A música para este final de semana é, especialmente, dedicada aos cinquentões e aos que curtem a Jovem Guarda.Diretamente do ano de 1969, ou seja, uma viagem de 40 anos no emocionante planeta música para, como se dizia o saudoso Wilson Simonal, “machucar os corações”. A música para este final de semana é interpretada por um dos conjuntos (como disse minha amiga Alcinéa, era assim que se chamavam as bandas naqueles) de maior sucesso, nos polêmicos tempos da Jovem Guarda. A músicapara este final de semana, senhoras e senhores, é “Arco-Íris Azul” ou “Kokorono Niji, com Os Incríveis.
Saudade é a lembrança Do amor que um dia deixei ali Saudade é nostalgia Do Japão que nunca esqueci Boneca linda, dourada O sol que nasce vem me contar Que nos teus olhos iluminou duas pérolas a rolar
Se você não me esqueceu Sei que também vou lembrar Do abraço que te dei, meu bem, no momento de voltar Saudade é a lembrança Do amor que um dia deixei ali Saudade é nostalgia Do Japão que nunca esqueci
O fim de semana tem como marca a comemoração do dia das bruxas ou a festa do Halloween, festa americana, cuja origem, segundo a “Wikipédia”, remonta ao século VI antes de Cristo. É uma festa importada, por gente de se delícia com o próprio aculturamento, o que é profundamente lamentável, se considerarmos que temos um folclore rico e, ao mesmo tempo, abandonado.
Este fim de semana se prolonga até a segunda-feira, por conta do feriado em comemoração ao Dia de Finados. Mas, mais uma vez, vejo que a patuleia quer mesmo é aproveitar a data para curtir uma boa praia ou coisa que o valha.Pois, os finados podem esperar.
Novembro, portanto, já começa um pouco mais curto, o que faz o fim do ano se aproximar ainda mais rápido. A propósito, as lojas já estão ornamentadas com os arranjos natalinos, os supermercados abarrotados de panetone, uma especialidade que importamos de Milão, na Itália, para comemorarmos o Natal. Quando eu era moleque, lá no Laguinho, em Macapá, não existia o panetone. A minha mãe comprava uma rosca de Natal da Fábrica Amapaense, que era uma verdadeira delícia. Mas, isso é outra história e que merece ser contada, antes de dezembro findar.
Mas, comemorando ou não o Halloween, homenageando ou não os mortos, o que importa é que você tenha um fim de semana alegre, festivo, reconfortante e com a família e os amigos ao redor.
Li nos blogs publicados desde Macapá que a CEA, a companhia distribuidora de energia elétrica, na cidade, está racionando o fornecimento da eletricidade, a despeito do Amapá ter uma hidrelétrica que fornece luz apenas para o estado.
Mas, diz a nota da CEA, publicada pelos blogueiros amapaenses, que o rio Araguari, nessa época do ano baixa demasiadamente o seu nível, diminuindo a capacidade de produção da hidrelétrica, e que a Petrobrás atrasou a remessa do óleo Diesel que faria funcionar a Usina Térmica de Santana.
Sinceramente, num primeiro instante, acreditei que se tratava de uma “pegadinha”, uma vez que quem assina a nota é Oscar Filho. Dei uma sonora gargalhada e me perguntei: caramba, Oscar Filho não é o repórter do CQC, o programa das noites de segunda-feira, na Band?
Mas, infelizmente, não era nenhuma “pegadinha”, o fornecimento de energia elétrica na ex-Cidade Joia da Amazônia está racionado mesmo. O senhor Oscar Filho é o assessor de comunicação da companhia de eletricidade.
Agora, só uma perguntinha: por que a Companhia de Eletricidade do Amapá ainda não foi privatizada? No Brasil todo, as empresas que distribuem enérgica elétrica pertencem a iniciativa privada, por que no Amapá tem de ser diferente?
A revista “Veja” que circulou essa semana traz uma reportagem com a seguinte chamada: “PRA QUEBRAR TUDO É MAIS CARO”, assinada pela jornalista Laura Diniz, que começando dizendo:
Poucos negócios no Brasil são tão lucrativos quanto montar um sindicato. Sim, você leu direito. Na república sindical instalada no Brasil pelo governo petista, conseguir representar uma categoria de trabalhadores virou excelente negócio.
E prossegue a repórter lembrando que os sindicatos têm monopólio garantido por lei e que o dinheiro cai em seus caixas sem que precisem mexer uma palha. E mais: A lei garante a inviolabilidade de suas finanças.
