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MÚSICA PARA O FIM DE SEMANA
Confesso que pouco conheço de Carnaval, mas, sinto saudades, quando vejo aqueles bonecos gigantes e o Bacalhau do Batata, em Olinda, e a concentração em frente à Pracinha do Diário, em Recife, com a banda dos Batutas de São José puxando a folia.
Por isso, a música escolhida para este fim de semana é um frevo. Espero que gostem.
Frevo Mulher
Amelinha
Composição: (Zé Ramalho)
Quantos aqui ouvem os olhos eram de fé Quantos elementos amam aquela mulher Quantos homens eram inverno e outros verão Outonos caindo secos no solo da minha mão Gemeram entre cabeças a ponta do esporão A folha do não me toque e o medo da solidão Veneno meu companheiro desatado cantador E desemboca no primeiro açude do meu amor É quando o tempo sacode a cabeleira A trança toda vermelha Um olho cego vagueia Procurando por um (2x)
Para cantar com a Amelinha, o link está ao lado
Escrito por Ernâni Motta às 15h52
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FIM DE SEMANA
O sol brilha, o céu está azul, as pessoas vibram com o calor, que, finalmente, resolveu chegar para ficar. Enfim, temos a promessa de um fim de semana, tipicamente, tropical, do jeito que qualquer brasileiro, mas, especialmente o carioca, gosta.
E hoje é uma sexta-feira, 13. E, pelo que o dia mostra, nada a ver com o que as pessoas pensam da data. Hoje é dia de festejar a vida, como deveriam ser todos os dias. Então, aproveite! Até porque a semana acaba, nesta sexta-feira, mas, foi reveladora de algumas coisas não tão agradáveis, como, por exemplo, mais uma vez o governo diz que o salário-mínimo não pode ser aquilo que os trabalhadores desejam, que há parlamentares que prometeram doar o salário-extra, recebido pela autoconvocação do Congresso, mas que não chegou aos supostos destinatários, que o presidente da Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal esteve no Amapá, mas, as perspectivas de se punir os que usaram seres humanos como cobaias não são nada animadoras, que César Maia arrumou mais uma briga com o Governo do Estado e o povo que pague o pato e haja gigoga nas praias.
Mas, houve boas coisas, nesta semana. Por exemplo, fui ver a exposição “Por ti América”, no Centro Cultural Banco do Brasil e assisti à pré-estréia do filme “A Marcha dos Pingüins”. E cada um de vocês, seguramente, deve ter alguma boa lembrança da semana que se encerra hoje.
Portanto, que a sexta-feira – 13 sirva para expurgarmos todo esse clima de mau agouro, e para que aproveitemos para rever os amigos, nos deliciarmos com uma boa música, ler algumas páginas do nosso livro preferido, reunir a família, e já que o calor ordena, a gente obedece, e haja chope.
Escrito por Ernâni Motta às 15h44
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POR TI AMÉRICA
O Centro Cultural Banco do Brasil mostra a exposição “Por ti América”, desde o dia 10 de outubro do ano passado, até o próximo dia 29 deste mês, de terça a domingo, das 10h às 21h e na quinta-feira de 10h às 22h.
A exposição “Por Ti América” é uma homenagem às civilizações ameríndias, cujas culturas deságuam também na formação da cultura brasileira.
“Espalhados por toda a América, os homens pré-colombianos se organizaram, sucessivamente, em múltiplas civilizações que têm muitas das marcas de seus povos, monumentos e conjuntos urbanos, ainda preservados em diferentes habitats: do litoral às altas florestas e às regiões andinas. Dezenas de civilizações, caracterizadas por culturas diferenciadas, deixaram legados que desfiam uma história plena de arte e ciência. Culturas capazes de apreender e elaborar sofisticados conhecimentos sobre astronomia, matemática, arquitetura, agricultura, e desenvolver complexas estruturas artísticas, políticas e religiosas”, diz a Coordenador do CCBB.
