PORQUE ESTIVE AUSENTE ESTA SEMANA
Os anos 90, do século passado, foram marcantes pela questão da privatização, assunto que até hoje provoca discussão. Eu não sou contra, mas não deixo de ter minhas reservas, pois, entendo que as agências reguladoras deveriam ser isentas e, verdadeiramente, autônomas em suas ações. Coisa que o governo do PT se nega a aceitar, e o maior exemplo é a ANAC, a Agência Nacional de Aviação Civil.
Mas, vamos discutir isso depois, porque agora quero deixar bem clara a minha indignação com a Oi Velox, a operadora da banda larga da Internet, que presta serviços no Rio de Janeiro, serviços de quem, por força das circunstâncias, sou obrigado a utilizar.
No sábado passado, comecei a ter dificuldades de acesso, entretanto, como, de outras vezes, os problemas se resolveram sem que eu precisasse recorrer ao suporte técnico da operadora, fiquei aguardando que se repetisse a ocorrência, o que não se sucedeu.
Na segunda-feira, sem sinal algum, comecei a minha luta para solucionar o problema, que me deixava isolado do mundo. Foram intermináveis telefonemas para a Oi Velox, que me atendia através de uma voz mecânica, transferia minhas ligações para atendentes incompetentes, que me faziam aguardar por minutos e tinham sempre uma solução inócua para a minha dificuldade.
Devo dizer que, apesar de me ver no limite da minha paciência, em instante algum fui mal educado ou agi grosseiramente com os atendentes da Oi Velox, o que não seria nenhuma afronta, diante da incompetência com que era tratado, fruto, naturalmente, da certeza que tinha ou tem a empresa de que eu não teria a quem recorrer. E assim, só me restava esperar pela boa vontade de em alguma hora ser atendido.
É impressionante o descaso com que somos tratados, pela Oi Velox, nessas horas. Perceptivelmente desinformados e desinteressados em apresentar uma solução adequada ao meu problema, os atendentes me passavam informações estapafúrdias que estavam longe de solucionar a inoperância dos serviços.
Não temos a quem reclamar, não temos a quem pedir ajuda, não temos ninguém que possa se mostrar capaz de coibir a repetição do desserviço da Oi Velox, não temos absolutamente ninguém que seja capaz de punir a incompetência e desrespeito com que o usuário é tratado.
Pelo que pude perceber, nessa semana de descaso com que fui tratado pela Oi Velox, é que não temos ninguém a que possamos recorrer e, por isso, somos obrigados a nos submeter à falta de seriedade, competência e profissionalismo de uma empresa que recebeu e recebe todas as benesses de um governo preocupado em distribuir “bolsas” disso e daquilo, em seu populismo, que só faz gastar o colossal número de impostos a que somos sumariamente tributados.
É o fim!
Escrito por Ernâni Motta às 21h27
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FIM DE SEMANA
O fim de semana começa nos lembrando os nossos entes queridos que já partiram para o andar de cima. Mais do que noutros dias, lembrei dos meus pais e das minhas irmãs que, lá do Céu, estão torcendo para que eu me dê bem por aqui, enquanto não chega a hora de ir ao encontro deles. Se bem que não sei que terei um cantinho lá no Céu.
Mas, após os reverenciarmos, cuidemos das nossas vidinhas, bem vivas, aproveitando de tudo o que nos for reservado. Por exemplo, aproveitar o final de semana para arrumar as gavetas, terminar de ler aquele livro que está na cabeceira há tempos, reunir a família, encontrar os amigos, enfim, descontrairmos, fugindo do estresse que no dia a dia toma conta da gente.
Cada um de nós, certamente, tem uma prioridade para o fim de semana, então, ocupe-se da sua, sem fazer disso um sacrifício, mas, tendo em mente que, como disse o poeta, “navegar é preciso”.
Então, vá fundo e aproveite! Tim-tim!
Escrito por Ernâni Motta às 21h25
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MORRE O PADRE BOTTAN
Hoje, fui tomado pela desagradável informação de que o Padre Bottan nos deixou, ontem, 1/11, em Sorocaba, no interior paulista, onde vivia desde que resolveu deixar a vida de padre para ser pai de família.
A notícia me deixou profundamente chocado, o que me tirou qualquer inspiração para me dedicar a um pouco mais de prosa com vocês, mesmo depois de uma semana de ausência, culpa, como escrevi acima da Oi Velox.
O Padre Domenico Bottan era italiano e chegou ao Brasil, mais precisamente ao Amapá, nos anos 60. Lembro que, em sua busca pela compreensão do novo idioma e da necessidade de conhecer as pessoas que faziam parte do seu novo “rebanho”, saía de casa em casa, pelo bairro Jesus de Nazaré. Na minha, ele esteve, lembro, algumas vezes, o que fez com que se tornasse amigo de todos, merecendo o nosso respeito e a nossa admiração.
O tempo se encarregou de fazer com que fôssemos trabalhar juntos na Rádio Educadora e com ele aprendesse muitas coisas. Mas, eram o seu caráter e o seu temperamento comedido e simpático os maiores exemplos que podia passar aos seus comandados.
O mesmo tempo fez com que nos separássemos e cada um seguisse o seu destino, entretanto, a lembrança que guardo do Padre Bottan é muito grande. Estou certo de que por onde ele passou, as pessoas estão lamentando profundamente o seu passamento.
Que descanse em Paz e sob a Lua Perpétua o Padre Bottan.
Escrito por Ernâni Motta às 21h25
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