava trabalhando, ela cuidava da saúde, do bem-estar e, sobretudo, da educação dos filhos de vocês, como uma missionária. Disse que precisava ir e já ia levantando, quando a interrompi para perguntar pelo meu pai. A resposta foi quase a de sempre: - Ele está bem, daquele jeito dele, sem pressa, tentando esconder a preocupação com cada filho e com a política. Aliás, cada vez que ele vê um político chegar à porta do Céu e de lá, mesmo, voltar, ele fala: - Não é possível que essa gente não aprenda!... Mas, ele está bem, graças a Deus!
Por fim, disse-lhe que gostaria de lhe dar um presente pelo Dia das Mães, mas, eu sabia que lá, onde ela está, há de tudo. Então, ela me abraçou, beijou-me a testa e disse: - Jamais se permita desencorajar diante das dificuldades, mantenha-se um homem de caráter, cuide dos seus filhos, seja zeloso com a sua mulher, mantenha-se firme em sua fé em Deus e, na medida do possível, não deixe de dar ajuda aos seus semelhantes, isto é um bom presente para mim. Deus te abençoe, meu filho. Mal enxuguei a lágrima que me correu no rosto, ela desapareceu, entre as nuvens. E a saudade de imediato voltou a tomar conta de mim.
E você vai aproveitar o domingo, Dia das Mães, para conversar com a sua? Seja como for, eu espero que o seu fim de semana seja o mais maternal possível, com as bênçãos de Virgem Maria, mãe de todos.
BB E PREVI SÃO USADOS COMO MOEDAS DE TROCA POLÍTICA
Uma chamada de capa do jornal O Globo, hoje, diz:
“Dilma usa Banco do Brasil para acalmar PR”.
Às páginas 38, publica O Globo:
“A presidente Dilma Rousseff decidiu dar um basta à disputa de poder entre a cúpula do Banco do Brasil (BB) e a Previ, o fundo de pensão dos funcionários da instituição. A saída encontrada foi determinar a demissão do presidente do fundo, Ricardo Flores, e do vice-presidente da área de governo do BB, Ricardo Oliveira. (...) O comando da Previ deve ir para um dos vice-presidentes do BB e o cargo de Oliveira deve ser ocupado pelo ex-governador e ex-senador baiano César Borges, do PR, para acalmar a base aliada.”
Como funcionário aposentado do Banco do Brasil e associado da Previ, de quem recebo o complemento de minha aposentadoria, não posso deixar de ficar preocupado, em ver o Banco e a Previ serem usados como moeda de troca política, pelo governo. A História tem registros desalentadores de intromissão do governo em fundos de pensão, particularmente, de empresas estatais, sendo o mais recente o de Furnas. Os gigantescos superávits da Previ, é notório, provoca a cobiça de muita gente e não quero nem pensar em gente do Planalto tomando de assalto a Previ. O risco é o de os superávits em pouco tempo virarem déficits. E não sou, acreditem, nenhum catastrofista!
Nesta sexta-feira, este blogueiro, fez a convite da turma do primeiro período de uma faculdade de Direito, em Santa Cruz, Zona Oeste do Rio, uma palestra sobre “A Comunicação no Direito”.
Foi, acima de tudo, um reencontro com a sala de aula, com aquele clima de expectativa com a vida, que somente nos bancos escolares conseguimos viver. Socorri-me, como não poderia ser diferente, dos grandes estudiosos, como, Theodor Adorno, Marshall McLuhan, Pierre Levy e outros, para mostrar àqueles jovens a importância e o significado da Comunicação no cotidiano de um advogado, assim como, de qualquer outro profissional.
Houve uma interatividade bem agradável e um visível interesse dos alunos sobre o tema discutido, o que muito me animou. Costumo repetir que gosto muito de estar perto dos jovens, pois, com eles tenho sempre algo mais para aprender. E, hoje, não foi diferente, saí da faculdade com a sensação de que mais aprendi do que, pretensiosamente, poderia ter ensinado, modéstias à parte.
Procuro no galho onde ele habita sinais da comunicação quase estabelecida.
Não o vejo, cansou da brincadeira e me entregou a solidão de uma maneira mais doída.
Abro as asas sei que posso voar, desisto, quase já no ar, volto parasita
É esta janela da desdita
que me limita!
A pérola mostrada hoje está publicada, originalmente, no blog da autora, a minha querida amiga ELZA FRAGA (link ao lado), a quem deixo aqui o meu mais profundo agradecimento pela colaboração. A minha amiga ELZA viveu um período conturbado, com um problema de saúde, mas, graças a Deus está melhorando. A doença, entretanto, não tirou dela a vontade viver e de praticar o que mais gosta, que é a arte de poetar. Saúde ELZA!