A matéria mostra que os dirigentes sindicais para evitar que se forme outro em suas regiões estão apelando até para capangas armados, ao custo de R$ 180 por homem ou, se policial, por R$ 250. A reportagem mostra um quadro que diz ter no Brasil atualmente seis centrais sindicais, com uma arrecadação que deve alcançar os R$ 75 milhões, este ano. E, como exemplo do uso da força para impedir a criação de novas unidades, conta a seguinte história:
No mês passado, para fundar mais dois sindicatos na cidade de Bertioga (litoral de São Paulo), a CUT levou 400 “seguranças”, como o secretário de organização da entidade, Jacy Afonso de Melo, prefere chamar os capangas de aluguel. “Dona” do pedaço, a Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário do Estado de São Paulo (Feticom) recepcionou a CUT com 600 homens, prontos para impedir a realização das assembléias (“Metade era trabalhador, metade a gente pagou”, admite o presidente da Feticom, Emílio Alves Ferreira Junior). O embate só não aconteceu porque, na última hora, os líderes dos dois lados decidiram sentar-se para lotear entre si as cidades que permaneceriam sob a esfera de influência de cada um.
É assim que os discípulos de Lula (o novo cristo) defendem os direitos dos trabalhadores brasileiros.
Mas, os sindicalistas acham pouco. A coluna “Painel”, da Folha de S. Paulo, desta quinta-feira, publica: Em documento a ser apresentado na 1ª Confecom (Conferência Nacional de Comunicação), em dezembro, a CUT, Força, CGTB, CTB, Nova Central e UGT pressionam o Planalto e o Congresso pela criação de um “horário sindical gratuito”, nos moldes da cadeia nacional de rádio e TV de que se beneficiam os partidos políticos.
Francamente, não consigo vislumbrar o que as centrais têm para dizer ao povo brasileiro. E será que elas vão mostrar as contendas que a “Veja” denunciou essa semana? Imagine, você assistindo ao telejornal da noite e o apresentador anuncia: “agora, interrompemos o nosso jornal para apresentação do programa sindical, de acordo com a lei”. A sua reação, seguramente, não será outra que um click no controle remoto para desligar a TV, não é mesmo?
O futebol carioca está mais capenga do nunca. O Vasco da Gama rebaixado tem sofrido para garantir o seu retorno à Primeira Divisão. A cinco ou seis rodadas do final do Campeonato Brasileiro, Botafogo e Fluminense têm se recusado a dar mãos, mas, acho difícil que o caminho dos dois não seja um belo retorno à Segundona. E o Flamengo tem como principal jogador o sérvio Petkovic, de somente 37 anos.
O Barueri, na quarta-feira, não jogou esse primor todo de futebol, portanto, essa história de mala branca é só desculpa. E o Imperador, bastou o jogador do time paulista dar nele um chega pra lá mais caprichado para sumir.
Durante a campanha eleitoral de 2002, recebi dezenas de e-mails com a mesma história, a de um presidente dos Estados Unidos da América que fora lenhador, antes de chegar à Casa Branca, sede do governo americano. A mensagem, cujo autor desconhece-se, tinha por objetivo traçar uma comparação com o então candidato do Partido dos Trabalhadores, Luis Inácio Lula da Silva.
De origem humilde, Lula poderia exercer a Presidência do Brasil com competência, a exemplo do presidente americano. O autor do e-mail, contudo, esqueceu de dizer que o lenhador concluiu um curso de Direito, a duras penas, conforme conta a História, coisa que o “nosso guia” esqueceu de fazer. Não, eu não estou dizendo que ele deveria também ter feito um curso de Direito, mas, ao menos, estudar um pouco mais. Isto ele podia, sim.
Se Lula tivesse estudado, por certo, não abriria a boca para proferir tanta besteira. A primeira é a eterna queixa de que é vítima de preconceito. E a última, a que os jornais publicam hoje. Teria Lula orientado os jornalistas que o acompanhavam em uma solenidade, com catadores de material reciclável, em São Paulo, a abandonarem “a pauta dos seus editores” e entrevistassem os catadores presentes. E que publicassem o que ouvissem, sem tentar interpretar os entrevistados. E concluiu sua aula de moderníssimo jornalismo: “Vocês vão compreender por que a figura do formador de opinião pública, que antes decidia as coisas neste país, já não decide mais”.
