A música para este final de semana é uma homenagem a uma das maiores cantoras que este país serviu de berço (veja post abaixo). Reverenciada por várias gerações de intérpretes de todos os gêneros, ela cantou com a alma e o coração, como só o faz as grandes divas, entre as quais, ela foi destaque. A cantora da música para este final de semana se estivesse viva, completaria hoje 90 anos e mesmo depois de 20 anos de seu passamento, continua a merecer o respeito e a admiração daqueles que tem a música como símbolo de vida. Senhoras e senhores, a música para este final de semana é “Barracão de Zinco”, com Elizeth Cardoso e Jacob do Bandolim.
Barracão de Zinco
Elizeth Cardoso & Jacob do Bandolim
Composição: Luiz Antonio & Oldemar Magalhães
Ai, barracão Pendurado no morro E pedindo socorro À cidade a seus pés Ai, barracão Tua voz eu escuto Não te esqueço um minuto Porque sei Que tu és Barracão de zinco Tradição do meu país Barracão de zinco Pobretão infeliz... Vai, barracão Pendurado no morro E pedindo socorro Ai, a cidade A seus pés Barracão de zinco Barracão de zinco.
Esta semana, em comissão especial, a Câmara dos Deputados aprovou a volta da exigência do diploma para o exercício da profissão de jornalista, que ano passado foi derrubada, pelo Supremo Tribunal Federal, com a alegação de que a obrigatoriedade do diploma cerceava a liberdade de expressão. A Proposta de Emenda à Constituição sobre o tema foi apresentada à Câmara pelo deputado Paulo Pimenta (PT-RS) e relatada pelo deputado Hugo Leal (PSC-RJ).
A PEC, ainda deverá ser votada em dois turnos na Câmara para depois seguir para o Senado, onde será votada outras vezes e se aprovada submetida à sanção do Presidente da República. A simples possibilidade de a aprovação acontecer já provocou preocupação da grande mídia, defensora da derrubada da exigência do diploma. Leia mais em http://www.adnews.com.br/artigos/106172.html.
A reclamação dos grandes meios de comunicação é a de que o jornalismo precisa ser plural, o que a obrigatoriedade do diploma impede. É a mais incoerente das afirmações, porquanto, hoje, existem nas redações profissionais de todos os setores, como, médicos, economistas, advogados e outros mais... Concordo que ninguém, por ter completado um curso de Comunicação, está capacitado para discutir sobre qualquer ramo da ciência, que requer conhecimentos específicos. Assim como, a obrigatoriedade venha a ser um obstáculo à liberdade da informação.
Os grandes jornais recorrem ao argumento para escamotear o desrespeito, pelos profissionais que se organizaram, nas últimas décadas, em instituições sólidas de defesa de seus interesses. Nenhum deles está preocupado, verdadeiramente, com a boa informação e sim com a dilapidação dos salários e o não cumprimento dos acordos fechados, a duras penas, entre as entidades representativas dos jornalistas e as empresas.
Outro argumento dos empresários é o de que a obrigação do diploma irá provocar a criação de um monte de escolas de Comunicação de baixo nível, como afirmou, hoje, O Globo, em artigo do jornalista Luiz Garcia. Por outro lado, vale lembrar que as redações estão abarrotadas de “filhinhos de papais jornalistas”, sem que sejam dotados do mais irrefutável talento. A mediocridade das escolas de Comunicação, contudo, não seria um caso isolado, pois, ao que se sabe, há escolas de medicina, de Direito, Economia e outras mais em situação semelhante.
A PEC apresentada pelo deputado Paulo Pimenta não excluiu, é bom que se lembre, a colaboração de profissionais de outras atividades científicas, aos meios de comunicação. Pode, sim, existir uma salutar convivência entre jornalistas (formados) e formadores de opinião de outras áreas, quem disse que não? A não exigência do diploma poderá causar, isto sim, uma casta p0ortadora de diploma em diversos ramos da ciência e outra de jornalistas boêmios, despreparados e incompetentes, o que só pioraria a qualidade da informação.
E você concorda que a exigência do diploma para se obter o registro para o exercício da profissão de jornalista concorre para o cerceamento da liberdade de expressão? Seja como for, eu espero que você tenha um fim de semana com boas e frutíferas informações, com muita paz e saúde.
Se viva, Elizeth Cardoso, a divina, estaria completando hoje 90 anos. Lamentavelmente, apenas o jornal O Globo, em seu Segundo Caderno, lembrou do fato, em texto do jornalista João Máximo.
Com o título “Divina para sempre”, o articulista escreveu:
Elizeth foi escolhida (para gravar o LP “Canção do amor demais”) porque era o máximo. A cantora do samba-canção... Todo mundo dizia: ‘Meu Deus, essa mulher não existe!’ Eu me lembro que, no carro, o sujeito ligava o rádio e, quando vinha a voz de Elizeth, todo mundo ficava contente.
Nas comemorações dos 90 anos de nascimento de Elizeth (carioca de 16 de julho de 1920), homenageia-se não só uma das maiores cantoras brasileiras de sempre, mas uma personagem presente em oito décadas de música e de vida boêmia da cidade, diz mais à frente.