Se você mora no Rio, ainda dá tempo de ir ver a exposição. É uma visita aos nossos ancestrais e uma leitura de como se formou a nossa cultura.
O CCBB – para quem não mora no Rio – fica na Rua Primeiro de Março 66 – Centro.
Vans exclusivas e gratuitas transportam o público do Terminal Garagem Menezes Côrtes ao CCBB, das 17h às 22h, de terça a domingo.
Escrito por Ernâni Motta às 15h43
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A MARCHA DOS PINGÜINS
Ontem, como convidado do Clube do Assinante de O Globo, fui assistir à pré-estréia de “A Marcha dos Pingüins” (La marche de l’empereur, no original). É um documentário, mas tem sabor de fantasia, pela maneira como os pingüins sempre povoaram o nosso imaginário.
O filme é baseado no livro documentário “A Marcha do Imperador”, de Luc Jacquet e já desponta como merecedor do Oscar deste ano, na categoria.
São centenas de pingüins imperador que caminham dezenas e dezenas de quilômetros, todos os anos, ao extremo sul do pólo Sul, quando o inverno começa na Antártica, em fila indiana para um encontro com o amor. O que ele, o amor, não é capaz de fazer?
O frio chega aos -40º C, o que super valoriza as cenas filmadas pela dupla de cinegrafistas, Jérôme Maison e Laurent Chalet, quando chega a hora dos pingüins reproduzirem-se.
São instantes de um espetáculo extraordinário que a vida nos concede, como, por exemplo, o período em que a mamãe pingüim vai caçar alimentação para si e para trazer para o filhote que irá nascer e papai pingüim fica chocando o ovo, de onde nascerá o seu filho querido. Um ligeiro descuido e o ovo estará congelado, aí, adeus nova vida.
A crítica torce o nariz para a narração de Antônio Fagundes que faz a voz dos pingüins machos, Patrícia Pilar que faz a voz das fêmeas e o garoto que faz a dos filhotes, por achar que é uma tentativa de antropomorfizar os animais. Sinceramente, achei melhor assim do que o original que é legendado, o que é, do mesmo modo, uma maneira de dar voz humana aos bichos.
Mas, discussões à parte sobre se se deve ou não antropomorfizar os pingüins, vale à pena ir assistir.
Escrito por Ernâni Motta às 15h42
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NOVO MÍNIMO, COMEÇOU A BRIGA
Todo ano é a mesma lenga-lenga, começa o ano e começa também a discussão sobre o valor do novo salário-mínimo. Antes era o PT, depois que Lula chegou ao governo, era a oposição que queria um mínimo que correspondesse a US$ 100, como se a moeda americana fosse a solução para todos os problemas do trabalhador.
As centrais sindicais queriam R$ 360, o governo estabeleceu em R$ 350 e não se fala mais nisso. As centrais rebateram, então, que se pague o novo valor a partir de março de 2006 e aí, pronto, começou a briga dentro do próprio governo. Um ministro, que saiu das classes trabalhistas, diz que não dá, outro que ajudou Palocci a manter o cofre fechado, agora, diz que pode.
Acho que é a mais nova versão do Samba do Crioulo Doido.
Escrito por Ernâni Motta às 15h41
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OPERAÇÃO TAPA-BURACOS
Quem anda de carro ou de ônibus pelas estradas brasileiras, com certeza, já teve a oportunidade de verificar o estado de petição de miséria que as mesmas se encontram. E agora ficam governos estaduais e federal trocando farpas para se saber quem é o culpado. No momento, é o que menos interessa, que se faça a tal operação tapa buracos, depois se discute de quem é a responsabilidade para, definitivamente, se por fim a essa pouca vergonha.
Os críticos de plantão, diante da disposição do governo federal, em tomar a iniciativa, começaram a espalhar as desgraças do por vir, que os remendos não durarão mais que seis meses, que o mês escolhido para iniciar os trabalhos está errado e isso e aquilo...
