MÉDICO NO RIO MANDA PACIENTE PARA OUTRO HOSPITAL EM ÔNIBUS ERRADO
Na quinta-feira passada, três mulheres gestantes, uma delas com dores e sangramento, procuraram o Hospital Miguel Couto, que fica no Leblon, Zona Sul do Rio de Janeiro, e foram informadas pelo médico de plantão que não poderiam ser atendidas naquela casa de saúde, por falta de leito. O médico, talvez por falta de receituário, rabiscou nos braços das pacientes onde elas deveriam buscar atendimento: Maternidade Fernando Magalhães, em São Cristóvão, Zona Norte da cidade, e o número da linha de ônibus que elas deveriam tomar para chegar ao local: 460. Acontece que o médico, acostumado, naturalmente a andar de carro próprio, com vidros escurecidos por insulfilm, e climatizado, afinal, a temperatura, na cidade, chega aos 40ºC, não conhece o itinerário dos ônibus e com isso aumentou o sofrimento das mulheres.
O jornal Extra, em sua edição de hoje publica:
Linha de ônibus
A tia de criação de Manuela disse que está revoltada por vários motivos. Segundo Maria José, além de não atender de maneira correta e riscar os braços da gestante, o médico apontou péssima alternativa de transporte. Uma das linhas indicadas foi a 460 (São Cristóvão-Leblon), cujo ponto mais próximo da Fernando Magalhães fica a 1,3 Km. E mais: no trajeto há enorme ladeira.
Há quem diga que os médicos acham que são deus, mas, esse pelo visto está para o... você sabe, como diz o Ancelmo Gois.
Eu gostava, gosto, de Michael Jackson, deixo claro desde já. No gênero, Thriller me parece mesmo brilhante. Cantava e dançava muito bem. Era também um bom compositor. Essas ressalvas todas porque sei que alguns hão de protestar contra a comparação. Mesmo assim, vou adiante. Lula é o Joe Jackson do PT, aquele pai esquisito que fica sorrindo e posando para fotógrafos enquanto o mundo chora a morte do filho. O pai tirânico. Sim, é bem provável que, sem a obstinação de Joe em fazer dos filhos artistas — e máquinas de ganhar dinheiro —, o menino Michael não tivesse saído do zero. O pai está na origem da disciplina, mas também da sua autodestruição. O roteiro é conhecido.
...
O “pai” não cansa de humilhar o ”filho”, de tratá-lo como um idiota. Impõe-lhe como candidata à Presidência uma figura que, vá lá, ainda é um tanto desconhecida no partido. Obriga-o a mudar de posição da noite para o dia; imprime-lhe mudanças de rumo e de propósitos com base nas próprias necessidades. O partido vai se desfigurando, vai se tornando um monstrengo, derretendo em praça pública. De “preto” e socialista, tornou-se rosado e dependente da boa vontade de gente como Sarney e Renan Calheiros. E Joe nunca está satisfeito. Diz assim: “Fui eu que o fiz, e você me deve obediência”.
Para ler o artigo completo, vá ao sitio da "Veja", no UOL, link ao lado.
SUPLICY NEGA QUE PT TENHA SIDO ENQUADRADO POR LULA
A propósito, terminei de assistir o senador Eduardo Suplicy (PT-SP), através da TV Senado, dizer, no plenário da Casa, que a reunião de Lula com os senadores petistas, na quinta-feira, foi um diálogo, onde todos falaram de suas preocupações com as denúncias contra o presidente do Senado. E que Lula teria lhes respondido que iria conversar com Sarney, no dia seguinte, pela manhã, quando lhe transmitiria o que havia o ouvido. Suplicy iniciou seu discurso, dando essa explicação, como resposta aos senadores Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) e Cristovam Buarque (PDT-DF), que o precederam e denunciaram que o presidente Lula havia enquadrado os senadores petistas.
Tenho o maior respeito e a maior admiração pelo senador Suplicy, mas, essa ficou meio atravessada na garganta. Por que, então, o líder o PT, no Senado, Aloísio Mercadante (PT) foi a tribuna fazer aquele discurso, em nome da governabilidade e dizer que esta só se sustentaria com a manutenção de Sarney na presidência do Senado? Por que a reunião, que durou quase quatro horas, foi a portas fechadas e sem fotografias?
