Ernâni Motta


A MÚSICA PARA ESTE FINAL DE SEMANA

A música para este final de semana, quando se aproximam as festas juninas, há de ser um forró, daqueles bem arretados, para fugir dos “la la las” das Copa. Um forró que é música brasileira pura e legítima, que faz o corpo balançar, alegra o coração e descansa a mente. Senhoras e senhores, a música para este final de semana é “Esquenta Moreninha”, com Jorge de Altinho.

Esquenta Moreninha

Jorge de Altinho

Composição: Assisão

Esquente moreninha
Esquenta moreninha
Tem uma fogueirinha no meu coração
Esquente moreninha
Esquenta moreninha
Tem uma fogueirinha no meu coração

Vamos ao botequim, pois assim fica melhor
Tomar umas e outra e cair dentro do forró
Curtir uma ressaca no seu colo estou seguro
Sem contar com os beijinhos no cantinho atrás do muro.

Tem boi na linha
Tem, tem, tem
Nem que chova canivete eu sou teu meu bem
Tem boi na linha
Tem, tem, tem
Nem que chova canivete eu sou teu meu bem

Esquente moreninha
Esquenta moreninha
Tem uma fogueirinha no meu coração
Esquente moreninha
Esquenta moreninha
Tem uma fogueirinha no meu coração

 

Tem boi na linha
Tem, tem, tem
Nem que chova canivete eu sou teu meu bem
Tem boi na linha
Tem, tem, tem
Nem que chova canivete eu sou teu meu bem



Escrito por Ernâni Motta às 21h17
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FIM DE SEMANA

A Língua Portuguesa, já ouvi muita gente falar, é difícil e os estrangeiros têm muitas dificuldades em aprendê-la, por causa, principalmente, de haver vários termos definindo um único objeto, por exemplo. Não sei se as pessoas dizem isso, em um arroubo de triunfalismo ou se pelo velho complexo de “vira-lata”, como definiu Nelson Rodrigues.

Particularmente, sempre tive as minhas atribulações com a nossa Língua Pátria, por conta, por exemplo, da colocação correta de “pontos” e “vírgulas”. Quando me falam em análises sintáticas, morfológicas, se eu não fosse desprovido de cabelos, ficaria todo arrepiado. O tal do Pronome, com suas variações, é outra tormenta. Ah! Os plurais de palavras compostas, meu Deus! Quando pensei que estava aprendendo o que tinha hífen e o que não tinha, resolveram mudar a Gramática e lá se foi tudo por água abaixo.

Conclusão, falar esse bendito Português de forma escorreita, definitivamente, requer muito estudo, dedicação integral, inteligência rara, o que, para minha tristeza, não me foi concedido. As minhas professoras tentaram, com muita paciência e obstinação, mas, não conseguiram pôr na minha “cachola” um mínimo possível de regras que me ajudassem a fazer bom uso da nossa Língua Mãe. Aliás, para que ninguém me ache esnobe, a palavra “escorreita”, que escrevi acima, ouvi certa vez uma colega, dos meus tempos do Banco do Brasil, pronunciar, achei bonita e nunca mais a esqueci.

O que me levou a pensar sobre as dificuldades com o Português, foram os tais “vícios de linguagem”. É impressionante como tanta gente faz uso deles. E as gírias? Essas esbarram no absurdo. Os jovens usam e abusam das mesmas, mas, eles têm algum tempo para descobrir a beleza da nossa Língua, ao menos, eu creio nisso. O que me causa torpor é ver pessoas com alguma escolaridade fazendo uso, desregradamente, de gírias, por que será?

Um dado curioso é se ver a televisão, na tentativa de se aproximar da classe menos escolarizada, repetir gírias e alguns termos, como uma espécie de bengala, o que faz o telespectador repetir esses barbarismos, como certo e acabado, em um círculo vicioso imbecilizado e imbecilizante. A mídia, em geral, gosta de criar e/ou modificar o sentido de algumas palavras e as usa repetidamente, com o objetivo de fazer das mesmas uma estrela brilhando no firmamento de seus assistentes e/ou leitores. É um hábito irritante, o que só contribui para a mesmice e o esquecimento das regras gramaticais. Observem como as pessoas repetem, hoje, o termo “então” para iniciar toda e qualquer frase; “foco”, que é um feixe de luz, virou sinônimo de objetivo; “um abraço de luz”, por favor, alguém pode me explicar como isso acontece? E por aí vai!... Será que um dia ainda aprenderemos valorizar o nosso idioma? Tomara!...

E você o que acha desse emaranhado de gírias e bordões que atropelam a nossa gramática? Seja como for, eu espero que você tenha um fim de semana de palavras soltas ao vento, com muita paz, saúde e bênçãos divinas.

No mais Tim-tim!



Escrito por Ernâni Motta às 21h15
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VAI TER COPA

Estamos a menos de três semanas do início da Copa do Mundo de futebol, em Terras Brasilis. Mas, a empolgação de copas passadas, esse ano, não bateu à porta do torcedor brasileiro, ao menos os daqui de Campo Grande, na Zona Oeste do Rio. Não há ruas nem lojas pintadas de verde-amarelo, não faixas e bandeiras penduradas, não há nada que simbolize o sentimento de patriotismo tupiniquim.

Não entro no bloco dos que alardeiam que não haverá copa, por todas as evidências de que haverá, sim. O governo não gastaria bilhões de reais, dinheiro nosso, para ao fim dizer que não dá para realizar a copa. Seria uma estupidez incomensurável. Mas, também, não me vejo vestindo a velha e surrada camisa canarinho, de apito na boca e boné amarelo torcendo pela nossa Seleção.

Mas, eu torço calado, como diz a música, para que o selecionado brasileiro ganhe a copa, claro. A minha falta de entusiasmo, e acredito que das demais pessoas também, seja em decorrência das promessas feitas e não cumpridas. A decepção começou lá atrás, com a realização dos Jogos Pan Americanos, quando todos os benefícios concentraram-se na Barra da Tijuca. Se bem que se algum morador da Barrar ler essas minhas palavras, há de perguntar que benefícios?

Vai haver copa, sim, mas, como o carnaval, somente para os turistas!



Escrito por Ernâni Motta às 21h14
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CABEÇA DE MINISTRO

Estou tentando entender o ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, e até hoje não consegui. No domingo, ele mandou soltar todo o pessoal que se encontrava preso, em decorrência da operação “Lava jato”, da Polícia Federal. Na segunda-feira, o ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, foi liberado, mas, o ministro atendendo as justificativas do juiz federal Sergio Moro, que se mostrou preocupado com a possibilidade de doleiros fugirem do país, resolveu revogar a ordem de relaxamento das prisões.

