Ernâni Motta


MÚSICA PARA O FINAL DE SEMANA

A música para este final de semana é “Aquarela do Brasil”, de Ary Barroso que foi um multimídia, quando ainda não se falava sequer em mídia. O que se tem a destacar, entretanto, é quem interpreta esse clássico da música brasileira, Ray Conniff. Há quem diga que Conniff descobriu o filão ao usar vozes masculinas para imitarem os instrumentos, com timbre mais graves e as femininas, para os com mais agudos, eliminando a necessidade do coral cantar as letras originais das respectivas músicas. Gerações dançaram, namoraram e casaram ao som de Ray Conniff. Senhoras e senhores, de Ary Barroso, Ray Conniff, com orquestra e coro, “Aquarela do Brasil”.

Aquarela do Brasil

Ray Conniff

Composição: Ary Barroso

Brasil, meu Brasil Brasileiro
Meu mulato inzoneiro
Vou cantar-te nos meus versos
Ô Brasil, samba que dá
Bamboleio, que faz gingar
Ô Brasil do meu amor
Terra de Nosso Senhor
Brasil, Brasil, prá mim, prá mim...
Ô abre a cortina do passado
Tira a mãe preta do serrado
Bota o rei congo no congado
Deixa cantar de novo o trovador
A merencória a luz da lua
Toda canção do meu amor...
Quero ver essa Dona caminhando
Pelos salões arrastando
O seu vestido rendado
Brasil!... Brasil! Prá mim ... Prá mim!
Brasil, terra boa e gostosa
Da moreninha sestrosa
De olhar indiferente
Ô Brasil, verde que dá
Para o mundo admirá
Ô Brasil, do meu amor
Terra de Nosso Senhor
Brasil,...Brasil! prá mim!... prá mim
Esse coqueiro que dá coco
Oi onde eu amarro a minha rede
Nas noites claras de luar, Brasil... Brasil,
Ô oi estas fontes murmurantes
Oi onde eu mato a minha sede
E onde a lua vem brincar
Ôi, esse Brasil lindo e trigueiro
É o meu Brasil Brasileiro
Terra de samba e pandeiro,
Brasil!... Brasil!

A letra está aqui para quem quiser cantar, agora se preferir o lá, lá, lá do Ray Conniff, o link está ao lado



Escrito por Ernâni Motta às 18h34
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FIM DE SEMANA

Fim de semana. Ainda nem tive tempo de ver o que aconteceu no último e bate à porta outro. Como foi uma semana bem movimentada, particularmente, para mim, que não costumo sair daqui do meu cantinho e tive de ir ao Centro da cidade, quatro vezes.

Ir ao Centro, como disse, aqui, noutra oportunidade, é uma viagem que faço com prazer. É, uma viagem. Aos que não têm noção de onde fica Campo Grande, o bairro onde moro, digo que fica a uma distância de aproximadamente 50 quilômetros do Centro e atravessar a Avenida Brasil chega a ser quase um martírio. Mas, é sempre bom ir . Encontro algunsvelhoscolegas de trabalho, revejo o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), além de outras “belezuras” que o Rio tem.

Mas, a semana foi movimentada também do ponto de vista político. O presidente nomeou e empossou alguns novos ministros e, finalmente, reconheceu: “estamos nos piores do mundo”, em relação à Educação e que precisamos de uma “grande reforma”. Acho que é para se dar vivas! E tomara que ele não fique no discurso e partida, realmente, para um grande movimento em benefício de um verdadeiro aprendizado, por nossos jovens e crianças.

E você teve também uma semana de muitas atividades? Com esse calor que anda fazendo é para cozinhar os miolos, não é não?

Bom, então, que o seu fim de semana seja reconfortante e de muita paz!



Escrito por Ernâni Motta às 18h30
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IMITANDO CHAVEZ, SERÁ?

