FIM DE SEMANA
O ano entra em sua reta final. É o começo do fim! E já começamos a ver os primeiros sinais de 2007, por isso, um final de semana pra começar o mês, certamente, não é de tudo ruim...
Essa pausa nas atividades deve servir para se preparar a lista de presentes, escolher o cardápio para a ceia de Natal, bolar a brincadeira do amigo oculto, no escritório, entre os familiares e amigos, verificar onde vai passar o reveillon, enfim, é muita responsabilidade. Portanto, esses dois ou três dias de descanso não podiam ser mais apropriados.
Sinceramente, para mim, o final do ano ainda está longe. Não vou me preocupar com essas coisas, vou deixar o tempo rolar, até porque gosto de um improviso, ele dá mais emoção.
E você já está se preocupando com as festas de final de ano? Ou também gosta de deixar para a última hora?
Seja como for, espero que neste seu fim de semana, você esteja cercado dos amigos, distribuindo o melhor dos seus sorrisos e em paz com você mesmo.
Escrito por Ernâni Motta às 18h24
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APROPRIAÇÃO INDÉBITA
Comunicado aos leitores do blog Repiquete 
Acabei de tirar do ar o post com “a foto” do muro pintado. Recebi a notificação com a liminar concedida pelo TRE-AP ao processo 435/2006, movido pela coligação “União pelo Amapá” de Waldez Góes e José Sarney, contra esse importante veículo de comunicação que é o meu blog.
Se eu não tirasse “a foto” do ar, pagaria multa de dois mil reais por dia.
O texto acima é o último post do blog Repiquete no Meio do Mundo, da jornalista Alcilene Cavalcante, datado de 25/08/2006. E para quem ainda não conseguiu ligar uma coisa à outra vamos às explicações:
Quando a campanha política, deste ano, no Amapá, começava a ganhar força, um cidadão macapaense pintou, mandou pintar ou teve o muro de sua casa pintado por alguém com uma charge, na qual se podia ler ou, pelo menos, entender a frase: “Xô Sarney!”. E a jornalista resolveu publicar a fotografia do muro pintado, no blog Repiquete no Meio do Mundo, de sua autoria.

O fato provocou a ira de Sarney, senador, em campanha pela reeleição no Amapá. E seus advogados ou da coligação que o apoiava entraram com um pedido de ação contra a jornalista para que tirasse a foto do ar, no que foram atendidos pela Justiça Eleitoral amapaense, que em seu despacho, além de acatar a reclamação de Sarney, condenava Alcilene a pagar uma multa de R$ 2 mil, por dia, caso descumprisse a ordem. Era o ponto de partida para uma série de atentados contra a Democracia, acontecidos, no Amapá, durante a campanha. E, inusitadamente, o blog foi tirado do ar, pelo UOL, que o hospedava, sem qualquer explicação plausível à jornalista.
A igualmente jornalista Alcinéa Cavalcante, irmã de Alcilene, indignada com a ação da Justiça, resolveu publicar, também, a foto. E de igual modo, foi acionada junto ao TRE-AP, pelos representantes de Sarney. A partir daí desencadeou-se uma verdadeira guerra entre a jornalista e o senador maranhense pelo Amapá, que, através de um advogado funcionário do Senado Federal, procurou mostrar que quem manda no Amapá e suas instituições é ele, o senador. O desenrolar dessa demanda, entretanto, ganhou adesões, pelo mundo todo, após o mesmo UOL tirar do ar também o blog da Alcinéa, e ela ir buscar hospedagem em um portal no exterior.
O caso teve repercussão na grande mídia, que deslocou repórteres para a Capital do Amapá, a fim de cobrir a campanha e acompanhar in loco a ações do Senador. Também, na blogosfera o caso ganhou destaque, com blogueiros de incontestável reconhecimento no meio midiático, prestando solidariedade às irmãs Cavalcante.
O desfecho dessa “briga”, por certo, levará algum tempo para acontecer e, como as eleições já se passaram e o senador já foi reeleito, muito provavelmente, não interessaria mais como notícia.
Você deve estar perguntando por que, então, voltei ao assunto? Ontem, o jornalista Joaquim Ferreira dos Santos, em sua coluna semanal, no Segundo Caderno de O Globo, reivindica os direitos intelectuais, sobre a expressão “baixa gastronomia”, lançada por ele, conforme afirma na coluna, em 6 de julho de 2001, na revista “Programa” do Jornal do Brasil para se referir àquela cozinha tão ao gosto do Carioca, digamos, mais popular. O colunista reclama da “apropriação indébita” (desculpe o jargão bancário, ainda não consegui me livrar desse meu ranço) feita pela mídia especializada em assuntos gastronômicos.
Não era do meu interesse, portanto, voltar a comentar sobre a campanha “Xô Sarney!”. Mas, ao ler a coluna do Joaquim, entendi que essa questão de direitos intelectuais, no Brasil, realmente, é tratada com franco desrespeito.
Por exemplo, a “Veja”, em sua edição 1983, de 22/11/2006, publica uma entrevista com o marqueteiro, Antonio Melo, que é, no mínimo, surpreendente. Sinceramente, li a tal entrevista e, apesar da minha indignação, deixei pra lá. Entretanto, depois de ler a coluna do Joaquim, resolvi voltar ao assunto, convencido que fiquei de que apropriação indébita é, no mínimo, uma covardia.
O senhor Melo prestou serviços, como marqueteiro, na última eleição para o candidato eleito governador maranhense, Jacson Lago, e, segundo a revista, “recebeu a missão de derrotar a senadora Roseana Sarney na disputa pelo governo do Maranhão”. Veja abaixo a duas questões iniciais da entrevista:
“Veja” – Roseana começou a disputa com 66% das intenções de voto. Como essa vantagem foi revertida?
Melo – O primeiro passo foi prender José Sarney no Amapá. Achávamos que, se ele tivesse problemas para se reeleger senador por aquele estado, deixaria a campanha da filha no Maranhão em segundo plano.
“Veja” – Como vocês fizeram isso?
Melo – Espalhamos na Internet a frase “Xô Sarney”, que apareceu em uma pichação em Macapá (grifo meu). Sarney censurou os sites que a divulgaram. Com isso, deu ainda mais corda ao caso.
Então, o marqueteiro de Lago fez ou não uma apropriação indébita da expressão? É muita cara de pau, que me desculpem pelo destempero, mas, não consegui outra definição. Se o autor da charge continua anônimo, a responsabilidade por sua divulgação, entretanto, tem nomes certos: as jornalistas Alcilene e Alcinéa Cavalcante.
Assim, espero que a verdade seja restabelecida, ainda que entre as poucas pessoas que deste texto tomarem conhecimento.
Escrito por Ernâni Motta às 18h44
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