A música para este final de semana foi composta e gravada em 1955, pela dupla Luizinho & Limeira. No ano seguinte, outra dupla voltava a gravá-la, sendo seguida por dezenas de intérpretes, inclusive, sendo levada ao cinema, em duas versões, uma com o cantor Sérgio Reis e outra com o também cantor sertanejo Daniel. A dupla que a eternizou, em 1994, viu uma de suas vozes silenciar, e, nestasemana, calou-se o componente que sobrevivera. A música para este final de semana é, pois, uma homenagem a essa dupla que, com extraordinário talento, admirável competência e invejável afinação, transportou a música caipira para a cidade grande, fazendo com que a crítica e o público passassem a dar valor às nossas raízes. Senhoras e senhores, a música para este final de semana é “O Menino da Porteira”, de Teddy Vieira e Luizinho, com a inigualável dupla Tonico e Tinoco.
O Menino da Porteira
Tonico e Tinoco
Composição: Teddy Vieira e Luizinho
Toda vez que eu viajava pela Estrada de Ouro Fino De longe eu avistava a figura de um menino Que corria abrir a porteira e depois vinha me pedindo: - Toque o berrante seu moço que é pra eu ficar ouvindo.
Quando a boiada passava e a poeira ia baixando, eu jogava uma moeda e ele saía pulando: - Obrigado boiadeiro, que Deus vá lhe acompanhando pra aquele sertão à fora meu berrante ia tocando.
Nos caminhos desta vida muitos espinhos eu encontrei, mas nenhum calou mais fundo do que isso que eu passei Na minha viagem de volta qualquer coisa eu cismei Vendo a porteira fechada o menino não avistei.
Apeei do meu cavalo e no ranchinho a beira chão Ví uma mulher chorando, quis saber qual a razão - Boiadeiro veio tarde, veja a cruz no estradão! Quem matou o meu menino foi um boi sem coração!
Lá pras bandas de Ouro Fino levando gado selvagem quando passo na porteira até vejo a sua imagem O seu rangido tão triste mais parece uma mensagem Daquele rosto trigueiro desejando-me boa viagem.
A cruzinha no estradão do pensamento não sai Eu já fiz um juramento que não esqueço jamais Nem que o meu gado estoure, e eu precise ir atrás Neste pedaço de chão berrante eu não toco mais.
Eu há muito tempo vivia em busca da Liberdade irrestrita, incondicional e irrefutável, e nunca encontrava, havia sempre algo que a limitava. Ontem, pela manhã, ao levantar, como de costume, fui à janela repetir a frase de sempre: Obrigado, meu Deus! E foi nessa hora que ele, ou melhor, eles passaram em frente à minha casa serelepes, rindo de tudo, descompromissados com o mundo, enfim, lépidos e fagueiros.
Aqueles dois me comoveram tanto, que me esqueci de procurar saber se eram um casal ou apenas bons amigos, mas, o quanto isso importa, não é verdade? O fundamental é que eles, com aquelas cabeças levantadas, olhando para o futuro, como estivesse na próxima esquina, eram donos dos próprios narizes. E como a gente, às vezes, sente uma enorme vontade de se achar assim também?
Sei que eles estão por todo o planeta a cativar, emocionar, instigar, por vezes, a nos proteger, e, por isso, homenagens já lhes foram prestadas, em verso e prosa, até filmes já produziram para narrar a história de um ou outro. São, não me resta a menor dúvida, centelhas da Energia Divina!
É verdade, há invejosos da liberdade deles e, covardemente, os maltratam... Talvez, seja o preço que tenham de pagar, por serem almas privilegiadas. Enfim, a espécie humana é composta por diversos e diferentes tipos. E um dos piores deles é o covarde. Mas, não nos atemos a eles, pois, entristecem a nossa alma.
O importante, efetivamente, é a Liberdade, assim mesmo, com inicial maiúscula, para que possamos sentir, ao menos por alguns segundos, o seu verdor, a sua grandeza e o provocante grau de relaxamento que nos causa. A Liberdade irrestrita, incondicional, irrefutável, talvez, não nos tenha sido concedida, sabe-se lá o porquê, mas, ela existe. Os místicos acreditam que haverá de chegar o dia em que a conheceremos, todavia, o meu imediatismo a deseja para agora.
Mas, os dois que passaram pela minha janela, com aquele ar altivo e soberano me diziam que já têm a graça de experimentar essa Liberdade. E ao refletir sobre o meu desejo, concluí que as minhas amarras eu mesmo as criei, com a minha prepotência, vaidade e irredutível ambição pelos bens materiais. Enquanto aqueles Cachorros Vira-latas contentam-se com uma migalha para lhes diminuir a dor no estômago, uma estreita marquise que os proteja da chuva, um parco abrigo, em que possam escapar do frio... Enfim, eles querem somente poder ir e vir, apenas isso.
E você já conquistou a sua Liberdade? Seja como for, eu desejo que o seu fim de semana seja livre, leve e solto, como diz a música, temperado com saúde, harmonia e a proteção Divina.