Mais adiante ele lembra:
“Canção do amor demais” foi, como se diz, um divisor. Em vários sentidos. Primeiro, pela batida diferente com que João Gilberto acompanhava Elizeth em duas faixas, “Chega de saudade” e “Outra vez”. Foi o bastante para que se considerasse o LP o ponto de partida da bossa nova. Outros, justamente os primeiros adeptos da batida, negaram-lhe a primazia. Diziam que Elizeth não era cantora de bossa nova, como se isso fosse um defeito. Poucos perceberam que a excelência do projeto – e não sua importância – estava justamente na forma como Elizeth valia-se de seu estilo puro, sincero, emocionado e nada minimalista (como eram João e seus seguidores) para ser a intérprete perfeita da música e da poesia seresteira que Tom & Vinicius tinha escrito.
E conclui:
Elizeth Cardoso morreu de câncer no começo da tarde de 7 de maio de 1990. Aos epítetos que ganhou em vida, carinhosos (Divina, Enluarada, Mulata Maior, Elizethíssima) ou não (Faxineira das Canções), bem que Jobim poderia ter proposto o acréscimo de mais um: a cantora que deixa todo mundo contente.
O poema acima está publicado originalmente no blog da autora, Beth Zhalout (link ao lado), quem agradeço a generosidade em me conceder a autorização parareproduzi-lo. Vá visitar a minha amiga, seguramente, você se emocionará com sua criatividade. E um detalhe precioso, a Beth é amapaense.
A música para este final de semana é uma grande festa! Estava programada para o final de semana passado, entretanto, devido ao meu problema de saúde, tive de guardá-la para hoje. A música para este final de semana é em comemoração aos cinco anos de criação do blog, que aconteceu na sexta-feira passada, 03/07, por isso, ela teria de ser pra cima, alegre, contagiante, e eu tenho a certeza de que vocês a aprovarão. A música para este final de semana é uma canção pop em língua romena, criação da banda moldava O-Zone. E foi executada no Brasil, com muito sucesso, numa versão feita pelo cantor Latino. Senhoras e senhores, a música para este final de semana é “Dragostea din Tei”, com a Orquestra e os Cantores de ópera do excelente maestro polonês Waldemar Malicki.
Dragostea din Tei
Orquestra e Cantores de Ópera do Maestro Waldemar Malicki
Composição: Dan Balan
Ma-ia hii Ma-ia huu Ma-ia hoo Ma-ia haha (x4)
Halo, salut, sunt eu, un haiduc Si te rog, iubirea mea, primeste fericirea. Alo, alo, sunt eu, Picasso Ti-am dat un deep Si sunt voinic
Dar sa stii, nu-ti cer nimic.
Vrei sa pleci dar nu-mã, nu-mã iei Nu-mã, nu-mã iei, nu-mã, nu-mã, nu-mã iei Chipul tãu si dragostea din tei Mi-amintesc de ochii tãI.
Vrei sã pleci dar nu-mã, nu-mã iei Nu-mã, nu-mã iei, nu-mã, nu-mã, nu-mã iei Chipul tãu si dragostea din tei Mi-amintesc de ochii tãI.
Te sun, sã-ti spun, ce simt, acum Alo, iubirea mea sunt eu, fericirea. Alo, alo, sulverasi eu, Picasso Ti-am dat beep si sunt voinic
Dar sã stii, nu-ti cer nimic.
Vrei sã pleci dar nu-mã, nu-mã iei Nu-mã, nu-mã iei, nu-mã, nu-mã, nu-mã iei Chipul tãu si dragostea din tei Mi-amintesc de ochii tãI.
Vrei sã pleci dar nu-mã, nu-mã iei Nu-mã, nu-mã iei, nu-mã, nu-mã, nu-mã iei Chipul tãu si dragostea din tei Mi-amintesc de ochii tãI.
Ma-ia hii Ma-ia huu Ma-ia hoo Ma-ia haha (x4)
Vrei sã pleci dar nu-mã, nu-mã iei Nu-mã, nu-mã iei, nu-mã, nu-mã, nu-mã iei Chipul tãu si dragostea din tei Mi-amintesc de ochii tãI.
Vrei sã pleci dar nu-mã, nu-mã iei Nu-mã, nu-mã iei, nu-mã, nu-mã, nu-mã iei Chipul tãu si dragostea din tei Mi-amintesc de ochii tãI.
Pois é, o blog completou, na semana passada, cinco anos de criação e, como já expliquei, não pude fazer uma comemoração sobre a data. Se bem que, modéstia à parte, nem sei se merecia. Mas, acreditem, por mais que não o atualize diariamente, as vezes que faço é com o maior dos prazeres. Ter a oportunidade de conversar com vocês é uma satisfação inenarrável, mesmo sabendo que poucos são os que dignam por aqui passar.
Não gosto de fazer promessas, sobretudo, quando não tenho a certeza de poder cumpri-las, todavia, já estou ficando meio enjoado dessa “cara” do blog, por isso, estou pensando em mudá-la. Mas, como escrevi quarta-feira, a preguiça é maior do que a minha vontade. De qualquer modo, vou me esforçar para dar um pouco mais de vida a essa humilde página virtual.
Também, gostaria de comentar com vocês o drama do goleiro Bruno, do Clube de Regatas do Flamengo. Não do ponto de vista policial, esse deixo por conta de quem de direito, mas, gostaria de me servir do caso dele para levantar uma questão: considerando que a maioria dos jogadores brasileiros de futebol veem de uma classe humilde, de parcas oportunidades, de curta escolaridade, por que os seus agentes ou empresários não investem, também, em sua formação? Muitos dos desvirtuamentos de conduta ou caráter que alguns desses atletas demonstram, ao que me parece, é consequência da falta de uma preparação mais sólida, com desconhecimento de que sejam princípios éticos e morais.
