Ernâni Motta


MÚSICA PARA O FIM DE SEMANA

Onde anda você

Vinicius de Moraes

Composição: Vinicius de Moraes / Hermano Silva

E por falar em saudade

Onde anda você

Onde andam os seus olhos

Que a gente não vê

Onde anda esse corpo

Que me deixou morto

De tanto prazer

 

E por falar em beleza

Onde anda a canção

Que se ouvia na noite

Dos bares de então

Onde a gente ficava

Onde a gente se amava

Em total solidão

 

Hoje eu saio na noite vazia

Numa boemia sem razão de ser

Na rotina dos bares

Que apesar dos pesares

Me trazem você

 

E por falar em paixão

Em razão de viver

Você bem que podia me aparecer

Nesses mesmos lugares

Na noite, nos bares

Onde anda você

Para ouvir, é só clicar no link ao lado



Escrito por Ernâni Motta às 15h54
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PRESO COM APOSENTADORIA

E os caras ainda querem que eu acredite no Poder Judiciário. O juiz que matou o vigilante do supermercado, no Ceará, está preso, é verdade, mas, ganhou uma aposentadoria de quase R$ 15 mil.

Depois dessa dá para crer, sim, que a Justiça é cega.



Escrito por Ernâni Motta às 15h29
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PEDINDO AO PADIM CIÇO

O que não faz o jogo político? O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, esteve em Juazeiro, no Ceará, e aproveitou para depositar flores no túmulo de Padre Cícero. Veja você!



Escrito por Ernâni Motta às 15h28
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ANIVERSÁRIO DE CAMPO GRANDE

Começaram os festejos pelo aniversário de Campo Grande, bairro da Zona Oeste do Rio de Janeiro, onde moro.

O ponto alto amanhã, 05 de novembro, será a chegada de Papai Noel, no Passeio Shopping, às 10 horas e a apresentação da Academia Petrobrás Sinfônica, na igreja de Nossa Senhora do Desterro, no centro do bairro, com início marcado, também, para as 10 horas.

Entrada franca.

O programa terá a regência de Atelissa de Salles, com apresentação dos seguintes números:

Hino Nacional Brasileiro – Francisco Manuel da Silva

Improviso – Armando Prazeres

Trumpet tune anda ir – Henri Purcell

Fanfarra for the major lord (regência Lélio Alves) – Arthur Bliss

Finlândia (regência Lélio Alves) – Jean Sibelius

Sinfonia dos brinquedos (4º movimento) – Haydn

Carmem (abertura) – Jorge Bizet

Rabeski – Johann Strauss Batuque – Lourenço Fernandes



Escrito por Ernâni Motta às 15h27
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CRÔNICA

WALLY, POR FAVOR, EMPRESTE-ME OS VERSOS.

A manhã era de um Sol abrasador, tanto que às 6h30m, quando saíamos de casa os termômetros já assinalavam 28 graus. O vento que soprava era quente, e como nosso carro é desprovido desse mecanismo moderno chamado ar condicionado, é de se imaginar o que sentimos, quando alcançamos a Avenida Brasil, engarrafada como sempre.

Mas, a compensação era o céu azul. Um céu azul, privilégio dos cariocas, os aqui nascidos e os, por esta Cidade Maravilhosa, adotados. E, como o dia era uma sexta-feira, via-se um sorriso diferente para melhor em cada rosto, mesmo naqueles que se espremiam dentro dos ônibus mal cheirosos, superlotados, barulhentos e quentes.

Percorridos os 50 e poucos quilômetros da Avenida Brasil, chegamos àquele prédio de uma suntuosidade faraônica, com a frente toda em mármore e vidro. Entramos, à recepção uma moça extremamente educada, porém, sisuda perguntou-me: - Hospedagem? Ao que respondi num tom grave: - Sim. E ela sem perder a fleuma: - Aquela porta à direita, por favor. Interessante! Confesso que a expressão que ouvi dela foi esta mesmo, hospedagem.

Alguns passos à frente e entramos na sala indicada. Aqui, somos recebidos por outra senhorita. Esta, no entanto, tem o ar alegre de quem está de bem consigo mesmo. Pediu-nos, por favor, para sentar e dirigindo-se a mim disse que queria ver meus documentos. Por poucos minutos, procedeu aos assentamentos burocráticos e, com um sorriso que me chegou à alma, perguntou: - O senhor tem bagagem. Respondi-lhe que apenas uma mochila. E ela retrucou: - Vou chamar o courrier para acompanhá-los até o apartamento.

