Ernâni Motta


DO BLOG DO NOBLAT

 

Um conselho de lá da CCJ

Nos últimos dias, o presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PC do B-SP), vem sendo aconselhado a adiar do próximo dia 23 para o dia 30 a votação da cassação do mandato de José Dirceu (PT-SP) no plenário da Câmara.

 

Isso porque a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) vota na terça-feira um parecer sobre o caso de Dirceu. O parecer, feito pelo deputado Sérgio Miranda (PDT-RJ), diz que o Conselho de Ética só pode enviar a decisão sobre o processo de Dirceu à Mesa Diretora da Câmara depois que a CCJ julgar os recursos do deputado petista. O conselho, no entanto, já remeteu isso a Aldo antes de qualquer decisão da CCJ e a votação foi marcada para quarta-feira no plenário da Câmara.

 

Miranda negou as contestações de Dirceu sobre o processo, mas acolheu a regra de que o conselho precisa esperar a CCJ. Houve um pedido de vista e a decisão sobre o parecer ficou para terça. Caso a CCJ o aprove, o conselho terá que enviar novamente a recomendação da cassação para a Mesa Diretora. É necessário o prazo mínimo de duas sessões para que a votação ocorra em plenário. Quer dizer: o mandato de Dirceu seria julgado somente na outra semana.

 

Agora, se a CCJ não acolher o parecer de Sérgio Miranda? Se os integrantes da CCJ disserem que o Conselho de Ética pode sim enviar a recomendação de cassação antes de qualquer decisão da própria CCJ? Na teoria, o processo de Dirceu poderia ser votado na próxima quarta. O presidente da CCJ, Antonio Biscaia, no entanto, acha melhor Aldo Rebelo adiar a decisão. Foi o que ele disse agora há pouco a Leandro Colon, repórter do blog.

 

- Eu acho mais prudente deixar para a outra semana. Caso contrário, isso vai ensejar mais uma questão no Supremo Tribunal Federal.

 

Aldo Rebelo ouviu a mesma coisa da secretaria-geral da Câmara. E conversou nos últimos dias com alguns líderes sobre o caso. A oposição já começa a admitir o fato de votar o processo de Dirceu somente no dia 30. Não quer dar margem para qualquer contestação no STF. E Dirceu pode ganhar mais uma semana para tenter diminuir o placar desfavorável contra ele na Câmara.

Enviada por: Ricardo Noblat


Escrito por Ernâni Motta às 15h18
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MÚSICA PARA O FIM DE SEMANA

A Menina Dança

Os Novos Baianos

Composição: Galvão - Moraes Moreira

Quando eu cheguei tudo, tudo
Tudo estava virado
Apenas viro me viro
Mas eu mesma viro os olhinhos

Só entro no jogo porque
Estou mesmo depois
Depois de esgotar
O tempo regulamentar

De um lado o olho desaforo
Que diz meu nariz arrebitado
E não levo para casa, mas se você vem perto eu vou lá
Eu vou lá!

No canto do cisco
No canto do olho
A menina dança

E dentro da menina
A menina dança
E se você fecha o olho
A menina ainda dança
Dentro da menina
Ainda dança

Até o sol raiar
Até o sol raiar
Até dentro de você nascer

Nascer o que há!

Quando eu cheguei tudo, tudo
Tudo estava virado
Apenas viro me viro
Mas eu mesma viro os olhinhos

o link está ao lado 



Escrito por Ernâni Motta às 14h53
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FIM DE SEMANA

             Esse negócio de feriado no meio da semana me deixa com a sensação de que ela passou mais rapidamente, que as outras. Pode ser que sim, quem sabe?

             E foi uma semana sem grandes destaques. Ou será que sou que estou alienado e não vi as coisas passarem?

             Sinceramente, o que chamou à atenção foi a Alcilene insistir em deixar o Repiquete no Meio do Mundo de quarentena, ainda bem que, hoje, ela suspendeu o recesso e voltou a nos brindar com o seu texto leve e gostoso. Às vezes, indignado, é verdade.

             Outra coisa que me movimentou o pensamento foi a sabatina, que mais pareceu um papo de velhas comadres, a que o ministro Palocci foi submetido, na Câmara de Assuntos Econômicos do Senado Federal. Mas, isto só acirrou mais as minhas desconfianças, quanto ao governo Lula. E a vontade era de passar lotado, o que, infelizmente, não posso fazer.