Para completar, vem o Tribunal de Contas da União – TCU pregar probidade com o dinheiro público, porque a operação está sendo feita sem licitação. Ora, quem não sabe que os tribunais de contas, quer seja da União, dos Estados ou Municípios, são todos ninhos políticos. O TCU nada via, nada condenava, até surgirem as primeiras denúncias das CPIs, agora, quer tirar uma de trombeteiro da moralidade. Faça-me o favor!
Escrito por Ernâni Motta às 15h39
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PACTO ANTI-ACORDÃO
O nosso Congresso está mesmo pela hora da morte. Primeiro instala-se uma profusão de CPIs, que não há como esconder que são todas com fins eleitoreiros. Depois, ele mesmo se autoconvoca, unicamente, para pagar o 14º e 15º salários aos senhores parlamentares e, como se tudo isso fosse pouco, agora, anunciam um pacto “anti-acordão”. Pelo amor de Deus!
E o que mais me entristece é que em outubro serão todos reconduzidos a seus cargos pela massa (... ...) votante.
Escrito por Ernâni Motta às 15h38
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AS LOURAS
Nada contra as loiras, muito pelo contrário, tudo a favor, mas, essa é demais. Está na coluna da jornalista Mônica Bérgamo, na Folha de hoje:
PONTE AÉREA
De Lívia Lemos, ex-Ronaldo ao vivo, anteontem, no estande da Oi Motorola, da Fashion Rio: “Estamos aqui, diretamente do São Paulo Fashion Rio...”.
Escrito por Ernâni Motta às 15h36
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LEITURA OBRIGATÓRIA
Essa é boa, o prefeito de Cachoeira do Sul, a 196 quilômetros de Porto Alegre, baixou um decreto que exige que os funcionários, que exercem cargos em comissão, devem ler um livro a cada 30 dias e para comprovar a leitura fazer um resumo do que trata o livro escolhido.
Se a moda pega, vai faltar livro nas livrarias e bibliotecas das cidades, porque o que mais tem numa repartição pública é funcionário com cargo comissionado.
Escrito por Ernâni Motta às 15h29
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ASSALTANTE DEBOCHADO
A que ponto chegamos, segundo informaram os jornais esta semana, na Zona Sul carioca, os pivetes assaltam e ainda debocham das vítimas, ao repetirem: Isto não te pertence mais! O bordão da Dona Gislaine, do Zorra Total, da TV Globo.
Escrito por Ernâni Motta às 15h27
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A CAIXA DE PAPELÃO
Era uma época dessas de Natal, as pessoas trocavam presentes e desejavam tudo que lhes vinha de bom à cabeça aos amigos e aos nem tão amigos. O ser humano, ou melhor, o brasileiro é assim, qualquer acontecimento que exija um pouco mais do coração é comoção e festa garantidas.
E aquele meu amigo, que nem era tão amigo, pois, trabalhava conosco havia um pouco mais da metade de um ano, chegou e disse-me: “você deu-me um baita trabalho para escolher o seu presente”. Aquela frase deixou-me meio assustado, porque daria trabalho a alguém para escolher um presente para mim? Será que sou uma pessoa tão difícil assim? Pensei comigo mesmo.
Ele abraçou-me efusivamente, com apenas um braço, enquanto escondia o outro atrás das costas e completou: “Mas, consegui. Aqui está, sei que você compreenderá o que isto significa. Porém, para tanto, você precisará pensar um pouco, coisa que não lhe será difícil, pois, quem estuda filosofia sabe pensar”.
Foi um dos discursos mais embolados que já ouvi, ao ganhar um presente, mas, vamos lá... Puxa fita gomada daqui, dali e eis que chego àquilo que tinha feito o meu amigo, que nem era tão amigo, dar-se a tanto trabalho para escolher. Não entendi nada vezes nada e, como ele desejava, pus-me a pensar. Inicialmente, no discurso dele, porquanto, eu não estudara filosofia, coisa nenhuma. Acho que ele confundiu uma conversa em que disse que havia lido um ou outro texto sobre filosofia, mas, isto estava longe, muito longe de sequer ser um principiante seguidor de Sócrates e Platão.
