A música para este final de semana é uma daquelas baladas dos anos 1980, que balançou o coração de muita gente e que continua a balançar, certamente. A música para este final de semana é de uma banda inglesa criada em 1981 e que teve uma carreira curta. Em 1986, ela chegava ao fim, porque um de seus fundadores, George Michael, resolveu ir fazer carreira solo. A música para este final de semana, senhoras e senhores, é “Careless Whisper”, com a banda Wham! e George Michael.
Time can never mend the careless whispers, of a good friend To the heart and mind, ignorance is kind There's no comfort in the truth Pain is all you'll find
Should've known better
I feel so unsure As I take your hand and lead you to the dance floor As the music dies, something in your eyes Calls to mind the silver screen And all its sad good-byes
I'm never gonna dance again Guilty feet have got no rhythm Though it's easy to pretend I know your not a fool
Should've known better than to cheat a friend And waste the chance that I've been given So I'm never gonna dance again The way I danced with you
Time can never mend The careless whispers of a good friend To the heart and mind Ignorance is kind There's no comfort in the truth Pain is all you'll find
I'm never gonna dance again Guilty feet have got no rhythm Though it's easy to pretend I know your not a fool
Should've known better than to cheat a friend And waste this chance that I've been given So I'm never gonna dance again The way I danced with you
Never without your love
Tonight the music seems so loud I wish that we could lose this crowd Maybe it's better this way We'd hurt each other with the things we'd want to say
We could have been so good together We could have lived this dance forever But no one's gonna dance with me Please stay
And I'm never gonna dance again Guilty feet have got no rhythm Though it's easy to pretend I know your not a fool
Should've known better than to cheat a friend And waste the chance that I've been given So I'm never gonna dance again The way I danced with you
(Now that you're gone) Now that you're gone (Now that you're gone) What I did's so wrong That you had to leave me alone
- Estamos tão mal assim? Com esta frase d Dimas Lara Barbosa, secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), meio de brincadeira, meio assustado, reagiu à impensada frase do presidente Lula de que se Jesus fosse governar o Brasil, hoje, teria de chamar até Judas para fazer coalizão, em nome de uma boa governança.
Por sua vez, o relações públicas da Polícia Militar do Rio de Janeiro disse em entrevista ao canal de TV pago Globo News que houve apenas um “desvio de conduta”, referindo-se ao fato de um oficial e um cabo da PM terem tomado dos ladrões os pertences de um cidadão, a quem eles terminaram de assaltar no Centro do Rio.
As duas falas assustam, uma porque mostra que o governo brasileiro depende de gente, cuja reputação é das mais baixas a ponto de ser comparada a Judas, pelo próprio presidente da República. A outra porque mostra o desprezo pela vida humana, exatamente, por quem é pago com os impostos que a sociedade paga compulsoriamente para protegê-la.
Francamente, não sei como podemos manifestar a nossa indignação, como podemos reagir positivamente, diante das duas declarações, uma vez que a sensação que se tem é a de que o fim do mundo está começando pelo Brasil. Será? Será que o Homem deixou deteriorarem-se as suas qualidades, que deveriam ser usadas em benefício de seu semelhante? O banditismo teria ganhado a guerra do bem contra o mal, no Brasil? Sinceramente, quero crer que não!
Fica aqui, pois, o meu convite para que, no fim de semana, usemos um pouquinho do nosso tempo para refletir sobre tais fatos. Mas, mais do que isso, que a nossa reflexão nos convença da força que temos e através dos nossos votos vamos banir, da política brasileira, esses falsos cristos e os Judas que os acompanham.
E assim espero que você tenha um fim de semana menos assustador e mais alegre!
A Folha de S. Paulo publicou, ontem, 21/10, uma extensa entrevista com presidente Lula. E ele não perdeu a oportunidade de deixar aflorar o seu espírito nada afeito ao exercício da Democracia, ainda que se declare um democrata.
Há dois instantes que Lula mostra que para chegar à Presidência da República, como disse o ministro da ditadura, Jarbas Passarinho, “às favas com os escrúpulos”. O jornalista Kennedy Alencar que fez a entrevista perguntou a Lula: Ciro disse que o Sr e FHC foram tolerantes com o patrimonialismo para fazer aliança no Congresso. Ou seja, aceitaram a prática de usar bens públicos como privados.Agora, leia com atenção o que respondeu o presidente:
Lula – Qualquer um que ganhar as eleições, pode ser o maior xiita deste país ou o maior direitista, não conseguirá montar o governo fora da realidade política. Entre o que se quer e o que se pode fazer tem uma diferença do tamanho do oceano Atlântico. Se Jesus Cristo viesse para cá, e Judas tivesse a votação num partido qualquer, Jesus teria de chamar Judas para fazer coalizão (grifo meu).
