Ernâni Motta


MÚSICA PARA O FINAL DE SEMANA

Neste final de semana, vou contar para vocês um pouco do que foram os nossos dias em Macapá, a cidade que fica no meio do mundo. Por isso, a música para este final de semana é de um artista amapaense. Macapá tem gente cheia de talento que não acaba mais, por isso, escolher um corre-se o risco de se ser injusto. Mas, artista é sempre generoso, logo, sei que a minha escolha agradará a todos. Quer dizer, assim espero. A música para este final de semana fala de um pedaço de Macapá, que o progresso fez desaparecer, mas, está nas lembranças de quem a viveu em tempos idos. A música para este final de semana é de um dos mais admirados artistas amapaenses e estou seguro de que vocês o aplaudirão de pé. Senhoras e senhores, a música para este final de semana é “Igarapé das Mulheres”, com Osmar Júnior.

Igarapé Das Mulheres

Osmar Júnior & Zé Renato

Composição: Osmar Junior

O tempo leva tudo
O tempo leva a vida
Lá fora as margaridas fazem cor

Eu lembro a alegria,
Boiar naquelas águas
E ver as lavadeiras lavando a dor

E lavavam a minha esperança perdida,
De crescer lá no igarapé
E lavavam o medo que tinha da vida
E agora o meu medo o que é?

A minha nave, um tronco navegava
As estrelas, entre as palafitas
E as lavadeiras

Nas minhas aventuras, poraquê
Pirara, piranha peixe-boi, boto igara

E lavavam a minha paixão corrompida
As mulheres do igarapé
As Joanas, Marias, Creusas, Margaridas,
Lavarão o que ainda vier



Escrito por Ernâni Motta às 17h28
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FIM DE SEMANA

Sete anos se passaram, sem que eu voltasse a Macapá e a saudade era sem tamanho, por isso, as duas semanas que lá estivemos foram pouco. A promessa, portanto, não poderia ser outra, senão a de que um retorno se dê em menos tempo.

Admito, Macapá me surpreendeu. Como mudou com o passar desses anos! Cresceu em quase tudo, como toda cidade desse país. Mas, como toda cidade desse país, tem problemas. Alguns contornáveis, desde que haja boa vontade dos seus governantes. Mas, para não dizerem que só gosto de reclamar e ao considerar que o prefeito tem de cinco a seis meses no cargo, vou dar-lhe um voto de confiança, na esperança de quando lá voltar, eu encontre uma cidade mais bem cuidada.

Mas, não posso deixar de dizer que vi uma cidade de ruas esburacadas, com poças d’água, demonstrando um certo abandono, calçadas desniveladas, quando tem, pondo em risco a segurança de transeuntes, sobretudo, os mais idosos. Vi também que o trânsito está merecendo um pouco mais de ordem. Quem não é do local sente-se perdido, com a falta de sinalização, sobretudo, aérea. Assim, para se chegar a um determinado bairro só contando com a boa vontade do povo. Macapá, a despeito de ficar às margens do Rio Amazonas, tem problemas de abastecimento d’água e faltou luz, por algumas vezes, nas duas semanas que lá estivemos.

O voto de confiança que resolvi conceder ao prefeito, devo dizer que foi, também, porque vi homens trabalhando nas ruas, inclusive nas primeiras horas da noite. Vi a rua que liga o aeroporto à cidade sendo recapeada, o que, convenhamos, dá algum alento ao visitante.

O importante, entretanto, nisso tudo, foi rever os meus irmãos, meus sobrinhos, alguns eu nem conhecia, reencontrar velhos amigos e conhecer os novos que a internet colocou no meu caminho.

Rever o Rio Amazonas banhando a cidade é um deslumbre! É um cartão postal que nenhum artista consegue desenhar ou descrever. Só indo a Macapá para ver.

Você já conhece Macapá? Não? Então, vá lá, vá conhecer a cidade que fica na “Esquina do Rio mais belo com a linha do Equador”, como escreveu o meu prezado amigo, o sociólogo Fernando Canto.

No mais tim-tim!



Escrito por Ernâni Motta às 17h28
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CURTINDO A FAMÍLIA

Chegamos a Macapá, por volta de 0h30m do dia 31 de maio, embaixo de uma chuva que não nos deixou, até quase o dia do nosso retorno. E no aeroporto estavam minhas irmãs, meu irmão e um monte de sobrinhos.