A decisão do ministro Zavascki baseou-se no fato de que havia dois deputados federais sob suspeita de envolvimento com as ações que motivaram as prisões, o que, por força legal, levaria o processo a ser transferido para o STF. O juiz federal fez suas alegações e a Polícia Federal afirmou que os deputados não eram alvo das investigações e o ministro, então, resolveu revogar a sua decisão.

Muito bem, acontece que o senhor Paulo Roberto já estava solto e não voltou para a prisão. E vai ficar por isso, mesmo?



Escrito por Ernâni Motta às 21h12
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SARNEY MAIS UMA VEZ É O CANDIDATO DE LULA NO AMAPÁ

Depois de o ex-presidente Lula ter enquadrado o PT do Amapá, ao dizer que vai apoiar e fazer campanha pela reeleição de Sarney (PMDB), ao Senado, eu aposto uma tigela de açaí do grosso e uma porção de camarão no bafo, como a candidatura da vice-governadora Dora Nascimento, que os petistas que lançar ao Senado, vai subir no telhado e mais que o homem do bigode grosso será reeleito, pelos amapaenses.

 

O desafio está lançado. Senhores e senhoras, façam suas apostas!



Escrito por Ernâni Motta às 21h12
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MAIS UMA CPI DE COISA NENHUMA

Há no Senado uma Comissão Parlamentar de Inquérito destinada a apurar denúncias de irregularidades na Petrobrás, como, por exemplo, a aquisição de uma refinaria em Pasadena, nos Estados Unidos. A CPI é composta por 13 senadores, sendo 10 representantes do governo e apenas três da oposição. Em virtude de os partidos de oposição terem se negado a indicar seus representantes, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), nomeou três senadores, dois do PSDB e um do DEM para comporem a CPI, entretanto, dois dos nomeados por Renan recusaram-se a assumir as vagas.

Na quinta-feira, o ex-diretor da área internacional da Petrobrás, Nestor Cerveró, prestou depoimento à CPI, que contava com a presença de apenas três senadores, o presidente, Vital do Rego (PMDB-PB), o secretário, José Pimentel (PT-PE) e a senador Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM). Pelo que se pode supor nem os próprios senadores da situação acreditam que essa CPI chegue a alguma conclusão positiva.

Governo nenhum gosta de CPI, disso todo o mundo sabe. Mas, é risível a afirmação dos petistas de que eles querem que tudo seja apurado e que a oposição é que não se interessa pela CPI. A oposição articula a instalação de uma CPI mista (senadores e deputados), mas, anotem, mesmo que ela se concretize, não chegará a lugar nenhum...



Escrito por Ernâni Motta às 21h11
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COLLOR VERSUS DOLEIRO

Não sei o porquê de a mídia estar publicando que o doleiro Alberto Youssef, preso no Paraná, pela operação Lava-jato da Polícia Federal, fez depósitos para o senador Fernando Collor (PTB-AL)... Pelo valor (R$ 50 mil), deve ter sido apenas um pequeno favor que Youssef prestou ao senador, apenas isso!

 

Essa gente é bisbilhoteira!...



Escrito por Ernâni Motta às 21h10
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PARA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DE FLORES:

PARA QUANDO VOCÊ CHEGAR

Thiago Soeiro

 

Quando chegar não  faça barulho

Não quero que anuncie que minha solidão acabou

Para que eu não sinta quando a saudade me abandonar.

Chegue devagar, mas com pressa me prenda em teus braços

Tire-me o compasso e excesso de ar

Arranque minha roupa, bagunce meu quarto e me tire a paz.

E não me diga por que demorou

Eu sinceramente não quero saber

Roube-me todos os suspiros para os teus ouvidos

Não me deixe pensar no depois.

Faça-me o agora acontecer em meia hora, em três horas ou à

            noite toda.

E não me fale até quando vai ficar

Sinceramente eu não quero saber

Eu só quero que me ame quando você chegar.

 

 

A pérola de hoje está publicada, originalmente, no livro “Poesia na Boca da Noite”, que reúne obra de vários poetas, que participam do movimento de mesmo nome, que se reúne toda sexta-feira, ao final da parte, em local não definido, em Macapá. Os meus agradecimentos ao Thiago Soeiro e a minha amiga Alcinéa Cavalcante, que me presenteou um exemplar do livro.



Escrito por Ernâni Motta às 21h09
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A MÚSICA PARA ESTE FINAL DE SEMANA

A música para este final de semana, depois de uma longa temporada, fui buscar em Macapá, que ficou essa semana, mais uma vez, sob o holofote da descrença e da revolta com os seus políticos, em consequência de mais uma reportagem negativa apresentada pelo programa “Fantástico”, da Rede Globo de Televisão, no domingo passado. Com a música escolhida para este final de semana, quero mostrar que Macapá tem, além de políticos corruptos, arte de primeira qualidade, feita por artistas do mais refinado bom gosto. A música para este final de semana, para quem não conhece Macapá, faz referência a um bairro localizado em frente da cidade, cortado por um igarapé, onde as mulheres iam lavar as roupas, até a metade do século passado, segundo contavam os mais antigos da cidade. Senhoras e senhores, a música para este final de semana é “Igarapé das Mulheres”, com Osmar Júnior.

 

Mulheres do Igarapé

Osmar Junior

 

O tempo leva tudo o tempo leva a

vida lá fora as margaridas fazem cor

 

Eu lembro a alegria, boiar naquelas

águas e ver as lavadeiras lavando a

dor

 

E lavavam a minha esperança

perdida, de crescer lá no igarapé e

lavavam o medo que eu tinha da

vida e agora o meu medo o que é?

 

A minha nave,  um tronco navegava

as estrelas, entre as palafitas e as

lavadeiras

 

Nas minhas aventuras, poraquê

pirara, piranha, peixe-boi, boto igara

 

E lavavam a minha paixão

corrompida as mulheres do igarapé

as Joanas, Marias, Deusas,

Margaridas lavarão o que ainda vier.



Escrito por Ernâni Motta às 21h01
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FIM DE SEMANA

Dias atrás, li um comentário, com tom de piada, que dizia mais ou menos o seguinte: “não entende nada de inglês, mas chora quando ouve a música”. Na hora em que li, também, me foi inevitável a vontade de rir. Mas, pensando melhor, podemos perceber a força emocional de uma música. Certamente, quem chora ao ouvir uma música, com letra em um idioma desconhecido, o que menos lhe importa são os seus possíveis versos.

A música não precisa de uma compreensão filosófica, gramatical ou seja lá o que for para nos provocar a emoção. Acredito que o que nos comove sejam os seus acordes, ainda que os versos possam contribuir significativamente, em algumas vezes. Daí que o velho “turbilhão de lágrimas” se faz inevitável.