Noutro trecho da entrevista, o jornalista pergunta a Lula:
FOLHA – A imprensa fiscaliza o poder. O Sr não está incomodado com a imprensa cumprindo o seu papel?
LULA – Não incomoda.
FOLHA – O Sr disse que tem azia quando lê jornais.
LULA – Como presidente, nunca fico incomodado. Não acho que o papel da imprensa é fiscalizar. É informar.
A declaração do presidente é a reafirmação de que ele abandonou todos os princípios que nortearam sua luta, em favor dos menos favorecidos, e na qual os brasileiros terminaram por acreditar, depois de três tentativas dele de chegar à Presidência da República. Lula deixa claro que, neste país, só se chega ao poder e só se governa se se for conivente com os representantes do atraso da política brasileira, que, ao que parece, é quem verdadeiramente manda no governo.E ele queria chegar à Presidência da República, nem que para isso tivesse de dividir os trinta dinheiros com Judas. E chegou!
O secretário-geral da CNBB, d Dimas Lara Barbosa, veio a público dizer que Cristo jamais se aliaria aos fariseus. E explicou que fariseu é aquele que parece uma coisa por dentro, mas por fora é outra. D Dimas não quis associar nenhum partido político brasileiro aos fariseus, mas, não é tão difícil de depreender quem seja. Disse d Dimas à Folha: “Cristo acolheu, sim, pecadores, mas não fez alianças com fariseus”.
Lula gosta de emitir opiniões como se definitivas fossem, justamente porque são por ele proferidas. E já foram divulgadas, por diversas vezes, a ira de que é acometido a cada vez que alguém o contraria em sua garrulice. O que deixa bem claro o seu espírito nada tolerante, nada disposto ao diálogo, nada capaz de aceitar a crítica, com o seu efeito construtivo. Daí, ele entender que à imprensa não cabe o dever de fiscalizar os poderes constituídos. Aliás, é bom que se lembre que nem a imprensa nem ninguém. Haja vista, as declarações raivosas contra o Tribunal de Contas de União e à oposição no Congresso Nacional.
A nossa Constituição, disse um de seus cooptados, José Sarney, é cheia de defeitos, que dificultam a boa governança, mas, nos garante, ainda que debilmente, o direito de ir e vir, da livre expressão e da alternância no Poder. Isto, seguramente, é visto com indisfarçável desconforto pelo presidente, totalitário e aprendiz de ditador que é.
O coordenador da equipe técnica social do grupo cultural AfroReggae, Evandro João da Silva, de 42 anos, foi assassinado na madrugada de domingo no Centro do Rio. Esta seria mais uma morte a ser lamentada na nefasta estatística da violência no Rio, não fosse pelo inaudito, com que um capitão e um cabo da Polícia Militar reagiram ao pedido de socorro da vítima.
O capitão e o cabo não esperavam, certamente, que a tecnologia seria capaz de denunciá-los e no dia seguinte as emissoras de TV mostravam as imagens captadas pelas câmeras de segurança dos prédios na rua do acontecimento. E o que se viu foi uma concreta e vergonhosa inversão de valores, com a Polícia assaltando os ladrões. É o fim do mundo! O capitão e o cabo tomam dos bandidos o casaco e o par de tênis, que estes haviam roubado de Evandro, que permanecia agonizando na calçada.
E o pior nisso, como se pudesse haver algo ainda pior, foi o relações públicas da PM, major Oderlei dos Santos Alves de Souza, declarar à Globo News que houve “um provável desvio de conduta, que será apurado com o rigor que a sociedade requer”, numa franca demonstração de vontade de minimizar o acontecido. O vídeo está no Portal G1 (link ao lado), se for do seu interesse, acesse e assista.
