 |
|
|
FIM DE SEMANA
Olá, meus amigos,
Hoje, recuso-me a falar de política, ou melhor, dos políticos e suas insignificâncias. O espírito natalino já toma conta de quase todo o meu ser e sinto que é hora das amenidades, de lembrar de coisas que parecem menores, mas, que nos dão leveza à alma e nos ajudam a aguçar os pensamentos.
Não, hoje, não quero ter aquelas lembranças que me entristecem o espírito e me deixam de coração apertado. Hoje, quero me aproximar mais do Menino Jesus, que renasce daqui a menos de dois dias, renovando nossas esperanças de que o Homem é capaz de difundir a justiça, a verdade e o amor.
Claro, quero também me alegrar com vocês, meus amigos. “A verdadeira alegria é fiel companheira da seriedade”, escreveu o Papa Paulo VI, numa de suas encíclicas, logo, se o Natal representa contrição, também, quer dizer confraternização.
Esta reflexão fez-me lembrar das noites de Natal, na casa dos meus pais. Mesmo com todas as dificuldades de um trabalhador humilde, meu pai fazia questão de que houvesse a nossa Ceia de Natal, e minha mãe desdobrava-se para que fossemos todos bens servidos, ainda que não fosse com os mais requintados dos manjares.
Era certo, contudo, que havia muita fé em Deus, muita esperança de dias melhores no ano que se aproximava e que pairava sobre nós um amor que, seguramente, era maior do que a nossa casa. Assim tento fazer, hoje, aqui, junto com a minha mulher, meus filhos, os parentes e quem mais chegar... E espero que do mesmo modo seja na residência de cada um de vocês.
Feliz Natal!
Escrito por Ernâni Motta às 12h21
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
MÚSICA DE NATAL
A Música do Natal tem de ser brasileira, mas, longe de mim qualquer sintoma de xenofobia. É que esta composição do Assis Valente, que escolhi para ouvir com vocês, é, para mim, a mais bonita música natalina. Boas Festas, aqui, cantada pelo Coro da Escola de Música da Rocinha, no Rio de Janeiro.
Boas Festas
(Assis Valente)
Anoiteceu
O sino gemeu
A gente ficou
Feliz a rezar
Papai Noel
Vê se você tem
A felicidade
Pra você me dar
Eu pensei que todo mundo
Fosse filho de Papai Noel
Bem assim felicidade
Eu pensei que fosse uma
Brincadeira de papel
Já faz tempo que pedi
Mas o meu Papai Noel não vem
Com certeza já morreu
Ou então felicidade
É brinquedo que não tem
Para acompanhar o link está ao lado
Escrito por Ernâni Motta às 12h13
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
POEMA DE NATAL
Natal Informático
(Gerardo Cabada Castro)
Dê um CLIQUE DUPLO neste NATAL! ARRASTE JESUS para seu DIRETÓRIO PRINCIPAL, SALVE-O em todos seus ARQUIVOS PESSOAIS,. SELECIONE-O como seu DOCUMENTO MESTRE..
Que ele seja seu MODELO para FORMATAR sua vida: JUSTIFIQUE-a e ALINHE-a À DIREITA e À ESQUERDA, sem QUEBRAS na sua caminhada.
Que JESUS não seja apenas um ÍCONE, um ACESSÓRIO, uma FERRAMENTA, um RODAPÉ, um PERIFÉRICO, um ARQUIVO TEMPORÁRIO, mas o CABEÇALHO, a LETRA CAPITULAR, a BARRA DE ROLAGEM de seu caminhar.
Que Ele seja a FONTE de energia para sua ÁREA DE TRABALHO, o PAINTBRUSH para COLORIR seu sorriso, a CONFIGURAÇÃO de sua simpatia, a NOVA JANELA para VISUALIZAR o TAMANHO de seu amor.