Foi uma festa! E que festa!... A noite se esticou e fomos dormir quase com dia amanhecendo, pois, não podíamos perder um minuto para contar as novidades. E em meio a tanta festa, só agora percebi que não fiz nenhuma foto de todos reunidos, que falha! Mas, minhas irmãs, meu irmão e sobrinhos não vão reclamar por causa disso, tenho certeza.

Aliás, há sobrinho e sobrinhas, que eu nem conhecia. Quanto às sobrinhas, devo dizer que já são sobinhas-netas, pois, na verdade são filhas da minha sobrinha Glauce. E, tinha o Artur, filho do meu irmão Evaldy, que eu também não conhecia.

Eu sendo paparicado pelos sobrinhos-netos - foto: Marli Oliveira

Anne Camila e Ana Clara, minhas sobrinhas-netas

Arthur, filho do meu irmão Evaldy - fotos: Ernâni Motta

E tinha sobrinho-neto também. O João Victor, filho da outra sobrinha, a Gleicy, que era um recém-nascido quando estive em Macapá pela última vez e que agora, aos sete anos, anda aprontando todas.

João Victor - foto: Ernâni Motta



Escrito por Ernâni Motta às 17h19
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O NOME DO AEROPORTO DE MACAPÁ

Cheguei a Macapá com uma curiosidade tomando conta dos meus “grogomilhos”, como dizia Zeca Diabo, em “O Bem Amado”. Eu queria saber qual saber qual é mesmo o nome do aeroporto de Macapá, mas, ninguém soube me informar ao certo. Uns diziam que era... Outros que era...

Nenhuma placa, nenhum indicativo... Nada, enfim, que me dissesse com precisão qual é o nome do aeroporto. Mas, vi, meio escondido, um cartaz que dizia que o terminal de passageiros está em obras para melhor atender ao usuário, até que o novo seja concluído.

Há, é verdade, o esqueleto da nova estação de passageiros do aeroporto de Macapá e que está parada, desde o escândalo provocado pela Operação Navalha, da Polícia Federal, que pegou o proprietário da Gautama, a empreitera responsável pela construção. Não sei se porque era noite, mas, a sensação que tive foi a de que as obras continuam paradas. Desse jeito, com o velho terminal mais parecendo uma velha rodoviária de interior e o novo sem prazo para a conclusão, é uma vergonha dizer que aquilo é o aeroporto de Macapá.

Vou torcer para quando eu voltar a nova estação já esteja concluída e que os políticos tenham definido o nome do aeroporto.



Escrito por Ernâni Motta às 17h05
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VISITA AO SÍTIO DO OCIR

A primeira semana em Macapá foi de muita chuva, então, aproveitamos para curtir a molecada. E fomos conhecer o sítio do meu velho e querido amigo, Ocir Magalhães.

O Ocir cuida do sítio com um carinho que chega a comover. Apesar dele dizer que o “terreno”, como se costuma falar em Macapá, é só para lazer, vi que a trabalheira não é nada fácil. Lá ele tem galinhas, galinhas da Angola, o conhecido “tô fraco”, peixes e umas quatro ou cinco cabeças de gado, mas, que ele espera um dia se tornem centenas e centenas. Disposição, pelo que vi, não falta ao meu amigo e vou pedir a Deus que o ajude a conquistar o seu sonho.

Ocir, com o cacho de cocos do sítio dele

Ocir, orgulhoso, mostra o peixe pescado também no sítio

Ocir caprichando no almoço - fotos: Ernâni Motta

Fotos do ocir com peixes, boi,

O almoço foi o peixe pescado, no próprio sitio, enquanto o jantar foi uma deliciosa galinha d'Angola, também, preparado pelo Ocir. Como vocês podem perceber, o meu amigo joga nas duas pontas. E o capricho com que prepara os pratos faz a gente lamber os beiços.

Marli de costas, Ocir e Rosicler, sua mulher, o peixe assado ficou tudo de bom

Marli e Rosicler - fotos: Ernâni Motta

Depois do almoço, uma boa rede para relaxar - foto: Marli Oliveira

O sítio está bem arborizado e bem cuidado. São laranjeiras, cupuzeiros, pimenteiras, coqueiros e outras árvores que dão um colorido especial ao terreno.

Marli com um cupuaçu, colhido no sítio - foto: Ernâni Motta

Aí a esperança do Ocir tornar-se um mega pecuarista...

ainda o sítio do Ocir...

mais uma visão do terreno do meu amigo - fotos: Ernâni Motta

 

 



Escrito por Ernâni Motta às 16h56
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VISITA À TIA COEMA

Ainda na primeira semana, fomos visitar a tia Coema, que é uma daquelas tias que a gente adota e que nos adotou como sobrinhos e assim ficamos acertados.