Lula foi, certamente, um mau aluno, pois, até como aprendiz de ditador, ele não se dá bem. Para a nossa felicidade, as aulas que toma com o “companhero” Chávez não têm efeito no Brasil.
A escritora Joyce Cavalccante, presidente e fundadora da Rede de Escritoras Brasileiras (REBRA), esteve na Universidade de Miami, Flórida, no domingo (19), dando palestra com o tema “A História da Literatura Feminina no Brasil”. A brasileira ressaltou que as escritoras brasileiras estão, mais do que nunca, ganhando o devido reconhecimento.
Antes do evento, Joyce participou do Primeiro Congresso de Escritoras Brasileiras em Nova Iorque. Na opinião dela, este acontecimento é um grande marco, pois divide a literatura feminina brasileira em antes e depois do congresso.
A palestra em Miami, segundo a escritora, deu a oportunidade de mostrar a riqueza da literatura brasileira. “Passível de agradar em qualquer parte do mundo”, disse ela, acrescentando que as escritoras brasileiras são capazes de mudar toda uma sociedade e contribuir para o seu engrandecimento.
Quanto ao reconhecimento das escritoras, Joyce acredita que agora elas estão ganhando o espaço merecido. Segundo ela, as autoras brasileiras sempre tiveram o espaço muito suprimido. Joyce acredita também que o público se surpreendeu com a densidade e riqueza de nossa literatura feminina, e considera oportuno que uma escritora brasileira aponte a qualidade da obra da mulher brasileira no exterior. “Sou agente propagador desta idéia”.
Joyce fundou a REBRA em 1999, com o objetivo de corrigir injustiças sofridas pelas escritoras brasileiras e pela mulher brasileira em geral. A organização trabalha em parceria com a Women’s World Organization for Rights, sediada nos EUA, e com a Red de Escritoras Lationamericanas (RELAT), da qual Joyce é diretora.
A REBRA também tem por missão mostrar novos valores e dar oportunidades para as escritoras brasileiras. Segundo Joyce, nunca faltará espaço no website oficial da organização, www.rebra.org, para apresentar novos talentos.
Obra ironiza ‘era Collor’
Ainda na Universidade de Miami, Joyce falou sobre a mais recente obra dela, ainda em desenvolvimento. “Deus é Brasileiro Mas Mora em Miami” traz personagens que moram fora do Brasil e satiriza a fuga de políticos, corruptos e criminosos de colarinho branco para Miami. “Qualquer um do terceiro mundo que queira fugir de coisas ilegais, vai para Miami”. Segundo ela, o leitor é capaz de rir só ao ler o título.
A obra foi inspirada no ‘furacão Collor’, presidente brasileiro que sofreu um impeachment por conta dos crimes de corrupção cometidos durante o mandato dele. É possível que muitos brasileiros vão se identificar com a primeira frase do livro. “Minha pátria é o calabouço da minha alma”.
Na opinião da escritora brasileira, a literatura brasileira atingiu o auge nos Estados Unidos, onde cada vez mais são divulgados grandes obras e autores brasileiros.
Encontro de bocas, Lábios encorajados pelo desejo, Permitidos, admitidos, Que tocam, trocam, Línguas e salivas, Repartem desejos, Partilham suspiros.
Beijar...
Um promover de palpitar, Encontro de sentir e de sentidos, Sintonia entre corpos e almas, Uni-unicidade.
É o começar, Averiguar fechando os olhos, É chave para o desvario, Beijar, É a pré-amar do amor
Este poema foi originalmente publicado na página da autora na comunidade na internetARTE RESTRITA (link ao lado). À Roseane, o meu muito obrigado pela colaboração. Vá conhecer o trabalho poético da Roseane e sensibilize-se com a criatividade dela.
Lendo a Folha de S. Paulo ontem, fiquei penalizado com a ministra-chefa da Casa Civil, Dilma Rousseff. Publicou a Folha que a ministra declarou, no domingo em São Paulo, sofrer preconceitos da oposição por ser mulher.
Diz o jornal paulista: Questionada sobre sua extensa agenda de vistoria a obras e inaugurações ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a pré-candidata do PT ao Planalto afirmou: “É um preconceito contra a mulher. Eu posso ir para a cozinha cozinhar o projeto. Mas, na hora de servir na sala, nem ver”.
