Ernâni Motta


MÚSICA PARA O FIM DE SEMANA

O meu clima para este fim de semana é Seresta. Por isso, fui procurar por Noite Ilustrada, um mineiro com passagem pelo Rio de Janeiro, que terminou por adotar São Paulo, como sua cidade, e o encontrei cantando na Discoteca da Saudade, que o pessoal da Educadora está fazendo no Céu. E ele é quem canta, como a gente dizia antigamente, uma das páginas mais bonitas do cancioneiro popular brasileiro: Minha Rainha.

Minha Rainha

Noite Ilustrada

Composição: Lourenço - Rita Ribeiro

Um dia você vai pensar direito

E vai procurar um jeito

Para me pedir perdão

É bem melhor você pensar agora,

Antes de chegar a hora da nossa seperação

Eu já derramei um rio de lágrimas,

Muitas vezes chorei minhas mágoas

Só porque eu te amo demais

Olha amor, dediquei a você

Minha vida inteirinha

Do meu sonho de amor

Fiz você a rainha,

E você vem falando em separação

Olha amor, antes que seja tarde

O arrependimento

Eu não quero ouvir mil desculpas,

Lamento;

Porque tudo que fiz

Foi para te ver feliz

Para cantar com o Noite Ilustrada, clik no link ao lado



Escrito por Ernâni Motta às 16h26
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A DISCOTECA DA SAUDADE

No final de semana passado, fui convidado para o lançamento de um CD de cantor de serestas, no Clube 10 de Maio, aqui, em Campo Grande, na nossa Zona Oeste, dessa Cidade Maravilhosa. Lembrei das noites em Conservatória – RJ, que vale a pena conhecer, pelo menos por curiosidade, por quantoquem não goste do gênero.

Nem a propósito, esta semana, visitando o blog que o Rodrigo Cunha mantém sobre a história da Rádio Educadora São José de Macapá, li um trecho que cita a DISCOTECA DA SAUDADE, que era comandada por José Maria de Barros e José Moacyr Banhos de Araújo. E no dia referido na nota, o destaque era a apresentação do Luiz Tadeu e seu pai, Raimundo Magalhães.

Luiz Tadeu foi meu contemporâneo de RE, mas, enveredamos por estradas distintas e nunca mais o vi.

Então, a saudade a danada da saudade fez do meu coração o seu bar. Sentou-se, pediu um chope e ficou puxando papo com todos que chegavam... Assim, meus últimos dias têm sido de boas e agradáveis recordações.



Escrito por Ernâni Motta às 16h18
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E A HISTÓRIA CONTINUA...

A Discoteca da Saudade era apresentada por José Maria de Barros (o Maria de Barros), meu grande mestre sobre as coisas do Rádio, e José Moacyr Banhos de Araújo (o Zeca Banhos), outro grande mestre, que me ensinou entre outras coisas que os autores e compositores merecem respeito. Aliás, a Discoteca da Saudade foi-me fonte de muitos aprendizados, como, por exemplo, o sucesso de qualquer coisa depende do espírito de equipe com que é feita, que a gente tem de ter alegria pelo que faz e deixar nossos convidados à vontade.

A Discoteca da Saudade ia ao ar às 07h00h da noite, dos sábados. E nela se apresentaram os melhores músicos e os mais respeitados cantores daquela Macapá, dos tempos que não voltam mais, com todas as minhas reverências ao poeta.



Escrito por Ernâni Motta às 16h18
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E A HISTÓRIA CONTINUA...

Lembro da maestria de Walter Banhos, ao violão, do cavaquinho do Amilar, da voz firme e grave do Agostinho Costa, que agora fazem a Discoteca da Saudade no andar de cima, com o Maria e o Zeca.

Lembro de tantos outros, mas, acima de tudo de Nonato Leal, o mais exímio dos violonistas, que me desculpem todos os outros mestres. Quando o Nonato tocava “Sons de Carrilhões”, tenho certeza, até Dilermando Reis se ouvisse, aplaudiria. O Zeca está me lembrando que quem compôs Sons de Carrilhões foi o João Pernambuco, o Dilermando foi quem gravou.



Escrito por Ernâni Motta às 16h17
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E A HISTÓRIA CONTINUA...

A Discoteca da Saudade tinha aparato de grande produção. O Zeca preocupava-se em selecionar o repertório, ligar pessoalmente para os convidados. O Remy cuidava dos equipamentos a serem instalados, na biblioteca da Educadora, de onde era transmitida.

Quando o relógio começava caminhar para as 7 da noite, o nervosismo aumentava e o aconselhável era se falar, principalmente, com o Zeca o absolutamente necessário.