E lá, me deliciei com um pato no tucupi, coisa de primeiríssima qualidade. Meu Deus!

Tia, muito obrigado e que Deus lhe abençoe.



Escrito por Ernâni Motta às 16h44
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ENCONTRO DOS BLOGUEIROS

No sábado, dia seis, realizamos o “encontro dos bloqueiros”, no bar “Norte das Águas”, na praia do Araxá, com início por volta das 19 horas e que se estendeu até quase às duas horas da manhã.

foto: Ernâni Motta

Pessoalmente, só conhecia a Alcinéa, minha amiga de longas datas. Os demais blogueiros eram conhecidos apenas no virtual, coisas da internet. Mas, em poucos minutos já éramos velhos conhecidos e o papo rolou solto.

Eu e Pepê Mattos - foto: Marli Oliveira

Kiara, Dulcivânia e Luciana - foto: Ernâni Motta

Alcinéa e Volnei, sentados, e Neyzinho Pantaleão, em pé - foto: Ernâni Motta

Quantos compareceram, eu não sei, mas, havia muita gente por lá. E se considerarmos que a chuva era uma ameaça e tanto, para mim foi uma surpresa ver tanta gente prestigiando o “encontro”. Mérito maior da Alcilene Cavalcante, que foi a responsável pela organização.

Aliás, preciso dizer que foi a partir de uma visita ao blog da Alcilene, o “Repiquete no Meio do Mundo”, que me senti incentivado a fazer o meu. A minha admiração pela Alcilene é por vê-la, a despeito das dificuldades, dedicar-se com carinho, sem medir sacrifícios para manter o “Repiquete” no ar. E a recompensa dessa sua dedicação é o número de visitas que ela recebe. Depois vá lá visitar o “Repiquete” (o link está ao lado) e confira a variedade de assuntos que ela aborda, e não esqueça de dar uma olhadinha no contador de visitas.

A conversa era muito séria...

Mas, terminou tudo bem! Kiara e Alcilene - fotos: Ernâni Motta

Macapá ainda não tem a famosa banda larga, por isso, acessar a internet, por lá, é dose para elefante gordo. Haja paciência! Como escrevi dias atrás, a minha admiração pelos blogueiros amapaenses só aumentou depois que vi a realidade deles. E eu que reclamo, quando o “velox” fica devagar, por alguns minutos, como iria manter o blog atualizado com aquela coisa lerda como uma lesma? Seguramente, iria reclamar mais ainda, porém, sem esperança nenhuma de melhora, pois é o que acontece, mesmo com as reclamações dos internautas amapaenses.

Mas, voltando ao nosso “encontro”, a conversa foi animada, variada e descontraída. Falou-se de culinária, Economia, política, inovações tecnológicas, o destino do jornal impresso e uma pá de assuntos, além de alguns “causos”, como não podia faltar.

Eu e Zany, que entende tudo de culinária - foto: Marli Oliveira

Prestigiaram o nosso “encontro”: Alcinéa e Alcilene Cavalcante, Alípio Junior, Dulciânia Freitas e o marido Ricardo, Ivan Carlo, Kiara Guedes, Luciana Capiberibe, Neyzinho Pantaleão e esposa, Pepê Mattos, Volney Oliveira, presidente do Sindicato dos jornalistas, e Zany Vasconcelos e o esposo, Miguel Mendes, o Miguelão. Depois, ainda chegaram Patrique Lima e Heverson.

Saí do “encontro” com a certeza de que muito tenho o que aprender com os blogueiros amapaenses. Feliz por ter passado algumas horas em companhia de pessoas amigas, afetuosas, alegres e, sobretudo, inteligentes.

Ficamos, eu e minha mulher, emocionados com a receptividade que nos foi carinhosamente dedicada e já cheios de saudades queremos dizer muito obrigado a cada um dos que lá estiveram. Nós prometemos, em breve, voltaremos!



Escrito por Ernâni Motta às 16h31
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O ANIVERSÁRIO DA MINHA MANA

O domingo foi para rever a cidade, aproveitando a trégua que a chuva nos deu e para um belo almoço em família. Como nos velhos tempos, foi um almoço de muita falação, de recordações, de muito riso com as histórias lembradas.

O domingo foi também de preparação, ao menos com palavras, da festa que faríamos na segunda-feira, pela passagem do anivesário da nossa irmã mais nova, a Euracy.