Subimos até ao quarto andar, de lá, podíamos descortinar a ponte Rio-Niterói, com a baía de Guanabara ao fundo, desculpem-me pelo trocadilho. O importante é a paisagem que vislumbrávamos. Mais uma das tantas maravilhas que este Rio de Janeiro nos proporciona, a todo instante. Devidamente, instalados, fico, por alguns minutos, absorto, extasiado com o panorama, até que alguém bate, dá uma rápida olhada pela porta entreaberta, pede licença e entra.

Era um rosto angelical, um corpo de enlouquecer os deuses no Olimpo e uma voz doce que se misturava a um sorriso de pura magia. Apresentou-se, cumprimentou-nos e falou-me: - Vim medir a sua pressão, verificar sua temperatura... Retornei ao mundo dos vivos e sequer consegui ouvir o término de sua frase. Só agora, dava-me por achado... Retomei a consciência e lembrei que estava num hospital, onde tinha ido para submeter-me a uma intervenção cirúrgica – para usar os termos que a gente lê nos jornais. E, claro, dei uma olhada de soslaio para minha mulher, desconfiado de que ela tivesse observado o meu encanto por aquela sobrinha de Zeus.

Não sei porquê, mas o meu desprendimento foi de tal monta, que confundi o hospital com um hotel e cheguei a apostar que a moça da recepção havia falado em hospedagem, quando, na verdade, falou em internação. Será que foi desprendimento ou foi acovardamento? Pode ser que tenha sido este, porquanto, o máximo que fiz em um hospital, até então, foi uma visita muito rápida a um ou outro parente ou amigo. Mas, agora, estava ali como paciente! Se em algum momento tive medo, ele potencializou-se pelas histórias que ouvi, nos dias que antecederam à minha cirurgia. Contaram-me cada coisa!...

Ser anestesiado! Há coisa mais assustadora? Você – convenhamos! – não só fica imune a dores, mas, mais do que isto, fica no limiar da eternidade. Espere um pouco. Pois, só vim fazer tais reflexões depois de tudo acontecido. Portanto, me nego a admitir que fui covarde. Tanto que ouvi do anestesista a seguinte frase: - Você está bem tranqüilo, isto ajuda bastante. Em seguida, ele chamou a enfermeira e prescreveu-me a metade de um certo comprimido. Com a saída dele, ela confidenciou-me: - Quando ele recomenda só a metade, é porque percebeu que o paciente está tranqüilo.

Agora, estou me sentindo ridículo usando um camisão... Mas, é chegado o momento decisivo. Metade do comprimido sob a língua, vestido naquele camisolão patético, e, sobre uma maca, sou levado corredor afora.

Chego à sala de cirurgia, o médico aproxima-se e pergunta: - Ernâni, tudo bem? Nada me restava naquela hora a não ser responder que sim. E ele prosseguiu, meio rindo, acho que para me animar, pois, minha expressão, agora sim, era de apreensão: - Curve-se bem, vai ser só uma furadinha de leve, você nunca tomou injeção? Pois é...

De fato, assim foi, praticamente, indolor, mas, também, são as últimas palavras de que me recordo. Do mesmo modo, o riso da enfermeira, que me flexionava as pernas, é a derradeira visão que me vem à mente.

- Ernâni, acabou. Foram as palavras que me trouxeram de volta à realidade. Era o anestesista, com um certo ar de missão cumprida. Ainda, tive tempo de ouvir o cirurgião com uma pitada de orgulho perguntar-lhe: - Pínio, quanto tempo levou? E a resposta: - Uma hora e cinco minutos, o normal! E, aquele se dirigindo a mim, esclareceu: - Ernâni, ocorreu tudo bem. Amanhã, você volta pra casa. Nada mais alentador, naquela hora.

Sou recolocado na maca e só agora percebo que me faltam as pernas. Tento movimentá-las, mas o esforço é inútil... Que susto! Que sensação estranha! Olho para elas e as vejo ali, no devido lugar. Por Deus, não sei o que pensei naquela hora... Chego de volta ao apartamento, minha mulher recebe-me com um sorriso de alívio.

