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GOVERNO ESCOLHE CONSELHEIROS DA TV PÚBLICA
Foram escolhidos, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os 15 membros que comporão o Conselho Curador da Empresa Brasil de Comunicações (EBC), que deverá fiscalizar o funcionamento da TV pública, que vai a ar a partir de domingo próximo.
Segundo o ministro da Comunicação Social, Franklin Martins, os principais critérios que nortearam a escolha foram a pluralidade e a diversidade regional. Os conselheiros terão mandato de quatro anos.
Caberá ao conselho escolher, entre seus pares, o seu presidente. E, até agora, o nome mais cotado é o do economista Luiz Gonzaga Belluzzo.
Aos 15 representantes da sociedade escolhidos pelo presidente, se juntarão o próprio Franklin Martins e os ministros da Educação, Fernando Haddad, da Ciência e Tecnologia, Sérgio Resende, e da Cultura, Gilberto Gil. Os funcionários indicarão um representante, o que fecha em 20 o número de integrantes do Conselho.
Entre os escolhidos, há somente um do meio televisivo, um jornalista e nenhum artista. Franklin Martins declarou: “o critério que baseou as escolhas não foi o de optar por especialistas em TV”.
O que explica, então, a ausência de representantes da classe artística e apenas um jornalista, que, na verdade, é um advogado, que exerceu a presidência da Empresa Brasileira de Notícias, durante o governo Sarney. Os indicados para o Conselho são os seguintes: Ângela Gutierrez, empresária e colecionadora de arte; Cláudio Lembo, ex-governador de São Paulo; Delfim Netto, ex-ministro da Fazenda, durante a ditadura militar; Ima Vieira, diretora do Museu Paraense Emilio Goeldi; Isaac Pinhanta, professor indígena, integrante da tribo Ashaninka, residente de uma aldeia às margens do Rio Amônia, no Acre; José Bonifácio de Oliveira Sobrinho (o Boni), empresário e consultor da Rede Globo; José Martins, engenheiro mecânico, vice-presidente do conselho de administração da Marcopolo, empresa que fabrica carrocerias de ônibus; José Paulo Cavalcanti Filho, advogado e jornalista, presidente a Empresa Brasileira de Notícias, durante o governo José Sarney; Lúcia Willadino Braga, diretora da Rede Sarah de Hospitais; Luiz Edson Fachin, professor de Direito da Universidade Federal do Paraná; Luiz Gonzaga Belluzzo, professor de Economia da Unicamp; Maria da Penha Maia, biofarmacêutica, paraplégica desde 1983, depois de ser espancada pelo então marido e cuja Lei que torna inafiançável os crimes de violência contra a mulher tomou o seu nome; MV Bill, rapper e militante do movimento negro; Rosa Magalhães, carnavalesca, e Wanderley Guilherme dos Santos, professor de teoria política da UFRJ.
Escrito por Ernâni Motta às 20h20
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ESCRITORES JORNALISTAS
O jornalista e escritor Carlos Heitor Cony publicou, na Folha de S. Paulo, edição do dia 20 de novembro último, a crônica abaixo, que transcrevo, por achar oportuna por dois motivos:
O primeiro para que fique claro o que é ser escritor e o que é ser jornalista, ainda que os meios de comunicação necessitem da contribuição dos escritores.
E o segundo, diante da escolha feita pelo presidente da República para o Conselho Curador da Empresa Brasileira de Comunicações que fiscalizará o funcionamento da TV pública, que inicia suas transmissões no próximo domingo.
Escritores jornalistas
RIO DE JANEIRO – A Associação Brasileira de Imprensa iniciou as comemorações do seu centenário, e o Audálio Dantas, vice-presidente da entidade, realizou com sucesso o 1º Salão do Jornalista Escritor, no Memorial da América Latina, aí em São Paulo. De certa forma, todos os escritores se consideram jornalistas – eventualmente escrevem em jornais ou revistas, são membros de associações da classe e dos sindicatos.
O critério para estabelecer quem é escritor é fácil: basta ter um livro publicado. Para definir o jornalista é mais complicado. Delfim Netto escreve em jornais há mais de 50 anos, mas não se considera um jornalista, embora seja um colunista e articulista dos mais conhecidos e freqüentes.
Entende-se como jornalista aquele que teve vivência nas Redações, dando horário, exercendo funções que resultam no jornal do dia seguinte (grifo meu). Há escritores-jornalistas que colaboram na imprensa mas são incapazes de fazer a legenda de uma foto, o título em duas colunas da própria reportagem que escreveram.