As comemorações começaram, na segunda-feira, com um café da manhã mais concorrido e que se estendeu até quase à hora do almoço. Por conta disso, o almoço foi servido lá pela metade da tarde e preparado com todo o capricho pela primeira mana (eu ia escrever a mais velha, mas pega mal, não é verdade?), a Eunice. Confesso que desconhecia os predicados culinários da minha irmã, talvez, pelo tempo que estou distante de Macapá. Devo dizer, porém, que estava tudo uma delícia.

Mas, a festa mesmo seria à noite, com as comemorações acrescidas com a presença de alguns amigos. Uma curiosidade, em Macapá há um doce que, ao que me parece, é especialidade da cidade, o famoso “Monteiro Lopes”. Aqui, no Rio, eu nunca o ví, ou se há deve ser conhecido por outro nome. Um detalhe: houve quem confundisse o nome do doce com o do escritor Monteiro Lobato, o que virou uma tremenda gozação.

Não há fotografias das minhas irmãs, porque elas têm aversão à máquina fotográfica. Mas, valeu pela festa. E renovo os meus pedidos a Deus para que a abençoe e lhe dê muitos anos de vida, com saúde e muitas alegrias.



Escrito por Ernâni Motta às 16h25
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ALMOÇO COM CONCEIÇÃO FURTADO

Na terça-feira, fui almoçar com uma amiga que fazia um pouco mais de 30 anos que não nos víamos. Começamos a trabalhar juntos na Rádio Educadora, em seguida ela fez o vestibular, em Belém, foi aprovada e teve de mudar (naquela época não havia faculdades em Macapá e quem desejasse fazer algum curso superior teria de ir para Belém), eu saí da Rádio e fui trabalhar no Governo do então Território do Amapá, onde fiquei por pouco mais de um ano, depois fui para o Banco do Brasil. Quando minha amiga estava voltando, eu estava deixando Macapá e assim nos desencontramos. Portanto, foi um reencontro extremamente feliz. A minha amiga chama-se Conceição Furtado, ou melhor, Conceição Medeiros, nome que adotou após o casamento. Mas, eu prefiro chamá-la de Conceição Furtado.

O prato principal do nosso almoço não poderia ser outro, senão, as nossas boas lembranças daqueles nossos tempos, quando ainda éramos adolescentes e já estávamos sendo chamados para um responsabilidade, da qual não tínhamos a exata dimensão, que era fazer rádio. Mas, acho que demos conta do recado, daí que os mais velhos, até hoje, lembram da Rádio Educadora.

No sentido horário: Dulce, Conceição, Socorro, Eu, Marli e sobrinha de Socorro

foto: gentilmente tirada pelo garçon do restaurante, onde almoçamos

A Conceição, hoje, é Secretária Municipal de Educação de Macapá, onde, não tenho o menor receio em afirmar, ela fará um trabalho brilhante, apesar das restrições orçamentáras que a Educação sofre, nesse país. Torço de coração pelo sucesso dela, nessa empreitada.

Dulce, Chefe de Gabinete de Conceição, Conceição e Socorro, assessora - foto: Ernâni Motta

No almoço, a Conceição estava acompanhada de sua Chefe de Gabinete, senhora Dulce Facchinetti e de sua assessora, senhora Socorro Brito. Confesso que senti um orgulho enorme, por ver a minha amiga titular de um cargo de tamanha envergadura e cheia de projetos. Conceição, estou torcendo para que você torne realidade todos os seus sonhos!



Escrito por Ernâni Motta às 16h23
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QUARTA-FEIRA DE REENCONTROS

A quarta-feira foi de expectativa, com a espera da chegada do outro irmão, que também mora aqui, no Rio. Foi um tal de providencia cama pra cá, coloca lençol pra lá... Não esquece que eles vão chegar com fome, recomendou alugém. Afinal , o pessoal saiu do Rio ao final da tarde e nos aviões ninguém serve mais nada.

Mas, antes de ir para o aeroporto receber o meu irmão, ainda fui ao Largo dos Inocentes para assistir as comemorações dos 13 anos da “Confraria Tucuju”. A Confraria tem por objetivo preservar a Cultura amapaense.

Meu irmão, Evaldy, Soeiro, Eu e Alcinéa - foto: Chico Terra

Lá, encontrei vários amigos dos velhos tempos, o que foi uma gratificante emoção. Entretanto, emoção maior foi encontrar o meu velho professor Antonio Munhoz Lopez, dos tempos de Colégio Amapaense.

