A música para este final de semana é bem brasileira, daquelas cantadas por gente do interior desse País (com P maiúsculo mesmo), que, apesar dos governantes trabalharem contra, não precisa de muita coisa para ser feliz. A música para este final de semana tem um som de uma viola e os acordes de uma boa sanfona, como o pessoal menos sofisticado chama o acordeão, que outros chamam de “acordeom”. A música para este final de semana é daquelas que a gente chama de música sertaneja, mas, que eu prefiro chamar de música brasileira mesmo. Senhoras e senhores, a música para este final de semana é, com o Trio Parada Dura, “As Andorinhas”.
As Andorinhas
Trio Parada Dura
As andorinhas voltaram E eu também voltei Pousar, no velho ninho Que um dia aqui deixei Nós somos andorinhas
Que vão e quem vem Á procura de amor, Ás vezes volta cansada, Ferida machucada Mas volta pra casa Batendo suas asas Com grande dor Igual a andorinha Eu parti sonhando Mas foi tudo em vão Voltei sem felicidade
Porque, na verdade Uma andorinha, Voando sozinha Não faz verão
Escrevi há pouco no Twitter que fui convidado para um aniversário hoje e que junto ao convite veio o aviso de que não haverá cerveja, pois, se trata de aniversário de criança. Tudo bem! E escrevi também que, na minha idade, passar a noite à base de pipoca com guaraná me dá a sensação de alguma coisa não está certa comigo.
Por outro lado, festa de criança é sempre uma animação e tanta que, de repente, nos pegamos sonhando com a criança que fomos ou que somos. E nem a propósito, li esta semana um artigo da minha amiga Lilian Maial, em seu sitio (link ao lado), em que ela faz uma viagem pelo mundo da criança que ela nunca deixou de ser. É um artigo escrito com a sensibilidade de uma mulher, de uma mãe, de uma poetisa, mas, acima de tudo, de criança, simplesmente, maravilhoso! Fica aqui o convite para que visitem a Lilian e façam um retorno ao mundo encantado da criança, que, certamente, nós todos nunca deixamos de ser.
Lembrando o artigo da minha amiga, vou ao aniversário comer pipoca, tomar guaraná, prestar ajuda aos pequenos, que sempre recorrem à gente para ajudá-los nas tarefas, que os animadores propõem, enfim, vou lá me divertir de verdade. Pode ser que a minha timidez não permita que a criança, que tenho em mim, apareça tão facilmente, mas, seguramente, voltarei de lá com a alma mais leve.
E você se permite voltar, vez em quando, a ser criança? Tomara que sim, ainda que timidamente, pois, é uma forma de você ser feliz, como só uma criança consegue ser! E assim você tenha um fim de semana reconfortante, alegre e em paz com você mesmo.
Por falar em aniversário, hoje é o dia do aniversário da minha sobrinha e afilhada Glauce. A distância, uma vez que ela mora em Macapá, colaborou, noutros anos, para que eu esquecesse o dia do aniversário dela. Uma vergonha, sei disso!
Mas, essa coisa chamada tecnologia fez com que Macapá fique mais perto do Rio. Aí, esse ano, não tinha como não lembrar, está lá no Orkut o lembrete do aniversário da Glauce hoje.
Para a minha sobrinha querida, as minhas preces ao Pai Eterno para que ela continue a ser um ser iluminado, radiante, que sabe transmitir com doçura e sensibilidade alegria, graça e felicidade a todos nós. Glauce, que Deus lhe abençoe hoje e por todo o sempre!
Filhos... Filhos? Melhor não tê-los! Mas se não os temos Como sabê-los? Se não os temos Que de consulta Quanto silêncio Como os queremos! Banho de mar Diz que é um porrete... Cônjuge voa Transpõe o espaço Engole água Fica salgada Se iodifica Depois, que boa Que morenaço Que a esposa fica! Resultado: filho. E então começa A aporrinhação: Cocô está branco Cocô está preto Bebe amoníaco Comeu botão. Filhos? Filhos Melhor não tê-los Noites de insônia Cãs prematuras Prantos convulsos Meu Deus, salvai-o! Filhos são o demo Melhor não tê-los... Mas se não os temos Como sabê-los? Como saber Que macieza Nos seus cabelos Que cheiro morno Na sua carne Que gosto doce Na sua boca! Chupam gilete Bebem xampu Ateiam fogo No quarteirão Porém, que coisa Que coisa louca Que coisa linda Que os filhos são!
O poema de hoje é do poetinha, Vinicius de Moraes, e foi escolhido ainda em homenagem ao Dia da Criança, acontecido na última segunda-feira.