E não pensem que isso é coisa de velho saudosista ou de adolescente de coração mole, porque não é. A música faz muita gente chorar, até aqueles que gostam de se mostrar mais durões. Certa vez, assistíamos a um DVD do Alceu Valença, na casa de um amigo, no qual o pernambucano faz um show de muita energia e animação, próprio, aliás, de Alceu. Ao término do DVD, havia, pelo menos, uns três espectadores enxugando as lágrimas. O detalhe importante é que as músicas não tinham nada de tristeza. O motivo do choro era... não sei!

A música tem esse poder de nos fazer voltar no tempo e nos fazer sentir uma tristeza profunda ou uma alegria incontida. Não tente, portanto, buscar explicações, porque elas não existem ou se existem não nos é dado o poder de compreendê-las. Particularmente, não chego às lágrimas ao ouvir alguma música, mas, admito, muitas me deixam com um nó na garganta.

Esse “nariz de cera” todo é para dizer que a música que escolhi para este final de semana me deixa com esse bendito nó na garganta. Ela me remete a um tempo em que para eu ser feliz não precisava de nada mais, nada menos do que ser moleque... A um tempo em que Macapá ainda não experimentava tanta corrupção, como foi mostrado domingo passado, no programa “Fantástico”, da Rede Globo de Televisão.

Ainda bem que em Macapá há gente de insofismável talento, de sensibilidade capaz de alcançar qualquer coração, que faz da arte não um ofício, mas, uma missão para disseminar a criatividade, a Cultura, a percepção da grandeza do Homem e de Deus, capaz de nos deixar com um velho nó na garganta!...

“Todo artista tem de ir aonde o povo está/ Se for assim, assim será”... Escreveu Milton Nascimento, em “Nos bailes da vida”, e o artista amapaense não tem faltado ao seu dever, a despeito de toda adversidade que ele encontra.

Ah! “Nariz de cera” é um preâmbulo muitas vezes desnecessário, longo e vago, diz o Dicionário de Comunicação, de Carlos Alberto Rabaça e Gustavo Guimarães Barbosa.

E você já chorou ou sentiu o nó na garganta ao ouvir alguma música? Seja como for, eu desejo que o seu fim de semana seja de muita festa, muito contentamento  e boa música... Música capaz de lhe fazer chorar de tantas alegrias.

No mais Tim-tim!



Escrito por Ernâni Motta às 20h58
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CAIXA DE PADARIA EM IPANEMA É ALGEMADA PELA AUTORIDADE

Esta semana, a caixa de uma padaria em Ipanema, bairro de bacanas na zona sul da cidade, desentendeu-se com uma cliente, que chamou a Polícia. A origem do imbróglio, segundo a coluna “Gente Boa”, do jornal O Globo, deu-se com a reclamação da cliente pelo preço do café, R$ 3. Continua a coluna: “Ela pediu um “café normal”, e teria se sentido desrespeitada quando a funcionária retrucou, dizendo que na casa só tinha café expresso.”

A coluna conta ainda que a atriz Aparecida Petrowky teria chegado à padaria e visto a cliente aos berros, reclamando contra a caixa, tendo dito: “É um absurdo deixarem trabalhar gente assim aqui”. O jornal diz ainda que a atriz teria visto a chegada de um policial, o que deixou a caixa ainda mais nervosa, e que este “teria mandado a caixa se levantar e pedir desculpas à cliente, no que ela se recusou”. E teria respondido: “Eu estou trabalhando! Não vou pedir desculpas nem sair daqui. Não vou!” O policial então alegou “desacato à autoridade”, pegou a moça pelo braço, virando-a para trás, lhe pôs um par de algemas e a conduziu para a Delegacia.

O fim dessa história, eu não sei. Mas, ganha menor importância, quando se vê pela foto publicada pelo Globo que “Sua Senhoria, a autoridade” era um negro, tal qual a modesta caixa. Talvez, por isso, somente a atriz Aparecida Petrowky achou um absurdo o acontecimento. Não vi nenhuma dessas entidades que estão sempre de prontidão para denunciar, protestar contra uma arbitrariedade dessas, quando praticada por “autoridades” não negras, tomarem alguma decisão.

E não me venham dizer que estou pregando o racismo, o preconceito e coisas do gênero, porque não estou. A minha intenção é, isto sim, de mostrar a minha indignação com o fato, independente da cor de quem o praticou, e com os “patrulheiros” de plantão que ficaram calados.



Escrito por Ernâni Motta às 20h57
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DEPUTADOS AMAPAENSES ENRIQUECEM COM NOTA FISCAL

É aterradora a denúncia feita pelo “Fantástico”, da Rede Globo, no domingo passado, de que 21 dos 24 deputados estaduais do Amapá estão envolvidos em um esquema falsificação de notas fiscais, com o qual se locupletam para vergonha do eleitor amapaense.

A matéria foi minuciosa e rica em detalhes, o que fez o deputado Agnaldo Balieiro (PSB), o único que se dispôs a receber a equipe de reportagem, sofrer um surto de gagueira. Uma deputada colocou a mão sobre a câmara, tentando se esconder, velha e reiterada prática dos corruptos.

Políticos de todo o Brasil, sabe-se muito bem, são em bom número corruptos, esbanjadores do erário, praticantes de toda sorte de malversação do dinheiro público, logo, infelizmente, o Amapá não está livre dessa moléstia. Entretanto, a indignação se faz maior, quando se pensa que o estado é pobre, vive à mingua, pedindo esmolas ao governo federal.

Ao Poder Legislativo cabe o direito constitucional de fiscalizar o Executivo, mas, ao que parece, os denodados deputados estaduais do Amapá se esqueceram disso, tão ocupados que sempre estão em arrumar um “jeitinho” para enriquecer o mais rapidamente possível. Afinal, eles correm o risco de nas próximas eleições não se reelegerem.

Há quem afirme que fechar assembleias legislativas e câmara de vereadores não faria falta à sociedade e nos pouparia de gastos inconsequentes. Particularmente, discordo dessa opinião! Para mim, o que se faz necessário, urgentemente, é o povo votar com sabedoria, desprezando as misérias oferecidas pelos candidatos.

A reportagem mostra que apenas três deputados estão fora da lista do Ministério Público Estadual, que realizou as investigações, isto porque dois morreram ao longo das investigações e uma ainda não foram concluídas as análises de suas contas. E a semana encerrou sem que ninguém contestasse a publicação ou anunciasse a decisão de processar a Rede Globo e o Ministério Público Estadual pelas conclusões a que chegou. E por quê? Porque, desgraçadamente, não o que contestar.

E ao povo o que resta? Infelizmente, só resta sentir vergonha, muita vergonha!...



Escrito por Ernâni Motta às 20h56
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DEPUTADO DIVULGA CARTA AOS ELEITORES

No post acima, eu escrevi que ninguém havia se pronunciado quanto às denúncias de improbidade dos deputados estaduais do Amapá, mas, preciso fazer um reparo. O deputado Agnaldo Balieiro publicou, na segunda-feira, uma carta aos amapaenses, no perfil da senhora Priscilla Gama, no Facebook, que reproduzo abaixo:

 

CARTA AO POVO DO AMAPA

Venho por meio desta, esclarecer ao povo do Amapá os fatos referentes ao Mandato Popular, que represento com muita honra e responsabilidade, apresentados no Fantástico do último domingo.