Professor Munhoz e Eu - foto: Chico Terra

As aulas dos professor Munhoz iam além da Literatura Portuguesa, que era a sua disciplina, era uma aula de conhecimentos gerais, onde Geografia, História e Gramática Protuguesa permeavam-se. O professor Munhoz tinha um prazer especial em nos narrar as suas experiências a partir de sua viagens, pelo mundo afora. Foi muito bom encontrar o professor Munhoz com saúde, altivo e alegre.

Na hora marcada, lá vamos nós para o aeroporto sem nome de Macapá, ou melhor, com nomes até demais, por isso, não se tem uma definição qual é o de verdade. Chega o avião, desembarca todo o mundo e ninguém vê o irmão esperado... Será que ele não veio? Será que alguma coisa aconteceu?... Até que ele é avistado na sala de espera das bagagens. Ufa, que alívio! Abraços em profusão, lágrimas nos olhos das irmãs... Entram todos nos carros e vamos nós.

A chegada em casa vira uma festa só. Cerveja? Cadê a cerveja? Pegunta alguém. No corre-corre, durante o dia, esquecemos de comprar a bendita cerveja. Por sorte, havia umas latinhas no fundo da geladeira, que ficaram por lá esquecidas, no dia do aniversário. É verdade que eram poucas, ao se considerar a grande festa. Mas, já estávamos na madrugada de quinta-feira, então, nos contentamos com as poucas latas. Afinal, o dia seguinte seria longo...



Escrito por Ernâni Motta às 16h18
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ENCONTRO NA CASA DA ZANY E DO MIGUEL

Quinta-feira, foi dia de novo encontro dos blogueiros, agora, na residência de Zany e Miguel. E teve gente nova aparecendo. Marcaram presença: Bete, do Interagindo, e Lislene Neri, do Flor de Lis (os links estão ao lado). Mas, estiveram também o Alípio Júnior e sua noiva, a Dulcivânia Freitas e marido Ricardo, a Alcinéa Cavalcante e este locutor que vos fala.

Zany deu um show de simpatia e outro de culinária. Os elogios que lhe foram dados eram os mais entusiasmados. Eu fiquei na cerveja e depois bateu um arrependimento de não ter provado a delícia de tapioca, que tantos suspiros provocou.

No finalzinho do encontro, com todos em pé, o papo foi sobre a política amapaense... Alcinéa, que sabe de tudo, contou mil e uma histórias. Algumas engraçadas, outras para nos deixar indignados.

Zany, Ricardo, Dulcivânia e Bete

Alípio Jr, Alcinéa, Zany e, ao fundo, Dona Beatriz, mãe da Zany - fotos Ernâni Motta



Escrito por Ernâni Motta às 15h56
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ANIVERSÁRIO DO EVANDRO

Na sexta-feira, família reunida, comemoramos mais um aniversário, desta feita do Evandro, o irmão que mora aqui, no Rio. Um suculenta feijoada, preparada a quatro mãos, duas delas do próprio aniversariante, foi servida, a cerveja, desta vez, providenciada com antecedência, super gelada e haja histórias...

A festa esticou-se pelo dia todo e invadiu a noite. Não vi bem como acabou, porque antes fui dormir. Minha condição “atrética” não dá para acompanhar uma maratona dessas.

Ao meu irmão e à família dele, os nossos votos de felicidades e que Deus o acompanhe sempre!

no sentido horário: eu, Euracy, Evaldy, Ocir, Evandro e sua mulher, Beth - foto: Ernâni Motta



Escrito por Ernâni Motta às 15h44
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DIA DA DESPEDIDA

E o sábado, era para as despedidas, mas, ainda sobrou um tempo para irmos nos deliciar com um churrasco, na casa doutro amigo, o Raimundo Gomes.

Como no dia anterior, o pessoal pegou pesado, ficou todo mundo no “sapatinho”, devagar, quase parando. Mas, a cortesia e o carinho de Raimundo Gomes e sua Josi foi o mais importante. O nosso muito obrigado, pela recepção e até breve, meus amigos.

À 1h:30m, do domingo, 14, decolou o avião que nos trazia de volta. E junto conosco uma mala cheia de saudades. A todos o nosso melhor muitíssimo obrigado, por tudo. Quem consegue ter o carinho, a consideração e alegria de parentes e amigos, como nós tivemos só tem uma frase para dizer: Muito obrigado, meu Deus!



Escrito por Ernâni Motta às 15h37
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STF ACABA COM EXIGENCIA DE DIPLOMA PARA O EXERCÍCIO DO JORNALISMO

O Supremo Tribunal Federal – STF – derrubou, nesta quarta-feira, a exigência do diploma para o exercício da profissão de jornalista, por oito votos a um, atendendo ao pedido do Sindicato das Empresas Jornalísticas e do Ministério Público Federal. O único voto a favor dos jornalistas foi o do ministro Marco Aurélio Mello, e os ministros Joaquim Barbosa e Carlos Alberto Direito não votaram, por estarem ausentes à sessão.

