A música para este final de semana de muito calor só poderia ser um samba, um bom samba, já que calor rima com samba, quem disse que não? A música para este final de semana tem a assinatura de uma das mais ilustres figuras do Samba com “S” maiúsculo. Ricardo Cravo Albin, em seu Dicionário da Música Popular Brasileira, diz que ele ajudou a fundar o Grêmio Recreativo Escola de Samba Portela, compôs vários sambas-enredos para a sua escola e em 1970 lançou, com a ajuda de Paulinho da Viola, a música escolhida para este final de semana. Carioca, ele nasceu em 1921 e foi fazer samba lá no Céu em 1995, compôs vários sucessos gravados por ícones da música popular brasileira, como, Beth Carvalho, Clara Nunes, Pauinho da Viola e tantos outros. O clip escolhido foi gravado em 1980 e trata-se de um trecho extraído do especial“Paulo César Batista de Faria”, exibido pela Rede Globo, conforme consta do informativo anexo, no Youtube. Observem que Paulinho da Viola desce do palco para aplaudi-lo, quer honra maior? Senhoras e senhores, a música para este final de semana é de Manacéia José de Andrade, ou simplesmente Manacéia, “Quantas Lágrimas”.
Ah! Quantas lágrimas eu tenho derramado só em saber Que eu não posso mais reviver o meu passado Eu vivia cheia de esperança e de alegria, eu cantava, eu sorria Mas hoje em dia eu não tenho mais a alegria dos tempos atrás
Só melancolia os meus olhos trazem Ah! Quanta saudade a lembrança traz Se houvesse retrocesso na idade eu não teria saudade da minha mocidade
Muito já se dissertou sobre a saudade e muito ainda outros haverão de fazê-lo, já que é um assunto, ao que me parece, inesgotável. Luiz Vieira cantou: “Saudade, bichinha danada/ que em mim fez morada/ e não quer se mudar”, e eu considero esses versos uma das mais fortes representações que se pode fazer com palavras desse sentimento, que faz tanta gente suspirar.
Apesar disso, não me considero um saudosista, simplesmente, por falta de tempo para isso. E nessa era de comunicação instantânea, via Internet, saudosismo não tem vez, porque tudo acontece e se passa muito rápido. Mas, as estradas da Internet caminham para frente e para trás, assim, caminhando por aí, encontrei amigos de longuíssimas datas, o que é um prazer inenarrável.
Há dois anos, mais ou menos, encontrei a querida amiga Nazaré Farripas, com quem trabalhei na Rádio Educadora. Lá, apresentamos o programa “Pergunte o quiser a respeito da R.E”, era uma avant-première dos programas de fofocas, tão em voga, hoje. Era, entretanto, uma época romântica e ingênua, a se pensar nas maldades a que se prestam os programas atuais. Éramos iniciantes, e aos críticos de primeira hora, digo que foi uma experiência interessante e se nada acrescentou aos nossos currículos de radialistas, não nos depreciou profissionalmente e nos ajudou a manter o salário, ao final do mês (risos).
Dias atrás, eis que se apresenta à minha frente a minha amiga Maria Lourdes de Albuquerque, a Lourdinha, de quem tenho o orgulho de ter sido colega no Banco do Brasil. Trabalhamos juntos por quatro anos, na Ag. Sete de Setembro, em Recife e lembro-me do quanto ela era competente e admirável conhecedora dos seus serviços.
Na semana passada, a surpresa foi por conta do reencontro de uma figura ímpar, querida e amiga. Estou falando do meu amigo Benedito Alves de Sá! A minha história com o Sá começou quando entrei para o Banco do Brasil, lá pelo inicio de 1973. Ele já era funcionário do Banco, há muito tempo, mas, era um sujeito meio arredio, meio desconfiado, como a gente dizia naquela época, meio índio. Aliás, nem sei que os politicamente corretos não irão me esconjurar por fazer tal referência. Mas, depois de a gente vencer aquela sua resistência inicial, descobria-se que se tratava de um tremendo gozador, sempre pronto para fazer piada de qualquer situação. Em 1975, fomos escalados para fazer o curso de caixa-executivo, no Recife, quando tive a oportunidade de conhecê-lo melhor e nos tornarmos amigos para sempre. Com a minha mudança de Macapá, perdemos o contato, mas a Internet fez nos reencontrar, o que para mim foi motivo da mais intensa alegria.