GOVERNO DIZ PARA INFECTADOS COM A NOVA GRIPE FICAREM EM CASA
O Ministro da Saúde, José Gomes Temporão, foi à TV dizer que o país mudou os procedimentos de atendimento dos infectados com a nova gripe, que as pessoas devem procurar hospitais, somente, em casos graves e que aquelas que tiverem apenas suspeitas da doença devem se tratar em casa.
Aí, eu fiquei pensando como é que vou saber que tenho apenas suspeitas e que tipo de tratamento devo receber... Será que o balconista da farmácia mais próxima da minha casa sabe o remédio que devo tomar? E quando vou saber que o meu caso já poderá ser considerado grave? Meu Deus!...
E nessa de ficar pensando, veio-me a lembrança de que quem pode irá recorrer aos médicos e hospitais particulares e quem não tem recursos o que vai fazer? Tomar o chazinho da vovó?
Agora, vejam como é o povo, ainda há, neste país, mais de 80% da população que acha que o governo Lula é bom ou ótimo!
O senador Papaleo Paes (PSDB-AP), a cada vez que algum de seus pares ocupa a tribuna para falar sobre as denúncias contra Sarney (PMDB-AP), levanta-se em defesa de seu presidente. E, nessas horas, costuma afirmar que as tais denúncias partem do palácio do Planalto, que não deseja a instalação da CPI da Petrobrás. Aliás, é verdade, Lula tem arrepios só em ouvir falar da malfadada CPI.
Agora, o que me parece um paradoxo é o fato de Papaleo defender Sarney, atacando o governo Lula, quando Lula já declarou, por diversas vezes, que para manter a governabilidade precisa de Sarney na presidência do Senado. Em outras palavras, Sarney é a viga mestra do governo Lula, logo...
Ou eu estou maluco, ou o senador Papaleo está de gozação comigo e com o seu eleitor amapaense.
A música para este final de semana, em que o blog completa quatro anos, é um dos maiores sucessos de todos os tempos para comemorarmos em grande estilo, eu diria. Mas, o blog gosta de provocar uma polêmica, por isso, a música para este final de semana, exatamente, por ser um grande sucesso, criou uma dúvida quanto ao verdadeiro interprete, no clip que estamos mostrando: seria a voz de Frank Sinatra ou a de Perry Como. São vozes semelhantes, talvez, pelo fato de os dois terem origem italiana. A pessoa que colocou o clip, no Youtube, deixou a dúvida no ar, ao colocar o nome dos dois artistas. Particularmente, acho que quem está cantando é Perry Como, mas, cada um tem o livre arbítrio de decidir. O importante é que a música é maravilhosa e tenho certeza, para este dia, uma escolha melhor seria (como foi) muito difícil de encontrar. Senhoras e senhores, a música para este final de semana é “Killing Softly With His Song, com Perry Como (ou seria Frank Sinatra?).
Killing Me Softly With His Song
Perry Como (ou seria Frank Sinatra?)
Composição: Charles Fox/ Norman Gimbel
I heard she sang a good song, I heard she had a style. And so I came to see her and listen for a while. And there she was this young girl, a stranger to my eyes.
Strumming my pain with her fingers, singing my life with her words, killing me softly with her song, killing me softly with her song, telling my whole life with her words, killing me softly with her song
I felt all flushed with fever, embarrassed by the crowd, I felt she found my letters and read each one out loud. I prayed that she would finish but she just kept right on.
Strumming my pain with her fingers, singing my life with her words, killing me softly with her song, killing me softly with her song, telling my whole life with her words, killing me softly with her song
She sang as if he knew me in all my dark despair and then she looked right through me as if I wasn't there. But she was there the stranger, singing clear and strong.
Strumming my pain with her fingers, singing my life with her words, killing me softly with her song, killing me softly with her song, telling my whole life with her words, killing me softly with her song
Este fim de semana é muito especial para o blog, que completa quarto anos de existência. E, parece que foi ontem que me decidi por colocá-lo no ar.
A proposta inicial era a de atualizá-lo diariamente, mas, como as coisas não acontecem ao sabor da nossa vontade, não deu para concretizar a ideia. Mas, digo-lhes com a maior franqueza que é um prazer desmedido manifestar os meus pensamentos aqui e compartilhar as minhas ideias com vocês.