A alegação da advogada das empresas e do Ministério Público Federal foi a de que a exigência do diploma fora criada, por força de um decreto baixado, pelo governo da ditadura militar, que governou o país entre 1964 e 1985. O que segundo eles contrariava a Constituição de 1988 e cerceava o direito de expressão.

A advogada das empresas tentou desqualificar a profissão de jornalista ao mostrar que algumas famílias são bem sucedidas proprietárias de jornais, sem possuírem formação superior em jornalismo. Esqueceu, entretanto, a representante do patronato que aqueles se valeram, ao longo dos anos, e se valem até hoje de jornalistas para tornarem os seus produtos acreditados junto ao leitor.

Particularmente, a primeira sensação que tive foi de uma tremenda perda de tempo, pois, ninguém sabe o sacrifício que me custaram quatro anos de faculdade. Porém, imediatamente, retomei o orgulho da minha profissão, até porque, graças a Deus, tenho como prover a mim e à minha família sem necessitar de exercer a profissão de jornalista.

Mas, se fiz um curso de Jornalismo, por puro deleitamento, acompanhei o sacrifício de muitos dos meus colegas que desejavam se verem respeitados como jornalistas bem formados. E estudar, acreditávamos, era o único caminho, diante de um mercado altamente competitivo, que, agora, mais do que nunca, se torna predador.

Perdem aqueles que se determinaram a estudar, por um ato de violência, sob a alegação de que a exigência do diploma era de mesma monta. Ou seja, tenta-se anular um suposto ato de violência, conforme alegam os autores da ação, com outra ação de violência. Mas, não perdem unicamente os jornalistas que buscaram aprimoramento nos bancos das escolas, perde também o leitor. Pois, ninguém é capaz de transmitir técnicas, saberes e conhecimentos melhor do que a faculdades, por sua multiplicidade de disciplinas e professores.

Perderá o leitor, diante da queda da qualidade, do afastamento dos princípios ético e moral, da falta de tecnicidade, que, se só se desenvolve na prática, tem na teoria a sua pedra fundamental. O jornalista não se restringe ao ato de informar, ele tem por dever também formar e para isso precisa ser bem formado.

Está comprovado, ninguém, absolutamente ninguém, consegue treinar um novo profissional, sem transmitir-lhe também seus vícios e (maus) costumes. E não se assustem quando, em breve, as redações estiverem recheadas de boêmios, apaniguados políticos e filhinhos de papai. Isto não é um vaticínio e sim uma certeza, diante do retrocesso de 40 anos que foi o fim da exigência do diploma.

Disse um dos ministros, em sua justificativa pela extinção da exigência do diploma: “O jornalismo não depende de verdades cientificas ensinadas nas universidades”. Foi, não tenho dúvida, uma declaração infeliz e, ao que parece, feita com o objetivo de atender aos anseios dos donos de jornais. Pois, não acredito que o ministro desconheça a grade curricular de uma escola de jornalismo.

Enquanto isso, o presidente do Supremo, ministro Gilmar Mendes, tentou tornar menor a profissão de jornalista ao compará-la a de um chefe de cozinha. Equívoco desmedido o do ministro, são importantes e grandiosas as duas, tanto a de jornalista quanto a de cozinheiro.

Há, se sabe, jornalistas venais, mas, há gente da mesma espécie em todas as outras profissões, que devem ser punidos com a legislação em vigor. E, ao contrário do que disse outro ministro do STF, a faculdade contribui positivamente, sim, na formação do caráter do profissional em jornalismo.

É possível que as faculdades de jornalismo não desapareçam, contudo, é certo que elas não terão, a partir desse ato do STF, o compromisso de bem formar e desenvolver talentos. Até pela falta de novos alunos, que seguramente se dará.

É de bom tom lembrar que a obrigatoriedade do diploma não tirava a oportunidade de profissionais de outras áreas atuarem no jornalismo. São vários os exemplos de médicos, advogados, filósofos, administradores de empresa, economistas que assinam colunas e artigos, em jornais e revistas. Afinal, ninguém melhor que eles para escrever sobre os assuntos que são suas especialidades.