No seu dia-a-dia, seja Ele o PAINEL DE CONTROLE para DESFRAGMENTAR sua vida, fazer DOWNLOAD de seus sonhos e OPTIMIZAR suas realizações.
DESATIVE seu egoísmo, COMPACTE suas liberdades, CANCELE seus RECUOS, e DELETE seus ERROS.
COMPARTILHE seus RECURSOS, ACESSE o coração de seus amigos. e ESCANEIE para eles o que você tem de bom.
Não deixe à MARGEM ninguém, ABRA as BORDAS de seu coração e REMOVA dele o VÍRUS do desamor.
Antes de SAIR, coloque JESUS nos seus FAVORITOS e seu NATAL será o ATALHO para sua felicidade!
CLIQUE agora em OK para REINICIAR e ATUALIZAR seus CONTEÚDOS!
Escrito por Ernâni Motta às 11h57
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
COBAIAS NO AMAPÁ cont...
No GLOBO de hoje, 22/12, [a cientista da Fiocruz] “Mércia explicou que as picadas aconteceram em 2003, durante o período em que ela estava afastada do projeto. No projeto original, não havia a menção a picadas voluntárias. Pela resolução 196, do Conselho Nacional de Saúde, que disciplina o procedimento de pesquisas com seres humanos, uma pesquisa com picadas intencionais não poderia ser feita no Brasil, mediante pagamento a voluntários”.
“O pesquisador da Universidade da Flórida Robert Zimmerman, co-responsável pela pesquisa, afirmou em e-mail enviado a USP que na o participou do trabalho de tradução para o português do projeto. Do ponto de vista da Fiocruz, o projeto original previa apenas o trabalho de voluntário como capturadores de mosquito, e não como voluntário de picadas”.
Depois disso, só aumentaram as minhas indagações: por que a tradução do documento não foi feita em cartório credenciado para isto? Ninguém, mesmo por curiosidade, não procurou comparar o texto em inglês com o em português? Ou não foi entregue uma via do documento original à Fiocruz? A Secretaria de Saúde do Amapá não fez nenhuma “crítica” ao documento apresentado pelo pesquisador, mesmo que tivesse o “aval” ou “de acordo” da Fiocruz? Se isto tivesse acontecido, penso que a inclusão fraudulenta da “menção a picadas em voluntários”, nos documentos apresentados aos infortunados coletores, teria sido detectada. Desde quando o holandês, Jaco Voorham, está desaparecido e com o seu desaparecimento as “pesquisas” foram interrompidas ou continuaram?
São muitas as questões, nessa história, que precisam ser respondidas com seriedade à sociedade brasileira e, em particular, aos amapaenses.
Escrito por Ernâni Motta às 10h54
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
DO GLOBO ON LINE
Pesquisa no Amapá sobre malária ludibriou a Fiocruz
 Toni Marques - O Globo
RIO - A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) admitiu nesta quarta-feira que o protocolo da pesquisa sobre hábitos dos mosquitos transmissores de malária no Amapá foi alterado na sua tradução do inglês para o português. A alteração permitiu o uso de cobaias para picadas intencionais em 2003, o que não estava previsto no texto em português.
Segundo a Fiocruz, uma frase do original foi suprimida na tradução pelo então professor-adjunto visitante holandês Jaco Voorham, que era pesquisador da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo. O trecho suprimido na tradução - que menciona o pouso de mosquitos em seres humanos para se alimentarem de sangue - reapareceu no formulário de consentimento assinado pelos voluntários da pesquisa.
Segundo a Fiocruz, o experimento não fazia parte da pesquisa original e nem poderia fazer, conforme a Resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde, segundo a Fiocruz. O incidente aconteceu quando a pesquisadora da instituição, Mércia Arruda, encarregada da análise de dados, estava afastada do trabalho em licença médica. A fundação afirma que apóia toda investigação sobre o caso, conduzida pelo Ministério Público no Amapá e pelo senador Cristovam Buarque (PDT-DF), mas não soube informar o paradeiro de Voorham.