O jornalista Ancelmo Gois, no sábado, dia 28/4, informou em sua coluna: “Sérgio Sessim, prefeito de Nilópolis, RJ, publicou ontem no DO da cidade a contratação de médicos, serventes, auxiliares de serviços gerais e coveiros. Todos, acredite, pelo mesmo salário: R$ 622.”
No decorrer da semana, a Prefeitura apressou-se em informar que o salário final dos médicos será acrescido de gratificações, sem informar o seu valor. Não acredito que a tal gratificação vá tornar o “salário final” algo tão atraente que leve profissionais gabaritados a se interessarem pela oferta. Esta é mais uma das razões de os hospitais, pelo Brasil afora, conviverem com falta de médicos, sobretudo, os especialistas.
É o velho salve-se quem puder, cada vez mais, se fazendo valer!
Esqueceram de informar ao presidente cassado Fernando Collor que no Senado ele tem pares, com mandato concedido por eleitores, dos diversos estados, e, constitucionalmente, com as mesmas prerrogativas. Então, por ser membro da CPI do Cachoeira, em mais um de seus arroubos de prepotência, quis impor seus ditames aos demais senadores membros da CPI. Evidentemente, ele, por não ter sido informado, viu surgir vozes discordantes, como a do senador Pedro Taques (PDT-MT), que o lembrou da igualdade constitucional entre todos os senadores.
Collor, então, girou a sua velha e carcomida metralhadora contra os jornalistas, a quem chamou de “rabiscadores da imprensa”. É, por isso, que digo sempre, somos os culpados pelos maus políticos, deste país, pois, continuamos a votar neles.
A cantora amapaense Ana Martel faz show dia 11 de maio, a próxima sexta-feira, no Macapá Hotel para comemorar os seus 30 anos de carreira, intitulado “Ana Martel canta Elis”.
A escolha do nome do show se deve ao fato de a Ana ter começado a cantar profissionalmente no ano em que Elis Regina morreu, 1982. O que para Ana guarda um simbologia bastante especial.
Ana Martel, posso afirmar para os que estão fora de Macapá, possui um talento maravilhoso, um admirável senso de profissionalismo e uma sensibilidade aflorada. E é com essas virtudes que ela fará o seu show! Portanto, aos que estão em Macapá não deixem de ir assisti-la.
O show tem início marcado para as 22 horas, os ingressos, ao preço de R$ 25, já estão à venda na recepção do Macapá Hotel (se aceita cartão de crédito) e na Sorveteria Jesus de Nazaré, à Rua Leopoldo Machado, no bairro Jesus de Nazaré.
LOCAL DO SHOW É MUDADO
O blog recebeu um release que informava o local do show como Macapá Hotel. Após a publicação, havia a notificação no FACEBOOK que o a realização do show ANA MARTEL CANTA ELIS fora trocado para o MALOCÃO DO SESI. Fica, pois, o registro.
Ninguém, em Brasília, sabia mesmo da “amizade” entre Demóstenes e o Cachoeira?
Quando os juros baixos, anunciados com pompas e circunstâncias, chegarão ao clientes dos bancos?
Bicicleta motorizada exige carteira de habilitação ou não para ser usada? E tenda da Lei Seca pode ser instalada sobre a ciclovia?
A dengue, no Rio, após ser reconhecida como epidemia pela Prefeitura da Cidade, será combatida pelos órgãos públicos ou o povo terá de esperar o inverno chegar para o mosquito hibernar até o próximo verão?
A CPI do Cachoeira vai, mesmo, dar em pizza ou não?
Onde os moradores de Copacabana irão abastecer seus carros, já que o governador quer acabar com os postos de combustíveis do bairro?
Engenheiro especializado em trânsito existe ou o título de Companhia de Engenharia de Tráfego que existe aqui, no Rio, trata-se apenas de um nome fantasia bem fantasioso? Transitar pelas ruas de Campo Grande, Zona Oeste do Rio, é uma tortura tanto faz ser de carro, motocicleta, bicicleta, inclusive motorizada, ou a pé. É sério, a CET-RIO existe, mesmo?
Fala-se tanto nas obras dos aeroportos das cidades que serão sedes da Copa do Mundo 2014, aí, me lembrei, as obras do novo aeroporto de Macapá já foram retomadas?
A Lona Cultural Hermeto Paschoal servirá de palco, no próximo sábado, dia 12/05, às 21 horas, para o esperado lançamento do CD “Nossa Alegria”, da cantora Manu Santos.
Manu Santos nasceu, se criou e desenvolveu o seu belíssimo talento em Bangu, na Zona Oeste do Rio, região que, a cada dia, descobre um novo e competente artista, o que a credencia a candidatar-se a estrela de primeira grandeza da música popular brasileira.
