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DO EX-BLOG DO CESAR MAIA, ONTEM
E O NORDESTE, MINISTRO...?
Tudo bem que o ministro Temporão tenha lá suas idéias sobre drogas e vida, mas hoje o assunto mesmo é a crise terminal do sistema de saúde no Nordeste, com uma quase paralisia em Pernambuco, Paraíba e Alagoas. Não custa nada sair um pouco do prazeroso eixo Sudeste-Brasília-Sudeste e pegar seu jatinho e ir lá onde os problemas são muito mais graves que estas polêmicas para (usando a expressão do governador que lhe indicou) encanto de uma pequena burguesia. Vamos ao efetivo campo de batalha da saúde, hoje, ministro! As pessoas estão morrendo por falta de atendimento e a gestão é sua. Daqui a pouco vão começar a falar de Pilatos.
Escrito por Ernâni Motta às 18h20
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QUEM FALA...
Como dizia minha santa mãezinha: “é o roto falando do maltrapilho”. O alcaide carioca é rápido no gatilho, quando o fogo consome a seara alheia. Mas, tal qual o presidente, ele também não deve saber que o sistema de saúde municipal está pela hora da morte, desculpem o infame trocadilho.
Acho que o ministro tem consumido muito o seu tempo, com a propaganda de cerveja na TV e tem ficado sem tempo para verificar o que está acontecendo no Nordeste. Se bem que ele declarou que o problema é dos governos estaduais e municipais nordestinos.
E o SUS, ministro, serve para quê? E a CPMF não era para resolver o mal da saúde, outro trocadilho a me atazanar, desculpem, mas não consigo fugir deles.
Mas, “seu” César Maia, assim como no Nordeste, tem gente morrendo nas filas dos hospitais do Rio de Janeiro, e não são somente nos administrados pelos governos estadual e federal, não. São hospitais municipais, viu?
Escrito por Ernâni Motta às 18h19
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LULA E AS AGÊNCIAS REGULADORAS
Transcrevo abaixo o artigo da jornalista Eliane Cantanhêde, publicado no Folha Online, no dia 15 passado, por entender que ela foi objetiva e lúcida em seu ponto de vista.
A politização das agências
O governo acaba de indicar o ex-ministro dos Esportes Agnelo Queiroz (PC do B) para a Anvisa, num momento em que a Anac está no olho do furacão e já se discutem seriamente o papel e até a necessidade das próprias agências. É assim que Lula destrói a credibilidade das agências reguladoras.
Entre toneladas de críticas à Anac (de aviação civil), a principal está na origem: a politização e a partidarização de um órgão que deveria ser essencialmente técnico e ocupado por técnicos. O presidente da Anac é amigo do ministro fulano, a diretora mais poderosa foi indicada pelo ex-ministro sicrano e vai por aí afora. Entender de aviação civil, que é bom, necas. Há quem se pergunte se Milton Zuanazzi, o presidente, sabe distinguir um Boeing de um Airbus.
E é exatamente isso, sem tirar nem por, que Lula está fazendo ao arranjar uma "boquinha" para Agnelo na Anvisa (de vigilância sanitária), só porque ele era ministro, saiu para concorrer às eleições, perdeu e está sem mandato, precisando da mão amiga do presidente para guiá-lo para um cargo público.
Sem nenhum demérito à pessoa ou ao político Agnelo, o fato é que ele, ou bem entende de esportes, já que foi ministro da Pasta, ou bem entende de vigilância sanitária, já que virou diretor da Anvisa. Será possível? Improvável.
O governo alega que ele é médico cirurgião. Ah. Bem. Então, enquanto cirurgião, ele era expert em esportes. E agora, enquanto cirurgião e expert em esportes, ele vai controlar, fiscalizar e eventualmente punir na área de vigilância sanitária. O que um cirurgião --que, aliás, não exerce a medicina há tempos-- pode entender dessa área tão técnica e tão fundamental no Brasil?
Em entrevista à Folha de S. Paulo publicada há dez dias, o ex-presidente da Infraero, brigadeiro J. Carlos Pereira, criticou a Anac e fez uma comparação: "Um diretor da Anvisa não precisa ser expert em dengue e tuberculose, mas precisa pelo menos saber a diferença entre as duas". Tenho cá minhas dúvidas se Agnelo sabe...
O fato é que Lula continua sem saber de nada, sem ver nada, sem ouvir nada. Só isso pode justificar a nomeação de Agnelo em meio a tantas acusações de politização das agências, especialmente da Anac. Ou, então, é aquela velha história: Lula se sente acima das críticas, acha que pode fazer o que quiser e os perplexos que se danem. O resultado, no caso das áreas técnicas, pode ser dramático. Que o digam as vítimas do apagão aéreo e dos aviões sem fiscalização e sem controle que as nossas companhias aéreas põem todos os dias no ar. Eles são o melhor exemplo da falta que uma boa agência faz. Uma agência séria, não um cabide de empregos para amigos e correligionários.
Escrito por Ernâni Motta às 18h18
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BLOGAGEM COLETIVA
Na sexta-feira passada, aconteceu uma blogagem coletiva, com o título: “Exijo Ordem e Progresso”, por sugestão da blogueira Veridiana Serpa, titular do blog “30&Alguns”.
O evento reverteu-se do mais absoluto sucesso, com 73 blogs participando da coletiva. Com o tema sendo abordado sob os pontos de vista da Educação, Ética, Voto Consciente, além de outros não menos importantes.