Alguns desses rapazes têm uma ascensão financeira tão rápida, quanto é a carreira de um futebolista, e não possuem equilíbrio, educação e discernimento para compreenderem o que significa ter dinheiro e para que ele serve. Daí que se põem a esbanjar, dar demonstrações de ostentação desnecessárias e, enfim, enfiar os pés pelas mãos. Se a Polícia não diz que o Bruno é culpado ou inocente, não seria eu que iria fazê-lo, muito pelo contrário, espero que a Justiça conclua seus procedimentos justos e imparciais, no sentido de encontrar os verdadeiros algozes da moça e qual a participação do goleiro do Flamengo no caso. Porém, me parece, que o problema dele é consequência desse pouco caso que os “administradores” de seus recursos fazem, com a própria “galinha dos ovos de ouro”, que eles são. Acho que vale a pena os agentes e/ou empresários de jogador de futebol pensarem nisso.
Agora, não gostaria que vocês penassem ser esse meu raciocínio preconceituoso, porquanto sei que há inúmeros jogadores de origem semelhante que se mostram cidadãos conscientes e cumpridores de seus deveres. Assim como, sei que há aqueles que veem de classes mais abastadas e se mostram tão desprovidos de princípios quanto os demais.
E você concorda com os meus argumentos? Seja como for, eu espero que você tenha um fim de semana de reflexão, muita paz e descanso.
Neste domingo, acontece a final da Copa do Mundo de futebol, na África, entre os times da Espanha e da Holanda, que jogam uma decisão inédita, e, ao final dela, um grupo de campeões terá um novo participante.
Dos quase 200 países filiados à FIFA, que organiza o mundial, apenas sete possuem o título de campeão de uma edição da Copa. São eles: Brasil (cinco vezes); Itália (quatro vezes); Alemanha (três vezes); Argentina (duas vezes) Uruguai (duas vezes); França (uma vez) e Inglaterra (uma vez). O ganhador, portanto, do jogo entre Espanha e Holanda será o oito membro de clube privilegiadíssimo.
Quem será o vencedor? Diz o polvo Paul que será a Espanha, entretanto, surgiu um periquito na Índia prognosticando a Holanda. Quem tem mais poderes prever o futuro?...
Amanhã, quando se encerrar o jogo entre Espanha e Alemanha, a FIFA transmitirá para o mundo todo, segundo os jornais de hoje, um comercial sobre a Copa de 2014, que acontecerá no Brasil. A peça, dizem ainda, será igual àquela mostrada na abertura das comemorações de apresentação do símbolo da Copa no Brasil, na quinta-feira, com a participação de Gisele Bündchen, Paulo Coelho e outras celebridades brasileiras.
Essa Copa na África não me empolgou, em nenhum momento, talvez, porque não acreditasse na Seleção de Dunga. Mas, a realização de uma Copa no Brasil me faz sentir, por antecipação, uma alegria e uma esperança de que poderemos ser campeões, jogando no nosso principal estádio, o que será uma emoção sem tamanho.
A possibilidade de ver a nossa Seleção campeã, num jogo realizado em nosso país, me enche de alegria, porém, não me faz crer que a Copa deixará algum legado para os brasileiros. A realização dos jogos Pan-Americanos, em 2008, por exemplo, é que me faz desacreditar nas promessas dos nossos governantes. Mas, para não me chamaremde pessimista, vou esperar para ver o que acontecerá...
O PT registrou no TSE um programa de governo que assustou, particularmente, o seu parceiro PMDB. Diante da surpresa dos parceiros, substituiu o mesmo por um mais light.
Questionada sobre o assunto, a candidata do partido, Dilma Rousseff, disse que, realmente, não havia lido o texto e que não o teria assinado, apenas rubricado.
O dicionário Houaiss, no entanto, define rubricar como: “colocar a rubrica ('assinatura abreviada') em; assinar abreviadamente”.
Se for assim, será que o dicionário da candidata tem outra definição para rubricar?
Enquanto o candidato da coligação PSDB-DEM-PPS fazia promessas aos usuários de trens da SuperVia, no Rio de Janeiro, caía mais um diretor da TV Cultura, emissora do governo paulista. Gabriel Priolli, o diretor demitido, com apenas uma semana no cargo, não quis comentar com a Folha de S. Paulo o assunto. Entretanto, segundo ainda o jornal paulista, “Nos corredores da emissora e na blogosfera,circula a informação de que, por trás da saída de Priolli, está uma reportagem sobre problemas e aumento nos pedágios”.
Como se vê, nos dois lados, a Democracia não permite críticas a seus candidatos!
O Globo hoje mostra uma reportagem, em que a juíza Ana Paula Delduque Migueis Laviola de Freitas teria negado, em 2009, proteção a Eliza Samudio, a moça assassinada, segundo a Polícia mineira, cujo principal suspeito de sua morte é o goleiro Bruno.
A Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio, teria requerido à Justiça que o jogador fosse mantido distante da ex-amante, o que foi negado pela juíza, sob a alegação de que Eliza não mantinha qualquer tipo de relação afetiva, familiar ou doméstica com o goleiro.