O CD “Nossa Alegria” já foi lançado por Manu em outros palcos, o que já foi motivo de comentário aqui, e recebeu as bênçãos de Caetano Veloso, Moacyr Luz, George Israel e Marcelo Camelo, Gilberto Gil e João Donato, Ivan Lins e outros respeitáveis compositores.
Faltava Bangu receber e aplaudir a sua artista, por isso, a Manu fará esse show com todo o orgulho. Vá lá! Vá ouvir a Manu, é uma voz deslumbrante, pode acreditar.
Tem gente que gosta de repetir: - Há coisa que só acontecem ao Botafogo. E eu, como orgulhoso botafoguense, completo: - para o bem e para o mal. E foi isso que aconteceu no domingo passado, quando a gandula Fernanda Maia devolveu a bola às mãos do Mago para recolocá-la em jogo, em segundos, o que resultou no primeiro gol de Loco Abreu, fazendo 1 X 0 FOGÃO.
O Fluminense passou a semana protestando contra a presença da bela gandula torcedora do Botafogo, mas, a Federação de Futebol do Rio de Janeiro entendeu que a Fernanda pode atuar no jogo de amanhã, sem restrições.
foto: Google
Se ela vai atuar ou não é uma decisão dela, disse o diretor botafoguense Sérgio Landau, administrador do Engenhão, que afirmou ainda: - O Botafogo é dono do estádio até quatro horas antes do jogo, depois quem resolve é a FERJ.
Agora, fala sério, barrar a garota porque ela repôs a bola, no domingo passado, com aquela precisão é demonstração de que há gente tremendo... Mas, acho que é por causa da beleza da moça.
A exemplo do que escrevi, na semana passada, escrevo agora: Neste domingo, jogam Botafogo de Futebol e Regatas e o Fluminense Futebol Clube a primeira partida pela decisão do Campeonato Carioca de Futebol 2012.
Da alma primitiva Te trago o amor de milênios atrás O resgate de um sonho Os dias que não te vi Proteger Trilhar Transcender Amar... Das vidas que não lembrava Das vidas que nos esperam Trago diamantes no olhar e um mar no sorriso Pois minh'alma vagou no silencio E o meu silêncio é filho do sol... Até breve Teu corpo habita o meu E nossas mãos se entrelaçam à terra Como se amar metabolizasse o universo
A pérola acima está publicada, originalmente, no blog do autor, o meu amigo Antonio Siqueira (link ao lado), a quem agradeço a compreensão. O Antonio é um poeta, escritor, blogueiro daqui de Campo Grande. Vá visitá-lo para apreciar a sua inteligência e o seu talento.
A música para este final de semana é cantada por uma dupla de privilegiadíssimas vozes e talentos ímpares, e foi um sucesso extraordinário no já distante ano de 1972. Uma curiosidade, havia uma discussão que vinha desde os anos 1950 sobre quem tinha a voz melhor ou que um imitava o outro... Coisas daqueles tempos, cujo maior exemplo, acho foi a “briga” entre Emilinha Borba e Marlene. A música para este final de semana tem o sabor brasileiro do gingado e da boa malandragem e é interpretada com a suavidade da brisa do mar. Senhoras e senhores, a música para este final de semana é “Teresa da Praia”, de Tom Jobim e Billy Blanco, com Dick Farney e Lúcio Alves.
TERESA DA PRAIA
DICK FARNEY E LÚCIO ALVES
COMPOSIÇÃO: TOM JOBIM & BILLY BLANCO
Oh! Dick Fala, Lucio
Arranjei novo amor no Leblon Não diga! Que corpo bonito Que pele morena Que amor de pequena Amar é tão bom Tão bom...
Oh! Lucio Dick Farney: Fala, meu irmão
Ela tem um nariz levantado Os olhos verdinhos Bastante puxados Cabelo castanho
E uma pinta do lado...
Ela é minha Teresa da praia Se ela é tua, é minha também O verão passou todo comigo O inverno, pergunta com quem
Então, vamos A Teresa na praia deixar Aos beijos do sol E abraços do mar
Teresa da praia Não é de ninguém Não pode ser tua Nem tua também
O sentimento chamado amor que une um homem e uma mulher ou uma mulher e um homem já foi tantas vezes descrito, cantado, interpretado, representado, questionado, provocado, abençoado, que eu não me atreveria a comentá-lo de alguma forma, não fosse a minha presunção leonina.
Na verdade, o meu comentário não passa da repetição de alguns questionamentos que o amor provoca, como, por exemplo, se o amor é essa chama divina e especial, porque as pessoas brigam, em seu nome? Mais que isso, matam! Por que o amor tem uma linha tão tênue a separá-lo do ódio? Seria este o outro lado de uma mesma moeda? Desde quando as pessoas passaram a acreditar que o amor seria eterno, se, por vezes, ele se mostra tão rápido e passageiro?