Escrito por Ernâni Motta às 16h16
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E A HISTÓRIA CONTINUA...

Meus amigos, está no ar a... Discoteca da Saudade”, anunciava José Moacyr Banhos de Araújo e tudo se tranqüilizava. Tudo, partir de então, se tornava numa grande seresta.

Eu, depois de algum tempo, fui ser o locutor que lia os comerciais. Naquela época, ainda nem se pensava no aparato tecnológico dos intervalos comerciais de hoje. E foi assim que conheci Pixinguinha, Orlando Silva, Dalva de Oliveira, e todos os grandes nomes da nossa música.

Um detalhe, eu ficava no estúdio, que era ao final do prédio, acompanhando tudo pelo fone, com a figura de Itamar Torres à minha frente. Itamar, outro de quem nunca mais tive notícias.



Escrito por Ernâni Motta às 16h14
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FIM DE SEMANA

A minha semana se estenderá um pouco mais em boas lembranças, em saudades gostosas, ouvindo músicas que me embalam numa viagem pelo tempo.

Meu corpo e minha alma precisam disso, depois de tanta violência, de desrespeito à vida e ao Homem, de tentativas de enxovalhamento da nossa dignidade.

Sei que alguém pode dizer que, se estou me sentindo vilipendiado, deveria tentar alguma reação mais contundente. Mas, confesso, sinto-me incapaz para isso, por isso, prefiro esse reencontro com alguns dos meus amigos.

E você, escolheu o que fazer no fim de semana? Posso lhe dar uma sugestão? Faça como eu, vá viver o seu grande amor, curtir a sua música preferida, assistir ao seu filme predileto e guarde um tempinho para dizer ao Papai do Céu, muito obrigado!



Escrito por Ernâni Motta às 16h13
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VONTADE POLÍTICA

A tsunami da violência que alagou São Paulo, no último fim de semana, espera-se, há de servir para as mais diversas reflexões, por parte dos governos, da sociedade civil organizada, dos educadores, dos legisladores e todas instituições em qualquer instância, até mesmo do mais simples dos cidadãos.

E um binômio que se fez por demais necessário foi: “vontade política”. Ao mesmo tempo, jamais se pôde perceber o quanto ele é tratado com desprezo e distanciamento, por parte dos nossos governantes. A quem, sobretudo, deve ser dirigido.

Tantas vezes repetida, a expressão desgastou-se como um jornal velho, num final de feira de rua. Será que nossos dirigentes terão coragem para assumir seus erros e, finalmente, executá-la com a dignidade que ela pede?

Que a “vontade política” deixe de ser, portanto, uma bandeira esfarrapada e torne-se de verdade numa atitude.



Escrito por Ernâni Motta às 15h47
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TARJA PRETA

Tomei conhecimento de que o jornal Folha do Amapá teve o seu sitio na Internet retirado do ar, por força de uma liminar, expedida ontem, 17/05, pelo TRE-AP, atendendo a uma reclamação do Partido Democrático Trabalhista, a quem o governador do Estado, Waldez Góes, é filiado.

Não quero entrar no mérito que provocou a medida, porque, para mim, nada justifica um ato desses, por considerá-lo truculento, autoritário e um atentado à Democracia. E o partido, é bom que se lembre, tem a palavra DEMOCRÁTICO, em seu título.

A cada vez que se cobre de tarjas pretas as páginas de um Jornal, está se emudecendo o povo, negando-lhe o direito da contradição e tornando o Estado o seu senhor, o que, peremptoriamente, não é.



Escrito por Ernâni Motta às 15h46
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O MUNDO NÃO ESTÁ PERDIDO

Hoje, em meio às notícias aterrorizantes de São Paulo, do fechamento de um jornal no Amapá e tantos outros atos de violência espalhados Brasil afora, assisti à entrevista que a atriz Letícia Sabatella concedeu à Maria Gabriela, em seu programa, no canal GNT.

Foi um instante de leveza, de certeza de que posso continuar a acreditar no ser humano, de uma beleza que ultrapassa os contornos de um rosto para refletir uma alma.

Ao que assisti serviu para aumentar minha admiração pela atriz, pela cidadã, pela mulherLetícia Sabatella.



Escrito por Ernâni Motta às 15h45
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EX-MINISTRO GANHA A CORRIDA

Quem diria a “direitona” rachou? E o senador José Jorge (PFL-PE) foi o indicado para ser o candidato a Vice-presidente, na chapa de Geraldo Alckmin (PSDB-SP).

O outro José, o Agripino (RN), que almejava a vaga, por ser fundador do PFL e nunca ter sido indicado a um cargo semelhante, vai ter esperar mais alguns anos.