Escrito por Ernâni Motta às 10h28
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
BAIRRO NOVO
EXPANSÃO
Falar do novo bairro Ilha Mirim, lembra-me do que presenciei por ocasião da criação dos bairros Jardim Felicidade, Zerão, Universidade, etc... No início, casas humildes, ruas de chão batido, poças de água no inverno e uma poeira danada no verão. Depois vem o asfalto, meio fio e com eles as casas comerciais e residenciais em alvenaria, embelezando os arredores.
Ontem, foi publicado na coluna do Leonai Garcia, no Diário do Amapá, o texto acima. Mas, não deveria ser ao contrário, isto é, primeiro se faria a instalação da infra-estrutura (água encanada, esgoto, luz elétrica), depois, pavimentação e calçamento das artérias e, por fim, a liberação dos terrenos para construção das casas?
Bom, pelo menos, eu pensei que fosse assim!...
Escrito por Ernâni Motta às 14h57
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
A BRIGA DAS DAS...
A Daslu continua querendo que a Daspu troque de nome. E o fisco, que a Daslu apresente os livros contábeis.
Daspu é uma grife criada pela ONG Davida, que presta assistência às prostitutas do Rio de Janeiro e a Daslu – todo mundo sabe – é aquela loja de grã-finos em São Paulo.
Estaria nascendo mais um motivo para apimentar a eterna briga bairrista entre as duas cidades?
Escrito por Ernâni Motta às 14h53
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
PAPO VAI, PAPO VEM...
Na segunda-feira à noite o deputado Renato Casagrande, líder do PSB na Câmara recebeu um telefonema do secretário do presidente Lula, Gilberto Carvalho, que lhe perguntou se o ex-senador João Capiberibe falaria com o presidente, hoje em Macapá. O deputado ligou para Capiberibe que respondeu positivamente. >>> Hoje por volta do meio-dia um assessor do presidente, de nome Alvarez ligou para o ex-governador e pediu que comparecesse ao Hotel Macapá às13h30min. Capiberibe e sua mulher, a deputada Janete foram recebidos pelo presidente com quem conversaram durante cerca de cinqüenta minutos. >>> Ah. Você gostaria de saber o assunto da conversa? Eu também.
O texto acima está na coluna "Geléia Geral", do site www.correaneto.com.br. Como não confio mais no Lula, nem para vir medir a luz, aqui em casa, não duvido nada de que esse encontro fosse para ele dizer aos Capiberibe, que o Sarney não é nada disso, que não trabalhou contra a cassação do casal, essas coisas. Afinal, segundo pesquisas publicadas, Capiberibe é uma força eleitoral mais do que viva no Amapá.
Escrito por Ernâni Motta às 14h44
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
VALEI-NOS SÃO GONÇALO
São Gonçalo, na região metropolitana do Rio de Janeiro, não anda de bem com a sorte, nos últimos tempos. Em 2000, elegeu para prefeito o Dr Charles que se apresentou como a solução de todos os problemas.
Como não foi nada do que prometeu, ano passado o povo trocou por Aparecida Panisset, mas, vencido um ano da nova gestão, parece que tudo continua no mesmo.
Não conheço São Gonçalo. A não ser de passagem para a região dos lagos, estive lá uma vez, mas as reclamações que ouço semanalmente nas rádios não são nada animadoras.
Ao que tudo indica, só resta aos sãogonçalenses muita oração!
Escrito por Ernâni Motta às 14h38
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
TROCANDO DE CAIDINHO
E lá vem aumento! Os jornais anunciam que a governadora Rosinha publica, hoje, através do Diário Oficial, um aumento de até 14% no IPVA para 2006. Os carros populares, fabricados em 2005, pagarão até R$ 750, de acordo com a nova tabela.