Hoje, enquanto tomava café correndo, pois, teria que sair logo, parei um pouco para assistir a uma entrevista com a professora Cleonice, no programa “Mais Você”, com Ana Maria Braga, na Rede Globo.
A professora Cleonice Berardinelli está com 93 anos de idade e leciona há 65 anos, na Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde da aulas de Literatura Portuguesa. Ela disse, entretanto, que começou a lecionar tão logo se formou, no antigo secundário, ministrando aulas de Português, Francês, Literatura Francesa e Latim, por sete anos. Ou seja, na verdade a professora Cleonice está em salas de aula há 72 anos.
Indagada quantos alunos já formou, a professora disse que encontra alunos em todas as partes, então, pôs-se a contar quantos alunos teve, mas, quando chegou a mil, resolveu parar. Hoje, a professora Cleo, como ficou conhecida, da aulas no curso de pós-graduação, o que lhe leva dois dias às salas de aula, ocupando-lhe três horas, em um dia e duas horas e meia, noutro. Entre as curiosidades de sua vida, contou que conheceu o poeta Manoel Bandeira, ao encenar uma peça teatral, na qual representava um anjo, tendo o poeta na plateia. No dia seguinte, um professor lhe recomendou que lesse o jornal “A Manhã”, no qual Bandeira era articulista. Bandeira, conta a professora, escreveu que ao ouvir a voz do “anjo” sentiu lágrimas nos olhos, além de outros elogios e, assim, tornaram-se amigos.
A professora disse que trabalha muito, pois, não sabe dizer não, mas que tem um amor muito grande pelo faz.
Assistir a professora Cleonice Berardinelli fez-me lembrar as minhas professoras dos meus tempos do Grupo Escolar Azevedo Costa, lá no bairro do Laguinho, em Macapá, lá pelos anos 1960. Sem forçar muito a memória consegui lembrar o nome delas: professora Cibele Ferreira, professora Helena Mont’Alverne, professora Dayse Nascimento e professora Guajarina Mendes. E ao citar os seus nomes, quero homenagear todas as professoras e todos os professores, que, ultimamente, têm sido tão ultrajados e desrespeitados, o que, entretanto, não lhes diminui a amor pela missão de formar homens e mulheres.
A VALE, EIKE BATISTA E O GOVERNO: UMA MISTURA DIFICIL DE ENTENDER
A Vale é a segunda maior empresa do país e seu grupo acionário é representado entre outros pelo Bradesco, fundos de pensão de estatais e BNDES, o que faz com que o governo Lula tente interferir em sua gestão. E essa mistura de privado com público é característica dos governos brasileiros, ainda que o de Fernando Henrique tenha tentado mostrar ao contrário, com as privatizações.
A imprensa tem mostrado, nos últimos dias, um verdadeiro bombardeio do governo na direção da Vale, com a tentativa de desestabilizar o seu atual presidente, Roger Agnelli, por causa dos investimentos da empresa em outros países. Quando o governo FHC privatizou a Vale, foram feitas as mais severas e diferentes denúncias de que se estava privatizando o subsolo brasileiro, uma vez que os compradores da empresa estavam levando junto as jazidas.
E nessa mistura de público com privado, o governo Lula recorre aos favores do polivalente Eike Batista, que virou o Barão de Mauá dos tempos modernos. Este por sua vez acredita que, como escreveu Míriam Leitão, em sua coluna hoje no Globo, “assediando poderosos políticos terá vantagens econômicas”. E prossegue a colunista: “Não há nada de novo em Eike Batista. Ele pensa velho. Ele aposta em mineração, petróleo, siderurgia, carvão, energia com fontes fósseis. Numa conversa com ele, não se notam vestígios da preocupação que mobiliza hoje os empresários modernos, que percebem as transformações indispensáveis na forma de produção”. Vale a pena lembrar que o senhor Eike Batista andou recebendo favores no Amapá do governo do estado para se instalar por lá, sem que se tenha notícia em que resultou.
Por outro lado, o senhor Roger Agnelli, nos últimos dias, tentou sem sucesso uma entrevista com o presidente Lula. O encontro, segundo se noticiou, serviria para o presidente da Vale mostrar ao presidente da República o que a empresa tem para investir no país. Tudo, porém, sem a clareza que, muito mais que o governo, os acionistas da empresa merecem.
O interessante nesse imbróglio é que vem à luz do dia o fato de que a Vale, gigante como é, precisa do governo, tal qual a maioria do empresariado brasileiro, que vive recorrendo ao BNDES, em busca financiamento a juros subsidiados. E mais interessante ainda, os homens da FIESP e companhia, nos anos do governo FHC, fizeram os mais eloquentes discursos a favor da privatização, mas, não conseguem tocar os seus negócios sem dar uma mamadinha nas tetas do governo.
