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MÚSICA PARA O FINAL DE SEMANA
A música para este final de semana é um samba, ou melhor, é um Samba, assim com S maiúsculo, cantado por uma de suas maiores interpretes. Escrito por uma dupla de verdadeiros bambas, mostra a festa de um homem feliz, por ter encontrado a sua musa. Nelson Cavaquinho fez em parceria com Guilherme de Brito essa pérola, chamada: “Minha Festa”, que a Beth Carvalho canta com a alegria que só a alma brasileira consegue ter. Senhoras e senhores, “Minha Festa”, canta Beth Carvalho.
Minha Festa
Beth Carvalho
Composição: Nelson Cavaquinho e Guilherme de Britto
Lalaia lalala lalaia lalala lalalalalalaiala
Lalaia lalala lalaia lalala lalalalaia
Graças a deus minha vida mudou
Quem me viu, quem me vê
A tristeza acabou
Contigo aprendi a sorrir
Escondeste o pranto de quem sofreu tanto
Organizaste uma festa em mim
É por isso que eu canto assim
Lalaia lalala lalaia lalala lalalalalalaiala
Lalaia lalala lalaia lalala lalalalaia
Para cantar com Beth, o link está ao lado
Escrito por Ernâni Motta às 17h22
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FIM DE SEMANA
Feriado na quinta-feira, não tem jeito, é da nossa Cultura, o final de semana ganha sempre um dia a mais. Hoje, a moça do “sacolão” dizia que até a escola do filho dela esticou o feriado. E acrescentou ela: “e lá não é escola do governo, é particular”. Ou seja, “enforcar” a sexta-feira, quando se tem feriado na quinta-feira não é coisa de funcionário publico, como se apregoou por muito tempo.
Mas, se o povo gosta, quem sou eu para me mostrar contra? Que se estique o final de semana e que se aproveite da melhor forma possível. Viaje, encontre os amigos, reserve um dia para almoçar com a família, vá ao teatro, ao cinema, enfim, faça o que, verdadeiramente, lhe dá prazer.
Afinal, a próxima semana se anuncia de muitas tarefas a realizar para atualizar o que deixou de ser feito nesta e já adiantar o da seguinte, que também terá um feriado pelo meio. Então, mãos à obra!
Está bem! Sei que me precipitei, é muito cedo para se pensar na semana seguinte da seguinte. Uma coisa de cada vez, não é assim que todos gostam? Então, aproveite este final de semana, com tudo que você tenha direito.
Escrito por Ernâni Motta às 17h20
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A INDIGNIDADE COM PESOS DIFERENTES
No período da última campanha eleitoral, tivemos informação de que dona censura passeou de Norte a Sul do país, sob as rédeas dos nossos políticos, que se dizem defensores da Democracia. Houve edições de jornais recolhidas no Amapá, em Tocantins, no Paraná; blogs foram tirados do ar de igual modo pelo Brasil afora, deixando bem claro que no Brasil ainda é assim: manda quem pode, obedece quem tem juízo.
E o que vi, de parte da Associação Brasileira de Imprensa – ABI –, tão combativa noutros tempos, da Associação Nacional de Jornais – ANJ – sempre pronta a defender seus interesses, e outras entidades da classe, foram tímidas notas, quando o dia das eleições já estava bem próximo e tantos prejuízos já haviam sofrido os donos de blogs e jornais.
No entanto, mal a “Veja” publicou a sua nota repudiando o tratamento dado aos seus repórteres na sede da Polícia Federal, em São Paulo, ABI, ANJ e Sindicatos manifestaram-se contrariamente ao fato, mostrando-se baluartes em defesa da liberdade de expressão e do exercício da Democracia.
Nada contra a “Veja”. Sou defensor, inclusive, do direito de o povo brasileiro ter uma imprensa livre. Mas, há uma perguntinha me perturbando a cachola: por quê o tratamento diferenciado à “Veja”.
Escrito por Ernâni Motta às 17h19
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O APAGÃO DOS CONTROLADORES
O “apagão dos controladores”, como vem sendo chamada a crise nos aeroportos brasileiros, tem origem no governo FHC e atravessou todo o primeiro mandato de Lula, sem que este tomasse providências. Será que é mais um dos fatos desconhecidos pelo Presidente? Aliás, o Ministro da Defesa disse que não sabia que havia falta de controladores.