             Como estou às voltas com umas dores na coluna, vou ficar de molho hoje. Amanhã, vou comemorar o aniversário da minha querida amiga, Janete. E aí, haja chope!

             Para vocês, um fim de semana de muitas comemorações, pelo menos, o suficiente para fazer com que esqueçam o Palocci, o Lula e toda essa cambada.



Escrito por Ernâni Motta às 14h50
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RIO DE JANEIRO, FALEM MAL MAS FALEM DE TI

Sair do Rio de Janeiro e ir jogar suas farpas contra a cidade, para mim, parece mais despeito do que qualquer outra coisa. Mas, quando quem faz isto é uma pessoa que teve reconhecimento e respeito de seus conterrâneos fica meio esquisito.

Seu Jorge, ator, compositor, cantor, ex-integrante do grupo Farofa Carioca, que se mudou para São Paulo, segundo O Globo, de hoje, andou maldizendo desta Cidade Maravilhosa. É possível que tenha lá suas razões.

Por isso, o Barão Vermelho, Zélia Duncan, Ney Matogrosso, Pedro Luis e sua turma do Monobloco subirão ao palco montado na Praia de Copacabana, neste domingo e bem-humorados dirão que discordam do sambista de Belford Roxo.

O Globo informa ainda que Ney Matogrosso afirmou que jamais moraria noutra cidade, mas que sente falta de uma tranqüilidade e de um certo glamour. Frejat declarou: - Aquele visual da praia e o contato com o povo carioca são algo indescritível. Não é um ato político, mas tem esse simbolismo de liberdade.

Então, neste domingo, vá assistir ao por do Sol, em Copacabana, na altura da República do Peru e aproveite para assistir ao show.



Escrito por Ernâni Motta às 14h34
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O SENADOR E O MAUSOLÉU

Sarney chora, passa mal, bate o e reclama, quero cerveja da Brahma.

O senador maranhense do PMDB do Amapá, José Sarney, disse ontem, em discurso lacrimejado, no Senado, que o país tinha de por o Exército, a polícia, os escoteiros, todo mundo para proteger o seu mausoléu, que os deputados da Assembléia Legislativa do Maranhão haviam lhe tomado.

Como é que é? Mausoléu? Quer dizer então que o ex-presidente morreu e eu não sabia? Ou será que é ele que não sabe?



Escrito por Ernâni Motta às 14h30
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JORNALISMO TEM DE SER FEITO POR JORNALISTAS

Nesta semana, colei aqui, no blog, uma nota que li na coluna do jornalista Jorge Moreno, da edição de O Globo, do sábado passado, com o título “Coleguinhas, uni-vos!”, onde ele diz que o presidente da Câmara dos Deputados, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), quer retomar a discussão sobre a obrigatoriedade de diploma para o exercício do jornalismo e que ele, o deputado, é contra. Então, escrevi que acho que “jornalismo tem de ser feito por jornalista”, com o que discordou a “minha visitante ultramarina”, Orvallio. Ou seja, há discussão no ar! E aqui vai a minha resposta, com todo o respeito, à minha leitora:

Orvallio, a profissão de jornalista foi reconhecida no Brasil, ao final dos anos 60, em plena ditadura militar. E isto tem sido motivo para algumas pessoas alegarem que a obrigatoriedade de diploma para o exercício da profissão é mais um dos atos de força do governo de então. Do que me permito discordar. Os advogados, para citar um exemplo, conviveram por muitos anos com uma figura conhecida por rábula, que exercia a profissão, como se formado fosse. O que, para mim, era um absurdo. Hoje, para se advogar faz-se necessário ter cursado uma faculdade de Direito e prestar um exame na Ordem dos Advogados do Brasil - 0AB, o que julgo justo e correto.

Mas, voltando aos jornalistas, por muitos anos estes profissionais foram vistos como boêmios, irresponsáveis, protegidos dos donos de jornais e/ou filhinhos de papai, que não haviam mostrado aptidão para outros ofícios.