Em primeiro lugar, reafirmo meu compromisso com o povo do Amapá, sobretudo, meus eleitores. Reafirmo ainda, meu compromisso com a política, enquanto instrumento de transformação da sociedade, princípios estes, argüidos (sic) ideologicamente pelo Partido Socialista Brasileiro – PSB, sigla à qual pertenço.
Recebi a equipe do Fantástico em meu Gabinete de Deputado Estadual na ALAP, uma atitude que revela o meu comportamento ético e responsável na condução do Mandato Popular. Não preciso me esconder e nem omitir qualquer tipo de informação. Minhas ações são transparentes e apoio de forma radical a ação do Ministério Público na defesa do dinheiro público, pois compreendo que este, é o combustível para as grandes realizações que competem ao Poder Executivo.
Garanto também, que nunca fiz uso de recursos ilícitos na ação do Mandato Popular. Todas as estruturas da ALAP utilizadas pelo meu Gabinete se deram para viabilizar as atividades do mandato por todo o estado e estão amparadas pelo Regimento Interno da casa, que orienta as minhas ações e as dos demais parlamentares.

Jamais falsifiquei Nota Fiscal, sou definitivamente contra essa prática ou qualquer outra prática criminosa. A prestação de contas do meu Gabinete é de responsabilidade de meus assessores com os quais farei um amplo levantamento para visualizar possíveis falhas, submetendo o resultado aos organismos de controle (grifo meu). Tenho uma história reta, sem desvios, confio nas instituições e condeno a ilicitude, base de minha formação pessoal e profissional, afinal estou deputado, mas sou, com muito orgulho, policial militar do meu Estado.

Por fim, reafirmo o meu compromisso com o povo do Amapá e com a militância do meu partido, PSB-AP. Tenho Fé que a verdade prevalecerá, avante!

Macapá, AP, 12 de maio de 2014

Agnaldo Balieiro

Deputado Estadual/PSB-AP

 

O deputado afirma, em sua carta, que jamais falsificou Nota Fiscal, por ser “definitivamente contra essa prática”, mas, não foi que ficou demonstrado pelas imagens transmitidas pela Rede Globo. Aqui, é de todo necessário lembrar a velha frase: “À mulher de César não basta ser honesta, tem que parecer honesta”.

E continua o deputado dizendo que a prestação de contas de seu gabinete é responsabilidade de seus assessores. Gostaria de lembrar ao nobre deputado que responsabilidade é intrasferível e indelegável, portanto, ela é toda dele e não dos assessores.

O deputado em um gesto de humildade diz que fará amplo levantamento para visualizar possíveis falhas e que submeterá o resultado aos organismos de controle. Todavia, não esclarece as atitudes que tomará contra os “assessores responsáveis”, pela prestação de contas de seu gabinete. Nada a fazer, deputado? Há, sim. No mínimo, a demissão dos mesmos. Ou isto seria uma injustiça, com alguém que lhe foi fiel e cordato?

Por fim, mais do que os organismos de controle, quem, verdadeiramente, merece os esclarecimentos é a sociedade, particularmente, os seus eleitores.



Escrito por Ernâni Motta às 20h53
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PARA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DE FLORES:

Cabelo Solto

Regina Jardim

 

Os teus cabelos são como o mar revolto

Milhares de ondas a tombar meu barco

Mas mergulho nas ondas como bom marujo

Não me escondo feito um caramujo

Eu me entrego à maldição de medusa

Pois de todos os mares tu és única musa

Que me faz navegar no teu cabelo solto.


 

A pérola de hoje está publicada originalmente na página da autora, Regina Jardim, no Facebook. À Regina, o meu muito obrigado pela compreensão e contribuição. E se você está no Facebook, não deixe de ir curtir a página da Regina. Lá há muita doçura e sensibilidade!



Escrito por Ernâni Motta às 20h51
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A MÚSICA PARA ESTA SEMANA

Não, essa não é a música para final de semana. Essa música é para não esquecermos que o dia 31 de março é um marco negativo na incessante busca do brasileiro pelo Direito à liberdade. Por isso, o comentário sobre a música é a transcrição do texto publicado no livro “A Canção no Tempo”, volume 2, de Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello:

“Ao mesmo tempo e quem se classificava em terceiro lugar no FIC, com “Carolina”, Chico Buarque repetia a colocação no III Festival da TV Record com “Roda Viva”. Não seria, porém como música de festival e sim como tema de uma peça homônima que “Roda Viva” entraria para a história. Escrita por Chico e m 25 dias e montada por José Celso Martinez Corrêa, essa peça estrearia no Teatro Princesa Isabel, no Rio, em 15.01.68. Criticando a situação do artista, triturado pela mídia – o personagem principal, o Ben Silver, é um ídolo inventado e imposto ao público pela publicidade –, o espetáculo teve uma encenação chocante, agressiva e provocadora, pela maneira livre e audaciosa como José Celso tratou o texto, com a aprovação total do autor. (...) Acontece que apresentada no agitado ano de 1968, quando a radicalização da ditadura caminhava para a edição do AI-5, Roda Viva gerou uma intensa reação de grupos de direita ligados ao regime, que culminou com a agressão aos atores e a destruição dos cenários no Teatro Galpão, em Porto Alegre, em 17.7.68.”

Como se pode perceber a inteligência da direita, naqueles tempos, não permitia que seus burocratas entendessem a mensagem do autor, o que se repetiria em outros casos, que depois eu conto. Senhoras e senhores, a música para este dia é “Roda Viva”, com Chico Buarque e o MPB 4.

 

Roda Viva

Chico Buarque & MPB4

 

Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu
A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega o destino pra lá

Roda mundo, roda-gigante
Rodamoinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração

A gente vai contra a corrente
Até não poder resistir
Na volta do barco é que sente
O quanto deixou de cumprir
Faz tempo que a gente cultiva
A mais linda roseira que há
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega a roseira pra lá

Roda mundo, roda-gigante
Rodamoinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração

A roda da saia, a mulata
Não quer mais rodar, não senhor
Não posso fazer serenata
A roda de samba acabou
A gente toma a iniciativa
Viola na rua, a cantar
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega a viola pra lá

Roda mundo, roda-gigante
Rodamoinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração

O samba, a viola, a roseira
Um dia a fogueira queimou
Foi tudo ilusão passageira
Que a brisa primeira levou
No peito a saudade cativa
Faz força pro tempo parar
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega a saudade pra lá

Roda mundo, roda-gigante
Rodamoinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração

Roda mundo, roda-gigante
Rodamoinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração

 

Roda mundo, roda-gigante
Rodamoinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração



Escrito por Ernâni Motta às 22h57
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LEMBRAR PARA NÃO REPETIR

Dizem que o golpe militar, que ficou conhecido com a Revolução de 64, teria acontecido, de fato, no dia 1º de abril, mas, como este é o dia da mentira, os militares teriam tomado o dia 31 de março como o verdadeiro dia que irrompeu o levante. Evidentemente, os protagonistas não haverão de concordar com essa informação, porém, pelo sim pelo não, resolvi publicar o blog agora, à noite, para mostrar que o meu entendimento é que o dia 31 é uma mentira, mas, sem me afastar das manifestações pela passagem do cinquentenário do infausto acontecimento.