Não posso negar, entretanto, que já houve dias em que tive vontade abandoná-lo. É que mesmo sendo jornalista, não me acho com dom para ser um escritor. E há horas em que é preciso se ter esse talento. Daí que a falta dele me dá uma dor de cabeça enorme. Por isso, tenho a maior admiração por quem atualiza o seu blog todos os dias. Mas, vou fazendo o que posso.
De qualquer sorte, como sou um bancário aposentado, uso o blog para mostrar a minha indignação com os políticos, me enternecer com os poemas dos meus amigos, me sensibilizar com as músicas, que compartilho com vocês a cada fim de semana, para fazer, enfim, alguma reflexão sobre o cotidiano.
Aliás, costumo dizer que sou mais bancário aposentado do que jornalista, pois, me acho muito pretensioso ao me declarar como tal. Se bem que o STF disse que agora qualquer um pode ser jornalista... Mas, os meus princípios, ainda assim, continuam a me pautar pela ética e modéstia.
Escrevi, no dia 3 de julho de 2005, que o blog serviria para me aproximar dos meus velhos amigos e dos novos que fossem chegando. E, graças a Deus, os novos são em número maior do que poderia imaginar. Que bom! Mas, sei que alguns dos velhos amigos passam por aqui calados, talvez, por serem tão tímidos quanto eu. O que me conforta e muito, contudo, é saber que eles estiveram aqui.
Mas, o desafio continua. E espero que Deus me dê animação suficiente para continuar a dividir com vocês a minha palavra de crença no ser humano, Imagem e Semelhança de Deus, de inconformismo com o paradoxo que o próprio homem cria ao se mostrar ganancioso e intolerante e cheio de alegria com todas as benesses que a vida me proporcionou.
Agora, pode se servir do seu pedaço de bolo e da sua taça de champanhe!
Os jornais, hoje, têm a mesma chamada de capa: Lula enquadra o PT que diz agora apoiar Sarney.
Lula, em reunião com a bancada petista, ontem à noite, lembrou aos seus correligionários que Sarney e o PMDB têm ajudado o seu governo desde a primeira hora. O que fez com que os membros do Partido dos Trabalhadores recuassem da ideia de abandonar o senador maranhense pelo Amapá, à própria sorte.
E Lula tem razão. É sabido, por esse Brasil todo, que sem o apoio do PMDB, ele jamais chegaria à Presidência da República. De nada teria adiantado Lula arrumar a dentadura, passar a usar ternos Armani e se mostrar o novo “Lulinha, paz e amor!”. O eleitor, no Brasil, ainda obedece aos seus “caciques políticos”, inclusive nas grandes cidades, como Rio e São Paulo. Daí que o apoio do PMDB foi de fundamental importância para fazer Lula ganhar a sua quarta tentativa de chegar à Presidência.
Também, vale lembrar que esses 84% da população que se declaram a favor de Lula, hoje, são os mesmos que lhe viraram as costas nas outras tentativas. Sinceramente, hoje, acredito que não foi o PT que ganhou a eleição, mas, sim, o PSDB que não soube ganhar. É só lembrar a arrogância de FHC e seus ministros, que se achavam os donos da República e imbatíveis nas urnas.
Lula, portanto, movido pela gratidão, não pode deixar de declarar o seu apoio a Sarney. E gratidão, convenhamos, é uma virtude. Mas, calma, não vamos achar, por isso, que Lula é um virtuoso. Até porque o cerne da preocupação dele não é bem se mostrar grato a Sarney e sim não perder as rédeas do que ele chama de governabilidade, no pouco mais de um ano que tem de mandato. Lula tem o maior medo de o PMDB deixá-lo à deriva, nos últimos meses de seu mandato e com isso não emplacar a sua ministra nervosinha Dilma Rousseff, como sua sucessora. Afinal, não foi isso o que aconteceu com FHC e Serra?
O triste, nessa história, para os petistas é terem de concluir que o PT é tal qual o PMDB. Com meia dúzia ditando as regras e fazendo conchavos às caladas da noite. E a hora de abandonar esse barco passou. A hora foi quando Heloísa Helena e outros perceberam quem, realmente, era ou é Lula e ao que ele se submeteu para chegar à Presidência e foram fundar o PSOL.