Por fim, quero lembrar que há uma geração nas escolas de jornalismo atualmente e que, por certo, se vê frustrada e amedrontada, com a decisão do STF. O que fazer? Devem estar se perguntando os jovens alunos, abandonar o curso de jornalismo e procurar outra faculdade? Deixar pra lá, afinal esse país não tem jeito mesmo? Ou continuar, crendo que, ao final do curso, conseguirão um emprego, na área que escolheram?... A resposta, infelizmente, só o tempo dará, mas, eu torço para que todos não tirem os pés do chão, que continuem a acreditar que nem tudo está perdido e continuem a estudar com afinco para serem, no futuro, grandes e talentosos Jornalistas.

Ernâni Motta

Rio de Janeiro, 18/06/2009.



Escrito por Ernâni Motta às 21h39
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NOSSAS FÉRIAS

Este blogueiro e sua digna consorte estiveram de férias, por isso, por quase um mês o blog não é atualizado. Mas, cá estou de volta e com uma pá de coisas boas para contar.

Saímos do Rio, no dia 21 de maio, direto para o Recife, onde os amigos Brivaldo e Marlene nos esperavam, com a costumeira hospitalidade e um enorme carinho, pelo que somos e seremos eternamente gratos.

Marlene e Brivaldo - foto: Ernâni Motta

Mas, a parada no Recife não foi somente por lazer. Havia outro objetivo, é que morei na capital pernambucana, entre os anos de 1978 e 1982 e lá, nesse período, tirei a minha carteira de habilitação. Quando mudei para o Rio, resolvi não transferir a carteira, pois, seria um bom motivo para voltar, ao menos, a cada cinco anos. E é o que tem acontecido.

Devo dizer que o Recife nunca deixou de estar no meu coração. Não só pela bela cidade que é, mas, também, porque lá tenho amigos, cujo apreço é indescritível.

Vi uma cidade com obras para todos os lados, o que muito me animou. O bairro de Boa Viagem, notadamente, é um verdadeiro canteiro de obras, com suntuosos prédios sendo erguidos. Um comércio movimentado e um trânsito tumultuado, o que, em princípio, pode parecer um sintoma de desordem, porém, por outro lado, não deixa de ser uma forma de se medir a dinâmica que a cidade vive.

Avenida Boa Viagem - Recife - Pe - foto: Ernâni Motta

 

Marli, na Avenida Boa Viagem - foto: Ernâni Motta

Eu na Avenida Boa Viagem - foto: Marli Oliveira

Mas, não vi obras de infraestrutura, como ampliação de rede esgoto, água, essas coisas... Pelo contrário, vi ruas esburacadas, calçadas obstruídas e muito capim na beira das ruas, num verdadeiro contraste com os prédios que estão sendo levantados. E isso, eu acredito, deveria ser uma preocupação dos governantes, a fim de se evitar colapsos futuros.

Também, vi com certa tristeza a praia de Boa Viagem deserta, apesar de tempo nublado. Os ataques de tubarões mais do que assustaram, ao que parece, o recifense, fez com os banhistas fossem procurar outras praias. E Boa Viagem ficou com um ar de abandono, triste e desprezada.

Eu, na praia de Boa Viagem deserta, com a placa de advertência de perigo de

ataque de tubarão ao fundo - foto: Marli Oliveira



Escrito por Ernâni Motta às 18h22
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GRAVATÁ - PE E PORTO DE GALINHAS - PE

A chuva atrapalhou, mas não nos intimidou, então, resolvemos ir conhecer Gravatá, cidade serrana, que fica a pouco mais de uma hora de carro do Recife. Mas, o aguaceiro não nos deu trégua, por isso, tivemos de voltar sem conhecer a cidade e sem fotografias. Entretanto, os amigos Zé Carlos e Leila, que nos abrigaram, foram de uma gentileza, que jamais esqueceremos.

No dia seguinte, resolvemos, por sugestão de Brivaldo, desafiar novamente a chuva e fomos a Porto de Galinhas, uma praia paradisíaca que fica no litoral sul pernambucano. Aliás, dizem que Porto de Galinhas deve o seu nome ao fato de, após ser proclamada a Lei Áurea, que pôs fim a escravatura no Brasil, traficantes continuaram a trazer negros africanos e para fugir da fiscalização, do porto do Recife, desembarcavam suas presas naquela praia. E mais, diziam que tinham a bordo galinhas, daí o nome. Se a história for verdadeira, é uma pena que um paraíso daqueles tenha servido para inescrupulosos usarem-no em tão vil mercado.

Mas, Porto de Galinhas sobreviveu à ganância humana e é um verdadeiro espetáculo da Natureza, que merece ser visitado por todos. Vá visitar o Nordeste e não deixe de conhecer Porto de Galinhas.