O governador do Rio, Sergio Cabral, ao tomar conhecimento das declarações do relações publicas da PM, resolveu exonerá-lo da função. Disse o governador, segundo o Portal G1: "Ele não se comportou como um porta-voz da instituição. Ele se comportou como advogado de defesa dos policiais. Isso eu não admito. Eu não admito porque há registros contundentes de um mau comportamento de um capitão, policiais militares. Um porta-voz da PM não pode se comportar como um advogado da corporação. Isso é um desrespeito à população. Ele não merece ser porta-voz de uma instituição Polícia Militar".
A sociedade, realmente, espera que a Polícia Militar, diante do vergonhoso acontecimento, passe a se fazer respeitar pela probidade e retidão de seus componentes, que apure com o rigor tão decantado pelo major Oderlei e ponha fim à impunidade que só leva ao descrédito da instituição.
O artigo abaixo, recebi por e-mail e resolvi reproduzi-lo, por achar pertinente e para o conhecimento daqueles que me honram com suas visitas. Leiam com atenção, trata-se de uma página da História do Brasil
Em 2001 a Geração Editorial publicou a biografia do senador Antônio Carlos Magalhães, Memória das Trevas, que tinha 766 páginas, com um subtítulo promissor (mas irrealizado): "Uma devassa na vida de Antônio Carlos Magalhães". Agora lançou Honoráveis Bandidos, sobre o senador José Sarney, com 207 páginas e também um subtítulo convidativo: "Um retrato do Brasil na era Sarney". A concepção da capa das duas publicações, com um close dos personagens atrás dos inefáveis óculos escuros, que constituem uma das características dos ditadores latinoamericanos, sugere comparações. Qual o mais importante -ou o mais danoso- dentre os dois coronéis da política brasileira?
A julgar pelo volume dos livros, ACM, sem dúvida: ele mereceu quase quatro vezes mais páginas do que Sarney. No entanto, teve que dividir espaço com o autor da sua biografia, João Carlos Teixeira Gomes, que cuidou tanto da própria biografia quanto da do desafeto. Seu trabalho, por isso, perdeu a objetividade necessária e se esparramou em considerações pessoais sem maior interesse público, prendendo-se em demasia às quizílias locais. Já o ensaio de Palmério Dória é de melhor jornalismo. Bem escrito, fluente, equilibrado na seleção de fatos que convencem seu leitor sobre o argumento central da obra: o papel negativo que os coronéis da política desempenham no país e, em particular, nos seus redutos, que funcionam como autênticas satrapias.
A correlação entre o babalorixá baiano e o senhor maranhense ajudará a iluminar um pouco a análise de um dos problemas graves da vida nacional: o papel antipedagógico dos seus líderes. Ambos transitaram da república de 1946 para o regime militar de 1964 e dele conseguiram sobreviver com a redemocratização de 1985, tão ou mais poderosos do que antes. Sarney chegou ao posto máximo do pais, a presidência da república. Antônio Carlos parou num ministério.
ACM teve que renunciar à presidência do Senado num episódio menor das suas muitas e espantosas malvadezas, mas, novamente, teve fôlego para retornar ao posto, em cujo exercício morreu. Os maus feitos de Sarney, na mesma função, foram superiores ao do exemplar baiano e sua exposição muito mais extensa, mas ele não foi cassado e nem precisou renunciar. O drama ainda não terminou, mas Sarney parece ter escapado, salvo pela retórica de Lula e pelo soar da campainha para a próxima eleição.
Antônio Carlos, conseguindo superar a oposição interna, se tornou um rei na Bahia, mercê de sua política de mão dupla: com a parte de fora fustigava e reprimia os adversários, fazendo jus ao título de Toninho Malvadeza, incapaz de controlar a própria truculência, quando contrariado; com a parte de dentro cultivava a imagem de painho, a proteger e afagar personalidades públicas, como os artistas (velhos e novos baianos foram acusados por certa mídia de integrar a "máfia do dendê", à sombra de ACM). Nos últimos tempos sua força já não era a mesma e tendia ao declínio, agravado pela morte prematura do seu herdeiro, o filho, Luís Eduardo.
Mas Antônio Carlos não precisou se deslocar para outro Estado em busca dos votos que já lhe faltassem na terra natal, como fez Sarney, que só conseguiu se reeleger porque transferiu seu domicílio eleitoral para o Amapá. Seu desgaste pessoal no Maranhão já era enorme. Não lhe possibilita mais vitória em disputas majoritárias e descer do Senado para a Câmara Federal seria um sinal de decadência (e uma realidade efetiva) para as pretensões e convicções de Sarney. Ainda assim, ele consegue manter o seu domínio na política local através dos filhos, sobretudo de Roseana, e dos compadres, afilhados e aderentes. Para isso, porém, é preciso contar com conexões nacionais. Só os mecanismos locais de poder não são suficientes.