Diz O Globo ainda que a juíza Ana Paula teria encaminhado o caso para uma das varas criminais, com o relato de que a Lei Maria da Penha “tem como meta a proteção da família, seja ela proveniente de união estável ou do casamento, bem como objetiva a proteção da mulher na relação afetiva, e não na relação puramente de caráter eventual ou sexual”.
Espero que o meu entendimento esteja equivocado, mas, ao que me parece, para a senhora juíza se a mulher não tem uma relação afetiva, com um homem, ela está sujeita a maus tratos e parte dele, inclusive, físicos. Até agora, eu pensava que a Lei amparasse a todas as mulheres, independentemente de que tipo de relação ela tivesse com um homem. Se assim não for, talvez, esteja aí a razão de muitos “machos” viverem espancando mulheres pelo meio da rua. É preciso, pois, que se faça uma Lei que atenda a todas as mulheres, verdadeiramente, e não somente àquelas que têm alguma relação afetiva com o seu agressor. Sei que há quem discorde das minhas ideias, porque há um código que atende a todas as necessidades legais, entretanto, há casos e casos.
O poema acima está publicado originalmente no livro da autora, Dalva Lynch, “A Hora da Espada”, São Paulo, Scortecci, 2003. À Dalva, o meu muito obrigado pelo carinho, em me autorizar o reprodução de sua poesia. A Dalva mantém um sitio na internet, como seu nome (link ao lado). Vá visitá-la para conhecer a sua sensibilidade e criatividade.
Dizia minha mãe: “vaso ruim não se quebra”. Como já disse aqui, resolvi renovar a pintura da minha casa, que a coitada já estava há bastante tempo necessitando, mas, foi aí que me dei mal. Fui atacado por uma bendita alergia ao solvente da tinta, que me tirou de circulação por alguns dias. Mas, graças a médica Carolina Jarletti, do Barra D’Or, cá estou quase inteiro de volta. A voz continua meio de taquara rachada, mas, como vocês leem o blog e não o escutam, acho que dá para tocar em frente.
Esta foi a razão de não atualizar o blog, no último final de semana. Logo, na sexta-feira, em que ele completava o seu quinto ano de criação. É verdade que, até hoje, ele não conseguiu evoluir, culpa, eu sei, toda minha. Esse azulão assustador continua, as fotos, que já houve quem reclamasse da ausência, não apareceram, a variedade de assuntos beira o zero e por aí vai... Mas, vou fazendo o que posso. Ou melhor, o que a minha preguiça me deixa fazer.
Quem sabe mais rápido do que eu imagino, a preguiça se vai e eu dou uma renovada nele? Tudo é possível, não é verdade? Ideias não faltam, logo, as possibilidades de mudança existem. Mais um tempo e a gente está de cara nova! Eu espero!...
Nesses dias, em que estive ausente, quanta coisa aconteceu? A nossa Seleção foi eliminada da Copa da África; a Lei da Ficha Limpa teve as suas primeiras mutilações; houve um caso policial assustador, envolvendo o goleiro do Flamengo; Serra foi multado, pela primeira vez, por propaganda antecipada; Dilma e o PT apresentaram um programa de governo que assustou a todo o mundo; e o Hospital Maternidade Mãe Luzia, em Macapá, continua sem os respiradores, motivo de denúncia no Fantástico, pois, se foi providenciado a gente continua sem saber. Mas, vida que segue...
E espero que todos tenham tido dias de muitas alegrias, não sei se foi, realmente, possível, com a Seleção se mostrando um grande fiasco. Mas, como disse o “nosso guia”, nem tudo é futebol e o negócio é a gente se preparar para 2014. E eu espero, na partida final, estar no Maracanã para assistir a partida final, com o Brasil sendo campeão.
Sei que já falaram tudo e de tudo sobre a nossa Seleção, ou a seleção de Dunga mais propriamente dito. Entretanto, não posso deixar de registrar as minhas considerações finais, como se dizia nos bons tempos de Rádio Educadora.
Há um termo sempre esquecido e que faz sempre muita falta, é o chamado equilíbrio. Então, a gente exacerba para um lado ou outro e terminamos nos dando mal. Em 2006, colocaram a culpa, pela desclassificação da Seleção na Copa da Alemanha, na falta de seriedade e organização. Alegou-se que jogadores se apresentaram acima do peso ideal, que torcedores invadiam a concentração, tirando a privacidade das estrelas do time, que faltou comando e outras coisas do gênero. Era preciso que se desse um choque de ordem na Seleção, e a CBF, leia-se seu presidente, Ricardo Teixeira, viu no raivoso ex-volante da Seleção, Dunga, a pessoa ideal para pôr ordem na casa.
De cetro e cartola nas mãos, Dunga pôs-se a varrer o lixo que restava na Seleção, com a famigerada desorganização e dar novos ares a casa. E o item primeiro a ser cumprido por quem quisesse jogar na Seleção seria o de ter “comprometimento”. E que isso fosse entendido por jogadores, comissão técnica e imprensa da forma que quisessem, desde que lhe rendessem obediência, sem discussão. Entrava ou voltava a Seleção aos tempos do totalitarismo, o que, para ele, pouco importava, o que interessava era alcançar o objetivo determinado: ganhar a Copa do Mundo da África, em 2010.