Marilene (irmã de Marlene), Marli, Marlene e Brivaldo em Porto de Galinhas

Os mesmos aproveitando a brisa de Porto de Galinhas

Brivaldo deslumbrado com a beleza de Porto de Galinhas

A suntuosidade de Porto de Galinhas - fotos: Ernâni Motta



Escrito por Ernâni Motta às 18h09
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Karynna Spinelli

Depois da carteira renovada, fui ao encontro de uma pessoa muito especial, a minha amiga Karynna Spinelli.

Karynna Spinelli em seu show - foto: Ernâni Motta

A minha amizade por Karynna começou a partir de um comentário que ela deixou aqui, no blog,  sobre uma música da Clara Nunes, que eu havia postado como A Música para o Final de Semana. Isto é, era, então, uma amizade virtual. Mas, conhecê-la pessoalmente foi uma bênção.

Descobrimos que tínhamos mais coisas em comum do que a admiração por Clara. Por exemplo, nos descobrimos colegas do Banco do Brasil. Ela na ativa e eu já aposentado, vejam que coincidência.

Eu e Karynna - foto: Marli Oliveira

A Karynna é cantora da melhor estirpe, que já merece, seguramente, o sucesso em toda a sua plenitude. E não escrevo isso, pelo simples fato de termos nos tornado amigos. Mas, porque a ouvi cantar, e embora não seja nenhum estudioso da música, modéstia à parte, tenho senso crítico.

Pode-se perceber ao ouvi-la cantar que ela tem controle de sua respiração, que sabe articular as palavras com precisão, o tempo certo do ritmo, desenvoltura e empatia... Enfim, guardem esse nome: Karynna Spinelli. Não tenho a menor dúvida de que se a oportunidade surgir, ela saberá aproveitá-la para alcançar o estrelato, a que ela já faz por merecer. Um detalhe: ela não está sentada esperando a sorte chegar, muito pelo contrário, ela tem ido à luta incansavelmente, com a certeza de que tem por missão cantar para o seu povo e que merece ter o seu nome entre as grandes estrelas da música brasileira.

Karynna contagiando seus fãs

Karynna mostrando a sua alegria em cantar

Karynna mostrando que tem ginga - fotos: Ernâni Motta

A Karynna tem o seu talento emoldurado por uma banda, composta de gente da mais alta qualidade, como, por exemplo, a cavaquinista Leila Chaves. São músicos que merecem respeito e admiração e não devem absolutamente nada aos do eixo Rio-São Paulo

A Karynna, os nossos votos de muito, muito Sucesso!

Karynna Spinelli e Leila Chaves

 

Karynna Spinelli e seus músicos - fotos: Ernâni Motta



Escrito por Ernâni Motta às 18h01
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JOÃO PESSOA - PB

E quem está no Recife pode dar um salto a João Pessoa, sobretudo, quando se tem amigos por lá. E, nesse sentido, sou privilegiado. Na capital paraibana mora o meu bom e velho amigo Anselmo Simões Junior.

Nossa amizade tem história de mais ou menos uns 40 anos, começada nos bons tempos da Rádio Educadora e que se prolongou pelos nossos anos de Banco do Brasil. E hoje já não é mais apenas nossa, mas de nossas famílias.

Por isso, fomos a João Pessoa dar um abraço no Anselmo, em sua mulher Ana Soré e em suas crianças. Para nós os petizes não crescem nunca, ainda que façam de nós avôs e avós.

 

Eu, Anselmo, Soré e Marli - foto: Diogo Simões

Nós aproveitando o café da manhã na casa do Anselmo - foto: Ernâni Motta

O passeio pela cidade, lamentavelmente, foi bastante restrito, devido ao aguaceiro que resolveu cair nos dias em que estivemos na cidade. Assim, praia nem pensar, ou melhor, sair de casa foi uma complicação, mas,  não deixamos de aproveitar as pequenas folgas que a chuva nos dava. Mas, nos chamou a atenção a construção do Centro Cultural da cidade, com o seu sistema de som ao ar livre. Muito bem bolado, os paraibanos estão de parabéns pela criatividade.

Anselmo, Soré e a neta e Marli - foto: Ernâni Motta

Eu e Marli, em frente ao mural na entrada do Centro Cultura - foto: Anselmo Simões

Eu e Marli, em frente ao Centro Cultural - foto: Anselmo Simões

 

No dia 31, viajamos para Macapá. Amanhã, eu conto como foram os dias por lá!



Escrito por Ernâni Motta às 17h36
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