Conforme demonstram os livros de José Carlos Teixeira e de Palmério Vasconcelos, a hegemonia dos dois coronéis é causa do atraso ou da falta de autonomia dos seus Estados porque eles exercem seu poder com mão de ferro, mantendo os esquemas de controle, as teias de interesses, e sufocando a renovação das lideranças. Mas é preciso encontrar e reconstituir os elos que eles mantêm com o mundo exterior para ter uma dimensão exata do universo em que atuam. ACM provavelmente foi além de Sarney nessas conexões graças à sua desenvoltura na primeira linha da administração federal, sobretudo na área de telecomunicações e, com ênfase, na mídia, que lhe deu retaguarda forte para muitas de suas manobras.
ACM, porém, sempre foi mais estrondoso e visível do que Sarney nesse aspecto, o que não significa que o político maranhense não seja mais eficiente em tal desempenho. Sarney não teve a seu serviço uma empreiteira do porte da OAS, mas sempre contou com uma multiplicidade de satélites e toda uma constelação formada em torno do Ministério das Minas e Energia, com suas hidrelétricas de custos faraônicos. A reconstituição rigorosa dessa hierarquia poderá resultar na caracterização de uma autêntica máfia, organizada em torno da ormetà e do compromisso com a fidelidade ao chefe.
No momento em que os militares desmontavam o governo de João Goulart, em abril de 1964, Sarney dava cobertura para que um dos políticos perseguidos, o udenista paraense Clóvis Ferro Costa, conseguisse asilo numa embaixada do leste europeu e escapasse da prisão iminente. Esse gesto ousado, ao que parece, nada custou a Sarney junto aos novos donos do poder, aos quais serviu até a véspera de sua retirada do palco decisório. Nesse momento, Ferro Costa, que, afastado da política, sobrevivia da sua advocacia esperta, ganhou um dos melhores empregos da república, na Itaipu Binacional, sob a chefia do futuro consultor-geral, o brilhante Saulo Ramos, por obra e graça de Sarney, a quem devia muito. Ele e vários outros notáveis, aos quais o mecenas maranhense recorria quando precisava, e precisava muito, sem precisar cobrar os créditos.
O cenário maranhense (como o baiano) só será completo se a ele forem adicionados os outros ambientes de circulação desses coronéis de aparência antediluviana, dados a provincianismos incuráveis, como a obsessão de José Sarney pela vida literária e as glórias acadêmicas, sem dispor das qualidades minimamente requeridas pela titulação. Essa combinação das partes aparentemente discrepantes, mas na verdade complementares, impede que um suposto Brasil moderno e vibrante aponte o dedo sujo para um Brasil arcaico e soturno, como o que nos surge das memórias das trevas e dos honoráveis bandidos, com o qual o distinto público do Sul Maravilha alega que não tem qualquer afinidade.
Talvez a Geração Editorial possa nos dar um terceiro livro com as correlações sugeridas desses dois anteriores, em especial do último, o paraense Palmério Dória, sucesso de vendas enquanto provavelmente o personagem contrariado e enfurecido rumina alguma forma de reação, que já não pode ser imediata nem suficiente para um coronel atropelado pelo tempo.
* Jornalista paraense. Publica o Jornal Pessoal (JP)
Toda mulher é um mistério Que todos querem desvendar Muitos tratam com carinho E colhem as flores ao caminhar Alguns querem apenas despetalar Também tenho meus espinhos E sei bem me defender De tudo e de todos Que não sabem e nunca aprendem Como tratar uma mulher Não sou santa, muito menos inocente Eu tenho sim os meus mistérios Portanto trate-me com carinho Faça-me denguinhos Que recolho meus espinhos E me rendo aos teus caminhos As pétalas se abrirão Pois a minha essência é de uma flor Com o cheiro do amor Mais todo homem precisa saber Que com respeito e carinho Ele jamais encontrará espinhos Somente uma flor de mulher!...
O poema acima está publicado originalmente na comunidade na Internet “Encantos e Paixões de Helena Lins” (link ao lado), a quem agradeço penhoradamente, pela colaboração. Vá visitar a comunidade da Helena e se delicie com a criatividade dela.