Acho que vou trocar de carro. Vou partir para um mais caidinho ainda. Ai, dona Rosinha!
Escrito por Ernâni Motta às 14h36
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
O MELHOR DO MUNDO
O melhor do brasileiro é o argentino. A frase foi cunhada depois de Tevez ter dado aquele show de bola (e de dança) pelo Corinthians, no Campeonato Brasileiro deste ano. E para o técnico da seleção japonesa de futebol, o ex-flamenguista Zico, parece que não é só o argentino, já que foi um dos poucos técnicos que não votou em Ronaldinho Gaúcho como melhor jogador do mundo.
Escrito por Ernâni Motta às 14h34
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
DE A GAZETA DO AMAPÁ - ON LINE, HOJE:
Sentença e emenda
Incrível, porém, verdadeiro. Quinta-feira última na Vara da Família do Fórum de Macapá, transcorria uma audiência de Ação de Alimento, com o juiz prolatando a sentença diante do réu e da requerente disse:
- Fixo os alimentos em duzentos reais. O réu, pensando que o juiz não ouviu balbuciou.
- Duzentos? Porque não quinhentos? De bate pronto o juiz ditou para o escrivão.
- Digo, fixo os alimentos em quinhentos reais. O réu, parecendo não acreditar e pensando que o juiz novamente não ouviria, resmungou.
- Ta, jabá! Ouvindo esse resmungo, o juiz ditou para o escrivão.
- E mais um fardo de jabá.
Que foi verdade, foi.
Escrito por Ernâni Motta às 14h30
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
É NATAL
É chegado o fim de mais um ano, foram dias divididos entre surpresas agradáveis e decepções, que nos deixaram com um ligeiro sabor de fel na boca, foram instantes de risos largos e de lágrimas incontidas, momentos de reconciliação e outros de desentendimentos... Enfim, foi um ano recheado com todos os ingredientes que fazem do Homem, paradoxalmente, um ser incompleto na sua perfeição.
E é dessa ebulição que renascemos a cada dia, revigorados nos nossos sentimentos positivos e mais reflexivos sobre as nossas instabilidades. É desse desencontro cotidiano com os nossos desejos, que nos tornamos fortes e cheios de coragem para enfrentarmos os desafios. É assim que nos mantemos vivos, alegres, dispostos a compartilhar aprendizados e ensinamentos, a pregar o amor e a aprender o que é ser amado.
O Natal é a ocasião que a vida nos oferece para meditarmos sobre os nossos valores, para que não nos orgulhemos em demasia das nossas virtudes, nem nos julguemos inferiores pelos nossos desacertos. E não nos esqueçamos de que o equilíbrio é o que buscamos incessantemente nessa nossa caminhada rumo à felicidade.
Então, com o coração contrito e o pensamento elevado a Deus, em oração, agradeça por cada hora vivida, por todas as emoções experimentadas e pelo pão nosso de cada dia. E não deixe de pedir, por você e por seu próximo, saúde, paz de espírito, muitos amigos, uma canção para alegrar o coração, muita luz, infindáveis motivos para rir, consolo para as possíveis dores, e amor, muito amor para cada dia do Ano Novo.
Portanto, que o seu Natal seja resplandecente e se desdobre em novas descobertas, em muitas alegrias, em cada dia, do Novo Ano, são os nossos votos, meu e de minha família, a cada um daqueles que, no ano que se encerra, de um modo ou de outro, compartilharam de nossas vidas.
Ernâni Motta e família

Escrito por Ernâni Motta às 19h24
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
DO OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA
O "MASSACRE DA IMPRENSA" Delírio 10 , história zero
Alberto Dines
Não era reinauguração de obra inacabada, o orador não envergava uma camiseta de time de futebol, mas um blusão com o brasão da República. Solenidade importante, marcava nova etapa em nosso desenvolvimento energético e entre os convidados estava um chefe de Estado estrangeiro com a sua numerosa comitiva (inclusive jornalistas).