Ver um Aloísio Mercadante tentar explicar o inexplicável deve ser de doer para os petistas, ver uma Ideli Salvatti tecendo loas a Sarney, que no passado era chamado de ladrão, pelos seguidores do Partido dos Trabalhadores, deve arder-lhes na carne, como um golpe de punhal frio e pontiagudo. Ver Lula dizer que Sarney, por sua história, não pode ser julgado como um homem comum deve ser triste, como a mais cruel das traições. Mas, agora, não tem jeito. Quer dizer, aqueles que ainda tiverem um restinho de dignidade que caiam fora, antes que a vergonha seja ainda maior.
A verdade é que o Partido dos Trabalhadores não era o que apregoava. Custou, mas a mascara caiu e caiu feio.
E o Partido dos Trabalhadores quer nos impor uma presidente autoritária, que não mede lugar nem pessoas para destilar as suas grosserias. O Globo diz hoje a candidata de Lula e do PT, Dilma Rousseff, até agora só poupou de seus achincalhes o presidente e o vice, José Alencar e que o presidente da Petrobrás, Sergio Gabrielli, já foi visto em lágrimas, depois de um destempero da ministra.
Escreveu O Globo: Ministros têm episódios de enfrentamento com Dilma, de maior ou menor gravidade, e reagem de maneira diferente. A ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva (PT-AC) tirava Dilma do sério por causa das exigências ambientais para liberação de obras. O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, amigo de Dilma, costuma responder com bom humor às cobranças mais incisivas e aos gritos dela. Recentemente, numa reunião do programa habitacional “Minha Casa, Minha Vida”, Dilma deixou atônitos os governadores tucanos José Serra (SP) e Aécio Neves (MG) ao dar uma bronca em Bernardo.
Dilma não poupa adjetivos quando o trabalho realizado não lhe satisfaz. Imbecil é uma das palavras mais usadas por ela ao ver ordens não cumpridas.
Deve ser por isso que Lula afirmou que a ministra é a mãe do PAC. Mas, pelo jeito, ela está mais para madrasta.
SARNEY OMITE CASA EM RELAÇÃO DE BENS APRESENTADA A JUSTIÇA ELEITORAL
O jornal Estado de S. Paulo publicou hoje a informação de que o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), deixou de fazer constar em sua relação de bens, apresentada à Justiça Eleitoral, uma casa, onde ora, na Península dos Ministros, um dos lugares mais nobres de Brasília, avaliada em R$ 4 milhões. Sarney, segundo o Estadão, teria comprado o imóvel em 1997 do banqueiro Joseph Safra, através de um contrato de gaveta.
A assessoria do senador maranhense pelo Amapá divulgou uma nota à imprensa, na qual afirma que "por equívoco do contador, em 2006, foi apresentada à Justiça Eleitoral a mesma lista de bens de 1998".
À tarde, porém, a assessoria de Sarney distribuiu uma nova nota à imprensa, corrigindo a anterior. Leia o que diz a nota:
Esta nota corrige equívoco anteriormente divulgado. O erro cometido na declaração de bens do senador José Sarney à Justiça Eleitoral em 2006 não foi, como afirmado, a repetição da lista de bens de 1998, mas a omissão da casa, por esquecimento depois de feita a atualização patrimonial. O fato é que a propriedade está informada à Receita Federal e ao TCU desde 1999, conforme certidão anexa à primeira nota.
Eu fiquei me perguntando, quem aprendeu com quem esse negócio de alegar que não sabia? Será que foi Lula que aprendeu com Sarney ou será que foi Sarney, depois do mensalão, que pegou o gancho do “eu não sabia”, com Lula? E por falar em esquecimento, não esqueçam que Sarney já disse que não sabia que estavam colocando R$ 3,8 mil na conta dele todo mês, como auxílio moradia, mesmo ele tendo essa mansão aí de R$ 4 milhões.
Nos meus escritos de ontem deixei pedaços meus, O tempo se vai e meu coração pede respostas, Vôo livre no céu da minha imaginação...