O governo FHC alegou para demitir, não sei quantos funcionários, que o novo sistema a ser implantado no Brasil diminuiria a necessidade do controle humano. O governo Lula, engessado pela “era Palocci”, não permitiu a contratação de novos controladores.
Foi preciso se instalar o caos nos aeroportos brasileiros para que fosse lembrado que a máquina ainda não substitui o homem integralmente. Só espero que, de fato, as mortes do Boeing da Gol não tenham nada a ver com o descontrole dos controladores, desculpem o trocadilho maldito, embora me associe a dor dos familiares e amigos das vítimas, não tive como fugir dele.
Escrito por Ernâni Motta às 17h19
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PÃO FRANCÊS PESA MAIS NO NOSSO BOLSO
Um pãozinho francês deveria pesar 50 gramas e custar vinte e cinco centavos, mas eram muitas as reclamações, alegando que as padarias não respeitavam o peso determinado. Que fez o governo? Baixou uma portaria determinando que o pão nosso de cada dia fosse vendido a quilo.
Muito bem. Acontece que o que deveria ser para beneficiar a patuléia serviu para beneficiar as padarias. Senão, vejamos, considerando que um pãozinho pesasse cinqüenta gramas, para se chegar a um quilo, teríamos de comprar 20 pães, cujo total seriam R$ 5. E é agora que o povão começa a dançar, pois, na tal portaria, colocaram um item dizendo que o preço sugerido para o quilo do pão era de R$ 6 a R$ 7, ou seja, fomos garfados em, no mínimo, R$ 1.
Se as padarias foram obrigadas a vender o pão a peso para acabar com a fraude, por que a sugestão para aumentar o preço final do quilo do pão? O que está acontecendo? Quem comprava uma certa quantidade de pães para distribuir um a cada membro da família, tem de desembolsar uns trocados a mais, que ao final do mês faz uma boa diferença. Mas, o pior, se a pessoa não tiver o trocado a mais, terá gente da família que vai ficar sem...
Esse pão nosso de cada dia esta cada vez mais difícil de ser de “cada dia”.
Escrito por Ernâni Motta às 17h17
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HORÁRIO DE VERÃO
Não esqueçam de sábado para domingo, à meia-noite, adiantarem o relógio em uma hora. É o horário de verão de volta ás regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.
O problema é acostumar a dormir e não acordar mais cedo. Até o corpo se adaptar, vai ter muita gente dormindo nos ônibus e escondido naquelas salas que não estão em uso, na empresa.
Escrito por Ernâni Motta às 17h16
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DO PORTAL "G1" DO GLOBO.COM
PROCURADORA DIZ QUE PF NÃO INTIMIDOU JORNALISTAS
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A procuradora Elizabeth Mitiko Kobayashi, que acompanhou o depoimento dos jornalistas Marcelo Carneiro, Camila Pereira e Júlia Dualib, da "Revista Veja", na Polícia Federal na segunda-feira (30), admitiu que ocorreram as irregularidades apontadas pela publicação no procedimento conduzido pelo delegado Moysés Eduardo Ferreira, mas destacou que foram "prontamente apontadas e sanadas".
Apesar de apontar erros no procedimento, a procuradora negou que o delegado tenha intimidado os três, como acusou a Editora Abril e protestou a ANJ. Em nota anterior, a PF já havia negado a acusação e defendido que o procedimento adotado foi normal.
Além da nota da procuradora de São Paulo, também foi divulgada na quarta-feira (1º) uma nota da Associação Nacional dos Procuradores da República. Leia a seguir a íntegra das duas notas divulgadas nesta tarde:
"O Ministério Público Federal em São Paulo instaurou procedimento de controle externo das atividades da Polícia Federal para apurar se houve ou não a denominada ´Operação Abafa´. Reportagem publicada na edição 1978 da revista Veja relata que dentro das dependências da PF em São Paulo teria ocorrido um encontro clandestino entre o ex-assessor especial da presidência Freud Godoy com o ex-policial federal Gedimar Passos, então custodiado naquelas dependências, que teria sido facilitado por autoridades lotadas naquela unidade da polícia.