E para agradar o parceiro Hugo Chávez, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva caiu de pau novamente na imprensa brasileira tomando como pretexto o mau exemplo da imprensa venezuelana. Temperatura política alta (era o primeiro pronunciamento depois de conhecidos os desastrosos números da última sondagem eleitoral), temperatura ambiente mais alta ainda (em Ipojuca, perto do Recife – onde será instalada a primeira refinaria de petróleo nordestina – o calor nesta época é de lascar).
Imaginando-se como reencarnação de Juscelino Kubitschek, o presidente Lula desembestou pela história da imprensa brasileira e inventou ali mesmo, num daqueles seus desastrados improvisos, o "massacre da mídia" contra Juscelino Kubitscheck.
Lorota: o presidente JK era um estadista superdotado que, entre outros méritos, sabia lidar com a imprensa. Dos quase dez grandes jornais do Rio, a então capital federal, apenas dois estavam contra ele: a minúscula e delirante Tribuna da Imprensa e o pomposo e atrapalhado Diário de Notícias.
O resto estava com JK: o Correio da Manhã, baluarte dos matutinos, enfrentou as tentativas de impugnação das eleições, a ameaça de um golpe e foi o campeão do contragolpe desferido pelo general Henrique Lott, ministro da Guerra que garantiria a posse do eleito. Álvaro Lins, redator-chefe do jornal, foi escolhido como chefe da Casa Civil de JK e, depois, como segundo prêmio, ganhou a sonhada embaixada em Portugal.
Impostura histórica
Os Diários Associados entregaram-se a JK desde o início, e com isso Juscelino ganhou uma fantástica rede nacional integrada pelos poderosos matutinos (liderados por O Jornal e Diário de S.Paulo), vibrantes vespertinos e a única rede de rádios e TV (a Tupi) da época.
Assis Chateaubriand, dono dos Associados, também ofereceu a JK a maior revista da América Latina, O Cruzeiro (àquela altura com meio milhão de exemplares semanais). Foi seguido pela Manchete, naquele momento dirigida pelo mineiro Otto Lara Resende (mais tarde, o dono Adolfo Bloch aproximou-se de JK para embolsar as sobras dos projetos de desenvolvimento).
A Última Hora de Samuel Wainer, um pouco machucada pela solerte campanha movida por Carlos Lacerda (o inspirador de Diogo Mainardi), estava com JK desde os tempos do governo de Minas. O pequeno e influente Diário Carioca (de José Eduardo de Macedo Soares, dirigido por Horácio de Carvalho), nunca titubeou no apoio a JK.
O Globo andou namorando os golpistas civis e militares por causa do horror ao populismo sindicalista do então vice-presidente João Goulart, mas cerrou fileiras com JK tão logo foi anunciada a vitória do contragolpe de Lott. O Jornal do Brasil, de Nascimento Brito, precisava de novas rotativas para bancar a sua famosa reforma de 1956 e não teve dúvidas em oferecer ao governo a cabeça do seu rebelde redator-chefe, o udenista Odylo Costa, filho.
O "massacre de JK pela imprensa" é, portanto, uma impostura histórica. Delírio martirológico. Juscelino não foi apenas um sedutor, mas um governante capaz de convocar com naturalidade todos os que o ouviam. A imprensa estava cansada do "não", queria participar de um projeto afirmativo, queria construir. Não é por casualidade que os anos 1950 são considerados os Anos Dourados do jornalismo brasileiro.
O denuncismo denunciado por Lula é fruto de uma mitomania que, às vezes, lembra tática de marqueteiro mas, em outras, parece enraizada no inconsciente do candidato a mártir.
Leituras necessárias
Ao longo deste terrível semestre a imprensa comporta-se razoavelmente. A melhor prova são as grandes alterações efetuadas não apenas no partido do governo, mas no próprio governo, sempre em resposta às denúncias da imprensa. Equivalem a um gigantesco mea-culpa.