A obrigatoriedade do diploma não só mudou este perfil, como provocou nestes profissionais a necessidade do aperfeiçoamento das técnicas de redação, do aprofundamento dos conhecimentos de administração e marketing e o desenvolvimento de um raciocínio lógico, conciso e objetivo, além de outros afins que a escola de Comunicação lhes oferece com muito mais precisão.

A prática, por certo, também, forma bons e grandes jornalistas, contudo, há de ser observado que isto demanda tempo e recursos financeiros. E como as redações estão sempre no instante do deadline, formar novos profissionais desvinculados dos velhos vícios é cada vez mais difícil, sem contar que o chefe de redação teria de ter um bom olho clínico para saber, entre os candidatos, qual não passará de um “foca” medíocre.

A versão, em qualquer mídia, precisa ser imparcial, coerente e o mais próximo possível do fato, pois, é com isto que se forma o “colchão de credibilidade”, que diferencia um periódico de outro. É nesse sentido que escrevi que “jornalismo tem de ser feito por jornalistas”. O que é uma constatação do mercado e não uma defesa cabotina e/ou corporativista.

Quanto ao aproveitamento de pessoas detentoras de outros diplomas, concordo que se lhe dê espaços, elas têm muito com que contribuir. São experiências diferentes e renovadoras, e, ao que me parece, as oportunidades são cada vez maiores, haja vista, a necessidade da multiplicidade de assuntos a serem tratados, por exigência dos leitores. Porém, é fato, são assuntos particularizados e que devem ser discutidos por especialistas das diferentes áreas da ciência e do conhecimento.

Por fim, não creio que as dificuldades do dia a dia sejam motivo para não se buscar aprendizado, no lugar mais indicado para tanto, que é a escola. Um exemplo, eu mesmo fui estudar Comunicação, quando já somava mais que 40 anos de idade.



Escrito por Ernâni Motta às 14h27
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NAÇÃO ZUMBI

             Pela passagem do Dia da Consciência Negra, quero prestar a minha homenagem ao meu amigo, Dalberto Gomes, e à parcela significativa do povo brasileiro, que ele representa, publicando um de seus poemas premiados.

NEM NEGRO, NEM BRANCO - BRASILEIRO

Sou brasileiro

Não me interessa se eu vim do sul do norte

Nasci com muita pouca sorte.

 

Sou brasileiro meus senhores

Vivo entre abonados e afamados

Entre os descabelados, despauperados e desumanizados

Peço terra para plantar e colher

Não me dão

Peço saúde, segurança, cultura e saber

Não me dão.

Peço pelo menos pão para comer

Me dão safanão

 

Sou brasileiro

Nunca quis ser estrangeiro

Não quero fazer drama

Só gostaria de limpar a nossa bandeira

Rota e suja

De sangue, merda e lama.

 

Só gostaria que respeitassem o solo que nasci

Onde enterrei meus entes queridos

Onde vinguei, criei família e venci.

 

Gostaria de montar o pégaso alado

Colocar as asas de Ícaro de verde, amarela plumagem

Varar o céu de anil

E bem do alto gritar:

          Deixem de sacanagem

          Acorda Brasil!!!



Escrito por Ernâni Motta às 14h20
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BONFIM MERECE RESPEITO

As discussões sobre a Internet, seguramente, estão muito longe de vislumbrarem algum final, quer seja de consenso ou de discórdia total. Sei que muita gente já falou sobre isto e que estou sendo simplesmente repetitivo. O que suscitaria a indagação, por que voltei, então, ao assunto?

Por que, hoje, ao visitar o blog do jornalista Bonfim Salgado, li um recado impessoal escrito por uma alguém que, antes de tudo, é desrespeitoso e que se esconde num pseudônimo pornográfico, a destilar o que ser humano tem de mais imbecil, que é a agressão mesquinha e covarde.

A ninguém pode ser imputada a obrigação de concordar com idéias contrarias as suas, no entanto, é dever de todos manifestarem suas discordâncias aberta e francamente. É assim que crescemos como gente que pensa.

Tenho observado que o Bonfim tem tido pouca paciência para tratar com essas pessoas, o que, de certa forma, é compreensível. Digo isto, por ter me surpreendido algumas vezes, com a sua indignação, retratada em seu blog. Sei, também, que ele, muito provavelmente, angariou alguns descontentes, por seu modo, às vezes, duro de manifestar o que lhe vai ao pensamento. No entanto, eu, que o conheço há muitos anos, sei que ele é um cara alegre, respeitoso com todos, mesmo com aqueles que discordam do seu ponto de vista.