Olhei diversas vezes para aquilo, parecia-me cada vez mais esdrúxulo, mas não desisti, não queria decepcionar o meu amigo, que nem era tão amigo. Tentei decifrar, por diversas vezes, o que aquele presente representava e mais enigmático me parecia. Uma “caixa de papelão” era o meu presente, sem nenhuma inscrição, sem nada dentro... O meu olhar abobalhado continuava em direção a ele, que ria como a mais inocente das crianças. E eu com os meus botões: “Uma caixa de papelão?” Afinal, o que este maluco quer com isto?
Fui-lhe sincero e disse-lhe: “não estou entendendo onde você quer chegar. O que é que tem a ver uma caixa de papelão com filosofia?” A resposta: “não seja precipitado, exercite seus pensamentos e saberá”. Então, ponderei: “façamos o seguinte, vamos tomar a nossa cervejinha e amanhã penso nisto, pode ser?” E ele: “como você quiser”.
Os demais colegas já estavam na quinta ou sexta tulipa, e eu na primeira e assim mesmo com o chope quente, devido ao tempo perdido ou não, como diria o Caetano. Depois que resolvemos que as análises filosóficas ficariam para o dia seguinte, os abraços foram em profusão... Alguém ainda cochichou ao meu ouvido: “Que mala! De onde ele arrumou essa idéia? Pelo que sei, você ultimamente não tem lido nem bula de remédio...” E soltou uma bela gargalhada.
Terminada a comemoração, ainda a esticamos ao barzinho da esquina, mas, aos poucos, o grupo foi-se dispersando. E eu com a minha “caixa de papelão” embaixo do braço. Era a charada para resolver após o Natal.
Passada as festas natalinas, voltamos ao trabalho e lá encontro a figura, que se dirige para mim, estica-me a mão e aperta a minha com tanto entusiasmo, que pensei em entrar o Ano Novo com ela engessada. Então, salta de sua boca a pergunta inevitável: “Já compreendeu a razão do meu presente?” Respondi-lhe que sinceramente não, mas que me esforçaria para tanto.
À noite, ao chegar em casa, fui até ao armário, onde havia guardado a bendita caixa, apanhei-a e, inicialmente, fiquei por alguns segundos olhando-a, em seguida comecei a buscar uma resposta plausível... Até que a ficha caiu! Já sei, é isto, só poder ser isto. Comecei a costurar aqueles retalhos de idéias para chegar à resposta do enigma.
Foi aí que vi como era fácil! Na verdade, o meu amigo, que nem era tão amigo, confundiu um pouco as coisas, por isso, fiquei meio atrapalhado, mas, o que, de fato, havíamos conversado fora sobre o compromisso que a empresa estabelecera para o ano seguinte, em relação ao meio-ambiente.
A discussão girou em torno da iniciativa de se passar a usar embalagens de papelão, em detrimento às de plástico. Estas, segundo as primeiras informações, poluíam o meio-ambiente por cerca de 100 anos, enquanto as de papelão poderiam ser recicladas e causavam menos danos à natureza. Embora alguém tenha lembrado que para se fazer uma pequena caixa de papelão, algumas árvores precisavam ser derrubadas. Mas, bastava plantarem-se novas, completou outro.
Talvez houvesse mesmo um quê de filosofia naquela tomada de posição da empresa, daí que compreendi a provocação do meu amigo, que nem era tão amigo, mas, que, confesso, passou a ser.
Quanto à atitude da empresa, houve colaboração de todos, cursos de reciclagem foram ministrados, passou-se a fazer seleção do lixo durante aquele ano, alguém resolveu estudar para aprofundar-se mais sobre o assunto... Ganhamos nós, os funcionários, ao contribuirmos para a melhoria do ambiente, a empresa que recebeu créditos incentivados, não somente para implementar o programa, como até mesmo para a sua atividade fim e, acredito, a própria natureza, que, penhoradamente, nos agradece a cada dia.