Quem não está se comportando de forma apropriada e democrática é o presidente da República. Nos últimos 50 anos nenhum presidente foi tão agressivo com a mídia. Os ditadores militares operaram na sombra, não ousariam dizer a décima parte do que Lula diz. Não apenas em termos de freqüência dos impropérios mas, sobretudo, na sua intensidade. Convém não esquecer que, em Santo Domingo, Lula chamou de covardes os jornalistas que se recusavam a aderir ao Conselho Federal de Jornalismo.
Esta linguagem desabrida e ameaçadora, antes mesmo da exibição do "vídeo da propina", em maio passado, já revelava uma preocupante predisposição, infelizmente materializada.
Ainda é cedo para fazer um balanço dos erros e acertos da imprensa ao longo desta crise. Que sequer chegou ao meio. Por enquanto, a única denúncia com jeito de embuste é a tal história dos "dólares cubanos", veiculada por Veja (edição 1929, de 2/11), portanto há quase dois meses e hoje esquecida nas gavetas dos seus editores.
Para igualar-se a JK, o presidente Lula deve pedir a alguém que lhe sopre algumas passagens da excelente biografia do jornalista Cláudio Bojunga, JK, o artista do impossível (Editora Objetiva, Rio, 2001), especialmente no tocante às relações do ex-presidente com a imprensa.
À assessoria palaciana recomenda-se ter à mão a versão digital do Dicionário Histórico-Biográfico (FGV-CPDOC), valiosa ferramenta sobre a história recente dos grandes jornais brasileiros.
Um presidente da República, mesmo em campanha de reeleição, não pode massacrar a verdade histórica com tamanha desenvoltura.
Escrito por Ernâni Motta às 16h16
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
AOS BLOGUEIROS DE MACAPÁ
Olá, meus amigos,
Vou nomear alguns dos que confirmaram presença, através do Repiquete, o blog da Alcilene, coordenadora e incentivadora-mor desse encontro, o que não representa mais estima por esses, portanto, mesmo os que eu não citar sintam-se, por favor, devidamente nomeados, certo? Chamar por alguns é somente uma forma de estar mais próximo de todos, valeu?
Alcilene e Ricardo, Alcinéa e Soeiro, Zany e Miguelão, Márcia Correa, Carlinha Almeida, Milton Sapiranga, Paulozab, Ivan Carlo, O Jornaleiro e a Brasinha – será que eles estão aí? – e todos vocês que, como eu, de alguma forma encontram-se presentes, isto é, quer seja fisicamente, quer seja com a luz de suas inteligências, o meu abraço carinhoso.
O Homem, dizem, tem como limite a sua própria criatividade e assim fez-se a Internet. McLuhan, quando visualizou a “aldeia global”, talvez, não imaginasse que chegaríamos a tão longe.
A nossa amizade é um facho de luz que circunda o mundo e, especialmente, o Brasil. Eu, daqui do Rio de Janeiro, a Roseane, de Brasília, a Vânia Beatriz, de Porto Velho, a Orvallio, em Paris, e vocês, aí, em Macapá, somos a prova inconteste de que o homem não tem limites. Mas, nem por isso, deixou de ter dentro do peito um coração a pulsar e a espargir afeto, respeito, serenidade, equilíbrio, seriedade, alegria, confiança, esperança, fé, paixão, determinação e amor, muito amor.
Então, que esses sentimentos sejam fortificados no coração de cada um de nós, sob as bênçãos do Menino Jesus, neste Natal e a cada dia do Novo Ano.
O meu muito obrigado, pelo carinho com que me distinguiram este ano e um beijo no coração de cada um, meu e da minha família, iluminado pelas bênçãos do Menino Jesus, neste Natal e a cada dia do Novo Ano.