Com a Naza, já encontrei pessoalmente, mas, falta essa alegria acontecer com a Lourdinha e com o Sá. Mas, apesar de estarmos em cidades distintas, a qualquer hora, espero que nosso reencontro deixe de ser virtual.
E a você, a Internet já proporcionou a alegria de reencontrar velhos amigos? Se não, vou torcer para que isso lhe ocorra, então, você sentirá quão especial é o sabor desses reencontros. Mas, enquanto isso não acontece, desejo que tenha um fim de semana sereno, reconfortante, cercado de gente que lhe ame.
DO UOL ECONOMIA * NOTÍCIAS – NESTA SEXTA-FEIRA, À TARDE
Lula afirma que Obama ignora América Latina
LONDRES - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez críticas ontem ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que, segundo ele, não tem dado atenção à América Latina. Lula criticou a instalação de uma base militar americana na Colômbia e disse que ela tem que se restringir aos domínios daquele país, não atuando "na fronteira (da Colômbia) com outros países".
"Ficamos surpresos com a transferência de Manta, no Equador, para a Colômbia. Nós não mexemos com a soberania da Colômbia, mas o que queremos é que, no tratado assinado com os EUA, fique explícito, para nos dar garantia do direito internacional, que a base tem como princípio fundamental a atuação dentro da Colômbia e não na fronteira de outros países", disse o presidente.
Os comentários foram feitos durante café da manhã com os editores do jornal britânico "Financial Times", que promoveu ontem, em parceria com o jornal "Valor Econômico", o seminário "Investing in Brazil".
Num dado momento do encontro, um editor do "FT" disse que os americanos estão preocupados com a Venezuela de Hugo Chávez e perguntou a Lula se teria algum conselho a dar a eles.
"Não sei se os americanos deveriam estar preocupados com o Chávez ou o Chávez com os americanos. Um discurso justifica o outro", respondeu o presidente.
Depois de ler essa notícia, me perguntei, será que a lua de mel entre Lula e Obama acabou? E aí, me lembrei que Obama disse que Lula era o cara, a mídia, então, produziu manchetes triunfalísticas e outros que tais para enaltecer o “pai dos pobres”.
À época, pensei esse Obama é um gozador. Agora, veio-me à memória o personagem Jorge Tadeu, vivido pelo ator-cantor Fábio Júnior, numa novela da Rede Globo, há alguns anos. Jorge Tadeu estava de caso com a mulher de Zé de Medalhas, protagonizado pelo saudoso Armando Bogus. Zé das Medalhas era um comerciante, conhecido por seu temperamento bravo e disposto a matar quem se atrevesse a lhe cruzar o caminho. O personagem de Fábio Jr, além de um tremendo garanhão, era um gozador nato e a cada vez que encontrava o seu adversário punha-lhe a mão sobre o ombro e dizia mais ou menos o seguinte: - Seu Zé da Medalhas, esse entende!... Será que Obama, quando disse que Lula era o cara, não estava de gozação com o “nosso guia”? Não, não estou vendo nenhuma semelhança entre as histórias, além de achar que Obama poder ser um tremendo gozador.
Ah! A atriz que fazia o papel de mulher de Zé das Medalhas era a maravilhosa Cássia Kiss.
Na quinta-feira, me senti em Macapá. É que, à noite, faltou luz aqui, em casa, por duas vezes, que somadas foram além de uma hora, seguramente. E não estou de menosprezando Macapá com essa referência, é que lá continua o racionamento, sem previsão para findar, e, segundo meus amigos que lá vivem, os cortes, feitos a qualquer hora do dia ou da noite, são sem tempo certo.
A Light, segundo O Globo de hoje, emitiu uma nota ontem para informar que a falta de luz foi pontual e aconteceu porque as pessoas ligaram os aparelhos de ar-condicionado e ventiladores, sobretudo, nas Zonas Norte e Oeste da cidade e na Baixada Fluminense, devido ao calor que faz na região.
Aliás, pela manhã, para economizar gás, fritei ovo na calçada. E na hora do almoço, tive de suspender o churrasco na laje, porque senão eu é que viraria churrasco.
Pois é, o calor está senegalês, como ouvi hoje no rádio. Ontem, os termômetros de rua marcaram 41 graus, mas, o serviço de meteorologia disse que a temperatura oficial chegou aos 39 graus.