Os parabéns do blog a Veridiana, pela valorosa iniciativa.
Escrito por Ernâni Motta às 18h16
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BB AMEAÇADO DE PERDER A LIDERANÇA
O Globo de hoje, em seu caderno de Economia, traz uma matéria sob o título “BB prepara contra-ataque”, em que diz:
“O Banco do Brasil (BB) vive um momento crucial para se manter como a maior instituição financeira do país, posição que ocupa desde sua criação, em 1808. Analistas do mercado e a equipe econômica do governo entendem que a possibilidade de o banco perder a liderança está se tornando cada vez mais real. Bradesco e Itaú, dois gigantes que somam quase R$ 550 bilhões em ativos, apresentam taxas de crescimento maiores e estão bem perto de atropelar o BB. A razão é simples: enquanto os bancos privados crescem com a aquisição de concorrentes, a instituição, por ser pública, está impedida de ir às compras. Por isso, nos últimos meses, a direção do banco estuda estratégias para evitar que, em no máximo dois anos, o BB perca a liderança”.
Por 26 anos, ouvi lideranças sindicais dentro do Banco vangloriam-se de que, por todo o período da ditadura militar, nenhum coronel colocou os botins lá dentro. O BB foi naqueles anos comandado por seus funcionários, porque eram competentes para a missão de fazê-lo a maior instituição financeira do país, sem perder de vista a sua função social. E mesmo os cargos, para os quais podiam ser nomeados não funcionários, foram ocupados por civis, que ao chegar ao Banco incorporavam o compromisso que ele tinha com a Nação.
Entretanto, com a chamada redemocratização do país, via direito de se eleger o Presidente da República, através do voto popular, as administrações que assumiram o BB são as mais distanciadas o possível dos compromissos que se tinha com o acionista maior, que é o povo brasileiro.
Assim, foi o governo Sarney que, com os seus famigerados pacotes para estabilização da economia, teve um ministro da Fazenda que colocou a culpa do fracasso do Plano Cruzado, nos funcionários do Banco, que reivindicaram aumento de salário, com base na inflação passada, numa histórica greve, que o paralisou por longos dias, pelo Brasil afora. Mas, o uso político do Banco era cada vez mais visível.
Depois, veio Collor que colocou na presidência desde um senhor, cuja maior lembrança eram os palavrões proferidos nas reuniões por ele comandadas, até um que distribuiu ambulâncias, adquiridas com dinheiro do Banco, numa tentativa frustrada de salvar a pele do seu chefe maior, quando este enfrentou o processo do impeachment.
Com Collor defenestrado da presidência da República e a posse de Itamar, o Banco viveu um período de relativa tranqüilidade. O que não significa que tenha diminuído o seu uso político.
Vieram, então, os dois governos FHC. E com eles os planos de demissão voluntária que fez o Banco perder funcionários altamente qualificados, e os reescalonamentos de dividas dos ruralistas, como moeda de troca, com os parlamentares da chamada base de apoio, para as reformas neoliberais, impostas ao país, por órgãos financeiros multinacionais, além de outros infortúnios.
Por fim, chegamos ao governo Lula. E o Banco se vê ameaçado de perder a liderança que, como diz o texto de O Globo, mantém desde a sua fundação.
Nesses tempos, o gigantismo do Banco foi combatido pelas mais diversas “representações da elite”, como costumavam dizer as velhas lideranças sindicais. Quem não lembra dos artigos da colunista de “O Globo” Miriam Leitão, que ficou conhecida como a “musa das privatizações”, desancando o Banco?
E o governo do Partido dos Trabalhadores o que faz? Loteia o Banco entre os seus apaniguados, como o ex-senador goiano, Maguito Vilela (PMDB), que assumiu a Vice-presidência de Governo, responsável pela gestão privada de fundos de pensão e pelo relacionamento comercial com o setor público.
Se o Banco perder a liderança, perde também a sua capacidade de influenciar a política tarifária executada pela concorrência. E se hoje as tarifas alcançam, segundo a mídia especializada, o montante de 20% das suas receitas, livres para agir, os mamutes do sistema bancário brasileiro elevaram suas tarifas a patamares inimagináveis até hoje, num verdadeiro vilipêndio ao correntista, que é obrigado a usar os serviços bancários para qualquer e as mais simplórias atividades.
Portanto, perde o Banco do Brasil e perde o povo brasileiro.
Escrito por Ernâni Motta às 18h15
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CADEIA, NELES!
A desembargadora paulista Cecília Marcondes revelou, em entrevista a “Folha de S. Paulo”, que foi enganada pela diretora da Anac, Denise Abreu, o que levou a presidente do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, desembargadora Marli Ferreira, em apoio a sua colega, acusar a Agência Nacional de Aviação Civil de haver fraudado o Judiciário.
- O Tribunal foi fraudado na sua obrigação constitucional de dizer o direito na sua forma reta, justa, moral, eqüitativa para o cidadão. E o resultado são 200 mortes. E o nosso choro como cidadãos, e não mais como juízes, se faz ecoar em todo o país, por falta de responsabilidade administrativa desses administradores que desservem a nação, disse a magistrada.
Se assim foi, eu não sei porquê até agora a desembargadora não expediu uma ordem de prisão contra a senhora Denise de Abreu. É por isso que se diz, cadeia, neste país, foi feita para negro, pobre e nordestino.
Escrito por Ernâni Motta às 18h14
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