Portanto, Bonfim, desconsidere os ratos que, num instante ou noutro, saem de suas tocas para tentar lhe ofender. Aliás, desça um pequeno degrau do patamar que você conquistou com seriedade, inteligência, elegância e competência e dê uma banana a esses supostos detratores.



Escrito por Ernâni Motta às 15h54
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PALOCCI NA CAE

O depoimento do ministro da Fazenda, Antonio Palocci Filho, ontem, na Comissão de Assuntos Econômicos, do Senado Federal, deixou claro que:

1 – Ele sempre representou um pensamento à direita, dentro do Partido dos Trabalhadores, conforme deixou claro a senadora Heloísa Helena (P-SOL-AL), que o conhece há tempos, ou seja, desde quando militavam na mesma sigla. Aliás, é bom lembrar que foi Palocci quem primeiro privatizou serviços públicos municipais, no Brasil, quando foi prefeito de Ribeirão Preto-SP.

2 – Ao discordar publicamente da ministra Chefa da Casa Civil, Dilma Rousseff, mostrou que, se depender dele, obviamente, a atual política econômica não se moverá um milímetro sequer. Pouco importa se há gente morrendo nas portas dos hospitais, se há crianças sem escolas, se as cidades têm cada vez mais esgoto a céu aberto... Nada comove Palocci!

3 – Ao afirmar que a atual política econômica é do presidente Lula, pôs às claras que o candidato Luis Inácio Lula da Silva mentia, quando, em discursos de campanha, dizia que mudaria o modelo econômico implantado, no País, por Fernando Henrique e equipe. O que para mim, a partir disso, fica explicitado que Lula mente quando diz que desconhecia o esquema do “mensalão”.

Mas, é preciso alertar o povo de que o fato de termos sido enganados não pode representar saudades do governo FHC.

Nos jornais de hoje, lê-se que Lula criticou ontem os professores por não se aprimorarem. E disse: “Se um professor entra numa sala de aula, dá uma aula e o aluno não aprende, o aluno precisa de reforço; se dá a segunda aula e o aluno continua não aprendendo, o aluno ainda precisa ficar no reforço; mas, se der a terceira e o aluno não aprender, quem precisa de reforço é o professor”.

Muito bem! Só que o senhor presidente esqueceu que é dever do Estado promover o aperfeiçoamento dos professores. E isto não é coisa de agora.

Mais à frente, Lula ainda criticou os professores, por anteciparem a aposentadoria e disse: “No Brasil é assim: os professores têm condições péssimas de trabalho e, em vez de melhorar, diminui-se o tempo de aposentadoria”. Ora pois, a quem cabe providenciar as melhorias de que os professores necessitam?

Enfim, Lula repete FHC, quando este declarou que “os aposentados eram vagabundos”.



Escrito por Ernâni Motta às 15h51
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DA COLUNA "PAINEL" DA FOLHA DE HOJE

CONTRAPONTO

Mundo pequeno

Dias atrás, uma professora ligou para o Ministério da Educação. Queria inscrever alunos nas Olimpíadas de Matemática.

- Qual é a cidade da senhora? – perguntou a atendente.

- Ribeirão Preto. - E qual é a escola?

- Antonio Palocci

- Como assim, Palocci?

Apesar da reafirmação da professora, a funcionária do MEC não se deu por satisfeita:

- Isso é um trote, por acaso?

- Não, imagine!

- E qual o nome da senhora?

- Elza Buratti.

- Como, Buratti? Ah, por favor, deixe de brincadeira...

- Não, é sério – respondeu a professora, ex-mulher de Rogério Buratti, no passado auxiliar e hoje algoz de Antonio Palocci.

Só depois de muito esforço Elza conseguiu convencer a moça de que não se tratava de trote nenhum: ela dá aulas na escola que leva o nome do pai do ministro.



Escrito por Ernâni Motta às 15h44
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ALTAMIRO CARRILHO

“Aos cinco anos de idade eu vi o filho do vizinho soprando uma flautilha de brinquedo e pedi ao Papai Noel uma igual. Aos onze comecei a estudar com um flautista amador, um carteiro, que tocava em igrejas, em rodas de Choro e orquestrinhas da cidade. Depois comecei a estudar sério porque até então tocava meio de ouvido, como os cantores também cantavam de ouvido; as introduções a gente improvisava na hora, ficava mais leve”.