O blog, hoje, refere-se unicamente ao golpe de 1964, sem rancor, sem mágoas, sem qualquer sentimento de revanchismo, palavra, aliás, ouvida pela primeira vez das bocas do coronel Jarbas Passarinho, ministro por duas oportunidades dos governos militares. A extinta TV Tupi tinha um programa, na noite do domingo, no qual políticos, em especial, eram entrevistados e, quando se iniciaram as discussões sobre a lei da anistia, o coronel Passarinho foi um dos entrevistados pelo programa e, a certa altura, fez uso do termo “revanchismo”.

Mas, o golpe militar, no dia 31 de março de 1964 (ou seria do dia 1º de abril de 1964?), levou o Brasil a um longo e tenebroso inverno de águas turvas, no qual o frio do medo tomou conta de todo o povo. E terminou por afogar almas que, audaciosamente, mostraram-se contrárias aos seus “dogmas”. O país ficou dividido entre os a favor e os contrários ao regime, numa luta fratricida de triste memória. Muitos morreram ou foram mortos, sob a desastrada alegação de que se estava defendendo o país da instalação de um governo comunista.

É preciso deixar bem claro que não coube unicamente aos militares a decisão de derrubar o governo João Goulart. Parte da sociedade civil apoiou o golpe. Políticos, como os governadores Carlos Lacerda, da Guanabara, Ademar de Barros, de São Paulo, e Magalhães Pinto, de Minas Gerais, o presidente do Congresso Nacional, senador Auro de Moura Andrade e outros participaram da deposição do Goulart. Parte da Igreja também esteve ao lado dos golpistas, empresários e cidadãos da classe média.

Hoje, quando algumas pessoas tentam dizer que não houve ditadura, faz-se necessário lembrar que os generais presidentes governaram armados de uma constituição que lhes atribuía o direito de fazer uso dos miseráveis atos institucionais. E Costa e Silva, o segundo general presidente, junto ao seu gabinete formado por civis e militares, foi o que promulgou o mais nefasto dos atos, o Ato Institucional nº 5, o inesquecível AI-5. O Congresso foi fechado, ministros do STF foram compulsoriamente aposentados, a imprensa foi amordaçada, enfim, todas as garantias à liberdade foram ceifadas, por ordem de Costa e Silva e seus ministros. Então, é preciso deixar bem claro, houve ditadura, sim!

Essas lembranças, contudo, não podem estar tisnadas pelo rancor, por mágoas e pelo ódio. Elas devem tão somente servir para que nos mantenhamos alertas e prontos a evitar que o Brasil volte a ter um governo arbitrário e disposto a nos cercear o fundamental Direito à cidadania e às liberdades!



Escrito por Ernâni Motta às 22h56
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TERRORISMO DE DIREITA OU ESQUERDA?

Quando se fala em ações terroristas no país, a primeira lembrança que se tem é o do atentado à bomba, no Rio Centro, no Rio de Janeiro, onde se realizava um show, com diversos artistas, no dia 30 de abril de 1981, em comemoração à passagem do Dia do Trabalho. O sargento Guilherme Pereira do Rosário e o capitão Wilson Dias Machado deveriam fazer explodir uma bomba, nas proximidades do local do show, o que, entretanto, foi precipitado com a explosão do artefato antes da hora, dentro carro, onde os dois militares estavam. A primeira indicação das forças armadas foi a de que se tratava de um atentado terrorista perpetrado por agentes da esquerda, o que não tinha a menor sustentação, a se considerar que os portadores da bomba eram o sargento que terminou morto e o capitão que ficou gravemente ferido.

Mas, muitos outros atos terroristas aconteceram no Brasil, sem que se tenha chegado a alguma conclusão se foram perpetrados pela esquerda ou por agentes do governo. Vou me ater a dois para a reflexão de vocês:

No dia 21 de julho de 1975, os recifenses foram tomados pelo boato de que a barragem de Tapacurá havia se rompido e que dentro de poucas horas, a capital pernambucana estaria toda submersa. A barragem foi construída, pelo governo militar, entre os anos de 1969 e 1973, com o fim de evitar as constantes enchentes na cidade e para resolver o problema da falta d’água na cidade. O que não passou de propaganda enganosa, porquanto no ano de 1975, Recife foi alagada em 80%, conforme o jornal Diário de Pernambuco, na qual morreram mais de uma centena de pessoas. A população, como era de se esperar, entrou em pânico, com as pessoas buscando abrigo nos edifícios mais altos, abandonando carros nas ruas... Contou-me uma colega do Banco do Brasil que ela entrou em um táxi e o motorista lhe disse que não estava mais pegando nenhum passageiro, porque estava voltando para casa. Ela, então, perguntou ao pobre homem onde ele morava e lhe respondeu que no Alto José do Pinho. Então, a minha colega, totalmente desorientada, disse ao motorista: “Vou para lá também”. Claro que essa história, anos depois, ela contava em meio a risos. O boato, entretanto, nunca se soube de onde e como surgiu! Foi, com toda certeza, um ato terrorista, cuja origem até hoje não se descobriu.

 

 

Entre os anos 1975 e 1976, Macapá, de repente, se viu tomada pelo boato de que homens armados com fio elétrico surgiu em meio às mulheres e as enforcavam, sem que se soubesse as razões. Não havia local certo, nem horário determinado, do nada surgiam as gritarias e a notícia de que mais uma mulher havia sido engasgada por um meliante. Todavia, ninguém via a mulher nem o facínora e o acontecimento ganhou a alcunha de “engasga-engasga”, com a polícia se mostrando incompetente e impotente para prender o malfeitor que se punha a engasgar as pobres coitadas. Mas, alguém havia de ser culpado, foi, então, que prenderam um migrante japonês de uns 20 e poucos anos, chamado Hirotaka José. O José, ele ganhou quando foi batizado na Igreja católica, em homenagem a Dom José Maritano, então bispo prelado da capital amapaense e quem o salvaria das mãos pesadas da polícia. Conheci o Hirotaka, porque ele morava há poucas quadras da minha casa, e me lembro de que ele falava pessimamente o Português, portanto, era improvável a sua participação naquela tramoia. O “engasga-engasga”, assim como surgiu, desapareceu sem que descobrisse quem, de fato, era ou eram os seus autores.