Com um detalhe, o compromisso com a preservação do meio-ambiente renova-se ao início de todos anos, desde então.
Ernâni Motta Rio,
26/12/2005.
Escrito por Ernâni Motta às 20h49
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As fotos são de uma rua, no cenário da novela “Bang Bang” da TV Globo, certo? Errado. São da Rua Artur Rios, em Campo Grande, no Rio de Janeiro, onde resido há mais de 20 anos.
Tirei-as, num domingo de dezembro passado. É um contraste sem medidas com que ela é durante a semana. Agora mesmo está um barulho de me tirar a concentração, porém, quando chega sábado à tarde, a tranqüilidade faz uma viagem de volta e se aloja, aqui, na rua onde eu moro. Não é legal?
Escrito por Ernâni Motta às 16h08
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AINDA SOBRE A "COBAIAS HUMANAS"
O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) esteve na capital amapaense, com representante da Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal, para averiguar as denúncias de que ribeirinhos da localidade de São Raimundo do Pirativa, no município de Santana, estariam sendo usados como “cobaias humanas”, numa pesquisa feita por uma organização não governamental, com patrocínio de uma universidade americana, com a colaboração da Fiocruz e da Secretaria de Saúde do Estado do Amapá.
As primeiras informações são de que o senador teria classificado de tortura os procedimentos a que as pessoas foram submetidas. Outra informação preocupante é a de que, diante da notícia da visita de Buarque ao local, o laboratório em que era guardado o material recolhido teria sido retirado e levado para outra comunidade, sem, contudo, que se tenha conhecimento qual a comunidade.
Li, no Diário do Amapá, neste final de semana, que o governador Waldez Góes teria ordenado seus secretários a acompanharem o caso. Menos mal, afinal, a denúncia circula em todos as mídias há, pelo menos, um mês, sem que se tivesse informação de que Góes tivesse tomado alguma providência. Fica-se com a sensação de que houve a necessidade da presença de um senador da República, para que ele se sensibilizasse com o fato.
As perguntas de um mês atrás, porém, continuam sem respostas: por que a Fiocruz não conferiu o texto traduzido com o original em inglês? Por que a Secretaria de Saúde do Amapá não criticou os mesmos textos? Isto não a levaria a verificar que o contrato com os ribeirinhos os obrigava a exporem-se aos mosquitos? Por que a tradução não foi feita por cartório habilitado para assuntos dessa natureza? E agora se soma mais uma: para onde foi levado o material coletado e por que foi retirado do local de origem?
A sociedade espera respostas responsáveis, sérias e confiáveis.
Escrito por Ernâni Motta às 15h57
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VOCÊ VIU O LÁZARO POR AÍ?
Alô, gente de Macapá! Alguém tem notícias do meu amigo João Lázaro? Ele era um comentarista incentivador deste blog, mas sumiu. Será que ele desgostou?...
Lázaro, por favor, se foi isto, aceito sugestões.
Escrito por Ernâni Motta às 15h55
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TRABALHAR É OBRIGAÇÃO
Todas as vezes que o governo faz uso de pesquisas para traçar comparações com seus antecessores, vejo o gesto como uma grande pantomima. Governos são eleitos, numa sociedade democrática, para trabalhar em benefício de todos, inclusive de seus adversários.
O que o eleitor deseja é que o governante, por ele escolhido, honre as promessas de campanha, os compromissos assumidos, pelos votos recebidos.
Dizer que seus números são mais favoráveis do que seus antecessores é balela, e nada mais é do que sua obrigação. Foi a insatisfação, em princípio, com o mau desempenho daqueles que o antecederam, que fez o povo escolhê-lo para dirigir o destino do país, estado ou cidade.