Gostou? Então, vá ao sitio do Altamiro Carrilho, um dos expoentes da música brasileira, um mestre do Choro (o link está ali, ao lado) e conheça um pouco mais da história da nossa música e dessa lenda vida.



Escrito por Ernâni Motta às 15h41
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PALOCCI NA CAE

Em resposta ao senador Arthur Virgílio (PSDB-AM), Palocci disse que, quando falava de políticas públicas, não fazia com crítica ao governo que Virgílio pertenceu, pelo contrário, queria lembrar ter feito, em outras oportunidades, elogios claros ao seu antecessor. Mas, caso o senador amazonense achasse pouco, ele, Palocci, faria não claros, mas, rasgados elogios ao ministro anterior.

Isto posto, o que eu entendo é que tudo o que o Lula propagou na campanha era a mais pura balela. Fomos engandos, sim.

Escrito por Ernâni Motta às 18h13
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PALOCCI NA CAE

Os senadores indagam ao Ministro sobre a divergência entre a ministra Dilma e ele, sem uma ação efetiva de apoio do Presidente da República à política econômica defendida por ele, e questionam a forte arrecadação fiscal e os juros estratosféricos. Palocci responde com exemplos implantados há mais de uma década e evasivas, num exercício de habilidade política, que pouco responde aos questionamentos efetuados.



Escrito por Ernâni Motta às 17h03
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Conta Movimento

A Conta Movimento era mantida no Banco do Brasil, cujo maior acionista é o Governo Federal, e funcionava como uma conta corrente do Tesouro. Era uma conta deficitária, pois, o governo sacava recursos dela sem controle, com um mínimo de seriedade.

À época, o Banco do Brasil foi acusado de utilizar-se da conta para cobrir seus gastos, com funcionalismo e outras demandas. As pessoas que fizeram as acusações, que nunca foram provadas, ou sequer fez-se uma auditoria para comprovar a veracidade das acusações, diziam que o Banco teria de ser privatizado, pois, não conseguiria sobreviver, sem os aportes que o Governo Federal fazia.

O Banco não sobreviveu, como é hoje superavitário, como a população brasileira toma conhecimento a todo instante, pela mídia nacional.



Escrito por Ernâni Motta às 16h02
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PALOCCI NA CAE

Disse que o sucesso da política econômica deve ser dividido com outras pessoas, enumerou a partir do governo Fernando Henrique ações que contribuíram para a consolidação da economia brasileira, indo até José Sarney para elogiar o fim do que ele chamou de “famigerada Conta Movimento”.

 

Meu comentário: O fim da Conta Movimento, entretanto, não foi suficiente para que ao final do governo Sarney, a inflação alcançasse o “famigeradopatamar de 85%.



Escrito por Ernâni Motta às 15h48
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PALOCCI NA CAE

O ministro da Fazenda, Antonio Palocci Filho, fala neste momento à Comissão de Assuntos Econômicos do Senado Federal.

Faz relato dos feitos positivos do governo.



Escrito por Ernâni Motta às 15h42
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DEPOIMENTO DE PALOCCI

No post abaixo está escrito amanhã, porque foi feito ontem, mas, na verdade o depoimento de Palocci à Comissão acontece logo mais, a partir das 15horas.

Escrito por Ernâni Motta às 10h46
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DO BLOG DO FERNANDO RODRIGUES

Saiba quais são os senadores
que vão inquirir Palocci amanhã


São os seguintes os integrantes da CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado que vão inquirir o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, amanhã, a partir das 15h, no plenário principal da Casa:

César Borges (PFL)
Edison Lobão (PFL)
Gilberto Goellner (PFL)
Jorge Bornhausen (PFL)
Rodolpho Tourinho (PFL)
Romeu Tuma (PFL) (vice-presidente)
Eduardo Azeredo (PSDB)
Lúcia Vânia (PSDB)
Sérgio Guerra (PSDB)
Tasso Jereissati (PSDB)
Ramez Tebet (PMDB)
Luiz Otavio (PMDB) (presidente)
Garibaldi Alves Filho (PMDB)
Mão Santa (PMDB)
Sérgio Cabral (PMDB)
Gilberto Mestrinho (PMDB)
Valdir Raupp (PMDB)
José Maranhão (PMDB)
Aloizio Mercadante (PT)
Ana Júlia Carepa (PT)
Delcídio Amaral (PT)
Eduardo Suplicy (PT)
Fernando Bezerra (PTB)
João Capiberibe (PSB)
Patrícia Saboya Gomes (PSB)
Osmar Dias (PDT)