Saía-se da súcia e entrava-se no quartel. A nova ordem era o fim de um tempo de farras, atitudes comprometedoras, desamor com a Seleção. E o início de uma fase em que o “amor à Pátria” estava acima de tudo e de todos. E em nome desse amor jogadores deveriam brigar com seus times, que lhes pagam os salários, para se apresentarem às convocações, tal qual o soldado convocado para servir ao seu país na frente da batalha. A mídia (particularmente a Rede Globo de Televisão) era a encarnação do mal e só queria provocar a intriga, promover a discórdia e denegrir a imagem da Seleção. E Dunga conseguiu, tanto que no dia da convocação da Seleção, ele vangloriou-se de que havia acabado com as entrevistas exclusivas e outras ações da mídia que serviam somente para deteriorar o ambiente do selecionado brasileiro.
Ao chegar à África, o heroico treinador ordenou que fosse providenciado um tapume nas cercanias do hotel, em que a Seleção hospedara-se para que ninguém botasse “olho gordo”, no seu time. Ninguém poderia falar com a imprensa, nem mesmo o médico, sem a sua autorização, ninguém poderia ter acesso às dependências do hotel, que não fosse depois do seu crivo, enfim, os 23 jogadores e comissão técnica estavam enclausurados, como nos velhos tempos da caserna, para que nada nem ninguém atrapalhassem a concentração e com isso colocasse em risco o objetivo final que era o título de Campeão do Mundo.
Santa ignorância! Faltou alguém para dizer a Dunga que futebol é sinônimo de alegria, descontração, amor, vida! E não raiva, rancor, vingança. Como não o avisaram, o resultado foi o mais desastroso possível, sequer passamos das quartas de final, apeados por um time que pode até ser campeão do mundo pela primeira vez, mas que não era nenhuma equipe do outro mundo.
Dunga continua magoado com a imprensa, que evidenciou, em 1990, seu lado truculento e nada afeito ao futebol arte, inaugurando a então “era Dunga”, que virou sinônimo de fracasso. O sabor amargo que Dunga insiste em manter na boca o impediu de ver que o futebol, como tudo no mundo, evoluiu, ganhou novas formas de se jogar e que a interatividade entre qualquer selecionado e os torcedores é mais do nunca uma maneira de estimular os jogadores.
Se como tudo, porém, o futebol precisar olhar para o passado, que o faça para ver o que houve de melhor e tome os exemplos positivos como elo com as ideias novas e revolucionárias praticadas hoje, ainda que, particularmente, eu não veja grandes avanços nesse futebol de ponta-pés e grosserias praticado mundo afora.
Mas, Dunga não esteve só, nesses 50 e poucos dias, de Copa do Mundo. Houve uma parte significativa da população que lhe prestou o mais incondicional apoio, sobretudo, em sua briga particular com a Rede Globo.
Eu mesmo recebi de diversas pessoas um e-mail me convidando para um “diasemGlobo”. Isto sem contar que no Twitter a coisa ganhou proporções de uma pororoca. Chegou-me ainda outro e-mail, no qual o autor (não identificado) mostrava-se tão raivoso quanto Dunga. E tratava a jornalista Fátima Bernardes, por exemplo, de “supra-sumo do pedantismo”. No mesmo mailing, escreveu o autor: “Dunga pode até perder a Copa, seu time pode até tomar uma goleada, mas sua atitude passa à história como um exemplo de coragem e independência. Dunga, simplesmente, mijou na Vênus Platinada ! Uma estátua para ele!!!”
Mais apoio do que isso é meio impossível, no entanto, nem mesmo essa injeção de ânimo fez com que o nosso “treineiro” esquecesse a sua diatribe com a Rede Globo, o que só prejudicou o torcedor, que ficou sem as informações devidas a respeito da Seleção. E não me digam que nem por isso a TV deixou de fazer o seu trabalho, porque o que se viu foi uma enxurrada de estatística chata, desnecessária e pernóstica. O trabalho da mídia foi prejudicado, a ponto de a FIFA reclamar com a CBF sobre o acontecimento.
Àqueles que não se deixaram convencer pelos argumentos toscos do ex-comandante-em-chefe da Seleção Brasileira de futebol, resta esquecer o malogro que foi a Copa desse ano e torcer para que a CBF escolha um treinador sério, firme e sereno, que conduza a nossa Seleção sem perder o bom humor, a leveza e a alegria do nosso povo.
A música para este final de semana é bem brasileira, daquelas que a grande massa gosta de cantar acompanhando o seu intérprete. E como é bom ouvir o povo cantando com o seu cantor a música que lhe toca o coração!... Pois é, assim é a música para este final de semana. O seu criador viveu por muito tempo com a marca de que seria um imitador de Jorge Ben, que depois virou Jorge Benjor. Imitando ou não, agora não é hora para esse tipo de discussão, a verdade que o povão apreciava e aprecia até hoje a sua música. Senhoras e senhores, a música para este final de semana é “Minha Preta”, com Bebeto.
Minha Preta
Bebeto
Minha preta, eu ando calado Sofrido tal qual um samba-canção E as dores que eu trago no peito Se perde em acordes no meu violão Me devolve o sossego Me faça um chamego, seu nego É quem quer Vem fazer em abraços, o amor Em pedaços, num canto qualquer
Aprenda à viver, nega O mundo é bom mesmo assim Quem sabe viver, preta Não acha a vida ruim Me abrace e me beije, nega Me leve pra outro lugar Me faça sentir, nega No seu corpo flutuar
Esse fim de semana será de convenções partidárias, nas quais serão lançados candidatos, confirmados outros e anunciado o apoio a tantos outros. Mas, esse desenho teve ou está tendo de ser mudado de última hora, devido ao entendimento do TSE – Tribunal Superior Eleitoral – de que a Lei da Ficha Limpa já será válida para as eleições desse ano.