Atuam neste procedimento dois procuradores da República do grupo de controle externo das atividades da Polícia Federal, Elizabeth Mitiko Kobayashi e Roberto Antonio Dassiê Diana, que têm se revezado para acompanhar os depoimentos conduzidos pela Polícia Federal no inquérito policial instaurado pela Delefaz.
Com o objetivo de esclarecer a imprensa e a sociedade sobre o conteúdo das notas divulgadas pela revista Veja, pelo delegado Moysés Eduardo Ferreira e pela Polícia Federal em São Paulo, a procuradora da República Elizabeth Mitiko Kobayashi, presente aos depoimentos realizados ontem (31/10) divulga a nota reproduzida abaixo, esclarecendo que não entrará nos pormenores das declarações das testemunhas, vez que as investigações estão sob sigilo tanto no procedimento do MPF, quanto no inquérito policial.
NOTA À IMPRENSA
Como procuradora da República presente aos depoimentos que são alvo de contestação da revista Veja e da réplica da Polícia Federal, cumpre esclarecer que:
1) Sobre a nota da revista Veja, não é correto afirmar que os jornalistas prestaram depoimentos para uma investigação interna da corregedoria da Polícia Federal. Os jornalistas foram ouvidos como testemunhas em inquérito policial para apurar se houve conduta indevida de policiais no interior da PF em São Paulo. A PF ainda não instaurou procedimento administrativo interno sobre os episódios narrados na revista;
2) No caso específico, as irregularidades verificadas foram prontamente apontadas e sanadas no curso dos depoimentos, da maneira detalhada na nota da revista Veja;
3) O papel do MPF no caso é certificar que as declarações tomadas no inquérito policial sejam as mais fiéis possíveis aos depoimentos das testemunhas, fazer perguntas de interesse da investigação não realizadas pela PF, bem como buscar outras provas e evidências para esclarecer o caso, determinando e sugerindo a realização de oitivas, perícias, etc, para chegar ao resultado almejado por todos: a verdade.
4) Embora as imperfeições ocorridas durante a redução a termo dos depoimentos tenham sido corrigidas e que no meu entendimento pessoal não tenha havido qualquer ato de intimidação por parte da PF, o que teria provocado imediata reação de minha parte, o MPF está aberto para receber qualquer comunicação formal por parte da revista Veja.
ELIZABETH MITIKO KOBAYASHI Procuradora da República."
Nota da Associação Nacional dos Procuradores da República:
"NOTA A IMPRENSA
A propósito de matérias publicadas na imprensa mencionando a participação da procuradora da República Elizabeth Mitiko Kobayashi na tomada de depoimentos pela Polícia Federal de jornalistas no inquérito que apura um eventual encontro ocorrido entre o ex-assessor especial da Presidência Freud Godoy com o ex-policial federal Gedimar Pereira Passos, então custodiado nas dependências da Superintendência da Polícia Federal em São Paulo, a Associação Nacional dos Procuradores da República – ANPR esclarece que o Ministério Público Federal possui procedimento próprio instaurado e tem acompanhado todos os depoimentos colhidos para garantir a regularidade das investigações, conforme é previsto em suas atribuições. A participação de membros do Ministério Público Federal em oitivas é rotineira e visa assegurar a normalidade do procedimento.
No caso específico, as irregularidades verificadas foram prontamente apontadas e sanadas no curso dos depoimentos, da maneira detalhada na nota emitida pela revista Veja. A ANPR registra que a procuradora agiu dentro dos limites de suas funções como membro do Ministério Público Federal, no exercício legítimo da atividade de controle externo e acompanhamento do inquérito policial em curso.
Recife, 01 de novembro de 2006
NICOLAO DINO DE CASTRO E COSTA NETO
Escrito por Ernâni Motta às 12h13
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REVISTA "VEJA" ACUSA POLÍCIA FEDERAL DE CONSTRANGER SEUS REPÓRTERES
A revista “Veja” distribuiu, ontem, uma nota, em que afirma que seus repórteres, Júlia Duailibi, Marcelo Carneiro e Camila Pereira, sofreram “abusos, constrangimentos e ameaças” do delegado Moysés Eduardo Ferreira, da Polícia Federal, em São Paulo. Os jornalistas foram convocados como testemunhas para depor num processo da Corregedoria da PF que investiga um suposto envolvimento de policiais no que a revista chamou de “operação abafa” do governo para afastar Freud Godoy, ex-assessor do presidente Lula, do envolvimento com a compra do dossiê contra políticos do PSDB, informou Mario Sabino, redator-chefe da revista.
