Ernâni Motta


A MÚSICA PARA ESTE FINAL DE SEMANA

A música para este final de semana, depois de uma longa temporada, fui buscar em Macapá, que ficou essa semana, mais uma vez, sob o holofote da descrença e da revolta com os seus políticos, em consequência de mais uma reportagem negativa apresentada pelo programa “Fantástico”, da Rede Globo de Televisão, no domingo passado. Com a música escolhida para este final de semana, quero mostrar que Macapá tem, além de políticos corruptos, arte de primeira qualidade, feita por artistas do mais refinado bom gosto. A música para este final de semana, para quem não conhece Macapá, faz referência a um bairro localizado em frente da cidade, cortado por um igarapé, onde as mulheres iam lavar as roupas, até a metade do século passado, segundo contavam os mais antigos da cidade. Senhoras e senhores, a música para este final de semana é “Igarapé das Mulheres”, com Osmar Júnior.

 

Mulheres do Igarapé

Osmar Junior

 

O tempo leva tudo o tempo leva a

vida lá fora as margaridas fazem cor

 

Eu lembro a alegria, boiar naquelas

águas e ver as lavadeiras lavando a

dor

 

E lavavam a minha esperança

perdida, de crescer lá no igarapé e

lavavam o medo que eu tinha da

vida e agora o meu medo o que é?

 

A minha nave,  um tronco navegava

as estrelas, entre as palafitas e as

lavadeiras

 

Nas minhas aventuras, poraquê

pirara, piranha, peixe-boi, boto igara

 

E lavavam a minha paixão

corrompida as mulheres do igarapé

as Joanas, Marias, Deusas,

Margaridas lavarão o que ainda vier.



Escrito por Ernâni Motta às 21h01
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FIM DE SEMANA

Dias atrás, li um comentário, com tom de piada, que dizia mais ou menos o seguinte: “não entende nada de inglês, mas chora quando ouve a música”. Na hora em que li, também, me foi inevitável a vontade de rir. Mas, pensando melhor, podemos perceber a força emocional de uma música. Certamente, quem chora ao ouvir uma música, com letra em um idioma desconhecido, o que menos lhe importa são os seus possíveis versos.

A música não precisa de uma compreensão filosófica, gramatical ou seja lá o que for para nos provocar a emoção. Acredito que o que nos comove sejam os seus acordes, ainda que os versos possam contribuir significativamente, em algumas vezes. Daí que o velho “turbilhão de lágrimas” se faz inevitável.

E não pensem que isso é coisa de velho saudosista ou de adolescente de coração mole, porque não é. A música faz muita gente chorar, até aqueles que gostam de se mostrar mais durões. Certa vez, assistíamos a um DVD do Alceu Valença, na casa de um amigo, no qual o pernambucano faz um show de muita energia e animação, próprio, aliás, de Alceu. Ao término do DVD, havia, pelo menos, uns três espectadores enxugando as lágrimas. O detalhe importante é que as músicas não tinham nada de tristeza. O motivo do choro era... não sei!

A música tem esse poder de nos fazer voltar no tempo e nos fazer sentir uma tristeza profunda ou uma alegria incontida. Não tente, portanto, buscar explicações, porque elas não existem ou se existem não nos é dado o poder de compreendê-las. Particularmente, não chego às lágrimas ao ouvir alguma música, mas, admito, muitas me deixam com um nó na garganta.

Esse “nariz de cera” todo é para dizer que a música que escolhi para este final de semana me deixa com esse bendito nó na garganta. Ela me remete a um tempo em que para eu ser feliz não precisava de nada mais, nada menos do que ser moleque... A um tempo em que Macapá ainda não experimentava tanta corrupção, como foi mostrado domingo passado, no programa “Fantástico”, da Rede Globo de Televisão.

Ainda bem que em Macapá há gente de insofismável talento, de sensibilidade capaz de alcançar qualquer coração, que faz da arte não um ofício, mas, uma missão para disseminar a criatividade, a Cultura, a percepção da grandeza do Homem e de Deus, capaz de nos deixar com um velho nó na garganta!...

“Todo artista tem de ir aonde o povo está/ Se for assim, assim será”... Escreveu Milton Nascimento, em “Nos bailes da vida”, e o artista amapaense não tem faltado ao seu dever, a despeito de toda adversidade que ele encontra.

Ah! “Nariz de cera” é um preâmbulo muitas vezes desnecessário, longo e vago, diz o Dicionário de Comunicação, de Carlos Alberto Rabaça e Gustavo Guimarães Barbosa.