Percebo que meus escritos não foram em vão, Pois pude assim entrar em teu coração, Na magia da poesia penetrei na tua alma...
De uma pequena flor, fiz um imenso jardim, De um simples sonho, criei uma linda ilusão. Mentindo,sorrindo ou chorando acreditaram em mim...
Se falo mesmo a verdade,poucos sabem... Casos vou criando, amores vou vivendo, Transformando minha emoção em poesia...
O poema acima foi publicado originalmente no portal “Mural dos Escritores”. O link está ao lado, e os responsáveis pelo “Mural” estão à sua espera para ser mais um dos poetas participantes.
O Senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) informou nesta quarta-feira, dia 24, ao Presidente Nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto, que já colheu cerca de 40 assinaturas de seus pares para apresentar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), dispondo sobre a exigência do diploma de curso superior de Comunicação Social para o exercício da profissão de jornalista. A OAB criticou a decisão do STF.
A PEC de autoria do Senador acrescenta à Constituição o artigo 220A, e estabelece o exercício da profissão de jornalista como privativo de portador de diploma de curso superior de Comunicação Social, com habilitação em jornalismo, expedido por curso reconhecido pelo Ministério da Educação, nos termos da lei. Ele acrescenta um parágrafo único ao artigo, tornando a exigência do diploma facultativa para o colaborador. A proposta também deixa facultativa a exigência do diploma para os jornalistas provisionados que já tenham obtido registro profissional regular perante o Ministério do Trabalho e Emprego.
Antonio Carlos Valadades pretende requerer à Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado uma audiência pública com estudantes, jornalistas, representantes de associações e federações de jornalistas e da OAB para debater a questão.
Audiência pública
Também nesta quarta-feira, 24, a Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio da Câmara dos Deputados (CDEIC) aprovou um requerimento apresentado pelo Deputado Miguel Corrêa (PT-MG) para uma audiência pública sobre a revogação da exigência do diploma de Jornalismo para o exercício da profissão.
Dando prosseguimento à mobilização, o Deputado Paulo Pimenta (PT-RS) anunciou que está reunindo assinaturas para apresentar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) exigindo a obrigatoriedade do diploma. O parlamentar sublinhou que a sociedade e o Parlamento “já começaram a compreender o prejuízo que a decisão do STF trará a outras profissões, como Antropologia, Ciências Sociais e Educação Física”.
O texto acima foi publicado originalmente no sitio da Associação Brasileira de Imprensa - ABI. Para acessar o sitio do ABI, o link está ao lado
Seguranças do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), agrediram, hoje, o repórter Danilo Gentilli, do programa CQC, da Rede Bandeirantes de Televisão, quando tentava entrevistar o senador.
Gentilli perguntou a Sarney como ele se sentia em "não ser tão poderoso quanto se pensava", mas ficou sem resposta do peemedebista e parou no chão com um empurrão dos seguranças, informa a Folha On-line, nesta tarde.
Segundo ainda a Folha On-line, Sarney teria pedido ao primeiro-secretário do Senado, Heráclito Fortes (DEM-PI), que retirasse as credenciais dos repórteres do humorístico, por estes terem desrespeitado a Casa e, particularmente, ele, Sarney, ao chamarem-no de “dinossauro”.
Mas, Marcelo Tas, um dos apresentadores do programa, teria sido informado pelo senador piauiense que Sarney recuara em seu pedido e que as credenciais seriam renovadas.
Chamar Sarney de “dinossauro”, realmente, é uma grande ofensa... aos dinossauros.
"INTRIGAS DE ESTADO", QUESTIONA A RELAÇÃO JORNAL ON-LINE E IMPRESSO
Ontem, fui assistir a convite de O Globo ao filme “Intrigas de Estado”, do diretor Kevin Mcdonald, com Russel Crowe e Rachel McAdams, no auditório do próprio jornal, que se seguiu de um debate com os jornalistas José Meirelles Passos e Patrícia Kogut e do escritor João Paulo Cuenca, com a mediação do colunista Arnaldo Bloch, todos de O Globo.
O filme tem como pano de fundo a morte de uma amante de congressista, mas, procura discutir a agilidade do jornalismo on-line e a sobrevivência do jornal impresso. É verdade que o diretor deu um tom romanceado à discussão, entretanto, achei muito pertinente a discussão.