Como era de se esperar, houve quem discordasse dos ministros do TSE e ameaçasse recorrer a tribunais superiores, com o objetivo de continuar elegível. Aliás, isso não nos surpreende, não é verdade? Surpresa seria se não houvesse ninguém reclamando.
A lei, por certo, não conseguirá depurar o nosso mundo político partidário, pelas brechas que os legisladores deixaram na lei, pela falta de conscientização de significativa parte dos eleitores, pelo descaso com que a política é vista pela sociedade brasileira, cansada de ver tantos descalabros não receberem o tratamento adequado.
Há, contudo, uma esperança. A de que nossos filhos e netos se beneficiarão com os efeitos da nova lei. Eu quero acreditar nisso! Suas escolhas serão feitas a partir dos programas e da ideologia de cada partido, por conseguinte dos candidatos que as defenderão, como a melhor opção para a manutenção da Democracia, da competência da administração pública, do respeito ao acordo firmado, através das urnas.
Sinceramente, eu não acreditava que pudesse vir a ver isso acontecer. E talvez não veja, pois, a despeito da lei, nunca se tem certeza das tangentes que recorrerão os velhos e mal acostumados políticos. Porém, quero acreditar, repito, mais próximo do que esperava, haverá um quadro político formado por homens dignos, sérios e comprometidos com a Justiça e a verdade.
E você acredita também que chegaremos lá?... Seja qual for a sua crença na política, eu espero que você tenha um fim de semana politicamente correto, com paz e saúde.
Nessa sexta-feira, fui a um festival de pizza, bem particular. É que a minha cunhada, Maysa, fez um curso de “pizzaiola”, se é que vocês me permitem usar esse termo, e ontem ela resolveu promover uma apresentação dos conhecimentos adquiridos.
Havia passado o dia mal, devido à alergia que acaba comigo o solvente de tinta. É, a pintura da minha casa continua e o cheiro forte do bendito me derruba. Mas, não poderia deixar de prestigiar as pizzas da minha cunhada. Então, coloquei uma garrafa de vinho para gelar, já que estava calor, e lá fomos nós para o festival de pizza da Maysa.
Nossa! Não é que a danada aprendeu mesmo! Estava tudo de bom. Tanto que meia hora depois, já havia me esquecido da alergia e me empanturrava de pizza, nos mais diversos sabores. Mas, sinceramente, a de atum foi a que mais comoveu o coração e o estômago! Uma delícia!
Parabéns, à Maysa, pois, sei que talento não lhe falta!
As chuvas, esse ano, estão com vontade de dizimar vilas, bairros, cidades. De norte a sul, elas têm caído aos borbotões e provocado as mais crueis desgraças ao povo, sobretudo, das periferias, por sinal os mais sofridos e esquecidos do poder público.
Entretanto, ainda que as águas tenham sido em quantidades assustadoras, há algo que me deixa intrigado, seria, realmente, somente as águas das chuvas que causaram esse estrago todo?...
Alguém me contou bem baixinho que, em um município aqui do Rio, o prefeito teria mandado abrir as comportas que retêm as águas de um rio para alagar as regiões mais baixas da cidade, com o objetivo de obter recursos federais, com a decretação do estado de calamidade do lugar. É uma denúncia séria, mas, que não tenho como comprovar.
Agora, em Alagoas, correu o mesmo boato. Será que a falta de humanidade dessa gente chega a tanto? Se for verdade, satanás, com certeza, já está a lhes esperar...
Enchente de rio, chuvas torrenciais, na verdade, é tudo o que político gosta, principalmente, em ano eleitoral. Daí que o “nosso guia”, sim, ele, ora quem mais, não só foi a Alagoas ver de perto os estragos, como resolveu cancelar uma viagem ao exterior para ficar junto do seu povo.
Veja como são os políticos. Dias atrás, Lula defendia suas viagens ao exterior, como necessárias para divulgar o nosso potencial e incrementar o comércio com países dos quatro cantos do mundo. Mas, que isso tudo, nesse momento, seja esquecido, o que importa é a reconstrução das cidades e o bem-estar do nosso povo. Você acredita nisso?
Na semana passada, comentei que a sopa de letrinhas, no Amapá, havia misturado legal, mesmo. Pois é, e, ao que parece, está cada vez mais fumegante. Para variar, velhos aliados se acusam mutuamente de um não ter cacife moral para falar do outro, e por aí vai...
Agora, no fundo, no fundo, como dizia a minha vó, tá todo mundo, de uma maneira de outra, entre as mãos do “homi de bigodi”, ainda que tentem tergiversar sobre o assunto.
O poema acima está publicado, originalmente, no blog da autora, Ianê Mello, “Labirintos da Alma” (link ao lado). A Ianê, o meu muito obrigado, pela generosidade, em me permitir a publicação da sua obra. Vá visitar a minha amiga e se encante com sua sensibilidade, ela ficará muito feliz, com a sua visita.