Escrito por Ernâni Motta às 15h43
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ELE AINDA BEM JOGA NA NOSSA SELEÇÃO

Ontem, o Brasil deu graças a Deus, por Ronaldinho Gaúcho jogar na nossa Seleção. Se ele mal, como disseram os comentaristas esportivos, conseguiu fazer o que fez, jogando tudo o que sabe... Meu Deus!



Escrito por Ernâni Motta às 15h41
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NÃO VAI MATAR ISSO, NÃO?

Chegamos ao hotel, em Cabo Frio, e tivemos que convencer a moça do check in a nos fazer uma certa concessão, mas, nada que comprometesse o profissionalismo da moça e os procedimentos éticos do hotel, é bom que se deixe bem claro. Ela alegou que para tal precisaria da autorização da operadora de turismo. E, como o personagem do Zorra Total, da TV, pediu-nos que aguardássemos 20 minutinhos.

Como já era hora do almoço, resolvemos fazê-lo no restaurante que fica no mesmo prédio, porém, o cardápio não nos agradou. Mas, como tínhamos de esperar os 20 minutinhos, resolvemos tomar uma “cervejinha”. Uma, duas, na terceira, o estômago pediu um alguma coisa mais consistente.

Pedimos, novamente, o cardápio, desta vez, decididos a um simples tira-gosto. Uma rápida discussão, e decidimos por um filé aperitivo... Acabou a cerveja, enquanto isso... Outra cerveja. Agora, acabou o filé, outro filé... Alguém sugeriu uma porção de arroz e outra de fritas... O garçom perguntou-nos se não aceitávamos uma farofinha... Conclusão, o que era para servir de tira-gosto virou um almoço.

Lembrei, então, de uma história que ouvi, há muitos anos, quando ainda morava em Macapá. Um sujeito chegara exaurido, já com a noite avançada, a um casebre perdido, no meio da mata, pediu pousada ao proprietário e alguma coisa para se alimentar. O dono do casebre respondeu-lhe que podia acomodar-se num canto para dormir, mas, que não tinha nada para lhe disfarçar a fome. Sem se dar por vencido, contudo, o viajante pediu que lhe permitisse ferver um pouco d’água, pois, prepararia, então, uma sopa de pedra. À água fervente acrescentou a primeira pedra que encontrou no quintal. Pediu ao seu benfeitor que lhe conseguisse um pouco de sal, algumas folhas de coentro e chicória, depois um o que tivesse por lá, um pouco de arroz, farinha, qualquer coisa servia... Em tudo, foi atendido. E assim, ele preparou uma bela sopa que lhe aplacou a fome, que lhe destruía as paredes do estômago.

Do mesmo jeito, foi o nosso primeiro almoço em Cabo Frio, uma “sopa de pedra”. Talvez, uma das refeições mais animadas e saborosas que tivemos nos últimos tempos. Claro, que tudo isso, temperado pelo clima de amizade e descontração, que experimentávamos.

Ah! Ia esquecendo, finalmente, a moça do hotel procurou-nos e disse que nossa solicitação havia sido atendida. Então, resolvemos chamar pelo garçom para fechar a conta, eis que este aparece com mais uma porção de fritas. Surpreendido, Meu Prezado perguntou-lhe: quem pediu isso? E o garçom, apontando para a bandeja com alguns pedaços do filé aperitivo:

- Não vai matar isso aí, não?



Escrito por Ernâni Motta às 16h07
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CADÊ AS FOTOS? A VARIG COMEU!...

Prometi que postaria algumas fotos do nosso passeio à Região dos Lagos, mas, sofremos um revés implacável, o que me impede, sumariamente, de cumprir com o prometido.

O Meu Prezado, como não é permitido o uso de máquinas eletrônicas dentro do avião, em sua volta para Brasília, resolveu colocar a sua dentro de uma valise, que despachou como bagagem. Ao desembarcar, teve a amarga surpresa de saber que a valise havia desaparecido.

Reclama com a Varig para cá e pra lá, disseram-lhe que iriam procurar a valise e que tão logo a localizassem, fariam contato.

Meu Prezado foi para casa da irmã, onde passaria o resto do domingo, até continuar sua viagem de volta a João Pessoa, na manhã de segunda-feira. À noite, do domingo, recebeu um telefonema da Varig informando-o de que a valise havia sido encontrada. Ele combinou, então, com o pessoal da Varig, que pegaria a valise na segunda-feira, pela manhã, quando fosse tomar o avião para João Pessoa.