De volta às minhas reflexões, lembrei da conversa que tive com alguns amigos que passaram pela mesma experiência. Uns disseram-me que se tornaram mais condescendentes com eles mesmos e com o próximo, outros que se aproximaram mais de Deus... Enfim, todos experimentaram sentimentos que os tornaram mais humanos, mais emotivos.

Quanto a mim, não me vejo com essas transformações todas, pois, sempre procurei, desculpem a imodéstia, exercer a minha tolerância comigo mesmo e com meus semelhantes, sempre tentei estar próximo de Deus. Não, eu não fui acometido de mudanças emocionalmente significativas. Quer dizer... Um pouquinho só – tipo assim! – como disse o Wally Salomão, em “Vapor Barato”: “Ando tão à flor da pele/ Que qualquer beijo de novela me faz chorar”.

Ernâni Motta Rio, 12/11/2004.



Escrito por Ernâni Motta às 18h07
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DIDI MOCÓ

Serraglio erra ao citar estatal e diz que Visanet abastecia empréstimos para o PT

FELIPE RECONDO
da Folha Online, em Brasília

O relator da CPI dos Correios, Osmar Serraglio (PMDB-PR), retificou a informação que havia dado anteriormente e afirmou que a empresa Visanet, que opera com o Banco do Brasil, teria feito repasses para o empresário Marcos Valério Fernandes de Souza. A empresa seria uma das fontes de Valério.

Na manhã de hoje, o relator havia declarado que uma estatal, que é na realidade o Banco do Brasil, uma empresa de economia mista, abastecia o empréstimo do PT por meio de Marcos Valério com a finalidade de fazer caixa.

No total, foram dois repasses: o primeiro de R$ 35 milhões e o segundo de R$ 23,3 milhões.

A SMPB, de Marcos Valério, tem um contrato com o Banco do Brasil e a conta de publicidade inclui a conta Visanet.

Serraglio irá conceder uma nova entrevista ainda hoje, às 16h, para esclarecer as informações.

Pelo suposto esquema, a Visanet pagava Valério por serviços de publicidade "em valores injustificáveis", de acordo com o relator.

O dinheiro era investido pelo empresário no Banco Rural e no BMG (Banco de Minas Gerais). Esse dinheiro, posteriormente, seria destinado ao PT por meio dos empréstimos anunciados pelo ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares e pelo próprio Valério.

"São empréstimos documentados como empréstimos, mas que têm duplo episódio duvidoso: num primeiro momento, o dinheiro foi despejado dentro do banco para repassar aos sacadores e num segundo momento o banco não cobra", afirmou Serraglio.

"Não tem lógica. É um empréstimo de fachada, é para esquentar dinheiro", declarou.

Na próxima semana, o sub-relator Gustavo Fruet (PSDB-PR) divulga um relatório parcial sobre os investimentos e as contas de Marcos Valério. O documento contestará definitivamente a versão dos empréstimos. No mês passado, Fruet já havia declarado que a contabilidade das empresas de Valério mostravam ser falso o esquema de empréstimos bancários.

Esclarecimentos

Na última terça-feira, Valério se reuniu com o presidente da CPI do Mensalão, Amir Lando (PMDB-RO), para prestar esclarecimentos sobre a contabilidade da agência SMPB.

Valério teria passado informações sobre a entrada de recursos nas contas das empresas e como os repasses dos empréstimos feitos para o PT estavam discriminados na contabilidade.

 

Meu comentário: Este relator vive prometendo "bombas", "furos" e só apresenta "barriga". Talvez, ele esteja precisando de um cursinho com o Didi Mocó. Depois, querem que a gente leve a sério as CPIs.



Escrito por Ernâni Motta às 13h02
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DO BLOG DO NOBLAT

Coisas da Bahia

Salvador, ontem à noite. Parede do viaduto que liga a Praia
da Paciência no bairro do Rio Vermelho à Avenida Garibaldi. O autor da foto, um leitor assíduo do blog, pediu para não ser identificado. Morre de medo de ser grampeado.

Enviada por: Ricardo Noblat

hahaha! hahaha! hahaha!