Li no blog da jornalista amapaense Simone Guimarães (link ao lado) que a Oi estaria em fase de testes para instalar em Macapá o “Velox”, o seu serviço de acesso em banda larga a Internet. Diz a jornalista que o “Velox” usará a transmissão via satélite e que deverá entrar em operação no mês de novembro próximo, atendendo inicialmente os bairros próximos ao centro da capital, como Buritizal, Santa Rita e Jesus de Nazaré.
Simone diz ainda que a Oi não comenta o assunto, mas, que a informação lhe fora dada pelo representante da empresa em Macapá.
Pelo número de reclamações existentes nos serviços de proteção ao consumidor, nos lugares em que a Oi atua, não lhe dão muita credibilidade. Entretanto, vou torcer para que, mesmo que não seja em novembro, que o “Velox” seja instalado em Macapá o mais breve possível.
A Folha de S Paulo publica uma matéria hoje com o título “No palanque, Lula ataca político de duas caras”, sobre a caravana que o presidente fará, por três dias, pelo rio São Francisco.
Diz a Folha: “Sobre um palanque em Buritizeiro (norte de MG), Lula criticou os “governantes de duas caras” pelas falsas promessas, os “coronéis” da política e citou dom Pedro 2º, por ter “pensado a obra em 1847””. Lula, naturalmente, não deixaria de fazer propaganda política e elogiar a sua candidata à Presidência, Dilma Rousseff.
Agora, vejam o que disse Lula, ao encerrar o seu pronunciamento, segundo o jornal paulista: “Não existe mais a possibilidade de este país eleger governadores, prefeitos e presidente que vão governar para os coronéis, que há 500 anos governam e mandam neste país”.
Então, me ocorreu uma perguntinha, será que o “homem do bigode” ouviu isso?
A música para este final de semana é para homenagear as nossas crianças, que têm o seu dia comemorado na próxima segunda-feira. A música para este final de semana tem comovido gente por todo esse Brasil... Gente jovem, adulta, mas, particularmente, crianças. A música para este final de semana foi composta por quatro cabeças, o que só poderia redundar numa verdadeira pintura. Senhoras e senhores, a música para este final de semana é “Aquarela”, com Toquinho.
Composição: Toquinho / Vinicius de Moraes / G.Morra / M.Fabrizio
Numa folha qualquer Eu desenho um sol amarelo E com cinco ou seis retas É fácil fazer um castelo...
Corro o lápis em torno Da mão e me dou uma luva E se faço chover Com dois riscos Tenho um guarda-chuva...
Se um pinguinho de tinta Cai num pedacinho Azul do papel Num instante imagino Uma linda gaivota A voar no céu...
Vai voando Contornando a imensa Curva Norte e Sul Vou com ela Viajando Havaí Pequim ou Istambul Pinto um barco a vela Branco navegando É tanto céu e mar Num beijo azul...
Entre as nuvens Vem surgindo um lindo Avião rosa e grená Tudo em volta colorindo Com suas luzes a piscar...
Basta imaginar e ele está Partindo, sereno e lindo Se a gente quiser Ele vai pousar...
Numa folha qualquer Eu desenho um navio De partida Com alguns bons amigos Bebendo de bem com a vida...
De uma América a outra Eu consigo passar num segundo Giro um simples compasso E num círculo eu faço o mundo...
Um menino caminha E caminhando chega no muro E ali logo em frente A esperar pela gente O futuro está...
E o futuro é uma astronave Que tentamos pilotar Não tem tempo, nem piedade Nem tem hora de chegar Sem pedir licença Muda a nossa vida E depois convida A rir ou chorar...
Nessa estrada não nos cabe Conhecer ou ver o que virá O fim dela ninguém sabe Bem ao certo onde vai dar Vamos todos Numa linda passarela De uma aquarela Que um dia enfim Descolorirá...
Numa folha qualquer Eu desenho um sol amarelo (Que descolorirá!) E com cinco ou seis retas É fácil fazer um castelo (Que descolorirá!) Giro um simples compasso Num círculo eu faço O mundo (Que descolorirá!)...
Acontece, neste domingo, a mais monumental festa religiosa do país, em Belém do Pará, a procissão do Círio de Nossa Senhora de Nazaré, pelas ruas da capital paraense, num cortejo que se repete há mais de dois séculos.
As comemorações do Círio se repetem por diversas cidades do norte brasileiro, mas, já alcançou tantas outras pelo Brasil a fora. Demonstração de que a fé na Virgem de Nazaré, hoje, deixou de ser exclusiva dos belenenses.