O Ibope divulgou hoje, em Brasília, uma pesquisa de intenção votos para presidente da República, na qual a candidata do PT, Dilma Rousseff, aparece pela primeira vez à frente de seu principal adversário, o candidato do PSDB, José Serra. Segundo o Ibope Dilma aparece em primeiro lugar com 40%, das intenções de voto, enquanto Serra teria 35% e Marina Silva, candidata do PV, teria 9%. A pesquisa foi realizada entre os dias 19 e 21 últimos, por encomenda da Confederação Nacional da Indústria – CNI –, informounesta tarde o Portal G1.
O informe diz ainda: “O cenário da pesquisa que apresentou esses resultados é o que inclui somente Dilma, Serra e Marina. No cenário que reúne 12 candidatos, Dilma soma 38,2%, Serra, 32,3% e Marina, 7%”.
Há quem afirme que Serra tomou conhecimento do resultado antes do programa da propaganda partidária do PSDB, veiculado esta semana, pela TV, por isso, teria abrandado o discurso, criticando apenas a atuação do Banco Central.
A Folha de S. Paulo, nesta quarta-feira, diz que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso teria afirmadonão acreditar na eleição de Serra, apesar de vir contribuindo com a campanha do tucano.
No domingo passado, o técnico da Seleção Brasileira de futebol, Dunga, mesmo após a vitória do seu time, aproveitou a entrevista coletiva que concedia para destilar toda a sua raiva contra o repórter da Rede Globo de Televisão, Alex Escobar. Foi a mais franca e aberta demonstração da sua falta de educação e de respeito com o telespectador.
Dizem que Dunga guarda um indisfarçável rancor da Rede Globo, por ela tê-lo responsabilizado pelo fracasso da Seleção, na Copa de 1990, quando, com o apoio do treinador de então, Sebastião Lazaroni, teria sido implantado o modelo truculento, que o caracteriza, com a chamada “era Dunga”.
É muito ódio para uma pessoa só, quando nos lembramos do tratamento que Dunga recebeu, quatro anos depois, do principal narrador da emissora, o jornalista Galvão Bueno, o que chegou às raias da bajulação. Diante da reação do treinador brasileiro, no domingo, é de se pensar que ele quer ser paparicado em todo momento e não admite, jamais, qualquer crítica, mesmo aquelas em tom de brincadeira.
Dunga, pelo que se viu, é um despreparado e ignorante. Ele pode até entender de técnicas de futebol, para o que, convenhamos, não se precisa ser dotado de grandes inteligências, porém, não tem a menor condição psicológica para tratar com o público. Hoje, li no Yahoo Notícias que Dunga teria tratado a jornalista Fátima Bernardes, no final de semana, de forma grosseira. A ser verdade a informação, ela só corrobora com o que termino de dizer.
O futebol é para o brasileiro a síntese da alegria! Tanto que em toda comemoração há de acontecer uma “pelada”, um “racha”, ou seja lá qual for o termo que se use. O futebol é para o brasileiro o alívio do estresse, a razão para esquecer toda e qualquer contrariedade, menos, ao que parece, para o técnico da Seleção brasileira.
Com o seu destempero e eterno mau humor, Dunga tem feito muita gente torcer contra a Seleção brasileira, no que há algum exagero, mas, já tenho visto pessoas falando mal da nossa Seleção, confundindo o técnico com o time.
Apesar de que também já vi um número muito maior de pessoas dando apoio ao treinador brasileiro, o que, em princípio, me parece justo e merecido. O que me preocupa é raiva que essas pessoas demonstram contra a Rede Globo. Não, pela Rede Globo em si, mas, pela tão frágil liberdade de expressão que há no nosso país.
Quando a sociedade vê com admiração atitudes, como a do técnico da Seleção, é para se pensar como essa sociedade vê ou deseja a Democracia. Dunga, porque está com raiva da Rede Globo, esconde seus jogadores, proibi-os de falarem com a imprensa, sonega informação, usa dessa mesma imprensa para propalar os seus impropérios, e ainda recebe o apoio da população...
Será que o futebol está servindo de escudo para outros objetivos, que não a alegria do povo, como calar a imprensa, por exemplo? Estariam os admiradores do futebol desejosos da volta de um tempo, em que não nos era permitido a manifestação de nossas ideias e a mídia era amordaçada. Tomara que não. E que Dunga, ganhando ou não a Copa, receba um tratamento psicológico que o livre desse ódio, que tanto lhe afeta a alma.
A mídia brasileira tem feito, é verdade, por onde ser alvo da intolerância de parte do povo. A Rede Globo é o exemplo mais presente, naturalmente, pela liderança da audiência que ela possui e por seu passado de apoio ao regime militar, que governou o Brasil, por longos 21 anos.
A Globo, usando do seu poder econômico, nas últimas Copas do Mundo de futebol, por exemplo, monopolizou as transmissões, tirando do povo a liberdade de escolha. Esqueceu-se a emissora do Projac a velha máxima de Nelson Rodrigues de que “toda unanimidade é burra”, ao tentar impor-se como única opção. Não poderia resultar noutra coisa, que não o ódio e a relutância de parte do telespectador, que quer ter o direito de fazer valer a sua preferência.
A Folha de S. Paulo, ano passado, publicou como verdadeiro o fac-símile de uma ficha criminal da então ministra Chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Descoberta a farsa, a Folha teve de se retratar, reconhecendo a precipitação de publicar o “documento” sem uma apuração mais criteriosa.