Escrito por Ernâni Motta às 12h54
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DO SITE OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA

PT E O OURO DE HAVANA
Veja decidiu apostar no desatino

Alberto Dines

Desta vez, atenderam às exigências formais e os cuidados mínimos da cartilha jornalística. A denúncia sobre o envio de 3 milhões de dólares de Cuba para a campanha presidencial do PT (Veja, nº 1929, de 2/11/500, págs. 46-53; na capa, "Os dólares de Cuba para a campanha de Lula" e no título do texto principal, "Campanha de Lula recebeu dinheiro de Cuba") procurou evitar os erros das "bombas" anteriores: não opinou nem panfletou, não escondeu as fontes, gravou suas entrevistas abertamente, indicou onde e como se realizaram, completou-as com informações suplementares e ainda fez reparos às contradições embutidas na própria reportagem. Até aí tudo bem.

O que há de errado com a nova matéria arrasa-quarteirão de Veja?

O resto: a denúncia pressupõe um gigantesco, incomensurável, grau de estupidez nas duas pontas da operação: o governo cubano e a direção do PT. Difícil acreditar que políticos experientes aqui e no Caribe tenham embarcado numa aventura tão primária.

Nenhum político minimamente responsável arriscaria o futuro do seu partido com uma operação tão perigosa e insensata. Nem mesmo Roberto Jefferson ou Waldemar da Costa Neto.

Fidel Castro já cometeu erros crassos, a direção do PT já cometeu erros imperdoáveis, mas é impensável que juntos tenham planejado tamanho disparate e tão grande desatino. Há limites para a estultice. É isto que torna inacreditável a denúncia de Veja.

Tiro no escuro

Esta inverossimilhança nuclear estancou o curso da velha bola de neve. Houve um certo frisson na mídia eletrônica no sábado [29/10] à noite e no domingo. O Estado de S.Paulo foi o único a animar-se com a perspectiva de barulho e lascou uma manchete de primeira página no domingo com o material de Veja. O Globo estava entusiasmado com a façanha da polícia fluminense ao liquidar o facínora Bem-Te-Vi e a Folha, empolgada com os programas sociais do governo federal. Não deram muita bola.

Não houve munição para um berreiro petista contra a "conspiração da mídia" nem para repetir os chavões de Hugo Chávez contra a "mídia reacionária". Veja ficará na liça apanhando sozinha até o próximo sábado ou, na melhor das hipóteses, até sexta à tarde, quando as principais redações já conhecerão o conteúdo da próxima edição. Se no sábado não aparecer algo pelo menos consistente para oferecer como prova, a revista corre o risco de ficar pendurada na brocha.

Aqui reside a segunda falha deste tipo de "reportagem-suicida" – quem detona o petardo muitas vezes vai para o ar sozinho. A matéria foi construída em torno de declarações de pessoas (Rogério Buratti e Vladimir Poleto) às voltas com a Justiça, ex-auxiliares do ex-prefeito de Ribeirão Preto Antonio Palocci, na ocasião o coordenador da campanha de Lula. A figura-chave de ambos os depoimentos é Ralf Barquete, já falecido.

Se Veja não produzir nenhum trunfo no próximo fim de semana, o prosseguimento da denúncia deverá dar-se no âmbito de uma das CPIs, provavelmente a dos Bingos. Significa que, apesar das cautelas, Veja deu um tiro no escuro. Confiou na temperatura política, certo de que ela seria capaz de comandar os desdobramentos. Entregou-se ao imponderável. Nesses casos, o jornalismo sai de cena e entra o esoterismo.

Recordar é viver

Pauteiros, estudantes de História e jornalistas curiosos podem encontrar no "Segundo Caderno" do Globo, na seção "Há 50 anos" (pág.7), uma excelente ferramenta para referências históricas.

No dia 12 de outubro de 1955, O Globo noticiava: "Jânio confirma que Juscelino pagou oito milhões pelo apoio comunista".

Em 26/10/1955: "Exaltado pela imprensa russa o apoio dos comunistas a Juscelino e Jango!".

Em 28/10/1955, título forte: "Transformado o Maranhão em paraíso da fraude eleitoral".

E em 29/11/1955, a manchetinha fornecida por Octávio Mangabeira, expoente da UDN: "Não pode ser solucionada, a crise, dentro do curso normal das coisas".