No dia seguinte, ao receber a valise de volta, percebeu que estava aberta. Fez uma rápida vistoria e percebeu que a máquina havia desaparecido. Novas reclamações e a resposta: “A recomendação da Varig é que esse tipo de equipamento não pode ser despachado, como bagagem, e que não nos responsabilizamos por um eventual desaparecimento”.

A briga entre o Meu Prezado e a Varig continua, mas, as fotos, infelizmente, sumiram!



Escrito por Ernâni Motta às 16h04
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SÃO PAULO SOB ONDA TERRORISTA

O estado de São Paulo viveu a maior onda de violência dos últimos tempos, comparável talvez, somente, aos anos de chumbo, com o terrorismo da direita e a guerrilha da esquerda. Foram mais de 72 horas de levantes em presídios espalhados, por todo o estado, mortes de policiais civis e militares, ônibus incendiados, depredação de agências bancárias e a população acuada, enfim, o terror tomou conta de São Paulo, num desafiado do crime organizado ao poder do Estado.

As razões que motivaram tais acontecimentos são as mais diversas, como tanto diversos são seus culpados: governos municipal, estadual e federal; os nossos legisladores que não conseguem se entender, numa disputa política mesquinha que só serve para manter frouxo e desatualizado nossos Códigos Legais; determinados setores da sociedade organizada que pugnam por direitos humanos, sem explicar ao povo o que, verdadeiramente, defendem com suas idéias e sabe-se lá quem mais...

O que resta ao povo é absorver os prejuízos, que tiveram indústria, comércio, setor financeiro e outros mais, como se não bastasse os escorchantes impostos que tem de pagar.



Escrito por Ernâni Motta às 16h02
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GOVERNO PAULISTA VERGONHA OU ARROGÂNCIA?

O governador de São Paulo foi questionado por alguns setores da mídia, por não aceitar a ajuda do governo federal, que teria colocado a sua disposição a Força de Segurança Nacional e comandos do Exército, sendo que este não foi confirmado pelo Ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, após reunião com o governador de São Paulo, Cláudio Lembo (PFL), em entrevista coletiva.

A crítica de parte da mídia deveu-se a informação que circulou, no sábado, de que a Secretaria de Segurança do estado teria tomado conhecimento, previamente, dos ataques perpetrados contra os postos da polícia e seus agentes.

Diante dessas notícias, fico com a sensação de que a violência frutifica porque nossos governadores têm vergonha de admitir que o aparato policial não está suficientemente aparelhado para enfrentar os bandidos. Foi assim em São Paulo e assim tem sido noutros estados, especialmente no Rio de Janeiro.

A recusa do governo paulista, entretanto, me parece também, foi mais por motivação política, do que a certeza de que a sua polícia teria inteligência e força para sufocar o terror.



Escrito por Ernâni Motta às 15h59
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LULA E OS MÁGICOS

Luis Inácio Lula da Silva em campanha à presidência desancou o governo de Fernando Henrique, por se descuidar da Segurança pública. E o que ele tem feito? Seria para rir se não fosse trágico!

Preocupado em cumprir com o superávit fiscal, da política de aperto econômico de Palocci, Lula esqueceu de suas promessas de campanha e discursa, agora, que não é com mágica com se enfrenta o crime organizado.

O presidente tem razão. Se ele e seu governo tivessem, nesses três anos que estão no poder, pensado em ações concretas no combate a delinqüência, por certo, não a teríamos exterminado, mas, não seríamos afrontados dia e noite, em nossas casas, nas escolas, nas repartições publicas e privadas, em nossas áreas de lazer por aquilo que ele mesmo chama de “crime organizado”.

No mínimo o que se espera desse acontecimento é que os governos repensem suas políticas de Segurança, para que a sociedade se sinta protegida e assistia pelo Estado, como é o seu dever.



Escrito por Ernâni Motta às 15h57
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O EXÉRCITO NO RIO

Houve quem, diante da recusa do governo de São Paulo à ajuda oferecida pelo governo federal, dissesse que o Exército atuou no Rio de Janeiro, no combate ao crime organizado.

Há uma meia verdade nessa afirmação, pois, as vezes que forças do Exército tomaram as ruas do Rio foram por motivos específicos, como em 1992, quando da realização da Eco 92, e este ano, após ter seus armamentos roubados de dentro de uma de suas unidades instaladas na cidade.

Até porque o governo do Rio, a exemplo de São Paulo, também, recusou a oferta de ajuda com a Força de Segurança Nacional, feita pelo governo federal.



Escrito por Ernâni Motta às 15h54
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DIREITOS HUMANOS

Parte da sociedade brasileira questiona o que é Direitos Humanos e a cada crime cometido e divulgado pela mídia, não economiza em críticas, ao que ela chama de “direito dos bandidos”.