A nota diz que os repórteres foram inquiridos “não na qualidade de testemunhas, mas de suspeitos”. E que embora não tenham sofrido violência física as questões formuladas pelo delegado deixaram, nos jornalistas, a impressão de que a “Veja” seria “o objeto da investigação policial”.
Escrito por Ernâni Motta às 18h16
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REPERCUSSÃO NO SENADO
O fato ganhou repercussão de imediato e chegou ao Senado Federal, onde, da tribuna, o líder do PSDB, Arthur Virgilio, anunciou que pretende encaminhar à mesa da Casa, na semana que vem, requerimento de convocação do Ministro da Justiça. Por sua vez, Heráclito Fortes (PFL-PI) lamentou: “Não é aceitável que um partido cujos integrantes tenham passado por vexames e constrangimentos na caminhada desta nação, em busca das trilhas para a liberdade de imprensa esqueça tudo isso e justifique atitudes arbitrárias”. “É apenas o início do que, pelo que se prevê, vem por aí”, vaticinou.
A defesa do governo foi feita pela líder do PT, Ideli Salvatti (SC), ao dizer que estava de posse de um relato do diretor da Polícia Federal, Paulo Lacerda, negando a postura hostil do delegado, durante o depoimento.
Escrito por Ernâni Motta às 18h15
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POLÍCIA FEDERAL RECHAÇA NOTA DA "VEJA"
O Ministro da Justiça, Marcio Thomaz Bastos, ao ser informado da nota da revista, entrou em contato, por telefone, com o redator-chefe de “Veja”, Mario Sabino, para pedir que ele faça uma representação ao próprio ministro contra o delegado, para que os acontecimentos sejam devidamente apurados. Thomaz Bastos disse: “a liberdade de imprensa é um valor prezado pelo governo, e o próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva é um produto da imprensa livre”.
Também, a Polícia Federal, em nota assinada pelo delegado Moysés Eduardo Ferreira, rechaça as acusações da revista e diz que os depoimentos foram acompanhados pela advogada Ana Rita e pela procuradora da República Elizabeth Kobayashi. Diz ainda a nota: “No que esta autoridade tem a informar que os três repórteres ouvidos nesta manhã foram tratados com a cortesia e a urbanidade possíveis sendo indagados somente sobre suas participações na reportagem da revista Veja, edição nº 1978, ano 39, nº 41, de 18/10/2006, paginas 44 a 51, tendo cada um dos ouvidos declarado o trabalho realizado na reportagem mencionada”. “Inclusive esta autoridade, quando retornou para a sala indagou à advogada drª Ana Rita e à Procuradora da República drª Elizabeth se havia acontecido algo estranho, as mesmas responderam que não”, diz a nota em trecho mais à frente.
O presidente Lula, em conversa reservada, teria declarado que acha um erro “vitimizar” setores da imprensa que julga terem sido injustos com ele, o PT e o governo na cobertura dos escândalos de corrupção e na campanha.
Escrito por Ernâni Motta às 18h15
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MINHAS RESERVAS À "VEJA"
“Veja” tem se mostrado implacável com Lula e seu governo, desde a publicação do resultado da eleição para presidente da República, em 2002.
No editorial da edição que circulou neste final de semana, a revista mostra uma charge publicada num jornal de Porto Alegre, em que um homem barbudo, com uma faixa sobre o peito, chega à banca de revistas e pergunta: “Tem revista de sacanagem?” Ao que o vendedor lhe responde: “Qual delas?” “A “Veja”, aquela que só me sacaneia!”, responde o homem. Depois, o editorial diz que a charge é uma boa oportunidade para a revista negar que tenha como objetivo perseguir o presidente Lula e de “explicar mais uma vez qual é o seu único e verdadeiro propósito”. Pede, então, que o leitor substitua a figura de Lula, na charge, por Fernando Collor ou Fernando Henrique Cardoso, cada um ao seu tempo, “tantas vezes fulminados por reportagem de “Veja””.