Naquele ano, agosto não foi o mês dos traumas. Foi novembro. (A.D.)



Escrito por Ernâni Motta às 17h30
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COMEMORAÇÃO

Hoje, o dia é para se relembrar os mortos. Mas, eu quero comemorar a vida e digo-lhes o por quê.

É porque hoje o meu dileto e querido amigo Anselmo Simões Júnior faz aniversário. São décadas de uma amizade que só se potencializa com o passar dos dias, apesar de geograficamente estarmos longe um do outro. Ele, em João Pessoa e eu, aqui, no Rio.

Portanto, ao Anselmo um viva à vida, gritado a todo pulmão, com o meu pedido a Deus que o proteja sempre, com saúde, aquele espírito bem humorado, particularidade dele, e muitos motivos para ser feliz. A ele e sua família.

Quanto aos que já se foram, hoje, vou lembrá-los com uma comemoração, como se aqui estivessem. Legal, pai? Legal, mãe? Legal, vocês todos, minhas irmãs, meus parentes e amigos que já estão no andar de cima?



Escrito por Ernâni Motta às 16h22
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ACABOU O RESPEITO

As CPIs, pelo menos num quesito, o serve para mostrar em quem o povo votou, estão cumprindo o seu papel. Aliás, estão reforçando o que víamos com as sessões do Congresso sendo transmitidas ao vivo pela TV.

A sandice do senador Arthur Virgilio (PSDB-AM) que ameaçou de dar uma surra em Lula ganhou a adesão de ACM Neto (PFL-BA) e da senadora Heloisa Helena (P-SOL-AL), segundo informa a Folha de hoje. O que bem diz do trio que formam: um ensandecido, um janota deslumbrado e uma barca de vingança.

É muito fácil para qualquer um difundir suas bravatas, acobertado pelo casulo da imunidade parlamentar. Quando pessoas que são pagas, com o dinheiro do povo para resguardar as instituições, partem para ações de desrespeito como fizeram esses congressistas, é de se vislumbrar a falência dos poderes constituídos.

Para piorar, há duas coisas a se lamentar, uma, é ter-se a consciência que essas pessoas foram eleitas com os nossos votos. A outra, é ver boa parte do povo dando apoio a essas atitudes, numa prova cabal de que não tem o mínimo conhecimento dos seus direitos.

Ameaçar de agressão física o cidadão Luís Inácio Lula da Silva, o Lula, é para ser analisado como à instituição Presidente da República, que ele representa. E nãorazão alguma que justifique tal ameaça. Aqueles que se sentirem ofendidos, prejudicados, perseguidos que procurem a Justiça, que, ao que tudo indica, está na plenitude de seu exercício.



Escrito por Ernâni Motta às 16h15
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PARA O JORNALEIRO

Paulo Roberto Falcão foi um craque, aliás, um senhor craque, do futebol. Ainda, lembro da sua vibração depois de fazer um gol, naquele jogo em que perdemos para a Itália, na Copa de 82. Foi para acreditarmos que seríamos campeões mais uma vez, o que os deuses da pelota não permitiram.

Mas, como comentarista é um “perna de pau” que se atrapalha até com bola de meia. Na segunda-feira, no programa “Bem amigos”, do Galvão Bueno, no SPORTV, disse o Falcão, sobre a possibilidade do Corinthians ser campeão brasileiro, este ano: “o Corinthians só perde se não ganhar”.

Alô Jornaleiro!



Escrito por Ernâni Motta às 16h10
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DO BLOG DO NOBLAT

01/11/2005 ¦ 17:00

"O senhor é uma bicha"

Daqui a pouco, o ex-senador Luiz Estevão de Oliveira será julgado por ter desacatado o tenente Glaydson da Diretoria de Serviços Técnicos do Corpo de Bombeiros de Brasília. Ele está preso na Delegacia de Repressão a Pequenas Infrações (ver nota abaixo).

É reu confesso. Confirmou o que o tenente contou ao juiz de plantão na delegacia. Luiz Estevão queria que o Corpo de Bombeiros liberasse o estádio Serejão para que o Brasiliense jogasse lá sua próxima partida.

O estádio está interditado por problemas de infra-estrutura. As saídas de emergência não são adequadas. A iluminação é deficiente. A sinalização do gramado está quase apagada.