O governo voltou a falar, esta semana, que quer implantar a TV do Executivo, que serviria para divulgar sua ações e por fim à Hora do Brasil, programa que ocupa o horário das 19 horas às 20 horas, de segunda-feira à sexta-feira, das emissoras de rádio.

Acho que está mais do que na hora de se encerrar a Hora do Brasil, porém, uma emissora de TV do governo me cria um monte de desconfianças. Será que Lula está querendo imitar o seu colega Hugo Chavez? Há, de fato, necessidade de se divulgar as ações de governo? E é preciso para isso uma emissora de TV?

Lula tem dado poucas demonstrações de que aceita as críticas com galhardia. Quem não lembra a maneira como ele se dirigiu aos jornalistas, fazendo referência ao natimorto Conselho Nacional de Jornalismo? Isto para se ficar num exemplo. Imagine o povo “chiando” contra um de seus discursos... Não sei, não.



Escrito por Ernâni Motta às 18h30
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O MARANHÃO DO S

O Senado Federal aprovou, na quarta-feira, o plebiscito para se decidir pela divisão do Maranhão, em dois estados, o Maranhão e o Maranhão do Sul. Projeto apresentado pelo senador Edison Lobão, amigo do peito de Sarney, o maior interessado na divisão do Estado, depois da fragorosa derrota sofrida pela filha dele, Roseana Sarney, nas eleições para governador.

O Maranhão do S (de Sarney), como está sendo chamado pela imprensa do sudeste, teria sua capital na cidade de Imperatriz, é uma região de altos índices de pobreza e, segundo os jornais, reduto da família do ex-presidente. Daí, o interesse dele na divisão.

Os Sarney “governaram” o Maranhão por 40 anos e não fizeram nenhuma mudança para melhor na região, será que irão fazer a partir de agora?

Sei, não. Tenho as minhas dúvidas.



Escrito por Ernâni Motta às 18h29
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DESEMPOSSADO ANTES DA POSSE

Esse nosso presidente, mesmo! Passou cinco meses para anunciar a reforma do ministério, e quando resolve fazer, faz aos picados e um dos indicados é investigado no Supremo Tribunal Federal (STF), por falsidade ideológica.

Os sítios de noticias, na Internet, hoje, informam que Lula deverá trocar de indicado para o Ministério da Agricultura, defenestrando Odílio Balbinotti (PMDB-PR), o deputado federal indicado, antes mesmo de empossá-lo.

Dizer mais o quê?



Escrito por Ernâni Motta às 18h28
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A VERSÃO COLLORIDA DO IMPEACHMENT

Nesta quinta-feira, o ex-presidente Fernando Collor ocupou por mais de três horas a tribuna do Senado para contar a sua versão sobre o seu impeachment. Foi um longo e circunstanciado discurso, em que o agora senador pelo PTB alagoano não poupou emoção, que terminou por lhe levar às lágrimas.

- Confrangido algumas vezes, contrafeito outras, mas calado sempre, assisti, ouvi, suportei acusações e incriminações dos que, movidos pelo rancor, aceitaram o papel que lhes foi destinado, na grande farsa que lhe coube, protagonizar – iniciou Collor para um plenário atento e calado.

Collor foi aparteado diversas vezes, por seus colegas senadores. Alguns para lhe prestarem solidariedade (ainda que tardia), outros para fazerem um mea-culpa, como, por exemplo, o senador Garibaldi Alves (PMDB-RN).

Aloísio Mercadante (PT-SP), um dos mais ferrenhos adversários do ex-presidente, junto à CPMI que terminou por decidir pelo impeachment, não contestou o senador alagoano e ainda reconheceu que houve excessos, em seu julgamento.

Confesso que se não tivesse vivido aqueles anos, também teria ido às lágrimas, tal é o poder de convencimento de Collor. Aliás, uma de suas eternas marcas registradas.