Em princípio, penso que se poderia concordar com o editorial. O que me deixa, entretanto, com um pé atrás em relação a mais lida revista do país são os seus vários casos de omissão ou falta de profissionalismo, inclusive, reconhecido pela própria revista, como, por exemplo, o caso do deputado Ibsen Pinheiro. Acusar, sem ouvir o outro lado, como fizeram há pouco com o filho do presidente Lula, o Lulinha, que moveu uma ação judicial contra a revista, por uma série de acusações, que ele nega a veracidade, mina a credibilidade de um veículo, que se propõe ético, defensor da moral e da boa prática do Jornalismo.
Escrito por Ernâni Motta às 18h14
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CENSURA NUNCA MAIS
Ainda que tenha minhas reservas à “Veja”, discordo frontalmente de qualquer ação que tente cercear-lhe a liberdade de apuração, redação e publicação de qualquer matéria.
A liberdade de expressão, como disse o Ministro da Justiça, é um valor que deve ser prezado, não só pelo governo, mas por todos os cidadãos e cidadãs deste país. É do pensamento livre que se formam opiniões e ações que nos conduziram à verdadeira independência, quer econômica, financeira ou política.
Portanto, cabe ao governo apurar com isenção, firmeza e espírito democrático o que de fato ocorreu, durante o depoimento dos repórteres de “Veja” e, se for o caso, que se puna exemplarmente os culpados. O governo não pode compactuar com atitudes que tentem enxovalhar os anos de luta pelas causas democráticas, inclusive, de seu próprio Partido.
Quem se sentir ofendido, injuriado ou difamado por qualquer mídia, que recorra à Justiça e, por meio dela, faça valer seus direitos. Mas, seria oportuno que a Justiça alcançasse a todos, tanto para punir, quanto para proteger qualquer cidadão ou cidadã, que tenha este país como Pátria. Pois, tivemos exemplos os mais diversos de truculências, com a “vista grossa” de setores do judiciário brasileiro, durante a campanha política encerrada, no domingo último.
Não à censura! E, sim à liberdade de expressão! Ainda que o beneficiário seja a revista “Veja”.
Escrito por Ernâni Motta às 18h12
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DA COLUNA PAINEL HOJE NA FOLHA DE S PAULO
R$ 0,69. O sigilo dos envolvidos no caso do dossiê mostra que homem da mala Hamilton Lacerda telefonou, nos dias que antecederam a negociação do papelório por R$ 1,7 mi, para o delivery do Habib’s. A Caso Sistemas, da família de Freud Godoy, também ligou para a lanchonete, famosa por seus preços baixos.
Meu comentário: O que a jornalista Renata Lo Prete, que assina a coluna, quis insinuar com essa nota? Que o Habib’s pode estar envolvido no caso do dossiê? E que tipo de envolvimento teria? Como financiador, local de encontro dos envolvidos, operador de alguma “lavagem do dinheiro”? Sinceramente, ainda que não tenha procuração da lanchonete, gostaria de saber o que levou a jornalista a publicar a nota.
Escrito por Ernâni Motta às 18h10
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DA COLUNA DO ANCELMO GOIS HOJE EM O GLOBO
Roseana na Cultura
Há uma articulação para fazer de Roseana Sarney ministra da Cultura.
Meu comentário: Lula não aprende. Mesmo depois do recado que o povo maranhense lhe mandou através das urnas, ele ainda insiste nessa coisa. Diz a sabedoria popular: “papagaio velho não aprende a falar”.
Escrito por Ernâni Motta às 18h09
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FALTOU DIZER
Entre os “grandes perdedores”, que listei ontem nessas eleições, deixei de incluir o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Sim, FHC não se conforma e perder o posto de principal articulador político do país.
Com a ascensão de Aécio, Serra e do próprio Alckmin (não se pode desconsiderar os 37 milhões de votos que ele conseguiu), FHC foi relegado ao papel de coadjuvante dentro de seu próprio partido. Daí, os seus discursos raivosos contra Lula, já que não pode direcioná-los a seus companheiros.
Não será de se espantar se após a poeira baixar, vir à tona a informação de que ele, na verdade, queria ser o indicado do PSDB para concorrer à eleição para Presidente. Mas, o tiro saiu pele culatra e o “imperador” se deu mal.
Por isso, FHC foi, sim, um grande perdedor nesse pleito.