- Os senhores têm que resolver isso - cobrou o ex-senador.

- Mas isso não é problema dos Bombeiros. É problema do interessado em que o estádio volte a funcionar - argumentou o tenente.

- O senhor não aponte o dedo para mim - gritou Luiz Estevão. E em seguida ofendeu o tenente:

- O senhor é uma bicha, uma bicha...

Foi preso na hora. E levado para a delegacia por uma guarnição de quatro soldados da Polícia Militar.

Luiz Estevão foi o primeiro senador cassado da história do Brasil. Mentiu para seus pares no caso do desvio de recursos para a construção do Fórum da Justiça do Trabalho, em São Paulo. Chegou a ser preso duas vezes - mas logo acabou solto.

Enviada por: Ricardo Noblat
hahahahahaha



Escrito por Ernâni Motta às 16h15
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BONFIM X WAGNER

Li no Diário do Amapá, domingo, um artigo, a que fiquei com vontade de estabelecer um contraditório, como diz o meu amigo, o advogado, Wagner Gomes, ele, mesmo o articulista, que cita outro amigo, o Bonfim Salgado.

Os dois, Wagner e Bonfim, bem sei, são amigos de longas datas, aliás, desde o tempo em que o Bonfim apresentava, na Educadora, o “Fatos, Boatos e Vice-versa” e o Wagner era um chela, cujo guru era o Helio Penafort.

Em princípio, pensei, o Wagner abilolou de vez, teria sido o excesso de whisky? Ele que, também, sei é um apreciador emérito de um legítimo malte escocês. Então, voltei a ler o artigo e percebi que havia nele uma segunda leitura, que foi com a que fiquei.

Por isso, desisti do contraditório e fiquei com a vontade concordar com o Wagner, sem ser o anti-historiador da vida jornalística do Bonfim. Longe de mim tal malfeito.

Compliquei não foi? Mas, é que isto que muitos desejam fazer, quando tentam negar a história do Bonfim e que o Wagner perspicazmente captou para escrever o seu artigo.

Bonfim e Wagner, com efeito, tem gente confundindo Karl Marx com Max Weber.



Escrito por Ernâni Motta às 15h41
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TUTTY VASQUES NO SITE

fora!

Pelo sim, pelo não, Bin Laden tranqüilizou a militância da Al Qaeda: não prestou qualquer tipo de ajuda ao PT.

 

Covardia
O tucano Arthur Virgílio está ameaçando dar uma surra no Lula. Devia arrumar um cara com 10 dedos como ele para brigar.



Escrito por Ernâni Motta às 15h36
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A QUE PONTO CHEGAMOS

Homens assaltam Convento dos Capuchinhos na Tijuca RIO

- Oito homens armados de revólveres, pistola e faca, invadiram, na madrugada desta terça-feira, o Convento dos Capuchinhos do Rio de Janeiro, na Igreja de São Sebastião, na Rua Hadock Lobo, 166, na Tijuca, Zona Norte.

O primeiro a ser rendido foi o frei Vital Romano, de 84 anos. Ele teve uma arma apontada para a cabeça e foi obrigado a colaborar com a quadrilha, levando os bandidos a outros quartos.

O frei Reinaldo Ávila de Moura, 35 anos, que abriu a porta para Vital Romano e foi rendido pelos bandidos, teve uma pistola encostada na cabeça, quando os bandidos exigiram a chave do cofre. Sem ter as chaves, o frei pensou que fosse morrer, já que a toda hora o bandido ameaçava puxar o gatilho da arma.

"A violência é uma realidade que todos nós somos vítimas e a sociedade tem que trabalhar para eliminá-la. A ação dos bandidos serve para mostrar que não adianta a gente ter arma, temos que ter calma e procurar sempre agir com serenidade para não acontecer o pior", disse o frei Vicente Arthur.

Por muito tempo ouvi, quando alguém parecia estar com urucubaca, como disse o presidente: “mermão, tu ta precisando fazer uma visita aos capuchinhos”. Acho que agora acabaram com a máxima.



Escrito por Ernâni Motta às 15h34
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COMO É QUE É?

Caramba, só me faltava essa! Os jornais estão dizendo que o César Maia contratou um trio elétrico para o reveillon, deste ano, em Copacabana.

