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MÚSICA PARA O FINAL DE SEMANA
Para mim, os anos 1980, foram de pouca criatividade na música brasileira. Foi a época do chamado besteirol, mas, mineiros e brasilienses salvaram a década. E a música para este final de semana é uma deliciosa lembrança de então, e espero que vocês gostem. Senhoras e senhores, Ronaldo Bastos e Celso Fonseca, com os próprios, “O Tempo Não Passou”.
O Tempo Não Passou
Ronaldo Bastos & Celso Fonseca
Composição: Celso Fonseca e Ronaldo Bastos
Vou te escrever pra falar de new york Não vim aqui esperar pelo fim do mundo Estou feliz no postal de new york E tudo mais e a saudade cortando o fundo Quando acordo lá pra as três da madrugada Sinto um anjo vir rondar meu cobertor Colo a boca sobre a pele da vidraça Sinto as mutações do tempo a meu favor Não sou ninguém sem voçê em liverpool Ou numa ilha dos mares do sul Olho o relógio e as horas não passam por mim Num cartão postal o tempo estacionou Parou seu carro no drive-in Pra nós o tempo não passou!
Para cantar com os dois, o link está ao lado
Escrito por Ernâni Motta às 18h45
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FIM DE SEMANA
Neste fim de semana, havia pensado em publicar poemas, particularmente, de alguns dos meus amigos, como a Alcinéa Cavalcante, a Cármen Neves, o Dalberto Gomes e outros mais... É que tenho a sensação de que poesia tem tudo a ver com esse tempo frio, que estamos vivendo. Mas, não deu.
Os políticos têm sempre de me tirar do meu estado de contemplação para o de indignação. Mas, vou me esforçar para não pensar em política, neste final de semana, não vou ler mais a “Veja” e nos jornais, somente, os cadernos de entretenimento.
Aliás, como você viu, pela música do final de semana, estou um tanto romântico e, por isso, vou esquecer política e tudo que me afaste dos meus sonhos.
E você é romântico também? De vez em quando põe para tocar aquela música que lhe faz viajar? Dá uma olhada naquela foto 3 x 4, guardada na carteira e lê o velho poema que lhe foi dado pelo namorado ou pela namorada, nos velhos tempos de ginásio?
O que você não é romântico? Tudo bem, com romantismo ou sem, estou torcendo para que o seu fim de semana seja todo especial. Ah! E não deixe de aproveitar o friozinho, bem ao seu jeito.
Escrito por Ernâni Motta às 18h44
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OS COLARINHOS BRANCOS E OS DIREITOS HUMANOS
No Brasil, é de conhecimento público a truculência com que a Polícia trata o cidadão. São todos colocados no meu balaio de gatos: suspeitos, denunciados, condenados, bandidos e homens e mulheres de bem. Mas, ninguém se move para mudar a forma desumana, com a qual a polícia habitou-se ao longo dos anos a tratar as pessoas.
Os altos índices alcançados pela violência colaboram ainda mais para que a própria sociedade apóie as ações policiais. O que, certamente, só tende a piorar a situação.
Esta semana, porém, diante da forma como a Polícia Federal, ao deflagrar a Operação Navalha, tratou alguns dos suspeitos, gente dos Três Poderes ocupou tribunas, mesas de gabinetes, rádios, jornais e TVs para reclamar.
É bom lembrar, então, que os tais Direitos Humanos não são somente para “colarinhos branco”, o povão também merece.
Escrito por Ernâni Motta às 18h43
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O SENADOR E O LOBISTA
A “Veja” que circulou ontem detonou o presidente do Senado Federal, Renan Calheiros (PMDB-AL).
As denúncias são gravíssimas, com lobista pagando conta de escola da filha do senador e a pensão devida à ex-mulher dele. E, o pior, as negativas de Renan foram consideradas pouco consistentes, por quem entende do assunto.
Escrito por Ernâni Motta às 18h43
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PARA A MINHA AMIGA ONEIZE
Na sexta-feira, fiz um post, com o título DIREITO DE GREVE, em que concordava com a declaração do presidente Lula, quando disse que o funcionalismo público fazer greve por 90 dias e ao final receber integralmente os salários não é greve, são férias. Isto provocou a discordância, com uma certa dose de indignação, da minha amiga Oneize Amoras.
Oneize, também, tenho um carinho e respeito muito grandes por você, mas, continuo achando correta a frase em si. A nossa divergência, entretanto, se encera aí. E, por isso, escrevo-lhe minha resposta, com outro post.
Você leu, estou certo, por completo o que escrevi e viu que critico o governo pelo descaso com que trata as reivindicações dos trabalhadores, quando escrevi que ele, o governo, sempre fez ouvido de mercador ou olhar de paisagem diante da paralisação do funcionalismo, na tentativa de vencê-lo pelo cansaço.