Escrito por Ernâni Motta às 17h18
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FAZENDO JUSTIÇA
Por uma questão de Justiça, preciso fazer um reparo. Quando escrevi ontem sobre a derrocada da oligarquia Sarney, no Maranhão, deixei de dizer que a jornalista ALCINÉA CAVALCANTE teve papel preponderante nesse fato.
Sei que a Alcinéa não é maranhense, muito pelo contrário, ela tem o maior orgulho de ter nascido em Macapá, todavia, como é sabido, o velho oligarca foi eleito mais uma vez senador pelo Amapá, depois de uma disputa em que a bandeira da Democracia foi queimada em plena praça pública, com censura a jornais, retirada do ar de emissoras de rádio e de blogs, inclusive, o da jornalista.
Alcinéa foi vítima de uma perseguição implacável de Sarney, pelo simples fato de ter tido a coragem de se manifestar contra a candidatura dele. Sentenças, obtidas sabe-se lá como, junto ao Tribunal Regional Eleitoral do Amapá, obrigaram a jornalista-blogueira a publicar ridículos “direitos de resposta”, em seu blog e a condenaram a pagar multas estratosféricas, na mais irrefutável demonstração de atentado ao direito de expressão.
A odiosa ação do senador, entretanto, ganhou o mundo, potencializou-se no Maranhão e fez com que seu povo soubesse interpretar positivamente os pensamentos de Alcinéa. Isto associado às motivações que os maranhenses guardavam, em seus corações, serviu para defenestrar Sarney e sua oligarquia da política brasileira. É verdade, ele ainda detém o mandato de senador pelo Amapá, mas, isto também não é eterno.
Escrito por Ernâni Motta às 17h17
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A NOTÍCIA É O ESPETÁCULO
A Rede Globo de Televisão realizou, na sexta-feira, dia 27, o último debate entre os presidenciáveis. Foi sem dúvida a “espetacularização da informação”.
Eleitores, ditos indecisos e selecionados pelo IBOPE, eram escolhidos pelos candidatos, através de um placar que não mostrava o rosto dos questionadores, para fazerem as perguntas previamente selecionadas pela produção do programa.
Os candidatos podiam se movimentar numa arena, com banquinhos em lugares pré-estabelecidos, por meio de sorteio, para que pudessem descansar, se assim desejassem.
O mediador, William Bonner, também, não precisou ficar estático, e com o auxílio de um bem bolado jogo de câmeras dava movimento ao debate.
Devo admitir, como espetáculo funcionou!
Escrito por Ernâni Motta às 15h48
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JÁ ESPERAMOS PELO CUMPRIMENTO DAS PROMESSAS DE CAMPANHA
Urnas e mapas fechados, resultados publicados, festa dos eleitos, tristeza dos derrotados, isso tudo já faz parte do passado, tão perto, mas irreversível. Bom, pelo menos, é o que eleitor espera. Porquanto, no Brasil, há sempre uma tentativa, de parte dos perdedores, em querer mudar os resultados, através de ações na Justiça Eleitoral.
Mas, vamos acreditar no amadurecimento das forças políticas e que elas deixem a vontade do povo prevalecer, que é isto que ele quer e que é o mais importante, no pleito realizado sob o foco dos faróis da Democracia.
Portanto, que o Presidente da República reeleito e os governadores eleitos e reeleitos cumpram com suas promessas de campanha, e não esqueçam de que daqui a quatro anos terão de repassar o poder a novos governantes. E se o fizerem com o País mais justo, com melhor distribuição de renda, mais saudável e educado, certamente, o povo poderá dizer-se o grande ganhador desta eleição.
Escrito por Ernâni Motta às 15h47
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O GRANDE GANHADOR
O grande vencedor dessas eleições é um sujeito oculto, chamado “espírito democrático”, é o que se poderia pensar num primeiro momento, quando se faz uma análise rápida dos resultados.
O Presidente Lula, apesar de ter obtido um pouco mais de 60% dos votos válidos, deverá governar com minoria no Congresso Nacional, de quem vai depender e muito para realizar as reformas necessárias para fazer um governo desenvolvimentista, que, segundo seus assessores, é a sua vontade.