Como se fosse pouco, anuncia que nos próximos dias, iniciará a divulgação, com cartazes, mostrando uma baiana com turbante. Vai ver que também com um tabuleiro de abará e acarajé.

Agora, me fala, cara pálida, quê que isso tem a ver com a Cidade Maravilhosa?



Escrito por Ernâni Motta às 15h30
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HALLOWEEN

Estava na dúvida, entre publicar uma crônica que fiz, ano passado, após ser submetido a uma cirurgia e escrever sobre o Halloween. Da crônica, lembrei depois que li, no Edícula Habitável, a narrativa da Vânia sobre o tratamento dentário a que se submeteu, e o Halloween, porque, mesmo depois de alguns anos, a história ainda me toca, embora, já seja com uma grande piada de mal gosto e sem me causar grandes abalos. Decidi por esta história, e depois publico a crônica.

Foram 26 anos de bons serviços (há controvérsias) prestados ao Banco do Brasil, e em outubro de 1998, estava contando os dias para a aposentadoria. O que para mim era motivo por tudo fazer uma boa festa, mesmo que isto contrariasse o meu radical patriotismo. Vocês já entenderam esta minha afirmação.

No dia 31 de outubro daquele ano, assim que cheguei à agência, recebi um largo sorriso da minha querida colega Maria Aparecida que me disse toda eufórica: “estava esperando por você para agitar uma festa de Halloween, aqui, na agência. O que você acha?” Não pensei duas vezes, e disse-lhe: “vou assinar o ponto, ver como estão as coisas, e vamos agitar essa, sim”.

E assim fizemos, durante o dia, entre uma tarefa e outra, tomávamos as providências para a comemoração. A coleta para angariar fundos que cobrissem os custos com bebidas, salgados e outras necessidades básicas foi um sacrifício, suportável só por quem vê motivo para rir de qualquer desgraça, que era o meu caso àquela altura do campeonato.

Final da tarde, caixas fechados, documentos acondicionados nos malotes, enfim, todos os serviços acabados e a cambada a esfregar as mãos, na expectativa, para as surpresas da festa. Foi nessa hora em que a gerente de atendimento da agência chegou e deu o recado: “A gerente geral está avisando que tem reunião agora. E está todo mundo convocado”. Que frustração! Surpresa maior não podia haver.

Mas, bom cabrito não berra. Procuramos nos animar mutuamente, nos dizendo que enquanto rolava a reunião a cerveja teria mais tempo para gelar... Essas coisas!

E vamos nós! Puxa uma cadeira daqui, outra dali. Dá um último retoque nos enfeites. E eis que chega a nossa “chefona”. A primeira mostra do nervosismo dela foi quando, com a voz nas alturas, disse a todos que se calassem. Imaginem o nível de excitação da turma a espera da comemoração do Halloween e, de repente, como um banho de água fria, recebe a notícia de uma reunião e logo, no começo, um “calem a boca” no tom mais opressor que se possa imaginar. O silêncio que se seguiu foi sepulcral, sem trocadilhos com a festa.

Então, começa a reunião propriamente dita. Uma reunião de uma única voz, com um único tom. Haja esculacho! O termo é este mesmo. Não escapou ninguém daquela ira, que servia de alavanca para a auto-afirmação de uma pessoa que tinha como lema a arrogância e a intransigência, como bandeira.

Em mais de duas décadas dentro do Banco do Brasil, assisti algumas reuniões do tipo, comandadas por homens, o que provocava choro em algumas meninas e revolta em alguns marmanjos. Por isso, havia uma esperança de que o dia em que as Mulheres chegassem à gerência, tudo tenderia a mudar para melhor, pois, elas são mais compreensíveis, dóceis, pacientes. Porém, o que vimos foi a negação à esperança.

Sinceramente, lembro, que, por alguns instantes, uma certa tristeza invadiu-me a alma. Mas me lembrei que estava a poucos dias da aposentadoria e dei um chute na “raiva” e fui tomar o meu chope, no primeiro bar que apareceu. Sim, porque a cerveja que tínhamos comprado para a festa do Halloween, como que por capricho das forças do além, não gelou.

Hoje, quando encontro os meus colegas de então, nesta época de festa das bruxas, provoco-lhes: “E a festa do Halloween?” E tenho sempre um palavrão, como resposta.