Também, escrevi que discordo da regulamentação do direito de greve dos funcionários públicos da forma como foi anunciada, por ser, no meu entender, um engessamento desse direito garantido pela Carta Magna do País.
Quanto a grande mídia escamotear a verdade, sei perfeitamente como isso funciona, porquanto via, quando funcionário do BB, os noticiários da TV e os grandes jornais publicarem informações, completamente, dissociada do que ouvia das pessoas nas ruas e portas das agências. Reconheço que não fiz referência, no post de sexta-feira, sobre esse fato, daí que ficam as minhas desculpas aqui, agora.
Escrito por Ernâni Motta às 20h08
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AINDA PARA A ONEIZE
Outro fato que quero destacar é a reposição das aulas, que você menciona. Acho que a reposição das aulas deveria ser negociada e não uma condição sine qua aos professores, independente do resultado das negociações, como entendi, diante do que você escreveu e mais, sendo assim, nada mais justo do que os salários serem integralmente pagos. Mas, o funcionalismo público tem outras atividades, que nem sempre repõem as horas paradas.
Especificamente, com relação aos professores, penso que o governo age com perversidade ao deixar um movimento grevista se prolongar por mais de 15, 20 dias.
Há uma série de variáveis, na relação professor/aluno, sendo a mais preocupante as evasões escolares, que uma greve mais prolongada só contribui para potencializá-las. A sensação que tenho, portanto, é de uma irresponsabilidade enorme do governo, que faz ainda propaganda enganosa, quando afirma estar tomando medidas para diminuir o percentual das evasões.
Portanto, Oneize, espero que tenha esclarecido o meu posicionamento, em relação ao direito de greve, que, ao meu ver, é de todos os trabalhadores.
Escrito por Ernâni Motta às 20h07
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OPERAÇÃO NAVALHA
A Polícia Federal tem sido original ao denominar suas operações, mas, essa chamada Navalha é particularmente sui generis, quando lembramos qua até há pouco tempo a polícia não batia na porta das grandes figuras da República.
Por sob suspeição um ministro de Estado, de qualquer forma, é uma atitude que há de ser séria e bastante responsável, a fim de que se evite a contaminação de todo o governo com suspeitas infundadas e, o pior, vê-se o trabalho de meses vazar pelo ralo do descrédito.
Ter dinheiro ou ser autoridade, neste País, significava impunidade e imputabilidade, acobertados que estavam pelo manto do poder. Por exemplo, juízes e desembargadores, que se consideravam uma classe social acima das demais almas, vestais em redomas intangíveis pelas Leis que regulam a vida dos outros mortais, viram alguns de seus pares amargarem algumas noites no lugar para onde iam aqueles por eles condenados. Entretanto, para mim, isto não quer dizer que a Justiça perdeu suas vestes de moral e ética, tanto que espero que o trabalho da Polícia Federal seja completado com julgamentos isentos e justos.
Escrito por Ernâni Motta às 20h06
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REFRESCANDO A MEMÓRIA
Quando a campanha eleitoral, ano passado, ganhava corpo, o presidente Lula esteve em Macapá e reuniu-se a portas fechadas com o candidato do Partido Socialista Brasileiro –PSB – a governador do Amapá, João Capiberibe, sem que fossem divulgadas as tratativas do encontro.
Algumas pessoas partiram do pressuposto de que Lula teria demonstrado, com isso, alguma simpatia à candidatura de Capiberibe, o que se veria mais tarde não ser verdade.
Na reta final da campanha, quando a candidata dos socialistas, Cristina Almeida, começou a ameaçar a hegemonia de Sarney, este sim grande amigo de Lula, conforme ele gosta de repetir, o que fez o presidente pai dos pobres? Enviou para Macapá o seu Ministro das Minas e Energia, Silas Rondeau, com plenos poderes para prometer um novo eldorado aos amapaenses.
Porém, como o PSB pertencia à base de apoio à candidatura de Lula a reeleição, não podia o presidente deixar um correligionário à míngua, então, enviou a Macapá outro representante, o governador do Acre, Jorge Vianna, que convenhamos nada podia prometer. O resultado deu no que deu.
Hoje, vê-se quem é o plenipotenciário enviado de Lula, aliás, colocado no Ministério por indicação de velho amigo do presidente, José Sarney.
Preciso dizer mais alguma coisa?
Escrito por Ernâni Motta às 20h03
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MINISTRO PEDE DEMISSÃO
Rondeau rodou! O ministro indicado de Sarney, amigo de longas datas de Lula, o presidente pai dos pobres, terminou de pedir o boné.
O Brasil ainda tem jeito, sim.
Escrito por Ernâni Motta às 20h02
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