Escrito por Ernâni Motta às 22h55
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A INTELIGÊNCIA E A DITADURA

No comentário sobre a música postada hoje, disse que havia mais histórias sobre a inteligência dos burocratas da ditadura. Há três ou quatro anos, li uma crônica do poeta Ferreira Gullar, na qual ele narra o episódio da invasão de sua casa por agentes da polícia em busca de algo que ligasse diretamente a ações comunistas. Reviraram a casa toda, sem nenhum sucesso, e já se preparavam para ir embora, quando um deles encontrou um caderno, cuja capa tinha inscrito na capa: “Anotações sobre o cubismo”. Foi o achado que eles queriam, ali estava a prova de que Ferreira Gullar era ligado a Cuba e ao comunismo.

Risível e lamentável, mas eram essas pessoas que decidiam o destino da verdadeira inteligência brasileira. É ou não é para se rezar para que nunca mais tenhamos energúmenos, como esses, dirigindo a Nação.



Escrito por Ernâni Motta às 22h53
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PARA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DE FLORES:

Nada melhor para hoje do que a própria letra da canção de Geraldo Vandré, de quem tomei emprestado o nome para a seção de poesia do blog.

Pra Não Dizer Que Não Falei Das Flores

Geraldo Vandré

Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Somos todos iguais
Braços dados ou não
Nas escolas, nas ruas
Campos, construções
Caminhando e cantando
E seguindo a canção

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer

Pelos campos há fome
Em grandes plantações
Pelas ruas marchando
Indecisos cordões
Ainda fazem da flor
Seu mais forte refrão
E acreditam nas flores
Vencendo o canhão

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer

Há soldados armados
Amados ou não
Quase todos perdidos
De armas na mão
Nos quartéis lhes ensinam
Uma antiga lição
De morrer pela pátria
E viver sem razão

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer

Nas escolas, nas ruas
Campos, construções
Somos todos soldados
Armados ou não
Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Somos todos iguais
Braços dados ou não

Os amores na mente
As flores no chão
A certeza na frente
A história na mão
Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Aprendendo e ensinando
Uma nova lição

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer

 

 



Escrito por Ernâni Motta às 22h52
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A MÚSICA PARA ESTE FINAL DE SEMANA

A música para este final de semana, em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, é uma composição de um homem que, nessa música, mostra o quanto entende do universo feminino, o que é complexo e temeroso. Diz o autor da música para este final de semana: “Onde a gente e a natureza feliz vivam sempre em comunhão /E a tigresa possa mais do que o leão”! Ao que me parece, tudo que se havia para dizer foi dito nesses versos. Sendo assim, palmas para todas as mulheres indistintamente. Senhoras e senhores, a música para este final de semana é “Tigresa”, com Gal Costa, composição de Caetano Veloso.

 

Tigresa

Gal Costa

Composição: Caetano Veloso

 

Uma tigresa de unhas negras e íris cor de mel 
Uma mulher, uma beleza que me aconteceu 
Esfregando a pele de ouro marrom 
Do seu corpo contra o meu 
Me falou que o mal é bom e o bem cruel

Enquanto os pelos dessa deusa tremem ao vento ateu 
Ela me conta sem certeza tudo o que viveu 
Que gostava de política em mil novecentos e sessenta e seis 
E hoje dança no Frenetic Dancin' Days

Ela me conta que era atriz e trabalhou no Hair 
Com alguns homens foi feliz com outros foi mulher 
Que tem muito ódio no coração, que tem dado muito amor 
E espalhado muito prazer e muita dor

Mas ela ao mesmo tempo diz que tudo vai mudar 
Porque ela vai ser o que quis inventando um lugar 
Onde a gente e a natureza feliz vivam sempre em comunhão 
E a tigresa possa mais do que o leão

 

As garras da felina me marcaram o coração 
Mas as besteiras de menina que ela disse não 
E eu corri pra o violão num lamento 
E a manhã nasceu azul 
Como é bom poder tocar um instrumento



Escrito por Ernâni Motta às 20h58
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FIM DE SEMANA

É um erro ter razão cedo demais.” - Marguerite Yourcenar, escritora belga, primeira mulher a ocupar uma cadeira na Academia Francesa de Letras, em 1980.

Tenha até pesadelos, se necessário for. Mas sonhe.” Patrícia Galvão, a Pagu, escritora, poeta, desenhista e jornalista brasileira, entre outras atividades.

"Ninguém pode fazer você se sentir inferior sem o seu consentimento." Eleanor Roosevelt, primeira-dama e diplomata americana, representou os Estados Unidos junto à ONU, quando presidiu a comissão que criou a Declaração Universal dos Direitos Humanos.

"Eu sou aquela mulher que fez a escalada da montanha da vida removendo pedras e plantando flores." Cora Coralina, poetisa.

"Há dois tipos de pessoas: as que fazem as coisas e as que ficam com os louros. Procure ficar no primeiro grupo: há menos competição lá." Indira Gandhi, estadista indiana.

"Quem não sabe chorar de todo o coração também não sabe rir." Golda Meir, estadista, primeira-ministra israelense, no período de 1969 a 1974, depois de exercer importantes cargos no governo de seu país, que ajudou a fundar em 1948.

 

"Siga seus instintos. É aí que a verdadeira sabedoria se manifesta." Oprah Winfrey, americana, apresentadora de televisão.

 “No show vou sacudir as cadeiras, na faculdade, venho sacudir a cabeça.” – Ivana Muller – mulata, ex-dançarina de samba e jornalista, atualmente.

 

Fique de vez em quando só, senão será submergido. Até o amor excessivo pode submergir uma pessoa.” Clarice Lispector, escritora, contista, jornalista, ucraniana naturalizada brasileira.

 

O blog, hoje, colocou, no lugar da crônica do fim de semana, frases de Mulheres mundialmente famosas, respeitadas, acreditadas, dignificadas por suas obras e que mudaram o pensamento da humanidade a partir de suas ações. É a homenagem a todas as mulheres, nesse Dia Internacional da Mulher.



Escrito por Ernâni Motta às 20h56
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PARA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DE FLORES:

NOTURNO

Alcinéa Cavalcante

À noite

Eu vigio estrelas

Me embriago

De amor e luar.

 

Passeio com Hemingway em Paris

Visito os becos de Goiás

Como Cora Coralina

Tento descobrir

O que é que os grilos

Passam a noite inteirinha fritando.

 

Dormir

É bom de manhãzinha

Quando o sol

- ainda sonolento e tímido

Pula minha janela

Pra me ninar.