É verdade que para o paraense o domingo do Círio tem um significado extremamente especial, que faz com que alguns digam que o Círio é o “Natal dos paraenses”, tamanha é a devoção do povo por sua padroeira.
O romeiro aproveita a procissão para pagar as promessas , pelas graças alcançadas, submetendo-se aos mais variados sacrifícios, como demonstração de sua fé. E o calor tropical de Belém torna ainda mais dolorido esses sacrifícios, o que, no entanto, não faz com que ninguém esmoreça no objetivo de pagar a sua promessa.
Acompanhar a procissão do Círio da Virgem de Nazaré, lamentavelmente, também serve, cada vez mais, aos políticos, para fazerem proselitismo, na tentativa de ludibriar signficativa parte do povo, a menos avisada. Mas, a Mãe de Deus que, com certeza, a tudo vê, há dar-lhes a penitência devida, na hora certa.
O blog, pois, associa-se a todos os seus irmãos paraenses e roga à Virgem de Nazaré que nos dê mais tolerância, mais espírito de Justiça, mais compreensção e nos ajude a difundir a verdade, a solidariedade e o amor.
E você vai acompanhar a procissão do Círio de Nossa Senhora? Não? Não tem problema, Nossa Senhora, seguramente, haverá de interceder junto ao Pai, por todos nós. É por todos nós, porque eu também não poderei ir acompanhar ao Círio. Mas, eu espero que você tenha um domingo especialmente feliz, abençoado e de renovação da sua fé.
Na segunda-feira, será comemorado o Dia da Criança, porém, ainda se tem muito a lamentar por nossos pequenos e pequenas, entregues à própria sorte, pelas esquinas em todas as cidades brasileiras, na mais insofismável demonstração de relaxamento de quem deveria zelar, com o respeito merecido, por suas vidas.
A exclusão ainda é gritante e só não salta aos olhos dos nossos políticos, que, providos de antolhos, as desprezam, por não representarem votos, nas próximas eleições. Aliás, elas estarão, sim, nos próximos discursos dos nossos políticos, porém, somente como dados estatisticos negativos, provocados por seus antecessores. No mais, farão uma vaga promessa de resolver a questão, que será esquecida no primeiro minuto, após a posse no cargo, para os quais forem eleitos.
Comemorar o Dia da Criança, nesse país, é, na verdade, uma vergonha, diante do descaso com que elas são tratadas. Falta escola, falta abrigo, falta comida, falta, enfim, toda sorte de assitência e orientação. E o que se vê é o aumento de menores cometendo infranções diversas, por nossas ruas. Infrações que já ganham dimensões assustadoras, pela violência com que se revestem e por serem praticadas por crianças, cada vez mais, da mais tenra idade.
Mas, como o Dia da Criança também é o Dia da Padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida, vamos rogar para que Ela ilumine os nossos políticos, fazendo com que eles comovam-se com a desgraça que corroi a infância abandonada desse país e deem-lhe o amparo necessário.
ALUNO É OBRIGADO A PINTAR ESCOLA NO RIO GRANDE DO SUL
Há alguns dias, um aluno de um colégio no Rio Grande do Sul foi obrigado, por sua professora, a pintar a parede da escola, que frequenta, por tê-la pichado. A professora justificou a sua atitude com a alegação de que os alunos da escola e seus pais haviam pintado a escola, há poucos dias, sem a participação do adolescente que praticou o ato.
Como era de se esperar, os modernos psicólogos, os defensores das ações politicamente corretas e outras figuras protetoras dos menores de plantão revoltaram-se contra a professora e ocuparam extensos horários, na mídia, a condená-la por seu “ato insano”. Houve uma rede de TV, inclusive, que abriu espaço para que o aluno, uma outra professora e um advogado fizessem um protesto público para todo o Brasil, pelo exagero da professora. Se que ela, no entanto, tivesse a mínima chance de defesa, como preza, aliás, o bom jornalismo.
Sinceramente, acho isso interessantíssimo! E quero manifestar a minha concordância com a atitude da professora gaúcha. A cada conversa que tenho com professores, tanto de escolas públicas quanto particulares, ouço relatos de agressões por parte de alunos e, ultimamente até de alunas, aos próprios colegas e aos professores.
E, para mim, essas ações são frutos da exagerada proteção que se da aos jovens, sem cobrar deles nenhuma contrapartida. No post acima, denuncio o abandono a que a infância pobre desse país está entregue. E os que têm alguma oportunidade são protegidos por uma ideia de que a eles tudo é permitido, sem freios, sem noção de participação na socidade e do que seja responsabilidade. A uns faltam oportunidades, a outros são dadas oportunidades em demasia, enfim, falta equilíbrio e bom senso e, sinceramente, não consigo vislumbrar algo promissor aos nossos futuros cidadãos e cidadãs, se continuar a ser esta a educação a ser oferecida às nossas crianças.