Os governadores viverão os próximos quatro anos com o fantasma da dívida, batendo a porta de seus gabinetes. Terão, portanto, de fazer ajustes fiscais, enxugamento da máquina, corte de gastos, sem que isto afete os programas assistencialistas, infelizmente, costume do nosso povo, além de terem bom trânsito no Planalto para renegociarem essa dívida que tanto os atormenta. E viverão ainda com a cobrança das promessas de campanha de mais escola, mais hospitais, mais segurança, mais transporte e emprego. Será um vencer e vencer a cada dia de seus mandatos, sem trégua e complacência. Assim, se são os grandes vencedores desse pleito, veremos somente ao final de seus mandatos.
O Congresso terá de usar muito detergente para alvejar a imagem de corruptos, “mensaleiros”, “sanguessugas” e tantas outras pechas que adquiriram nos últimos anos. E ainda terão de garantir a governabilidade do País, fiscalizando o Executivo, sem pedidos de contra-partidas repassadas na calada da noite, de forma transparente, firme e ética.
Assim, o processo decisório, em si, foi o grande vencedor, por ter transcorrido com tranqüilidade, com oportunidades semelhantes, sem maiores perturbações e segurança, naturalmente, junto com o povo que pôde escolher livremente os seus preferidos.
Escrito por Ernâni Motta às 15h46
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O GRANDE PERDEDOR
O grande perdedor desse pleito não foi “o” ou “a”, foram alguns personagens. Destaque irrefutável para as oligarquias, na Bahia, com ACM, ainda que seu neto tenha sido reeleito deputado federal, com mais de 400 mil votos, no Maranhão, com Sarney, e em Sergipe, com João Alves.
É verdade que o sangue novo apresentado com o resultado saído das urnas não é, em muitos casos, tão novo e novas promessas oligarcas começam a despontar. Mas, fica sempre no ar a esperança de que o povo começa a entender o que significa “alternância de poder”.
Houve mais gente como grande perdedora, exemplo, Tasso Jereissati que não conseguiu reeleger o governador de seu Estado, Lucio Alcântara, viu seu candidato a Presidente da República ser derrotado, no segundo turno, com um número de votos menor do que o obtido no primeiro. Além de ver que as denúncias patrocinadas por seu partido não abalaram o prestígio do presidente junto à classe menos favorecida, responsável por sua reeleição.
Outro grande perdedor é Anthony Garotinho, que viu seu sonho de chegar à Presidência da República esvair-se por entre os dedos. Teve de ver, ainda, sua mulher, Rosinha Garotinho, encerrar o mandato com um altíssimo índice de rejeição e o candidato de seu partido, o PMDB, virar-lhe as costas já no primeiro turno e aliar-se a Lula, no segundo, enterrando, aparentemente, de vez a parceria.
No Rio Grande do Sul também há um grande perdedor, o Partido dos Trabalhadores que governou o Estado e a capital, Porto Alegre, por mais de uma década. Aliás, é de se ressaltar que Yeda Crusius, do PSDB, é a primeira mulher a governar o Rio Grande do Sul.
Escrito por Ernâni Motta às 15h45
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POR QUE ALCKMIM PERDEU?
A derrota de Geraldo Alckmin deve ser vista como conseqüência natural da forma como conseguiu a indicação do PSDB.
Depois de governar o maior estado da federação, por dez anos, julgou-se em condições de reivindicar o direito de se apresentar como o candidato à Presidência da República de seu partido, disposto, inclusive, “bater chapa” com José Serra, prefeito da capital, tido então como candidato imbatível para se defrontar com Lula.
Serra negou-se a disputar a indicação e Alckmin saiu candidato, sem ter, porém, o apoio irrestrito das principais figuras do PSDB, como FHC, Aécio Neves e o próprio Serra. O bom governo realizado no Estado de São Paulo, segundo seus correligionários, não foi suficiente para torná-lo conhecido dos demais estados, sobretudo, do Norte e Nordeste.
Houve ainda uma dubiedade do candidato tucano: de início, ele gostava de demonstrar um tom conciliador e sereno, rejeitando a agressividade, desejada pela cúpula do PSDB. Porém, no primeiro debate transmitido pela TV, Alckmin mostrou-se disposto a bater seu adversário, surpreendendo com uma forma, até certo ponto, rústica e fazendo acusações vigorosas, num visível contraponto ao personagem do primeiro turno.