 

A pérola de hoje, Dia Internacional da Mulher, haveria de ser de uma poetisa, escritora, jornalista, professora amapaense, a minha Alcinéa, e tirei do livro “Coletânea de Poesias”, que concentra poetas amapaenses da mais refinada sensibilidade.



Escrito por Ernâni Motta às 20h55
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A MÚSICA PARA ESTE FINAL DE SEMANA

A música para este final de semana é uma homenagem aos cariocas, naturais e adotados, pelo aniversário da cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, neste sábado, 1º de março. Um trio de compositores da melhor qualidade fez um samba para homenagear a cantora Alcione, que adotou o Rio de Janeiro, e que eu ouso estendê-la a todos os que têm a felicidade de viver essa Cidade, que Deus abençoou , deixando o seu Filho de abraços abertos sobre a Guanabara, como cantou Tom Jobim, zelando e cuidando de cada um, como se único fosse. Observem que os versos da música falam de uma instituição, verdadeiramente, carioca que é o botequim, com todas as suas peculiaridades, o que é motivo mais do que suficiente para se fazer uma bela comemoração. Parabéns, Cidade Maravilhosa, parabéns povo carioca. Que Deus continue a abençoá-la, livrando-a dos governantes gananciosos, hipócritas e corruptos. A música para este final de semana é “Quem Passa Vai Parar”, com Zeca Pagodinho , contando com a participação de Alcione, a Marrom.

 

Quem Passa Vai Parar

Zeca Pagodinho (participação: Alcione)

Composição: Efson, Marquinhos PQD e Carlito Cavalcanti

 

O Rio de Janeiro sempre foi assim
Uma cerveja com um parceiro
Na porta de um botequim
Logo a churrasqueira
Vem depois de uma pelada
Sempre acompanhada
De um cavaco e um violão, na marcação

Tá feito o samba
Chega a mulherada
Aí que fica bom: "tá sim!"

Eu quero ver ficar parado
Se parar ali do lado
Da nega Juju: "que murundu..."
Eu quero ver ficar calado
Se num samba sincopado
For cantado o tom: "com a Marrom"

Tá feito o samba
Chega a mulherada
Aí que fica bom: "tá sim!"

 

Quem passa vai parar
Quem para quer ficar até o amanhecer
Pra ver o sol nascer
A praia vai rolar
O dia vai passando
E vai sambando o meu amor: "pegando cor"
E são Sebastião, taí de coração
Pra quem quiser chegar
Com pique pra sambar
Porque quem pisa nesse chão
Merece todo amor do cristo redentor



Escrito por Ernâni Motta às 22h52
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FIM DE SEMANA

Nunca fui um folião daqueles que espera ansiosamente pelo carnaval, mas, já tive meus tempos de me deixar empolgar por aquilo que se chamava de “tríduo momesco”. Eram tempos em que a violência ainda não havia alcançado esses níveis assustadores, notadamente, lá em Macapá, da minha juventude. Se bem que nisso já vão muitos anos...

Era um carnaval, no qual a gente aproveitava para ficar mais perto da namorada, contrariando a marchinha que dizia: “Mas, esse ano, está combinado, nós vamos brincar separados”. A gente queria, mesmo, era ficar perto das namoradas, afinal, nos outros dias do ano, havia uma vigilância cerrada dos pais delas. Quando chegavam os dias de Momo era a hora de se aproveitar.

Brincava-se o carnaval daqueles tempos nos salões dos principais clubes da cidade e, para isso, como o dinheiro era curto, juntávamos dois ou três casais para dividir a aquisição das mesas, o transporte e as despesas durante os bailes. E as divisões eram muito bem feitas, como se fôssemos os mais aplicados alunos de matemática, não havia desconfianças, mal entendidos, enfim, as contas eram, também apelando para os velhos termos, irmãmente dividas.

O carnaval, entretanto, ganhou dimensões gigantescas e diferentes, e os bailes, nos salões, ficaram na poeira do tempo. Na saudade que faz o coração da gente rir sozinho, comemorando como se era feliz e não sabia, lembrando o inesquecível Luiz Gonzaga. O carnaval foi para a avenida e ganhou o epiteto de “Maior espetáculo da Terra”, porém, desgraçadamente, declarou que pobre, dele, não pode participar.

O curioso é que o regulamento da entidade que congrega as escolas de samba, aqui no Rio, proíbe qualquer ajuda financeira a elas, as escolas, todavia, é de uma hipocrisia aviltante, porquanto se sabe que os enredos desenvolvidos têm o patrocínio de governos municipais e estaduais e de empresas privadas, que ficam escondidos nos barracões. Diversos são os exemplos, mas um me fez rir, essa semana. O carnavalesco da escola resolveu mudar as cores do pavão que enfeitava um dos carros, porque estava pintado de vermelho e amarelo que são as cores da empresa que está patrocinando a escola e isso poderia tirar-lhe pontos. Entretanto, a semelhança geométrica com o escudo da empresa foi mantida.

As escolas precisam de dinheiro para montar os carros alegóricos, a cada ano mais ricos; para contratar celebridades que desfilam nesses carros; distribuir fantasias para meia dúzia de gente da comunidade; dar presentes para os senhores jurados (li anos atrás que uma escola doou uma caixa de champanhe para todos os participantes do júri oficial), enfim, as despesas são estratosféricas e os recursos são parcos. Então, que se libere a ajuda financeira e quem for mais competente que consiga o melhor patrocinador.

E você o que acha do carnaval? Seja como for, eu espero que o seu seja de muita festa, muitas alegrias e diversão, gozando da mais perfeita saúde e paz no coração.

No mais Tim-tim!



Escrito por Ernâni Motta às 22h49
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FORMAÇÃO DE QUADRILHA NÃO É COAUTORIA

O Supremo Tribunal Federal, com a mudança de dois de seus ministros, modificou o critério do que seria “formação de quadrilha”, nessa quinta-feira, e absolveu, por seis votos a cinco, os réus do mensalão que foram condenados em 2012, acusados dos respectivo crime. Disse o STF que os acusados não formaram uma quadrilha e que são, sim, coautores de um crime.

Os petistas, naturalmente, comemoram o fato como uma inestimável vitória, embora, particularmente, entenda que coautoria é sinônimo de quadrilha, no entanto, se os ministros não entendem assim, quem sou eu para contestá-los.

Há para se destacar, contudo, as palavras do líder do PT, no Senado, Humberto Costa, conforme se pode ler no Globo de hoje, disse ele: - Restabeleceu-se a justiça e a imparcialidade. Fica claramente demonstrado que houve um forte componente político na decisão anterior do Supremo. Assim como respeitamos a decisão anterior, quem está insatisfeito deve respeitar esta e agora. Não se pode desqualificar essa decisão ou os ministros.