Lula está ensinando direitinho a lição à sua candidata, tanto que ela já usa de metáforas para não responder aos questionamentos, como ele faz. Eu fico me perguntando para que Lula quer tanto ministros, se quem resolve tudo é a Chefe da Casa Civil? Até agora, eu acreditava que havia um Ministério encarregado das obras do governo, outro para coordenar as ações sociais, outro ainda para as questões das minas e energias, e por aí vai... Mas, pelo que se vê, está tudo na mão da ministra, por que será?
Publica a Folha ainda, na mesma página A6, do caderno Brasil: Ao final do encontro com movimentos sociais ontem, o presidente nacional do PT, deputado RicardoBerzoini (SP), disse que o partido não deixará a CPI do MST virar “palco eleitoral” da oposição. “A CPI é um movimento político da oposição para tentar criar constrangimento político para o governo”.
Berzoini tem autoridade para fazer declarações desse tipo, afinal, o PT, por longos anos, não fez outra coisa no Congresso, portanto, sabe perfeitamente para que serve uma CPI. Agora, é como dizia a minha vó, no mais legítimo latim: pimentum in rabus outrus, referigerium est!
Eu mal havia me refeito da comoção que havia me assolado, com as declarações da ministra Dilma de que a oposição é preconceituosa, pelo fato dela ser mulher, aí, abro O Globo hoje em me deparo com a chamada acima, na página 4, do caderno País.
Informa O Globo: A Fundação José Sarney está prestes a fechar as portas por falta de dinheiro. A notícia, publicada ontem pelo jornal “Folha de S. Paulo”, foi confirmada por nota do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Segundo ele, o Conselho Curador não definiu o destino da fundação. Na sua opinião, não resta alternativa, já que os colaboradores suspenderam doações depois que ele e a entidade foram alvo de denúncias de irregularidades. Segundo Sarney, as despesas mensais da fundação ficam entre R$ 80 mil e R$ 100 mil.
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- Se não tem dinheiro, não tem outro caminho a não ser fechar. É com amargura e sofrimento que sou obrigado a admitir que estamos perto de fechar as portas. A gente vive de esmola. Por ser entidade privada, nunca aceitei que fosse mantida com verbas públicas – lamentou Sarney, publica ainda O Globo.
Depois dessa, tive de parar, ir tomar um copo d’água, pegar um ar livre... Porque foi muita emoção, em dois dias seguidos, e meu coração já não tem a jovialidade dos 18 anos. Então, fiquei pensando, ora, se o senador maranhense pelo Amapá tem a credibilidade de um ex-presidente da República, por que os colaboradores suspenderam as doações? E mais, a Fundação nunca teve iniciativas de criar mecanismos para se autofinanciar? Em todo lugar que chego, os museus, as fundações, os centros culturais têm sempre um variado comércio, de onde tiram parte de seu sustento, mas, a Fundação Sarney não, por quê?
Só para terminar, eu quero dizer que acredito piamente na declaração do senador de que ele nunca aceitou que a Fundação fosse mantida com verbas públicas.
Hoje, 27 de outubro, é o dia do aniversário do “nosso guia”, o “presidente pai dos pobres”, Luiz Inácio Lula da Silva. Parabéns, presidente!
Aliás, quem assistiu ontem ao programa CQC, da Rede Band de Televisão, viu que Lula é de dormir cedo. Os apresentadores ligaram para o Alvorada, à meia-noite, para antecipar os parabéns ao presidente, pela passagem de seus 64 anos, e ele já estava nos braços de Morfeu. Dona Marisa, entretanto, atendeu ao telefonema e disse que seu marido já estava dormindo, porque havia trabalhado muito durante o dia, com desenvoltura, educação e perceptível bom-humor, o que é natural, evidentemente, em uma primeira dama. Taí, gostei!
Só gostaria de perguntar à dona Marisa se o presidente foi dormir cedo porque trabalhou muito mesmo, ou por que tomou uma pinga para comemorar antecipadamente o aniversário? Mas, deixa pra lá...
O que eu não poderia deixar pra lá é mais uma do presidente, que, empolgado, resolveu tirar uma de músico. A Banda da Guarda Presidencial foi ao Alvorada para comemorar com o presidente o seu aniversário. E iniciou as homenagens tocando o Hino do Corinthians, time de coração de Lula, que não resistiu à tentação e tomou o instrumento do músico para mais das suas...
Agora, veja o desembaraço do presidente com o trompete:
Foto: Ricardo Stuckert/PR, no portal R7 (link ao lado)