E tantos outros exemplos podem ser lembrados, por qualquer pessoa, do Norte ao Sul do país, pois, a mídia nacional, pelo que se vê, pouco se importa com a qualidade da informação. E a desobrigação do certificado de conclusão do curso de jornalismo para o exercício da profissão haverá de piorar a situação. Apesar de tramitar no Congresso um Projeto de Emenda Constitucional para que retorne a obrigatoriedade do diploma.
De qualquer modo, mesmo a mídia seja descompromissada com a ética, escamoteie a verdade e seus princípios filosóficos sejam tênues, ainda assim, é preferível que ela seja livre. E que o leitor, o ouvinte ou o telespectador façam valer a sua opção pelo meio que melhor lhe atenda as necessidades ou preferências.
Campanhas, com a que vi ontem no Twitter, de um “dia sem Globo” e outras que surgem aqui ou ali não intimidam ou estimulam a mídia a rever os seus conceitos. Isto a sociedade brasileira só conseguirá quando souber exercer o seu direito de livre e irrestrita escolha, queem outras palavras significa o mais pleno exercício da Democracia. Alguém pode achar que é uma frase velha e carcomida, todavia, ainda estamos distantes do dia, em que a mídia veja o povo como seu verdadeiro consumidor, a quem deve respeito, coerência e amor pela verdade.
A música para este final de semana é um clássico do pop internacional, que fez sucesso pelo mundo inteiro. Sua intérprete depois de um espetacular sucesso nos anos 1960 ficou meio esquecida, nos anos seguintes, até que em 1982, ela voltou a gravar um álbum, produzido por Barry Gibb, dos Bee Gees, e retornou triunfalmente às paradas de sucesso. A música para este final de semana é a faixaque, seguramente, foi a mais tocada do disco, à época, e até é solicitada, pelos fãs, a cada show que sua criadora faz. Senhoras e senhores, a música para este final de semana é Heartbreaker, com Dionne Warwick.
I got to say it and it's hard for me, You got me cryin' like I thought I would never be. Love is believin' but you let me down; How can I love you when you ain't around ? And I,
Get to the morning and you never call. Love should be everything or not at all. And it don't matter what ever you do; I made a life out of lovin' you.
Only to find any dream that I follow is dying. I'm cryin' in the rain. I could be searchin' my world for a love everlasting, Feeling no pain, when will we meet again?
Why do you have to be a heartbreaker ? Is it a lesson that I never knew ? Gotta get out of the spell that I'm under, My love for you.
Why do you have to be a heartbreaker, When I was bein' what you want me to be ? Suddenly everything I ever wanted has passed me by, This world may end, not you and I.
My love is stronger than the universe. My soul is cryin' for you, And that can not be reversed. You made the rules and you could not see; You made a life out of hurtin' me.
Out of my mind, I am held by the power of you love. Tell me when do we try, or should we say goodbye ?
Why do you have to be a heartbreaker, When I was bein' what you want me to be ? Suddenly everything I ever wanted has passed me by.
Oh, why do you have to be a heartbreaker ? Is it a lesson that I never knew ? Suddenly everything I ever wanted, My love for you, oh,
Why do you have to be a heartbreaker, When I was bein' what you want me to be ? Suddenly everything I ever wanted has passed me by...
Estava pensando, antes de começar a escrever essas mal traçadas linhas, que o sábado à noite já mexeu mais com as minhas fantasias. Lembro que com o cair da tarde, do sábado, um frisson começava a provocar a minha imaginação, embora, terminasse por fazer a mesma coisa sempre. O que não significa que eu tivesse alguma rotina para o sábado, à noite.
O sábado à noite era a hora de encontrar os amigos, de ir ao teatro (eu me amarrava em assistir às comédias), a algum show, por vezes de artistas que nem me comoviam tanto, mas, valia pela ou como diversão,eram outros tempos, é bom que se diga. Ah! E para terminar uma interminável rodada de chope, de preferência ouvindo uma boa sessão de jazz. Também, não havia a bendita Lei Seca que acabou por me tornar um recluso, em minha casa, já que não deixei de apreciar um chope gelado e não tem dinheir para pagar um motorista particular.
Aliás, eu escrevi jazz, mas, na verdade, meu gosto pela música é um verdadeiro caleidoscópio. Gosto de tudo, agora, por exemplo, enquanto escrevo, estou ouvindo Dire Straits, que pode a qualquer momento mudar para Nina Simone, Luiz Gonzaga, Maria Gadu ou Chico Buarque, sem o menor problema. Basta uma palavra que me lembre de uma música que me reporte a algum momento bem vivido, e lá vou eu de muda...
Meu coração tem amores os mais diversos e nenhum é excludente, acho que já escrevi isso aqui, por isso, essa diversidade em relação à música. Alguém já disse, e eu concordo plenamente, a música não tem fronteira, não tem cor... Pode até ter alguma ideologia, mas, por que não ouvi-la também? A música me alimenta a alma, me levanta o astral, me leva para junto das pessoas que amo. A música, para mim, é uma cachaça e o remédio queme cura da ressaca.
E para você o que a música representa? Você também gosta de tudo ou é mais seletivo, tem preferência algum ritmo em particular? Seja como for, eu espero que você tenha um fim de semana bem musical, com as músicas que lhe tocam o coração servindo de trilha sonora, a lhe reenergizar o corpo e a alma.