Afinal, o jornalismo on-line, como se pensou durante o debate, com a sua instantaneidade, visa o leitor que tem pressa, que está nos escritórios, no restaurante e, com as novas mídias (telefone celular, lap-top, iphone), em qualquer lugar, enfim. Isto, então, seria a declaração de morte do jornal impresso? Pode ser que sim...
Penso que o jornal impresso pode até adequar-se a uma nova realidade, porém, jamais deixará de existir, ou pelo menos ainda demorará muito para perecer. Acho que já não busca mais no jornal impresso a “nova notícia”, mas o desdobramento, a reflexão sobre a notícia veiculada, no dia anterior, pela TV, pela Internet.
E num país, como o Brasil, onde a exclusão digital é gigantesca, o jornal de papel ainda por muitos anos será esse que, como se dizia nos anos 1960, se espremer sai sangue. Eu mesmo vejo diariamente, durante a minha caminhada matinal, um grande número de pessoas, pescoços pra cima, lendo, no mínimo, as manchetes desses jornais. Aqui, no Rio, posso contar de quatro a cinco desses jornais, enquanto os jornalões não passam de dois.
O filme deixa evidente também a velha máxima, que tanto ouvi de meus professores, na faculdade: “o jornalista não pode se envolver com a notícia”. E o jornalista que investiga a morte da amante do congressista é amante da mulher dele e foi seu colega de faculdade.
Por isso, eu recomendo aos alunos de Comunicação, aos meus colegas jornalistas e qualquer pessoa interessada em conhecer os meandros de um jornal a que assistam ao filme. Vale à pena, acreditem.
A opção que alguém possa ter por ser um político de ofício, acho perfeitamente natural e saudável, ainda que veja o cargo de vereador como passível de discussão, quanto a sua necessidade, notadamente, nas cidades pequenas. E mais, que para exercê-lo a pessoa tenha de ser remunerada.
Por que nas cidades de pequeno porte não se poderia criar um conselho consultivo, ao qual o prefeito recorresse para as decisões mais complexas? Será que há, verdadeiramente, a necessidade de se criar uma Câmara de Vereadores, cujos serviços, seguramente, são de pouca monta e de quase nenhum interesse mais significativo para a coletividade? Sinceramente, tenho a sensação que não. De qualquer sorte, creio que valeria a pena um debate mais amplo sobre o assunto.
A vereança, ao que me parece, é a alfabetização para o exercício de cargos mais significativos, a se considerar que as decisões políticas a partir de uma Assembleia Legislativa estadual agregam complexidades maiores. Assim, a carreira política de um cidadão, que optasse por ser um político profissional, iniciaria com o cargo de vereador e teria o seu ápice com o de presidente da República. Evidentemente, que alguém poderia queimar uma ou outra etapa, desde que para isso se mostrasse diferente, para melhor, de seus pares.
Ocupar-se da política, como profissão, exigiria do candidato ao seu exercício que agisse como em qualquer outra, antes de tudo tecnicamente capacitado, com denodo, probidade, ética e um espírito despojado de vaidades, o que não significa que se esquecesse de suas ambições. Muito pelo contrário, diante de um revés, o político profissional iria rever seus conceitos e métodos, escutar a coletividade, atualizar-se com o seu tempo.
Mas, eu sei que isso é uma bela de uma utopia e assim jamais será, quer no Brasil, quer em qualquer lugar do mundo. Ainda que, em algum país desse planeta, haja políticos mais comprometidos com a causa pública.
O que de fato ocorre, para nossa infelicidade, é que os políticos são dotados de espíritos beligerantes, têm a ganância como fonte e não medem esforços para alcançarem os seus objetivos, mesmo que tenham de recorrer a métodos escusos. E assim usam do mandato que o povo lhes concede para se locupletarem, enriquecerem e beneficiarem parentes e os áulicos de plantão.
Servir à comunidade e ao povo que os elegeu é o primeiro propósito que eles esquecem para terem como objetivo único morrer nalgum cargo, a qualquer custo, a qualquer preço. Pois, esquecidos fazem-se também de que a renovação, como em qualquer profissão, é necessária e, de igual modo, saudável.