Escrito por Ernâni Motta às 15h53
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JK O HERÓI NACIONAL
A Rede Globo de Televisão não confirma nem nega, mas, os autores da minissérie JK estão vestindo uma saia justa. É que Roberto Marinho, o falecido “todo poderoso” do Sistema Globo, era adversário de Juscelino e fez campanha contra seu governo, sobretudo, depois da decisão de transferir a Capital da República para o planalto central. O desejo de Marinho era que JK fizesse a nova Capital, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, à época um lugar ermo.
Os autores estão sem saber se mostram ou não Roberto Marinho, na minissérie, como oposicionista de JK, afinal, o presidente é tratado no programa como um “herói nacional”.
A idéia, inicialmente, é fazer uma mostra rápida do dono da Globo, o suficiente para que o telespectador perceba que havia “discordâncias políticas” entre os dois.
Escrito por Ernâni Motta às 15h50
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GIL VERSUS CAETANO
Falei que o entrevero entre Gil e Caetano era que nem briga de marido e mulher, que ninguém devia meter a colher. Pois é, no final de semana, no show que o ministro fez no Morra da Urca, no Rio de Janeiro, os dois trocaram de bem, com direito, inclusive, a “selinho”.
Escrito por Ernâni Motta às 15h48
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DO PORTAL BRASILEIRO DE FOLOSOFIA
Cinema Brasileiro, Cinema Nacional e Choque de Liberalismo na Cultura
"Cinema Brasileiro" era, até bem pouco tempo, "Cinema Nacional". Ninguém usava a expressão "cinema brasileiro". Todavia, agora, exatamente para que as pessoas possam ir ao cinema ver filmes nacionais, o que supostamente deveriam fazer uma vez que estamos vivendo o que chamam de "a nova emergência" do cinema brasileiro ou o novo "boom dos filmes brasileiros", usa-se a expressão não marcada pelo passado. "Cinema Nacional" era sinônimo não de Mazzaroppi ou Ronald de Golias, mas da produção de alguns que acabaram realmente acreditando que dava para fazer algo bom com "uma idéia na cabeça e uma câmera na mão". Só vi uma coisa ser produzida assim: pornochanchada e, depois, pornô simples.
A história da decadência dos filmes brasileiros está associada à urbanização do Brasil, em especial a que ocorreu entre o final dos anos de 1970 e início dos anos 90. Inchamos nossas cidades de uma vez por todas, em vez de desenvolve-las, e então tivemos de criar os shopping centers. Os centros se transformaram em lugares sujos e velhos, como tudo de onde a classe média se retira, deixando os pobres ocuparem o local. Os grandes cinemas, uma vez nos centros, primeiro viraram lugar de pornochanchadas, depois de filmes pornôs e, finalmente, foram comprados para se transformarem em sedes da nascente Igreja Universal. Hoje, como a Igreja Universal já ficou rica, e até ela já saiu dos velhos centros, os lugares desses cinemas se transformaram em estacionamentos. Pessoas menores de trinta anos não viram nada disso. Passam em frente de tais garagens e nem desconfiam que ali existiram cinemas luxuosos. Assim, a decadência do cinema brasileiro teve seu espaço na época da transição da decadência das grandes salas (este fenômeno ocorreu em outros países também, mesmo no Primeiro Mundo).
As salas de cinema estão renascendo nas cidades brasileiras, agora mais efetivamente entre o final do século XX e início do XXI. Mas agora, os cinemas vão definitivamente para os shopping centers.
Com a volta do cinema como entretenimento básico dos finais de semana, e os filmes brasileiros tendo ganho algum destaque internacional na medida em que se voltaram minimamente para o circuito comercial, fala-se em "boom do cinema brasileiro", mas de modo algum em "boom do cinema nacional". "Cinema Nacional" - esta expressão continuará maldita por muitos anos ainda. Qual a razão?
Após um filme nacional, mesmo quando o filme era palatável, ou até mesmo bom, saíamos todos do cinema dizendo "não tem jeito, o som foi péssimo". Ou ainda: "gozado, os atores tão bons das novelas não ficaram bons no cinema, o que houve?". E alguns não perdoavam: "droga, nunca mais volto para assistir filme nacional, pois é só sexo, sangue, drogas e pobreza".