A cidade está como se estivesse com uma tampa. O movimento dos ventos tem sido para baixo, o que comprime o ar próximo à superfície. Na semana que vem, aumenta a chance de a temperatura ser amenizada, explicou a O Globo a meteorologista Mônica Lima, do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos.
O calor é bom, eu acho. Mas, tá feia a coisa! Já estou pensando na conta da luz no final de mês. Como diz o meu neto, Matheus, em sua inocência de um ano e meio: “Ai, Jesus!”
E não sei se por causa do vai e vem da luz, na quinta-feira, à noite, ontem, o meu sofrido PC queimou a fonte. Ainda bem que meu filho, Breno, é quem lhe dá a devida assistência, senão, teria de ficar ausente por alguns dias.
Esse foi o motivo, pelo qual deixei de atualizar o blog ontem, como gosto de fazer a toda sexta-feira.
Mas, essa onda de calor sou capaz de entender, acho compreensível a falta de luz, em conseqüência se haver ligado em maior número aparelhos de ar-condicionado e ventiladores... O que eu não consigo entender é o que a ministra Dilma Rousseff foi fazer na Venezuela e em Londres, em companhia do presidente Lula.
A ministra achou-se injustiçada, quanto às críticas, por ter ido acompanhar Lula, em sua viagem pelo rio São Francisco. Disse ela, então, que imprensa e oposição a tratavam com preconceito por ser mulher e que a queriam na cozinha, mas na hora de servir a refeição, ela não podia aparecer na sala. Numa metáfora ao fato de, segunda ela, ser a coordenadora do PAC, mas, seus críticos não queriam lhe permitir vistoriar as obras. Diante das alegações da ministra, não me restava outra coisa senão concordar, afinal, disse Lula: ela é a mãe do PAC.
Será que a Venezuela e a Inglaterra também têm obras do PAC?
O Vasco da Gama garantiu o seu retorno à Série A, do Campeonato Brasileiro de futebol, hoje, à tarde, ao vencer o Juventude, do Rio Grande do Sul, pelo apertado placar de 2X1.
Por sua história vitoriosa, o Vasco não merecia ter sofrido a humilhação de ser rebaixado, sem demérito aos clubes que participam da chamada Segundona. Entretanto, acordos são para serem cumpridos, e o acordo é esse quem fica nos últimos quatro lugares da Série A vai para a B. Foi o que aconteceu ao Vasco, ano passado, conseqüência de uma administração desastrosa, indigna de sua trajetória de clube grande. O Club de Regatas Vasco da Gama está, pois, de volta ao seu devido lugar.
A atual diretoria, no entanto, deve pensar seriamente em montar um time que honre cruz de malta de sua camisa, pois, pelo que vi hoje, à tarde, o Vasco, se continuar com jogadores da qualidade dos atuais, é sério candidato a ser um time ioiô. Aquele que sobe um ano e desce no outro. O Juventude jogou quase que o segundo tempo todo com um jogador atacante no lugar do goleiro, que foi expulso, por ter cometido um pênalti e em nenhum momento foi fustigado pelos atacantes do time de Dorival Junior, seu técnico. Aliás, Dorival, pelas imagens mostradas pela TV, parecia não ver a hora de acabar o jogo.
Este poetrix* está originalmente publicado no sítio da autora, a minha querida amiga Cármen Neves (link ao lado), onde você encontra outras pérolas, que ela com sua infinita sensibilidade produz. Vá visitar a Cármen e deixe-se embriagar por seus encantos. À minha amiga, o meu muito obrigado, por sua compreensão e por me permitir a reprodução de sua obra.
*Poetrix é um poema composto de título e uma estrofe de três versos (terceto) com um máximo de trinta sílabas métricas, conforme explica a poetisa Roseane, no grupo “Poetrix e suas derivações”, na comunidade Arte Restrita (link ao lado).
Enquanto escrevia, ouvi Cascatinha & Inhana, uma dupla sertaneja, formada nos anos 1950, que gravou inúmeros sucessos, como, por exemplo, “Índia”, “Meu Primeiro Amor”, “Anahí” e tantos outros...
A previsão da Eletronorte é que a partir de terça-feira, 3 de novembro, seja normalizado o fornecimento de energia elétrica com a entrada em operação de mais 20 MW do produtor independente SoEnergy e a normalização do estoque de combustível de diesel nos tanques da Usina Térmica em Santana.