Escrito por Ernâni Motta às 10h45
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CEM ANOS DA AV RIO BRANCO

A Avenida Rio Branco que nasceu Avenida Central completa 100 anos, como símbolo desta cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro.

Imponente, digna dos mais enaltecedores adjetivos, palco das mais importantes manifestações políticas e populares do povo carioca e – por que não? – brasileiro.

A Avenida Rio Branco construída pelo prefeito Pereira Passos, no início do século passado, receberia o nome atual, com a morte do Barão do Rio Branco em 1912. Tenho admiração e um certo laço de afeição com a Avenida Rio Branco, por ter participado de passeatas inesquecíveis, nos anos 80, que partiam da confluência da Presidente Vargas, em frente à Igreja da Candelária para chegar a Cinelândia. Depois, fui trabalhar, ali, coladinho dela, na Rua Rodrigo Silva, uma ruazinha que vai da São José até a Sete de Setembro, mas que se torna importante por estar juntinho da Rio Branco, por onde ia caminhar na hora do almoço.

Interessante como à época não me importava com a presença, no sentido de sentir medo, de pivetes e pivetões, de mendigos e outros que tais, vítimas da injustiça social que grassa nesta Cidade Maravilhosa e neste Brasil varonil. Pelo contrário, sentia prazer e nela caminhar, vi bizarrices mil, desde um cavalheiro com um sobretudo, aberração para o calor carioca, até uma moça com um vestido de tecido super-transparente que lhe deixavam à mostra as peças íntimas.

Vi na Rio Branco muita gente rindo, chorando, correndo e dormindo. Falando ao celular, ao orelhão, lendo as manchetes dos jornais nas bancas de revistas. Vi camelôs, burrinho sem rabo (para quem não mora no Rio, são homens que puxam uma carroça, em que transportam, principalmente, caixas de papelão para reciclagem), enfim, via a vida pulsar e, lamentavelmente, acabar em um atropelamento.

Você que mora nesta Cidade Maravilhosa, entre os tantos monumentos que tem para apreciar, não esqueça de andar, literalmente andar, na Avenida Rio Branco. E para você não mora aqui, quando cá chegar, faça o mesmo, vá passear na Avenida Rio Branco.



Escrito por Ernâni Motta às 12h54
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PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA

15 de NOVEMBRO

 

São 116 anos de República. Por favor, se alguém souber, que me diga, o que temos para comemorar?



Escrito por Ernâni Motta às 12h50
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DA COLUNA NHENHENÉM DO JORGE MORENO NO GLOBO

Coleguinhas, uni-vos!

Aldo se meteu
em casa de marimbondo: quer debater a tese da dispensa de diploma para jornalista. Ele é a favor.

 

De comunista que clama, melancolicamente, por Deus, pode-se esperar tudo. Continuo afirmando jornalismo tem de ser feito por jornalistas.



Escrito por Ernâni Motta às 12h47
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DA COLUNA DO ANCELMO GOIS, HOJE, NO GLBO

Brasil brasileiro

 

  Acabou mais cedo ano letivo da Escola Estadual Taiguara, Santa Teresa, no Rio.

  A Defesa Civil interditou o colégio porque parte da fachada caiu. A direção avisou que não haverá mais aulas este ano.

 

Eu ia pedir para a Justiça aplicar uma multa na Rosinha, por causa disso, então, lembrei: “o que é uma multa, não é governadora?”



Escrito por Ernâni Motta às 12h45
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NÃO VAMOS GENERALIZAR

Esta semana, fiz um post sobre a entrevista do presidente Lula ao programa Roda Viva, da TV Cultura, apresentado na segunda-feira. Nele, escrevi o que penso sobre os sindicalistas e sobre isto a minha mais nova visitante, Oneize, fez um comentário que começa com os seguintes termos: “Li e não gostei: 'sindicalista não gosta de trabalhar'. Denota preconceito, pouco conhecimento do trabalho sindical, além disso, generaliza”.