Escrito por Ernâni Motta às 22h13
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
ANIVERSÁRIO
As coisas começaram com um olhar disfarçado e um sorriso tímido, mas, muito esperançosos. Até que naquela sexta-feira, enquanto fazia hora para ir para a AABB, onde era o diretor social, o acaso nos colocou frente a frente. Por falar em AABB, lembro que eram tempos de pioneirismos, a Associação Atlética Banco do Brasil funcionava num casarão, ao lado do alojamento para funcionários solteiros do Banco, na avenida Raimundo Álvares da Costa, Macapá.
Preciso dizer que aquele casarão pertencia à Associação dos Professores do Amapá, dirigida, então, pela professora Deusolina Farias que nos cedeu, por consideração de madrinha, ao meu amigo, Jonas Banhos, que foi fundador e o primeiro presidente da AABB-Macapá. Daqui, as minhas eternas homenagens à professora Deusolina.
Pois é, enquanto aguardo a hora de ir para a AABB, fui à sorveteria Jesus de Nazaré deliciar-me com aquelas tentações geladas que o seu Winter preparava. Qual melhor, de cupuaçu ou de bacuri? Fico com os dois! E foi lá, entre um sorvete e outro, que ela chegou, com um olhar que não escondeu o susto ao me encontrar. Os sorrisos foram tímidos como sempre, mas, enchi-me de coragem e indaguei-lhe: - Vai à AABB, hoje? A resposta foi claudicante, um talvez, porque dependia do primo dela... enfim, nada que me animasse o coração.
Mas, ela terminou indo à AABB e algum tempo depois, estávamos em frente ao saudoso Pe Jorge Basile, no altar da Igreja Jesus de Nazaré, trocando alianças e fazendo juras de nos acompanharmos pelo resto da vida, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza e por aí afora... Mais parênteses, o pároco da Igreja não era o Pe Jorge, mas, ele fez questão de celebrar o meu casamento. Tenho de reconhecer, sou um abençoado, esta exigência do Pe Jorge é uma das muitas manifestações de especial apreço, que vivo recebendo no decorrer da minha vida.
Hoje, 29 anos depois, estamos comemorando o nosso aniversário de casamento. Como não tínhamos um projeto pronto, tocamos a nossa construção, sob as mais diversas tentativas. E isto fez nos entregarmos aos riscos, ora carregávamos na tinta, ora nos faltava ousadia para um traço mais forte, mas, assim construímos o nosso edifício, com os nossos erros e acertos.
Até hoje, não nos cobramos qual fator apareceu mais, se o certo, se o errado. Para quê? Mas, penso que conseguimos manter o equilíbrio, não fosse assim teríamos descambado para algum exagero, o que, por certo, haveria de interromper o curso da nossa história.
Acho que soubemos nos dividir, até hoje, entre exigências e cumprimentos, cobranças e doações, renúncias e apegos, atenções e descasos, afetos e desafeições, promessas e desencontros, dedicação e negligência, medo e coragem... Acredito que, aos poucos, sob o avanço do tempo, descobrimos que a diversidade de sentimentos é o que pavimentaria o nosso caminho, numa busca conjunta, do verdadeiro caminho da felicidade.
E em meio a esses sentimentos, argüi-me, como conseguimos por tanto tempo? A reflexão em busca da resposta, veio ao olhar para Lorena e Breno. É isto. Eu na minha ausência de pai, não reconheci o amor dela aos filhos, servido na boa orientação, nas palavras, por vezes, duras, mas necessárias, na divisão equânime de carinho, na exacerbada dedicação em detrimento dos seus sonhos, que era, também, uma forma de me dizer: “eu te amo!”
Então, Marli, 29 anos são poucos. A vida nos reserva muito mais e muito mais vezes vou lhe dizer: você é a mulher da minha vida!
Escrito por Ernâni Motta às 09h29
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
 |
| [ página principal ] [ ver mensagens anteriores ] |
|
 |


|
 |