E você já chorou ou sentiu o nó na garganta ao ouvir alguma música? Seja como for, eu desejo que o seu fim de semana seja de muita festa, muito contentamento  e boa música... Música capaz de lhe fazer chorar de tantas alegrias.

No mais Tim-tim!



Escrito por Ernâni Motta às 20h58
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CAIXA DE PADARIA EM IPANEMA É ALGEMADA PELA AUTORIDADE

Esta semana, a caixa de uma padaria em Ipanema, bairro de bacanas na zona sul da cidade, desentendeu-se com uma cliente, que chamou a Polícia. A origem do imbróglio, segundo a coluna “Gente Boa”, do jornal O Globo, deu-se com a reclamação da cliente pelo preço do café, R$ 3. Continua a coluna: “Ela pediu um “café normal”, e teria se sentido desrespeitada quando a funcionária retrucou, dizendo que na casa só tinha café expresso.”

A coluna conta ainda que a atriz Aparecida Petrowky teria chegado à padaria e visto a cliente aos berros, reclamando contra a caixa, tendo dito: “É um absurdo deixarem trabalhar gente assim aqui”. O jornal diz ainda que a atriz teria visto a chegada de um policial, o que deixou a caixa ainda mais nervosa, e que este “teria mandado a caixa se levantar e pedir desculpas à cliente, no que ela se recusou”. E teria respondido: “Eu estou trabalhando! Não vou pedir desculpas nem sair daqui. Não vou!” O policial então alegou “desacato à autoridade”, pegou a moça pelo braço, virando-a para trás, lhe pôs um par de algemas e a conduziu para a Delegacia.

O fim dessa história, eu não sei. Mas, ganha menor importância, quando se vê pela foto publicada pelo Globo que “Sua Senhoria, a autoridade” era um negro, tal qual a modesta caixa. Talvez, por isso, somente a atriz Aparecida Petrowky achou um absurdo o acontecimento. Não vi nenhuma dessas entidades que estão sempre de prontidão para denunciar, protestar contra uma arbitrariedade dessas, quando praticada por “autoridades” não negras, tomarem alguma decisão.

E não me venham dizer que estou pregando o racismo, o preconceito e coisas do gênero, porque não estou. A minha intenção é, isto sim, de mostrar a minha indignação com o fato, independente da cor de quem o praticou, e com os “patrulheiros” de plantão que ficaram calados.



Escrito por Ernâni Motta às 20h57
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DEPUTADOS AMAPAENSES ENRIQUECEM COM NOTA FISCAL

É aterradora a denúncia feita pelo “Fantástico”, da Rede Globo, no domingo passado, de que 21 dos 24 deputados estaduais do Amapá estão envolvidos em um esquema falsificação de notas fiscais, com o qual se locupletam para vergonha do eleitor amapaense.

A matéria foi minuciosa e rica em detalhes, o que fez o deputado Agnaldo Balieiro (PSB), o único que se dispôs a receber a equipe de reportagem, sofrer um surto de gagueira. Uma deputada colocou a mão sobre a câmara, tentando se esconder, velha e reiterada prática dos corruptos.

Políticos de todo o Brasil, sabe-se muito bem, são em bom número corruptos, esbanjadores do erário, praticantes de toda sorte de malversação do dinheiro público, logo, infelizmente, o Amapá não está livre dessa moléstia. Entretanto, a indignação se faz maior, quando se pensa que o estado é pobre, vive à mingua, pedindo esmolas ao governo federal.

Ao Poder Legislativo cabe o direito constitucional de fiscalizar o Executivo, mas, ao que parece, os denodados deputados estaduais do Amapá se esqueceram disso, tão ocupados que sempre estão em arrumar um “jeitinho” para enriquecer o mais rapidamente possível. Afinal, eles correm o risco de nas próximas eleições não se reelegerem.

Há quem afirme que fechar assembleias legislativas e câmara de vereadores não faria falta à sociedade e nos pouparia de gastos inconsequentes. Particularmente, discordo dessa opinião! Para mim, o que se faz necessário, urgentemente, é o povo votar com sabedoria, desprezando as misérias oferecidas pelos candidatos.

A reportagem mostra que apenas três deputados estão fora da lista do Ministério Público Estadual, que realizou as investigações, isto porque dois morreram ao longo das investigações e uma ainda não foram concluídas as análises de suas contas. E a semana encerrou sem que ninguém contestasse a publicação ou anunciasse a decisão de processar a Rede Globo e o Ministério Público Estadual pelas conclusões a que chegou. E por quê? Porque, desgraçadamente, não o que contestar.

E ao povo o que resta? Infelizmente, só resta sentir vergonha, muita vergonha!...