Por causa do verão forte dessa época do ano, e em conseqüência a baixa do rio Araguari, a Usina Coaracy Nunes está gerando em torno de 40 MW, a metade da potência da Hidrelétrica.
O texto acima são os parágrafos finais da nota emitida pela Companhia de Eletricidade do Amapá em conjunto com a Eletronorte e assinada pelo assessor de comunicação da Eletronorte, Oscar Filho, no dia 30 passado, quando as empresas anunciaram o racionamento do fornecimento de eletricidade, no Amapá. O grifo da primeira frase é meu.
Ocorre que hoje, dia 4, o racionamento continua e não há previsão de quando irá ter fim. As denúncias, através de blogs e Twitter, pois, o assunto nas edições eletrônicas dos jornais amapaenses é tratado muito timidamente, dizem que a falta de luz tem afetado, inclusive, o fornecimento de água nos hospitais de Macapá. E que parentes de pessoas hospitalizadas se veem obrigadas a providenciar água até para higiene diária dos doentes, mas que não denunciam com medo de represália.
Aliás, li, sim, em uma coluna de um jornal de Macapá, o governo pondo a culpa na Eletronorte, que, por sua vez, deve estar culpando o governo amapaense pelo infausto... E por aí vai! O rio Araguari, desde há muito, se sabe que no tempo de estiagem baixa o seu nível Se é assim, por que não se tomou providências, com tempo hábil, para que não faltasse combustível para as termoelétricas?
É a mais catastrófica falta de respeito, trata-se de uma ignomínia, que, seguramente, o povo amapaense não merece. Mas que, infelizmente, insiste em votar em pessoas indignas e despreparadas para o exercício da função pública.
Certa vez, quando eu trabalhava no Banco do Brasil e substituía o gerente de atendimento, fui procurado por algumas colegas que me pediram uma reunião para o final de expediente. Confesso que aquilo me deixou intrigado, por não conseguir imaginar, sequer, o motivo da bendita reunião. Mas, claro, concordei com o pedido e assim ficou combinado.
Final de expediente, clientes atendidos, numerário recolhido, documentos contabilizados, arquivos fechados... Já havia providenciado cadeiras para todas e estava a espera das minhas coleguinhas para a nossa reunião. Iniciei a reunião, deixando-as à vontade para que dissessem o que quisessem. Elas entreolharam-se, uma ao meio pigarreou e começou: “Sabe o que é, Ernâni? É que a fulana tem vindo trabalhar com umas bermudas tão curtas, que parecem shorts que a gente usa em casa, e nós queremos saber que providência você vai tomar?”
A minha perplexidade foi tão grande que não deu para conter o comentário sarcástico e machista: “Como que providências? Logo eu que adoro ver pernas de mulher!” Não precisei dizer mais nada, elas caíram em si e perceberam que tinham extrapolado na coisa (bancário gostava, no meu tempo, do verbo “extrapolar”). A reunião virou um “pois é”, “quer dizer” e outras frases desconexas, até ser encerrada.
Elas se foram meio perdidas em seus preconceitos e eu fiquei rindo, que era o que me restava fazer.
Lembrei dessa história ao tomar conhecimento, na semana passada, de que a jovem Geysi Arruda, aluna do curso de Turismo, da Universidade Bandeirante (Uniban), em São Bernardo do Campo (SP), foi o motivo de um tumulto na escola, por ter ido à aula com um vestido curto. A Polícia Militar foi chamada para conter o tumulto e acompanhar a saída da moça, uma vez que os seguranças da faculdade, conforme sua declaração, não teriam lhe garantido a proteção necessária.
Esse episódio chama a atenção por duas razões: a primeira, o fato de que o ato hostil à jovem, por trajar um vestido considerado curto demais, partiu de seus próprios colegas, que, em princípio, nos levaria a pensar que, por serem jovens, deveriam ser menos preconceituosos. Segunda, tem-se como certo que alunos de uma faculdade de Turismo devem ser pessoas aptas a conviverem com a diversidade de usos e costumes, haja vista, que seus potenciais clientes terão as mais diferentes origens e, por conseguinte, hábitos igualmente diversos. Porém, o que se pode perceber, com a reação grotesca e de falsa moralidade desses jovens, é que ainda estão despreparados para o ofício que desejam exercer.