As novelas e os filmes, que são a arte imitando a vida, apesar da licenciosidade poética, não conseguem mostrar um par pleno de amor, sem antes fazê-lo passar pelos mais crueis e insidiosos desencontros. Alguém pode se apressar em responder que a trama é que movimenta e dá corpo à novela ou ao filme. Muito bem! Mas, ainda assim, me vem a pergunta por que não há um casal sem brigas, intrigas, com demonstrações de comedimento, temperança, renúncia, enfim, com todos os demais sentimentos que terminam por ser os sustentáculos de um grande amor? Até para fazer contraponto ao casal protagonista?
Há ainda os que sempre buscam na religião, não posso esquecer, a resposta definitiva para a convivência harmônica, tolerante, complacente. Será que seria, verdadeiramente, esse o caminho? Mas, nesse caso, os não religiosos estariam fadados ao fracasso de uma vida a dois, será? Há controvérsia. A questão continua no ar... Detalhe: tenho minha profissão de fé!
Aos poetas, há horas, quero crer foi dado o dom de responder a todas as questões, todavia, muitos deles se mostram tão incompetentes para tanto. Hoje, ouvi uma música da minha musa Marisa Monte, na qual ela pergunta: “O que eu fiz para merecer você?” Que dúvida mais insana! Seria esse amor, representado por um Ser, tão idolátrico, soberbamente peculiar? Pode ser, pode ser... E, ainda assim, será que ele seria finito? Ou não?
Engraçado, estou percebendo que ao me arvorar em divagar sobre o amor fiquei cheio de dúvidas e perguntas. Seria uma provocação pertinente, com a qual tenho de me habituar a conviver, se quero viver o meu amor? Ou os meus amores, afinal, quem disse que nos foi determinado um único e definitivo amor? Quanto a isso, também, se tem exemplos de amores findos, com seus protagonistas descobrindo novos e duradouros, o que me faz lembrar os versos de Vinicius, em o “Soneto da Fidelidade”: Eu possa me dizer do amor (que tive):/ Que não seja imortal,/ posto que é chama/ Mas que seja infinito enquanto dure.
Esse tal do amor é uma tempestade em um copo d’água. Não sei se alguém já escreveu isso, provavelmente, sim, mas, não deu para não repetir. Como toda tempestade também passa, o melhor, então, é vive-lo o mais desbragadamente possível. E ser feliz, que é o que, de fato, importa.
E você já viveu o seu grande e eterno amor? Seja como for, eu espero que você tenha um fim de semana romântico e intensamente feliz.
Nesta quinta-feira, o Supremo Tribunal Federal aprovou, por unanimidade, o sistema de cotas nas Universidades brasileiras, em votação de uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF), apresentada pelo Democratas, sob a alegação de que a Constituição estaria sendo contrariada, com a adoção de reservas de vagas a um determinado grupo de pessoas.
Penso que estão de parabéns os ministros do STF e o povo brasileiro. É, não resta dúvida, um passo para nos tornarmos uma sociedade verdadeiramente justa, igualitária e fraterna. Creio, entretanto, que caberia ao Congresso Nacional a decisão, que deveria ser estendida por outras atividades, que sofrem das mesmas mazelas.
Tenho ainda a opinião de que a decisão do Supremo está incompleta, pois, defendo a utilização do sistema de cotas em tempo determinado e com a obrigatoriedade de o Estado dotar o ensino público de condições semelhantes ao privado, com o objetivo de que todos possam disputar uma vaga nas Universidades, nos concursos públicos e afins de forma universal e em mesmos patamares. Daí, a minha defesa de que o assunto deveria ser tratado pelo Congresso Nacional.
Quando manifesto a minha discordância com a decisão do STF, não me refiro ao caso julgado, nesta semana, mas, por entender que o Poder Legislativo foi omisso. O Congresso Nacional já deveria ter aberto uma discussão com a sociedade, ouvindo as partes à favor e contrárias, as ponderações dos dirigentes das instituições, os argumentos dos legítimos e verdadeiros interessados. E não apenas quanto as cotas raciais, mas, vislumbrando a questão socioeconômica que afeta o nosso povo. Há entre os menos favorecidos, negros, brancos, índios, migrantes que são prejudicados com o ensino precário e deficiente do país. E mais, o sistema de cotas deverá ser utilizado também pelas Universidades privadas, pois, elas recebem incentivo público para dar oportunidade a alunos carentes. E será que dão?
Morar, particularmente, nas maiores capitais brasileiras é uma dificuldade cada vez mais crescente, não só pela falta de moradias, pelos juros altos dos financiamentos de imóveis, pelos alugueis escorchantes, mas, pelo espaço das casas e apartamentos que estão sendo construídos ultimamente.