O meu entendimento é o de que uma pessoa encarcerada não deve ver suprido os seus mínimos direitos à dignidade. Mas, confesso, por vezes, quase me deixei envolver pelos argumentos dos que combatem os Direitos Humanos, como são mostrados ao povo.

E quanto mais se vê as Organizações Não Governamentais (ONGs), que são as mais abertas defensoras dos Direitos Humanos, envolvidas em falcatruas, menos o povo acredita em suas intenções. A própria Igreja Católica já sofreu com a desconfiança de seus fiéis, quanto ao verdadeiro significado de uma política de defesa dos bandidos, em detrimento ao cidadão comum.

Eu até sei que uma coisa não tem nada a ver com a outra, mas, aos olhos daqueles que levantam às 4h00 da madrugada, “rala” o dia inteiro para chegar em casa de volta, depois das 8h00 da noite, os Direitos Humanos, como mostrado, é defesa pura e simples da bandidagem.

O que precisa ser feito? Moralização do sistema prisional, modernização das polícias, aperfeiçoamento das Leis penais, combate ferrenho à corrupção, dar maior agilidade ao Judiciário e seriedade nas políticas de educação, saúde e segurança. É o que eu penso.



Escrito por Ernâni Motta às 15h53
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IMPRENSA MARROM

O texto abaixo está escrito no Dicionário de Comunicação – Nova Edição, Revista e Atualizada – Rabaça, Carlos Alberto e Barbosa, Gustavo Guimarães, Editora Campus, 3ª Edição, Rio de Janeiro, 2002:

(jn) Imprensa sensacionalista. Expressão surgida nos Estados Unidos como imprensa amarela (yellow press), em fins do séc. XIX, no auge da competição pela conquista dos leitores novaiorquinos, entre o jornal New York World (de Pulitzer) e o Mourning Journal (comprado em 1895 por Randolph Hearst). Surgiram nessa fase alguns dos elementos que lançaram as bases do jornalismo moderno: manchetes garrafais, artigos sensacionalistas, seções esportivas, numerosas ilustrações etc. O jornal World, concentrando esforços sobre o suplemento dominical, passou a estampar os desenhos de Outcault (Yellow Kid) impressos em cor amarela, para atrair a atenção do público. Os primórdios das histórias em quadrinhos estão, assim, vinculados também às origens do jornalismo sensacionalista. A competição entre esses dois jornais refletiu-se em inúmeros outros órgãos de imprensa, que levaram o sensacionalismo às últimas conseqüências, apelando para o escândalo, a intriga política, o achaque, a chantagem etc. No Brasil, a expressão “imprensa amarela” foi substituída para “imprensa marrom” pelo então chefe de reportagem do Diário da Noite, Francisco Calazans Fernandes, em 1960. Alberto Dines nos conta como isso aconteceu: “Estávamos preparando de madrugada a edição do Diário da Noite e a manchete tratava do suicídio de um rapaz que tinha sido chantageado pelas revistas de escândalos (na época existiam diversas, editadas por policiais e jornalistas marginais). A manchete mencionava um ‘suicídio causado pela imprensa amarela’ (era o nome que eu conhecia, yellow press). Quando o Calazans, que não conhecia os antecedentes históricos, viu a manchete, disse: ‘na minha terra, amarelo é cor alegre; põe marrom’. O DN passou a adotar essa expressão, sendo logo seguido pelos demais jornais e jornalistas que deram cobertura à campanha e permitiram o seu êxito. A expressão ‘imprensa marrom’ consagrou-se no Brasil e hoje está dicionarizada”.

Pois bem, quem tem lido a revista Veja, nos últimos tempos, sobretudo, a que circulou neste final de semana, depois de ler o texto acima, não deve ter muita dificuldade de perceber em que categoria de mídia a revista que se ufana de ser a “mais respeitada e lida revista brasileira e quarta revista semanal de informação do mundo pela qualidade de suas reportagens” (cf 2º parágrafo da Nota emitida por Veja, publicada na Folha de S Paulo, em 14/05/2006), enquadra-se. Apesar de que, no Brasil, não é somente Veja quem participa da lista!



Escrito por Ernâni Motta às 15h51
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SELEÇÃO BRASILEIRA

Parece que o Parreira desta vez não quis provocar a torcida e fez-lhe o gosto. Pelo menos, ainda nao ouvi ninguém reclamar da lista de convocados.

Agora, é jogadores jogarem e torcedores torcerem! Que cada um cumpra da melhor maneira possível com o seu papel!



Escrito por Ernâni Motta às 15h42
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