Escrito por Ernâni Motta às 18h27
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MACAPÁ NA SAPUCAÍ 1

O jornal O Dia noticiou esta semana que a Beija Flor de Nilópolis-RJ confirmou que o seu enredo para o Carnaval de 2008 é mesmo: “Macapaba: equinócio solar, viagens fantásticas ao meio do mundo”.

Diz o diário carioca que para o governador Waldez Góes (PDT-AP), a meta da parceria é divulgar a imagem da cidade que completa 250 anos, no dia 4 de fevereiro, coincidentemente, uma segunda-feira de carnaval. "Estamos firmando um acordo com a Beija-Flor que irá além do desfile. Vamos propor um intercâmbio para que possamos aprimorar o nosso carnaval e promover oficinas de capacitação profissional", teria declarado Góes.



Escrito por Ernâni Motta às 18h26
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MACAPÁ NA SAPUCAÍ 2

O custo, para que a Beija Flor leve para a avenida a história e as belezas de Macapá, deve chegar à casa dos R$ 7 milhões. Num primeiro momento, entretanto, será necessário se arrecadar R$ 3,5 milhões, o que será feito junto a estatais como a Eletronorte, Petrobrás, além da ajuda do Ministério da Cultura e empresas particulares, como a MMX, de Eike Batista, que teria se comprometido oficialmente. A MMX, porém, é bom lembrar, está sendo acusada pelo Ministério Público, no Amapá, de crime ambiental.

O Dia diz que a Escola contará com uma poderosa ajuda, a do ex-presidente e senador pelo Amapá, José Sarney, que se mostrou entusiasmado com a idéia. Enquanto que o prefeito de Macapá, João Henrique (PT) teria declarado: "Não vamos colocar um centavo de dinheiro público, mas sim trabalhar na articulação dos patrocínios".



Escrito por Ernâni Motta às 18h26
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EXPLICANDO O ENREDO

A matéria informa ainda que o enredo contará as nove viagens fantásticas, criadas pelo carnavalesco Alexandre Louzada.

"Vamos começar com a parte histórica, lembrando a passagem do navegador Américo Vespúcio pelo Rio Amazonas e os vestígios da passagem do povo fenício no local muito antes de Colombo descobrir as Américas e Cabral descobrir o Brasil", anima-se Louzada.

Para falar do equinócio - fenômeno que acontece duas vezes por ano em março e setembro onde o sol fica parado durante 45 minutos sob a Terra e a 90º da linha do Equador - Louzada diz que vai levar para carnaval toda a mística que envolve o fato. O título misterioso se completa quando ele explica a origem da palavra "Macapaba".

"Vem de bacaba, uma palmeira nativa que deu origem ao nome de Macapá, que seria uma floresta dessas palmeiras", revelou. "Como a linha imaginária do Equador passa pela cidade, muitos a consideram o meio do mundo. Vamos fazer uma viagem de 360º pelos lugares onde a linha passa", completou.



Escrito por Ernâni Motta às 18h24
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DA COLUNA DO ANCELMO GOIS HOJE EM O GLOBO

É Caetano?

 

Quarta, ao chegar a Salvador para uma série de shows, Chico Buarque foi comer o famoso acarajé de Cira, considerado um dos melhores da cidade. A vendedora olhou, olhou e mandou:

- O senhor é Caetano, né?

No que Chico respondeu:

- Não. Sou Gil.

- Deixe disso. É Caetano!



Escrito por Ernâni Motta às 18h21
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DIREITOS HUMANOS

Flavio Bolsonaro (PP), deputado estadual do Rio de Janeiro, é membro da Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa do Rio, você sabia?

Para quem não conhece o eminente legislador, uma pérola proferida por ele, divulgada hoje pelo jornal O Dia:

Para mim, direitos humanos não são para todos os humanos, porque algumas pessoas não podem nem ser chamadas de seres humanos”.

Filho do ultraconservador deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ), o deputado estadual Flavio Bolsonaro, agora, quer a legalização das milícias.

Para mim, chega.



Escrito por Ernâni Motta às 18h21
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