Estive, há dois anos, no Recife, e fui ver um apartamento em construção, cujo preço, em princípio, me pareceu acessível. Que decepção! O apartamento que me foi mostrado de três quartos tinha nada mais de 54 metros quadrados. Aqui, no Rio, não é diferente. São os famosíssimos “apertamentos”. Estive há pouco tempo visitando um amigo na Barra da Tijuca, bairro dos novos ricos, e o apartamento em que ele estava hospedado era tão pequeno que o dono teve de encomendar os móveis, confeccionados exclusivamente para ele, pois, os vendidos nas lojas não cabiam na sala e nos quartos. Cozinha, esqueça! Como as pessoas estão comendo mais na rua do que em casa, os construtores aproveitaram-se do fato para diminuir ainda mais o que eles chamam de cozinha. Fogão de seis bocas, nem pensar; geladeira e freezer, para quê?
Para piorar a minha claustrofobia, li dias atrás, nos jornais, a declaração de um representante das construtoras, na qual ele afirmava: “Os imóveis vão ser cada vez mais compactos”. Então, fiquei imaginando um casal com um casal de filhos, como vai se arranjar? A velha ideia de que meninos deveriam dormir em quarto separado das meninas é coisa de antigamente.
É o minimalismo sendo utilizado também e em larga escala na construção de moradias. Agora, o interessante é que os nascidos, desde o final de século passado, se aproximam aceleradamente dos dois metros. Como acomodá-los nesses “apertamentos”?
Ao que parece, a CPI do Cachoeira já começa a fazer água! Esta semana, Lula, o maior incentivador da Comissão, esteve em Brasília e ouviu de Dilma que seu governo poderia ser paralisado, se as investigações alcançarem o seu ministério e departamentos.
Nesta sexta-feira, os jornais já publicam que os petistas arrefeceram os discursos, dizendo, inclusive, que Marconi Perillo, o inimigo nº 1 de Lula, não é a principal preocupação da CPMI e tal e coisa...
A propósito ouvi essa semana na Rádio Globo: - Em Brasília, quem não conhece o Cachoeira ou está de cascata ou está com catarata!
Domingo, tem a decisão da Taça Rio, o segundo turno do Campeonato Carioca de futebol, entre Botafogo de Futebol e Regata e o Clube de Regatas Vasco da Gama. Que vença o melhor!
Enquanto isso, o Flamengo continua em seu dolce far niente!
Essa declaração de amor em forma de poesia é do maranhense Jonas Diego Teles, que desfila a sua sensibilidade em Macapá, e faz parte da “COLETÂNEA (Poetas, Contistas e Cronistas do Meio do Mundo)”, livro que me foi presenteado pelo meu amigo Pulo Tarso Barros.
A música para este final de semana junta o barroco com o moderno e mostra como essa mistura é do mais sublime bom gosto, com um poder quase inexplicável de tocar a nossa sensibilidade. A música para este final de semana é um ícone contemporâneo mostrado por vozes que lhe dão um manto especial. Senhoras e senhores, a música para este final de semana é o megassucesso gravado pelos Beatles, nos anos 1960, em uma versão do grupo Gregorian Chants,
And I love Her
Gregorian Chants
I give her all my love That's all I do And if you saw my love You'd love her too I love her
She gives me everything And tenderly The kiss my lover brings She brings to me And I love her
A love like ours Could never die As long as I Have you near me
Bright are the stars that shine Dark is the sky I know this love of mine Will never die And I love her
Bright are the stars that shine Dark is the sky I know this love of mine Will never die And I love her
Quem me conhece há pelo menos uma década não sabe que já fui um fumante. Não digo um dos mais inveterados, mas, consumia ao menos um maço e meio por dia, o que, convenhamos, era uma perversidade que fazia com os meus pulmões. Sem querer justificar o injustificável, eram outros tempos e tinha lá o seu charme, tanto que era uma forma (enviesada) de a gente mostrar que era homem.
Mas, tudo muda e eu mudei junto, então, parei de fumar faz um pouco mais de 15 anos. E, francamente, nada mais fora de tom do que recorrer a artifícios, como fumar, para mostrar que se é viril. Aliás, é de um machismo sem sentido, não é verdade? Por isso, fumar, nesse sentido e em qualquer outro, é completamente cafona, como a gente falava naqueles tempos.
Hoje se tem a clareza do quanto fumar faz mal à saúde e, ao contrário do que se imaginava, o hábito prejudica a virilidade. Não sei se essa descoberta assustou aos homens, mas, tenho a impressão de que vejo mais mulheres fumando. O triste da coisa é que, segundo algumas publicações, o fumo traz mais prejuízos a elas do que a eles. A inversão, pois, é ainda mais perversa!
Na verdade, percebe-se que o hábito de fumar está cada vez mais marginal. O cigarro está vetado em lugares fechados, sejam eles onde forem. Daí que a gente vê cada vez mais pessoas (particularmente, moças) indo fumar nas calçadas e lugares, digamos, mais arejados.