Escrito por Ernâni Motta às 15h23
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DA COLUNA DO BOECHAT NO JORNAL DO BRASIL

Boa nova

O Rio foi eleito pela Condé Nast Traveller como uma das 10 melhores cidades da América do Sul.

A pesquisa ouviu 28 mil leitores da conceituada revista de turismo.

Entre os critérios adotados para a escolha constavam simpatia, pontos turísticos, cultura e restaurantes.



Escrito por Ernâni Motta às 15h11
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OUTUBRO ACABOU

Acabou outubro e acho que foi um mês como os últimos, sem sobressaltos, sem grandes novidades, com notícias agradáveis e outras nem tanto. Mas, estas, parece, estiveram presentes em maior número, ou seria por que elas sempre têm mais visibilidade?

Foi a inacreditável seca do Amazonas, os furacões nas Américas Central e do Norte, terremoto na Ásia, chuvas com deslizamento de barreiras e vítimas fatais, no Rio de Janeiro (um parêntese na cheia do Rio para dizer que há nela um quê de culpa do alcaide) e melhor parar por aqui, senão, , que não conseguirei lembrar das poucas boas.

E para encerrar, a Veja, mais uma vez a Veja, levanta suspeita, na edição que circulou neste domingo, de que o PT teria recebido US$3 milhões de Cuba para financiar a campanha de Lula.

Estamos partindo para os últimos 60 dias de 2005. Mesmo com 10 meses vencidos, acho que ainda não se pode pensar em balanço do que está sendo este ano. Aindatempo bastante para surpresas de toda ordem. Tomara que, entre elas, venham algumas agradáveis.



Escrito por Ernâni Motta às 10h59
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REFORMA DO ALVORADA

Muita gente criticou, mas, a presidência fez uma reforma geral no Palácio da Alvorada, residência oficial dos presidentes da República. Foram gastos R$ 18,4 milhões, em 11 meses e Lula e sua consorte estão de volta ao Alvorada.

Quem quiser ver as fotos de como ficou o palácio, depois da reforma é entrar no blog do Fernando Rodrigues, o link está , ao lado.



Escrito por Ernâni Motta às 10h58
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NA FOLHA DE S PAULO HOJE

Quase-santo

Com pesquisa em mãos, o PSB concluiu que a novela de quase dois anos de sua cassação deu a João Capiberibe a imagem de mártir no Amapá. Diz a sigla que, se ele for mesmo candidato ao Senado, José Sarney (PMDB-AP) terá com que se preocupar.



Escrito por Ernâni Motta às 10h57
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CEM ANOS DA ATLÂNTICA

A avenida Atlântica, cartão postal da Cidade Maravilhosa, completa 100 anos, dia quatro.

O prefeito César Maia promete erguer um marco, em comemoração, mas, ainda não definiu com será. Na quinta-feira, pós-feriadão, o Diário Oficial trás o anúncio.



Escrito por Ernâni Motta às 10h54
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DA COLUNA PANORAMA POLÍTICO DE O GLOBO DE HOJE

Agora é Lula

O PSDB, que lidera a oposição, vai manter sua escaramuça com o PT, mas sua prioridade agora é concentrar os ataques no presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os tucanos, que chegaram a apostar no impeachment, decidiram voltar à carga por causa das mais recentes pesquisas. Elas mostram que a avaliação do governo parou de cair e que Lula lidera as pesquisas de intenções de voto.

Meu comentário: Esse pessoal do PSDB não aprende mesmo. Em 2002, tomaram como alvo a candidatura de Ciro Gomes e ganharam o ódio de boa parte do eleitorado. O PT e Lula podiam até estar revertendo o quadro de desconfiança dos pleitos anteriores, entretanto, não se pode desconhecer que foi um tiro no pé a tentativa de afogar Ciro. É bom lembrar também que o brasileiro, este sentimental, está sempre disposto a ser o defensor dos fracos e oprimidos. Portanto, é bom o PSDB pensar bem se, de fato, bater em Lula, com a raiva escapando ao controle, é uma boa jogada.



Escrito por Ernâni Motta às 10h53
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COLUNA SOCIAL

Quer dizer que o irmão do senador fez xixi no banheiro das mulheres? Será que foi muito whisky?...



Escrito por Ernâni Motta às 10h50
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