Realismo demais, som ruim e falta de "pegada comercial" eram a marca registrada daquilo que "uma câmera na mão e uma idéia na cabeça" geraram: o "Cinema Nacional". Não dava para engulir. Por isso, agora, todos querem se livrar disso, que no fundo se tornou sinônimo de um período que realmente foi de transição - de transição política, até. "Cinema Brasileiro" deve ser outra coisa, deve lembrar uma outra fase.
Filmes como "Bossa Nova" ou "Os Normais" são tudo o que pode vingar como sendo o melhor do "cinema brasileiro", nesta nova fase. Nada daquela tremeção da câmara, como vimos na "pegada brasileira" de "O Jardineiro Fiel". Nada daquilo que era o "cinema nacional". Isso, realmente, tem de ficar no passado, mas num passado esquecido. Não serve nem para museu.
Isso é "americanização"? Não, não é. Nada pode ser comparado com o que os americanos fazem. Eles são os donos da arte de fazer cinema. Fazem o que há de mais deslumbrante e melhor, e fazem o que há de pior. Pois fazem muito. Um filme do setor alternativo americano lida com atores caríssimos e com orçamentos fantásticos. Foi o caso, por exemplo, do excelente "Traffic" - só para dar um exemplo.
O que está ocorrendo com os filmes do Brasil é que de fato houve um certo amadurecimento, houve uma certa compreensão de que devemos participar do mundo "lá fora" e, principalmente, houve uma pequena parcela de desideologização da arte de fazer filmes que, enfim, está sendo bastante saudável.
Seria excelente que a universidade brasileira e o setor livreiro brasileiro bebessem um pouco de certas lições dessa guinada do cinema brasileiro. Mas parece que esses setores não se profissionalizaram o suficiente para que possamos falar em um "boom do conhecimento brasileiro" desligado do terceiro mundismo e do amadorismo.
Ou seja, no campo dos livros, artes, ensino, ainda não vivemos os benefícios da globalização, como tem vivido parte do cinema brasileiro. Os intelectuais do cinema não conseguiram soprar suas idéias sobre as cabeças dos intelectuais dos livros e da academia. Estes dois setores, o dos livros e da academia, de modo incrível, além de não se profissionalizarem - mesmo quando já integrados no capital estrangeiro - ainda continuam alimentando o que há de "cinema nacional" no interior do "boom do cinema brasileiro". Ainda continuam fugindo do mercado. Ainda não perceberam que se podemos pensar em uma alternativa ao mercado isso não quer dizer que o que vai para o mercado é necessariamente pior do que o que vai para esta alternativa que criamos. Falta um choque de liberalismo e de democracia sobre a universidade e sobre a produção de livros no Brasil, um choque parecido com o que ocorreu, ainda que somente em parte, do cinema.
Falta ainda, no Brasil, um choque geral de liberalismo e de democracia em nossa cultura. Nossas universidades não podem continuar a serem corporativas como são - tanto as estatais quanto as particulares. Precisam sair do campo do corporativismo - que é o campo neofascista - e se dirigirem para o campo liberal, com esperanças de chegar ao campo democrático. Nossas editoras não deveriam chamar para dentro de suas burocracias os acadêmicos, pois eles não visam o interesse editorial, eles visam manter o corporativismo de onde vieram, das universidades. Então, as editoras deveriam tomar também um choque de liberalismo. Como o cinema, se toda a nossa cultura viesse a se banhar nos critérios de competitividade do mercado e nos critérios de avaliação pública libre do liberalismo e da democracia, daríamos um passo para termos uma "cultura brasileira" e não uma "cultura nacional". Ficaríamos melhor.
Paulo Ghiraldelli Jr., filósofo, autor de Caminhos da Filosofia (DPA, 2005
Escrito por Ernâni Motta às 10h21
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