Fumar é um vício degradante e pernicioso, e posso afirmar isso com todas as letras, pois, fui um fumante por quase 30 anos. A história do cigarro é recheada de acidentes de consequências desastrosas, com algumas deixando o indivíduo sentindo-se culpado pelo resto da vida. Fato que é profundamente lamentável.
Dizem que todo “ex” é um chato em potencial e que o “ex-fumante” consegue ser mais chato ainda. Confesso que sempre tive a preocupação de não ser esse “chatérrimo”, por ter parado de fumar. Por isso, esta é a primeira vez que abordo o assunto, e me lembrei de comentar sobre tal, por ter visto, essa semana, várias moças que abandonaram seus afazeres para irem fumar, no Calçadão, como a gente chama a rua do comércio aqui, em Campo Grande. O detalhe é que todas eram empregadas das lojas, que, ao irem fumar, por certo, estavam deixando vender e, como vendedores vivem de comissão, elas estavam perdendo dinheiro. Tudo porque não podiam ficar mais alguns minutos sem tragar um cigarrinho!
E você fuma ou já fumou? E o que acha do hábito de fumar? Incomoda-o ou para você tanto faz?... Que cada um cuide de sua vida? Seja como for, eu espero que o seu fim de semana seja livre de uma baforada e de muita saúde.
Em um dia dessa semana, li assustado o comentário postado por uma moça, no Facebook, em que ela defendia a regulamentação da Comunicação. A jovem justificou o seu desejo, devido ao, segundo ela, “despreparo da maior parte da imprensa” e aos “comentários desnecessários, suposições indevidas, especulações absurdas, sensacionalismo escancarado”, em decorrência de uma tragédia acontecida em Macapá, de onde ela escrevia. E terminou dizendo: “Trabalho com comunicação e sou totalmente a favor da lei que REGULA a imprensa”.
Como a moça reside em Macapá, suponho que a sua indignação deve-se à atuação de alguns jornalistas do lugar. De imediato, deixei em sua página, a minha posição contrária. Ela replicou, alegando que outros “servidores (sic) têm a profissão regulamentada”.
Quero crer que a jovem jornalista ainda não tenha algum conhecimento mais profundo do que significa, de fato, a “regulamentação da Comunicação”. Se estiver errado, deixou-lhe aqui o meu pedido de desculpas. Todavia, particularmente, vejo a “regulamentação” como uma porta escancarada para a CENSURA, a manipulação da informação, o controle estatal das redações, que é o lugar para o livre pensar. As preocupações da “coleguinha”, entretanto, não são de todo infundadas, se pensarmos em suas justificativas. Porém, o despreparo se supera com a profissionalização dos jornalistas e cabe esclarecer que a desobrigação do diploma não implica em desobrigação de formação e/ou Educação.
Para citar apenas um exemplo do que o controle estatal é capaz, me lembro de quando inauguramos a Rádio Educadora, em Macapá, em pleno vigor da ditadura, o já saudoso colega Bonfim Salgado apresentava um programa, cujo nome era “Fatos, Boatos e vice-versa”, então, com a decretação do AI-5, o nome teve de ser alterado, porque os censores achavam que a expressão “boatos” não podia ser usada em um programa de rádio. Hoje, parece risível, mas à época a coisa foi tratada com uma seriedade aterradora, pela polícia do governo.
Portanto, regulamentar a Comunicação é, não há dúvida, um retrocesso, que só pode ser defendido por quem desconhece o assunto ou tem interesses particulares a partir da regulamentação.
Por fim, um lembrete, a Constituição e os nossos Códigos legais têm anteparos contra os abusos dos profissionais da mídia e nunca é demais ampliar os conhecimentos e para tanto o caminho é estudar, estudar, estudar...
O acontecimento político da semana foi, sem dúvida, a instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito, pelo Congresso Nacional, a fim de apurar o envolvimento do bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, com autoridades da República, de diversos partidos, e empresas privadas que mantêm negócios com o Governo.
Cachoeira começou a ver suas águas diminuírem a partir da deflagração da “Operação Monte Carlo”, da Polícia Federal, e ver suas conversas gravadas, sobretudo com o senador Demóstenes Torres (Sem partido-GO), sendo divulgadas pela mídia.
Ao lembrarmos as CPIs anteriores, não há como a gente se animar com a ideia de que esta chegará a um bom termo. A presidente Dilma não era favorável, com a alegação de que a CPMI pode paralisar o governo. A oposição, ao ver alguns de seus representantes aparentemente envolvidos, já tirou o pé do acelerador. Enfim, tudo indica que será apenas mais um desperdício de tempo e dinheiro, além de ser um bom palanque aos candidatos, em um ano de eleições.