Escrito por Ernâni Motta às 20h56
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DEPUTADO DIVULGA CARTA AOS ELEITORES

No post acima, eu escrevi que ninguém havia se pronunciado quanto às denúncias de improbidade dos deputados estaduais do Amapá, mas, preciso fazer um reparo. O deputado Agnaldo Balieiro publicou, na segunda-feira, uma carta aos amapaenses, no perfil da senhora Priscilla Gama, no Facebook, que reproduzo abaixo:

 

CARTA AO POVO DO AMAPA

Venho por meio desta, esclarecer ao povo do Amapá os fatos referentes ao Mandato Popular, que represento com muita honra e responsabilidade, apresentados no Fantástico do último domingo.

Em primeiro lugar, reafirmo meu compromisso com o povo do Amapá, sobretudo, meus eleitores. Reafirmo ainda, meu compromisso com a política, enquanto instrumento de transformação da sociedade, princípios estes, argüidos (sic) ideologicamente pelo Partido Socialista Brasileiro – PSB, sigla à qual pertenço.
Recebi a equipe do Fantástico em meu Gabinete de Deputado Estadual na ALAP, uma atitude que revela o meu comportamento ético e responsável na condução do Mandato Popular. Não preciso me esconder e nem omitir qualquer tipo de informação. Minhas ações são transparentes e apoio de forma radical a ação do Ministério Público na defesa do dinheiro público, pois compreendo que este, é o combustível para as grandes realizações que competem ao Poder Executivo.
Garanto também, que nunca fiz uso de recursos ilícitos na ação do Mandato Popular. Todas as estruturas da ALAP utilizadas pelo meu Gabinete se deram para viabilizar as atividades do mandato por todo o estado e estão amparadas pelo Regimento Interno da casa, que orienta as minhas ações e as dos demais parlamentares.

Jamais falsifiquei Nota Fiscal, sou definitivamente contra essa prática ou qualquer outra prática criminosa. A prestação de contas do meu Gabinete é de responsabilidade de meus assessores com os quais farei um amplo levantamento para visualizar possíveis falhas, submetendo o resultado aos organismos de controle (grifo meu). Tenho uma história reta, sem desvios, confio nas instituições e condeno a ilicitude, base de minha formação pessoal e profissional, afinal estou deputado, mas sou, com muito orgulho, policial militar do meu Estado.

Por fim, reafirmo o meu compromisso com o povo do Amapá e com a militância do meu partido, PSB-AP. Tenho Fé que a verdade prevalecerá, avante!

Macapá, AP, 12 de maio de 2014

Agnaldo Balieiro

Deputado Estadual/PSB-AP

 

O deputado afirma, em sua carta, que jamais falsificou Nota Fiscal, por ser “definitivamente contra essa prática”, mas, não foi que ficou demonstrado pelas imagens transmitidas pela Rede Globo. Aqui, é de todo necessário lembrar a velha frase: “À mulher de César não basta ser honesta, tem que parecer honesta”.

E continua o deputado dizendo que a prestação de contas de seu gabinete é responsabilidade de seus assessores. Gostaria de lembrar ao nobre deputado que responsabilidade é intrasferível e indelegável, portanto, ela é toda dele e não dos assessores.

O deputado em um gesto de humildade diz que fará amplo levantamento para visualizar possíveis falhas e que submeterá o resultado aos organismos de controle. Todavia, não esclarece as atitudes que tomará contra os “assessores responsáveis”, pela prestação de contas de seu gabinete. Nada a fazer, deputado? Há, sim. No mínimo, a demissão dos mesmos. Ou isto seria uma injustiça, com alguém que lhe foi fiel e cordato?

Por fim, mais do que os organismos de controle, quem, verdadeiramente, merece os esclarecimentos é a sociedade, particularmente, os seus eleitores.



Escrito por Ernâni Motta às 20h53
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PARA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DE FLORES:

Cabelo Solto

Regina Jardim

 

Os teus cabelos são como o mar revolto

Milhares de ondas a tombar meu barco

Mas mergulho nas ondas como bom marujo

Não me escondo feito um caramujo

Eu me entrego à maldição de medusa

Pois de todos os mares tu és única musa

Que me faz navegar no teu cabelo solto.


 

A pérola de hoje está publicada originalmente na página da autora, Regina Jardim, no Facebook. À Regina, o meu muito obrigado pela compreensão e contribuição. E se você está no Facebook, não deixe de ir curtir a página da Regina. Lá há muita doçura e sensibilidade!



Escrito por Ernâni Motta às 20h51
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