Uma das coisas boas que a vida ensinou-me foi ser humilde para reparar os meus erros, sobretudo, quando apontados por outrem. Evidencia duas coisas, uma, que não soube me expressar corretamente e a segunda, a presunção embutida. Por isso, vou tentar me explicar melhor, Oneize, espero lhe ser mais claro, agora.

Na primeira metade da década de 80, nos estertores da ditadura, o ministro da Fazenda era o senhor Delfin Neto, que iniciou uma campanha apoiada pela mídia (pronuncie-se Organizações Globo) contra os funcionários do Banco do Brasil, onde eu trabalhava, sob a alegação de que nossos altos salários diminuíam os resultados positivos do Banco. O Globo fez campanha aberta pela privatização do BB, tendo na senhora Miriam Leitão seu pilar central.

A cada ano, quando chegava a época das negociações para o reajuste dos nossos proventos, era uma desgastante negociação que sempre redundava em greves, o que provocava tensão no funcionalismo, principalmente, nos mais antigos de Casa. Pois, estes se viam ameaçados de perder a comissão exercida há muitos anos, com as remunerações recebidas já incorporadas ao salário.

Fizemos passeatas memoráveis, decididas em assembléias acaloradas, com o funcionalismo quase que integralmente engajado, o que ecoou em outras estatais, como, por exemplo, Petrobrás e Vale do Rio Doce (a Vale foi privatizada no governo privativista de Fernando Henrique, desculpe a redundância).

A polícia tinha ordem do governador Leonel Brizola (PDT) de não intervir, caso os protestos transcorrem-se pacificamente. Assim era feito, embora, eu mesmo tenha sido abordado por policiais, na porta da Agência Bangu, por estar fazendo piquete. Outra vez, quando a classe bancária reivindicava melhoria salarial e parou todos os bancos, aqui, no Rio de Janeiro, a polícia correu atrás de um grupo, eu ao meio, que concitava os funcionários do CPD, do Bamerindus, no bairro do Santo Cristo, a aderir à paralisação.

Isto tem mais ou menos 20 anos, e é a partir daqui que espero clarear a razão que me levou a escrever a frase que lhe desagradou. Evidentemente, que essas ações eram coordenadas e dirigidas pelo Sindicado dos Funcionários em Estabelecimentos Bancários do Rio de Janeiro e que devo reconhecer deram força ao movimento, pela organização que possuía. Lideranças que chegaram à direção do Sindicato, numa disputa interna entre os militantes do antigo PCB e os do novato Partido dos Trabalhadores. E lembro que ao ser publicado o resultado da apuração da eleição que levou os novos dirigentes ao poder, ouvimos coisas do tipo: “estamos iniciando uma nova era no sindicalismo brasileiro, estamos afastando os pelegos. Haverá diálogo, sim, mas sem subserviência”.

Entretanto, na década de 90, no governo Collor, através de sua Ministra da Economia, Zélia Cardoso de Melo (estou batendo na madeira três vezes... rs), tivemos os primeiros presidentes que começaram a dilapidar o Banco, patrimônio do povo brasileiro, digo isto sem qualquer ufanismo. Depois, vivemos uma fase “meio banda voou”, como se diz lá no Recife, com o governo Itamar, até a posse de Fernando Henrique, no Ministério da Fazenda. Nos longos oito anos da era FHC, o funcionalismo do Banco do Brasil foi vilipendiado, como jamais aconteceu em sua história secular. Eu mesmo ouvi, em uma reunião com um diretor de Recursos Humanos, a seguinte frase: “Quem não se enquadrar, põe na rua e que ele procurar seus direitos na Justiça do Trabalho”, no mais franco desrespeito com gente que havia dado anos de sua vida pelo Banco. Conseqüência: Hoje, a Justiça trabalhista está abarrotada de ações contra do BB.

Então, nessa época as lideranças sindicais eram as mesmas de 10 anos atrás, mas, que nada fizeram, nenhuma atitude mais consistente foi tomada, nenhuma ação positiva, em favor do funcionalismo, as tais lideranças tiveram coragem de tomar. Mas, muitos eram funcionários do Banco e viviam à disposição do Sindicato, recebendo seus salários integrais a cada dia 20, protegidos pela CLT, que lhes assegurava tal direito.