O número recorde de parlamentares que assinaram o pedido de instalação da Comissão poderia fazer com que o povo acreditasse ser dessa vez a hora do resgate da seriedade, do comprometimento com a coisa pública, da demonstração de probidade, pelo Parlamento brasileiro. Mas, infelizmente, não é ou não será bem assim. As articulações do Planalto para uma “operação abafa”, denunciada pela mídia, o discurso do presidente do Partido dos Trabalhadores que disse querer usar a CPMI para desmascarar a “farsa do mensalão” e outras ações urdidas na calada da noite e que não chegam ao nosso conhecimento são o alimento para que o descrédito continue.
Dizem que quando uma pessoa é acometida por algum mal mais grave, passa a ser mais tolerante, compreensiva e equilibrada... Passa a ser menos arrogante, prepotente, temperamental. Mas, ao que parece, não foi o que aconteceu com o “pai dos pobres”, Luís Inácio Lula da Silva, que ao tomar conhecimento das gravações que incriminavam Demóstenes Torres e do possível envolvimento do governador Marconi Perillo (PSDB-GO), mostrou o seu rancor e mágoa, contra os seus desafetos, e incitou os petistas a aprovarem a instalação da “CPMI do Cachoeira”, mesmo que isso contrariasse a presidente que o povo elegeu, por ordem dele. E ainda, segundo o noticiário político, que levasse de roldão o seu correligionário Agnelo Queiroz, governador do Distrito Federal.
Pelas atitudes de Lula, tudo indica que ele cursou suas poucas séries na mesma escola do venezuelano Hugo Chávez. A raiva de Lula pode provocar um belo lago no governo Dilma, porquanto as primeiras notícias são de que Cachoeira também andou pelos corredores de Brasília. Mas, ele não se importa com isso, e não pensem que é porque ele está interessado na moralidade e lisura do Poder. O interesse dele, de fato, é pelo fracasso de Dilma, para que ele possa se apresentar em 2014, como o verdadeiro salvador da Pátria. Duvidam? Não se esqueçam de que ele já declarou que veio ao mundo para salvar os pobres.
DELTA CONSTRUÇÕES DEIXA CONSÓRCIO DA REFORMA DO MARACANÃ
A primeira defecção que a CPMI do Cachoeira já provocou, antes mesmo de ser instalada, ao que tudo indica, é a Delta Construções, que terá de abandonar o consórcio encarregado das reformas do estádio do Maracanã. Conforme O Globo publicou hoje “A decisão foi da Andrade Gutierrez e da Odebrecht, integrantes do consórcio”.
É de cair o queixo o volume de recursos que a Delta recebeu somente do governo do Estado do Rio de Janeiro, na ordem de R$ 1,4 bilhão, diz também O Globo hoje. O governo fluminense pensava, contudo, ser pouco, assim, desse montante aproximadamente 20% foram contratados sem licitação. E a empresa, no entanto, diz não ter recursos para efetuar os repasses para a obra do Maracanã.
Em um país, onde os governantes são sérios, o senhor Sérgio Cabral a essa hora, diante da enxurrada de denúncias contra a Delta, já deveria estar pegando o seu boné e pedindo para sair. Aliás, não somente Sérgio Cabral, também, já deveriam estar entregando as chaves dos palácios, onde moram, os senhores Marconi Perillo e Agnelo Queiroz. Mas, estamos no Brasil!...
O bate-boca, pela imprensa, essa semana, entre os ministros Cesar Peluso, ex-presidente do STF, e Joaquim Barbosa, escolhido vice-presidente, provocou um ligeiro tremor de terra, nos quintais do Judiciário. Quem está certo, não se sabe, até porque a “turma do deixa disso” entrou em campo e procurou apaziguar os ânimos.
Dizem, contudo, que o novo presidente do STF, Carlos Ayres Britto, tentou promover a paz entre ambos, que Cesar Peluso teria aceitado, inclusive esticando a mão para Barbosa, mas, que este não aceitou o armistício. Como isso é briga de “cachorro grande”, vou ficar só olhando!
A preciosidade acima, fui buscar entre a lavra da minha amiga ROSANY COSTA e está publicada originalmente em seu blog (link ao lado). Chamou-me a atenção a coincidência que vi entre os versos da ROSANY e os últimos acontecimentos políticos do país, então, não havia como não republicar. À minha amiga, o meu muito obrigado, pela compreensão e carinho. Vá visitar a minha amiga, as terras dela são férteis e cheias de flores encantadoras.
A música para este final de semana fala do desconhecido, por vezes vazio, que ao amor, porém, é dado o privilégio de conhecer. E, assim, entre um questionamento e outro, seu autor tenta descobrir os desvãos da alma de sua amada. Desafio quase impossível de vencer!... A música para este final de semana é para se ouvir com atenção, fazendo a reflexão sobre essa busca do imponderável.Senhoras e senhores, a música para este final de semana é “Quase Nada”, com Zeca Baleiro.