Lembro o caso de um embaixador de carreira, bom romancista, excelente poeta. Em momento de vacas magras, foi ser redator de uma revista aqui no Rio. Recebeu o layout com uma foto para fazer a legenda. Num tempo pré-computador, o diagramador indicou o tamanho: 1,42. O redator teria de fazer uma frase com uma linha de 70 batidas de máquina de escrever mais 42 batidas, num total de 112. O escritor passou a manhã medindo com uma régua a frase que achava apropriada para servir de legenda àquela foto. No fim do dia, devolveu o layout ao diretor da redação, dizendo ser impossível fazer uma frase de um metro e 12 centímetros para identificar a foto do ex-presidente Café Filho tomando um coco pelo canudinho.
Escrito por Ernâni Motta às 20h19
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DA REVISTA ELETRÔNICA "CONSULTOR JURÍDICO" EDIÇÃO DESTA DATA:
Errar é humano
Juíza se retrata por ter dito que juiz é ser superior
“Confesso que fui infeliz nos exórdios de algumas sentenças proferidas na Vara da Justiça do Trabalho de Santa Rita-PB, da qual sou titular.” A declaração é da juíza Adriana Sette da Rocha, que reconheceu ter emitido “conceitos errôneos, despropositados sobre a natureza da magistratura” e pediu desculpas publicamente em carta enviada à Associação dos Magistrados do Trabalho da 13ª (Amatra 13).
No dia 17 de novembro, a Consultor Jurídico publicou reportagem com uma das decisões da juíza, na qual ela escreveu: “A liberdade de decisão e a consciência interior situam o juiz dentro do mundo, em um lugar especial que o converte em um ser absoluto e incomparavelmente superior a qualquer outro ser material”.
Na sentença, ela negou o pedido de um trabalhador rural por entender que seus direitos trabalhistas já estavam prescritos. Ao explicar suas colocações, a juíza afirma que os homens, ao julgar, “não estão livres de limitações de saber e de entendimento” e nem “dos vícios de sentimentos inerentes à condição humana”. Daí teria nascido o seu erro.
Em nota a Amatra 13 diz que a juíza usou expressões inadequadas, mas que o seu comportamento não foi pautado por um sentimento de superioridade, diante da carta de retratação enviada à entidade. A associação defende que a isonomia entre cidadãos é um dos pilares para democracia e que “aos juizes cabe, tão-somente, exercer a atividade estatal de aplicação do Direito na solução dos litígios”.
A doutora Adriana, não obstante o seu instante “divino”, reconheceu que é humana. Mas, o que há de senhores juizes acreditando que são, sim, seres divinos, por esse Brasil, é uma grandeza.
Escrito por Ernâni Motta às 20h18
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O ANTES E O PÓS
O presidente Lula, o pai dos pobres, dividirá a história do Congresso Nacional em duas partes: a pré e a pós-CPMF.
Nada acontece, nada se decide, que não seja em função da aprovação da emenda que prorroga a cobrança do imposto do cheque, até 2011.
Agora, ele promete ir para o corpo-a-corpo, chamando todos os senadores, tanto os da base aliada, quanto os da oposição, para uma conversa, em palácio. Sabe Deus, as promessas que serão feitas, com o objetivo de conseguir a aprovação da tal emenda. E Renan, que não bobo, está de olho no jogo para decidir o lado que irá jogar. Afinal, o senador alagoano está com o mandato pendurado na brocha.
Escrito por Ernâni Motta às 20h17
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A ENTREVISTA DO PRESIDENTE
O jornal O Globo publicou, no domingo, uma entrevista com o presidente Lula. Aliás, um show de ufanismo! Mostrando números, que podem até ser verdadeiros, mas que soam prejudicados diante do quadro falimentar que se encontra a saúde, para ficar num único problema, Brasil afora.
Entretanto, há um dado que tenho de concordar com o presidente, o governo anterior, em seu afã de atender os organismos internacionais, leia-se banqueiros, demitiu tanta gente, que o serviço público ficou aos bagaços. A palavra que me deu vontade de escrever é impublicável. Não só demitiu, como aviltou os salários, criando um mundo de funcionários desinteressados e desmotivados.
É preciso, sim, contratar médicos, professores, técnicos e outros profissionais que façam a máquina governamental andar. Isto, porém, de forma alguma justifica a nomeação pantagruélica de gente para cargos comissionados. Sem esquecer que é preciso também a aquisição de equipamentos modernos que facilitem o atendimento e otimizem os serviços.
Escrito por Ernâni Motta às 20h16
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MODISMOS
Brasileiro gosta de modismos, não confundir com moda, e assim, vez em quando, dispõe-se a usar expressões sem o menor sentido, ou com empregabilidade completamente descontextualizada de sua origem.
A palavra do momento é “atitude”. Em todos os lugares, a qualquer hora, há sempre alguém a evocá-la para as mais diversas situações.
Faça um teste, com a próxima pessoa que pronunciar perto de você a palavra. Pergunte-lhe o que quer dizer “atitude”. E veja o resultado.
Um dicionário, nessas horas, faz um bem enorme, principalmente, para quem gosta de “modismos”.
Escrito por Ernâni Motta às 20h15
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