A Uniban anunciou que fará uma sindicância para apurar o acontecido. Mas, espera-se também que providências severas sejam tomadas, sob pena de fato se tornar corriqueiro e acontecimentos mais penosos sejam praticados.
Para encerrar, pelas fotos publicadas, o vestido da moça não era tão curto, que pudesse provocar a libido de seus colegas de maneira incontrolável.
Eu estava assistindo à TV Senado, quando o então presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), recebeu a notificação do STF para destituir o senador João Alberto Capiberibe (PSB-AP) e dar posse, em seu lugar, a Gilvan Borges (PMDB-AP).
Capiberibe teve o mandato cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral, devido a denúncia de compra de voto, nas eleições de 2002, quando foi eleito por seu estado. À época, senadores de diversos partidos ocuparam a tribuna para pedir ao presidente que desse ao senador cassado o direito livre de ampla defesa, o que lhe foi, peremptoriamente, negado por Renan. Disse ele na oportunidade, que decisões da Justiça não se discute, cumpre-se e que, portanto, não podia contrariar a decisão do Supremo.
Pois bem, agora, o mesmo STF notifica o Senado para que afaste do senador Expedito Júnior (PSDB-RO), por ter tido o seu mandato cassado pelo TSE, sob as mesmas alegações de compra de votos. E o que fez o atual presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP)? Simplesmente, não tomou conhecimento da decisão do STF, fez cara da paisagem e manteve Expedito no cargo.
Para quem alegar que Renan não é Sarney um lembrete, pode ser que não sejam a mesma pessoa, mas, aquele comandou a tropa de choque em defesa deste, ou seja, são tão comprometidos um com outro que não há muita diferença entre ambos.
Enfim, assim são os homens que exercem mandato no Senado Federal brasileiro, a Casa que o senador Mão Santa vive, diariamente, fazendo discursos em sua defesa. Aliás, se fosse um lugar de gente séria, seguramente, as verborragias de Mão Santa seriam desnecessárias. Só um detalhe final: não fui, não sou e não serei eleitor do senhor Capiberibe. A minha abordagem sobre o assunto é tão somente para mostrar como funciona a política brasileira.
O governo Lula mentiu mais uma vez, ao prometer em agosto, aos parlamentares, aposentados e representantes de categoria que concederia um aumento real aos benefícios, em 2010.
Hoje, a base aliada do governo, num movimento orquestrado desde o palácio do Planalto, conseguiu adiar a votação da PEC de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), que põe fim ao nefasto fator previdenciário e autoriza o governo a conceder o mesmo reajuste do salário mínimo aos aposentados e pensionistas.
Os líderes da bancada e do PT, na Câmara, Cândido Vaccarezza e Henrique Fontana, respectivamente, ocuparam a tribuna para tentar justificar o injustificável. O PT e o governo Lula sabem que o reajuste pretendido pelos aposentados, seguramente, não irá quebrar a Previdência Social, como se alega há anos, por diversos governos e parte da mídia, como, por exemplo, a Folha de S. Paulo.
Lula e o PT repetiram infindáveis vezes que os governos anteriores não concediam os reajustes pretendidos por aposentados e pensionistas, porque não tinham respeito por quem já dera uma vida trabalhando, pelo país. Porém, agora que chegaram ao Poder mudaram de lado. Francamente!...
Enquanto isso, diz a Folha hoje: A proposta estende a 8,4 milhões de aposentados os aumentos reais do salário mínimo. Hoje, eles só beneficiam quem recebe o piso da Previdência.
Trata-se de uma entre várias ideias de sabor populista em tramitação no Congresso. Outra é acabar com o fator previdenciário, esteio da reforma iniciada no governo FHC. Já se calculou que esse pacote de irresponsabilidade fiscal, se aprovado, acarretaria despesa anual adicional de R$ 100 bilhões – a receita com impostos teria de saltar 14% só para cobrir essa conta.
Um leigo, como eu, pode não conseguir dimensionar o que sejam R$ 100 bilhões de reais, mas, sabe muito bem que se trata de muito dinheiro. E a Folha tenta assustar a sociedade publicando cifras astronômicas como essa para intimidar os aposentados, as pensionistas e a população em geral, querendo lhes fazer acreditar que um reajuste dos benefícios de aposentados e pensionistas, nos mesmos percentuais do salário mínimo, levará o país a bancarrota. A serviço de quem estaria a Folha de S. Paulo com tal ação?