O PT, ao escolher Humberto Costa para falar pelo partido, tenha sido de uma infelicidade ímpar, pois, o senador fez um discurso eivado de contradições: quem não se lembra das palavras indignadas, para dizer o mínimo, dos petistas contra os ministros, quando da condenação? Até hoje, os petistas usam as redes sociais para desqualificar o presidente do Supremo, ministro Joaquim Barbosa ou o PT desautoriza aqueles que publicam as suas verborragias nas redes sociais? Desta feita, na decisão do STF, com certeza, não há forte componente político? E o senhor Humberto Costa pensa que ludibria quem?

O Globo, na mesma matéria, publica que o deputado Vicentinho, líder do PT na Câmara, “disse que o julgamento anterior, em 2012, teve o objetivo de “avacalhar o PT””. Como está enganado o ilustre deputado, o Partido dos Trabalhadores, ao contrário de suas palavras, avacalhou-se por ele próprio, quando tentou legitimar um crime. Não se esqueçam de que os condenados foram absolvidos de uma acusação, mas continuam condenados por outras.

A fanfarronice que os atuais donos do poder fazem, com a possibilidade de a presidente Dilma Rousseff ser reeleita, é lamentável, entretanto, o povo brasileiro ainda não está suficientemente desenvolvido para observar o progresso é como a água, avança de qualquer maneira, portanto, tudo o que alguém consegue é fruto de seu trabalho e não da benevolência de um governante. Mas, enquanto assim ele pensar, que se contente com as “bolsas da vida” que lhe são oferecidas.



Escrito por Ernâni Motta às 22h48
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PARA PENSAR...

“Então fica combinado assim, José Dirceu não é o chefe da quadrilha do mensalão. É simplesmente o mais graduado dos coautores de crimes como corrupção ativa, corrupção passiva, peculato, lavagem de dinheiro (por enquanto), evasão de divisas.”

Merval Pereira – hoje, em sua coluna no jornal O Globo.

 

“A maior farsa da História política brasileira residiu nos comportamentos moralmente desprezíveis, cinicamente transgressores da ética republicana e desrespeitadores das leis criminais do pais, perpetrados por delinquentes trasvestidos então na condição de altos dirigentes governamentais, políticos partidários, cuja atuação ludibriou acintosamente o corpo eleitoral, fraudou os cidadãos dignos de nosso país, fingindo cuidar ardilosamente dos interesses políticos quando na verdade buscavam, por meios escusos, mediante condutas criminosamente articuladas, ultrajar a dignidade das instituições republicanas.”

Celso de Mello – ministro decano do Supremo Tribunal Federal.

Transcrevi os dois textos acima para dizer que, no caso do primeiro, e como a parte da sociedade brasileira, que trabalha e não se escora nas bolsas distribuídas pelo governo, pensa. O segundo para mostrar ao senador Humberto Costa, líder do PT no Senado, e seus correligionários, que ele não é um arauto da sabedoria jurídica, da verdade e da Justiça. Acho que, por enquanto, não há mais nada a acrescentar, além de lastimar, e muito!



Escrito por Ernâni Motta às 22h47
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ARBITRARIEDADE POLICIAL

Essa semana, foi denunciada a prisão arbitrária e imoral, por 16 dias, do psicólogo e ator Vinicius Romão, acusado por um policial civil de roubo, em um viaduto no Meier, Zona Norte do Rio de Janeiro.

O rapaz foi levado para a delegacia e preso sem qualquer investigação, e tão somente pela acusação de uma mulher que se dizia vítima de roubo e que Vinicius Romão seria o ladrão. Demonstração eloquente do quanto a Polícia é despreparada, arbitrária, autoritária e preconceituosa. Não fosse a mídia haver denunciado o arbítrio, talvez, Vinicius ainda estivesse preso, como, certamente, estão muitas vítimas da intolerância e incompetência policial desse país.

 

Um fato mais imoral ainda é que até hoje nem a ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário (PT-RS) nem a ministra da Secretaria de Políticas de Promoção Igualdade Racial, Luiza Bairros, vieram a público manifestar repúdio quanto ao fatídico acontecimento. A ministra Maria do Rosário já se mostrou tão combativa em outras ocorrências, mas dessa vez não viu, não ouvi, por isso, não pode falar. Eita, Brasil!...



Escrito por Ernâni Motta às 22h45
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HAJA MÉDICOS

Foi divulgado essa semana que o governo vai lançar o Programa Mais Médicos II e que para atender a demanda serão importados mais quatro mil médicos cubanos.

É fantástica a capacidade de Cubra em produzir médicos. Eles estão espalhados por diversos países, além dos milhares que já estão por aqui e os que virão e ainda tem os que atendem à população da ilha. Ou será que lá Fidel não quer médicos atendendo o povão?



Escrito por Ernâni Motta às 22h43
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PARA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DE FLORES:

RECOMENDAÇÕES PARA O CARNAVAL

Luiz Medina

Proteja seu coração:
Evite
Gordura,
Sal
E paixão.
Beba com moderação.
Ame com atenção,
Sexo, sem restrição.
(Só não esquecer a proteção)
Senão...

 

 

A pérola de hoje está publicada, originalmente, na página “Poesia em Trânsito”, no Facebook. Deixo aqui o meu muito obrigado ao autor, Luiz Medina. E se você gosta de poesia passe lá no Face e se associe à nossa página. Você será recebido com todo orgulho e prazer.



Escrito por Ernâni Motta às 22h42
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A MÚSICA PARA ESTE FINAL DE SEMANA

A música para este final de semana é um samba maravilhoso, cantado por uma moça potiguar/carioca, por ter nascido no Rio Grande do Norte e ter vindo para o Rio ainda criança, conforme se lê em seu site. Sua voz tem uma suavidade que nos chega aos ouvidos muita doçura e nos pedindo silêncio para ouvi-la. A música para este final de semana, amigas e amigos, diz por si porque vale a pena ouvi-la. Senhoras e senhores, a música para este final de semana é “Samba de Um Minuto”, com Roberta Sá.

 

Samba de Um Minuto

Roberta Sá

Devagar
Esquece o tempo lá de fora
Devagar
Esqueça a rima que for cara.

Escute o que vou lhe dizer
Um minuto de sua atenção
Com minha dor não se brinca
Já disse que não
Com minha dor não se brinca
Já disse que não.

Devagar
Esquece o tempo lá de fora
Devagar
Esqueça a rima que for cara.

Escute o que vou lhe dizer
Um minuto de sua atenção
Com minha dor não se brinca
Já disse que não
Com minha dor não se brinca
Já disse que não.

Devagar, devagar com o andor
Teu santo é de barro e a fonte secou
Já não tens tanta verdade pra dizer
Nem tão pouco mais maldade pra fazer.

E se a dor é de saudade
E a saudade é de matar
Em meu peito a novidade
Vai enfim me libertar.

Devagar...



Escrito por Ernâni Motta às 20h25
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