Do que não é capaz um político para alcançar os seus objetivos de conquistar o poder? Há alguns dias, a ministra-Chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, pré-candidata à Presidência da República, esteve num ato evangélico com o ex-governador do Rio, Anthony Garotinho, ontem, quianta-feira, foi a Bahia, onde recebeu de uma mãe de santo um banho de folhas de aroeira, que serve para afastar as energias negativas e abrir seus caminhos e, finalmente, amanhã, domingo, vai a Belém do Pará acompanhar a procissão do Círio de Nossa Senhora de Nazaré.
Como se vê, dona Dilma está se cercando pelos sete lados, a fim de que nenhum obstáculo se anteponha ao seu objetivo de vir a ser a presidenta de todos os brasileiros.
É bom que a ministra recorra a todas as forças da Natureza para tornar realidade seu sonho de vir a ser a presidenta do Brasil. Pois, se contar somente com a ajuda de Lula, ela corre o risco de não alcançar o seu objetivo. Primeiro porque Lula não transfere votos, como parte da mídia tenta fazer os menos avisados acreditarem. Não esqueçam de que o “nosso guia”, com toda a popularidade obtida, viu-se obrigado a disputar um segundo turno, em 2006, quando foi candidato à reeleição. Ou seja, não basta à dona Dilma contar somente com o apoio de Lula. Depois, vejam o que publicou a jornalista Mônica Bergamo, em sua coluna, na Folha de S. Paulo, nesta quarta-feira (07/10):
MIRAGEM
A decisão do PT de lançar pré-candidato ao governo de SP contra a intenção de Lula de apoiar Ciro Gomes (PSB-CE) no Estado em 2010 é “só para inglês ver”, diz um dirigente petista qu discorda da estratégia. “Tanto é que as inscrições de candidatura serão abertas em novembro e não têm data para se encerrar. Qualquer um pode se inscrever até quando quiser”, diz o petista.
ESTÁTUA
Já o grupo da ex-prefeita Marta Suplicy (PT-SP) pregou no encontro que chegou a hora de o PT acabar com o culto à personalidade de Lula.
A marolinha passou, o dólar desce aos infernos, o Bolsa Família já tem a promessa de ter o seu valor aumentado, enfim, o país está voando em céu de brigadeiro. E você acredita!
Mas, quem está pagando essa conta, mais uma vez, é a classe média. O governo para não deixar cair o comércio, sobretudo de automóveis, resolveu isentar da cobrança do IPI os compradores dos veículos. Seria um ato de extrema bondade, com a classe média que é quem compra carro zero quilômetro... Seria, senão tivesse uma contrapartida sendo cobrada compulsoriamente.
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou, esta semana, que serão retidos R$ 3 bilhões que seriam restituidos aos contribuintes, referentes ao Imposto de Renda retido na fonte, no ano passado. Quem caiu na armadilha dos bancos e tomou empréstimo para ser quitado com a devolução do IR, dançou. Quem estava contando com a devolução do imposto para aquecer as compras de Natal, que dê o seu jeito, porque o seu santo dinheirinho não virá...
Ontem, Lula criticou os que reclamaram da retenção da devolução do Imposto de Renda, ao fazer a seguinte declaração, segundo O Globo de hoje: “Acho falta de compreensão achar que um governo teria interesses econômicos em reter o Imposto de Renda, porque nós pagamos a Taxa Selic. Portanto, nós não temos nenhum interesse em reter.”
Vale a pena lembrar que os juros bancários são infinatamente maiores que a Taxa Selic e os bancos não perdoarão os atrasos decorrentes do não recebimento da devolução do IR. Depois, a Selic , hoje, está na casa dos 8,75% ao ano, que é menor do remunera a Poupança, por exemplo. Isto é, quem tem imposto retido e não recebeu, de uma forma ou de outra, está perdendo dinheiro.
Domingo na Folha: Grampos revelam ação de filho de Sarney no governo
da Folha Online
Conversas gravadas pela Polícia Federal revelam que Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), controla a agenda do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. A revelação está em reportagem da Folha deste domingo, já nas bancas.
O poema acima faz parte da antologia poética, com os poemas premiados nos concursos da comunidade na internet “Poemas à Flora da Pele” e me foi presenteado por seu autor, o meu amigo Pepê Mattos, que pilota o blog que tem o seu nome, link ao lado.