Chegamos ao governo Lula e do PT, a crença era a de que fossem resgatados os direitos do funcionalismo, que haviam sido espoliados, pelos governos antecessores, com um detalhe importante: os líderes sindicais continuavam os mesmos. Isto é, perpetuaram-se no poder e decepcionaram aqueles que votaram em Lula e no PT. Para corroborar, muitas dessas pessoas que estão, na direção do Sindicato, desde a década de 80, ganhando sem trabalhar, sem saber o que é uma “partida-dobrada”, coisa básica para um bancário, vivem disputando eleição para todas as entidades representativas do funcionalismo, como a Associação dos Funcionários-ANABB, a Cooperativa Financeira, Cooperfort, a CASSI, que é o nosso plano de saúde e a PREVI, o maior fundo de previdência da América Latina, que complementa as nossas aposentadorias, entre outros fins.

Oneize, foi isto que me levou a escrever a frase, repito, que tanto lhe desagradou, mas, a retiro, por seu sentido generalizante, o que é injusto com os que trabalham para dar dignidade à classe sindical. Ou seja, a minha experiência com sindicato, de fato, não é das mais estimulantes.



Escrito por Ernâni Motta às 13h50
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MAS O QUE É UMA MULTA

Na semana que se encerrou, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro absolveu o casal Garotinho da acusação de uso da máquina administrativa, em favor de seu candidato à prefeitura de Campos e da utilização do valor de R$ 318 mil não contabilizados, que, segundo denuncias, se destinavam a compra de votos. O TRE-RJ desconsiderou jurisprudência firmada no âmbito da Justiça Eleitoral, sobre o assunto, tendo uma das desembargadoras que julgou a questão, argumentado que os R$ 318 mil apreendidos na sede do PMDB em Campos, que serviriam para compra de votos nas eleições de 2004, seria irrelevantes se comparadas às cifras do escândalo do mensalão.

O Tribunal tornou o casal Garotinho elegível novamente, mas, estabeleceu uma multa de R$ 100 mil à Governadora. Esta feliz da vida, ironizou da sentença e de fluminenses e cariocas: “Mas o que é uma multa?”

Então, fiquei conversando com meus botões, se o Maluf, que está sendo acusado de desviar R$ 2 bi dos cofres públicos, ficou 40 dias atrás das grades, R$ 318 mil dariam quantos dias xilindró? Bancario empedernido, fui para a minha HP e conclui que não dariam mais do que alguns minutinhos. 

Capiberibe, desculpe-me, mas, você é um babaca!



Escrito por Ernâni Motta às 13h43
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MESMO ASSIM

O Rio nunca esteve tão mal, tão triste e tão desamparado; nunca estivemos tão por baixo, tão submissos e acabrunhados. Mas a geografia desta cidade está indelevelmente gravada no meu DNA, e a conversa das ruas é a trilha sonora da minha vida. Para não falar na familiaridade com a beleza, este raro privilégio que temos nós, cariocas, pelo simples fato de vivermos aqui.

Há gente que vem de todos os lugares para ver, por alto, o que nós conhecemos a fundo, o que é nosso e o que vemos e veremos todos os dias – até que um pivete nos mate por uma bobagem, a polícia nos acerte por engano ou uma bala perdida nos encontre, só assim.

Hoje eu entendo quem morava em Beirute, quem vive em Jerusalém, que insiste em não sair de Bagdá.

Cora Rónai



Escrito por Ernâni Motta às 13h33
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DA SEÇÃO "PAINEL" DA FOLHA, NA SEGUNDA, DIA 7

Efeito colateral 1

 

A novela da cassação de João Capiberibe (PSB-AP), depois de anulada pelo STF, pode custar a cabeça do advogado-geral do Senado, Alberto Cascais.

 

Efeito colateral 2

 

O primeiro-vice-presdiente da Casa, Tião Viana (PT-AC), defende a saída de Cascais, autor do parecer segundo o qual Renan Calheiros (PMDB-AL) deveria decidir sozinho, sem consultar a Mesa, sobre o afastamento de Capiberibe.



Escrito por Ernâni Motta às 13h31
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