O povo brasileiro tem como fundamento um espírito contemporizador e tolerante, e tende a rejeitar agressividades, sobretudo, dos políticos. Com isso, Alckmin viu um grande número de eleitores abandonarem seu barco, prova inconteste com a diminuição da quantidade de votos conseguida no segundo turno.
Enfim, a derrota de Alckmin foi conseqüência de uma sucessão de erros.
Escrito por Ernâni Motta às 15h44
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GOVERNO ANUNCIA FIM DA ERA PALOCCI
Mal se encerraram as eleições, com Lula sendo reconduzido à Presidência, e gente de dentro do governo fez questão de alardear que “chegava ao fim a era Palocci”.
Disse o Ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro, anunciando mudanças na economia: “Preocupação neurótica com a inflação sem pensar em distribuição de renda e crescimento, isso terminou”.
Tomara que seja verdade, o país não suporta mais quatro anos de crescimento pífio, com todo esforço fiscal realizado sendo direcionado para garantir o superávit primário. É hora de Lula cumprir com suas promessas, inclusive, as feitas em campanha para o primeiro mandato, já que a economia está estabilizada, a inflação contida e a divida pública sob controle, como ele diz.
Lula tem pela frente vários desafios e um deles, seguramente, é por fim à era Palocci, cercando-se de um ministério competente, formado por gente que queira arregaçar as mangas e trabalhar mesmo.
Então, Presidente, boa sorte e vamos ao trabalho!
Escrito por Ernâni Motta às 15h43
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DA LINHA PERGUNTAR NÃO OFENDE
Quem pagou as despesas do jatinho que levou Sarney a Macapá para lá ficar por um pouco mais de duas horas, tempo suficiente para exercer o seu direito ao voto?
Escrito por Ernâni Motta às 15h41
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DA COLUNA PAINEL HOJE NA FOLHA DE S PAULO
Onde mesmo? Piada difundida por um peemedebista, sobre a derrota de Roseana: “O Sarney falou tanto que era do Amapá que o povo do Maranhão acreditou”.
Pé fora. Os donos do PMDB dão como certa a saída de Garotinho. Lula disse aos aliados que, não fosse o ex-governador do Rio, a sigla teria ficado com a vice-presidência.
Escrito por Ernâni Motta às 15h40
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DA COLUNA DO ANCELM GOIS HOJE EM O GLOBO
Geografia de Lula
Lula disse, em seu primeiro discurso, que o sonho dele é que “o Mercosul vá Terra do Fogo à Patagônia”.
Ou seja, do Chile à Argentina.
Roraima tucanou
Agora veja só. Em Roraima, Alckmin venceu Lula de lavada – 61% a 38%.
Foi o único estado que o tucano não visitou. Gente má diz que talvez tenha sido por isso.
Escrito por Ernâni Motta às 15h39
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LULA É REELEITO PRESIDENTE DO BRASIL
Luis Inácio Lula da Silva é reeleito Presidente da República Federativa do Brasil, com 60,80% dos votos válidos, um pouco mais de 58 milhões votos, vencendo o candidato da coligação PSDB/PFL, Geraldo Alckmin, ex-governador de São Paulo, o maior estado da federação.
A eleição, em todo o Brasil, transcorreu num clima de tranqüilidade, com poucas denúncias de violações da Lei eleitoral.
A eleição do presidente Lula confirmou as pesquisas da última semana da campanha e de boca de urna, divulgada logo após o encerramento da eleição em todo o país, por volta das 19h00.
Escrito por Ernâni Motta às 21h07
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SERGIO CABRAL FILHO É O NOVO GOVERNADOR DE CARIOCAS E FLUMINENES
No Estado do Rio, o governador eleito é Sergio Cabral Filho, do PMDB, que venceu a candidata da coligação PPS/PFL, Denise Frossard, com uma vantagem de cerca de 36% dos votos válidos.
Escrito por Ernâni Motta às 21h05
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OLIGARQUIA SARNEY NÃO SE SUSTENTA NO MARANHÃO
A vitória de Jackson Lago do PDT, no Maranhão, é a mais simbólica das eleições deste ano, derrotando não só sua concorrente, Roseana Sarney do PFL, mas, principalmente, a oligarquia Sarney, mesmo após receber o apoio do presidente Lula, o que causou revolta dos petistas maranhenses, que reforçaram a campanha do candidato pedetista.
Escrito por Ernâni Motta às 21h03
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