O presidente do Senado Federal, José Sarney (PMDB-AP), desde sua eleição, tem sido perseguido implacavelmente por seus adversários e pela imprensa, com denúncias que, ao que tudo indica, estão longe de chegar ao fim.
Os adversários, ou melhor, os inimigos, Sarney os adquiriu ao longo de uma trajetória, cujos limites jamais existiram. Sua história é narrada através de adesismos, perseguições, oportunismos e sabe Deus mais o quê.
Sarney, jamais claudicou diante da possibilidade de mudar de “lado político”, desde que, como diz a escumalha, “fosse para se dar bem”. Assim, ele rompeu com os generais da ditadura que haviam lhe presenteado com o governo do estado do Maranhão para compor com Tancredo Neves, a candidatura à Presidência da República, via o fatídico Colégio Eleitoral, criação da carcomida ditadura. A sorte, então, foi-lhe pródiga e, com a morte de Tancredo, foi alçado à Presidência, até porque os generais, fartos que estavam do poder, resolveram se recolher à caserna. Com o fim de seu desastrado governo, chegou-se a anunciar a sua morte política, haja vista, que durante a campanha Collor, o caçador de marajás, mostrou-se seu ferrenho adversário e ao assumir o governo não lhe deu chances de voltar à ribalta. Veio então o governo FHC, e eis que ele, como a Phoenix, ressurge das cinzas e consegue emplacar um de seus filhos no ministério tucano. Lula apresenta-se como “a última coca-cola do deserto”, num país esfacelado e à beira de um colapso econômico-financeiro, e novamente Sarney não titubeia e adere ao governo petista. Aliás, para que se faça Justiça, é de todo conveniente dizer que Zé Dirceu, o mentor-mor do governo Lula, é quem admite e decide que Sarney seria a viga-mestra do governo do Partido dos Trabalhadores. A que ponto chega, portanto, o PT, última esperança do povo brasileiro.
À presidência do Senado, Sarney queria chegar, pela terceira vez, sem nenhum concorrente. O seu desejo era o de ser aclamado para, sem oposição, continuar a sua fieira de apadrinhamento, compadrio e o velho “se dar bem”. Recorreu a Lula, em sua sanha para tirar os adversários de seu caminho, mas o Partido dos Trabalhadores, tão ganancioso quanto, houve por bem não obedecer às ordens do Planalto e lançou Tião Vianna como candidato. Evidentemente que Sarney recorreria aos seus velhos “compadres” do DEMO, ex-PFL, ex-PDS, ex-Arena para conseguir o seu objetivo.
Acontece que na política brasileira o atropelado de ontem é o atropelador de hoje, o que, ao que parece, Sarney esqueceu. Daí que não demorou a que os cadáveres putrefatos, por ele deixado nos porões do Senado, começassem a aparecer. E se o senador maranhense pelo Amapá não abandonar logo o barco, ainda muito demorará a pararem de ser desencavados. E, a exemplo do que fez Roberto Jefferson com Zé Dirceu, não duvido nada que um de seus velhos camaradas diga do plenário do Senado: - Zé Sarney sai daí, sai logo daí!
Há duas frases, contudo, as quais Sarney está coberto de razão: a primeira é quando ele disse: “A crise não minha, a crise é do Senado”. É verdade, sabendo-se que político nesse país dispõe-se a tudo para chegar aos mais altos cargos, ninguém duvide de que todos têm culpa no cartório, em relação à podridão que assola os subterrâneos do Senado. A segunda, é quando ele afirma que por sua história, não merece ser julgado como qualquer um. Também é verdade. Esse “qualquer um” a que Sarney se referiu é um homem que acorda às quatro horas da manhã, toma um trem lotado, trabalha o dia todo, sem a certeza de que, ao final do mês, receberá o seu suado salário e tem uma penca de problemas para resolver, como, por exemplo, conseguir uma vaga na escola pública para os filhos, fazer das tripas coração para juntar uns trocados a fim de dar uma arrumada no barraco, encarar uma fila quilométrica na porta dos hospitais públicos para uma simples consulta para si ou para a família, se submeter aos caprichos de um chefe mau caráter para não perder o emprego e por aí vai... Não, Sarney não pode ser julgado como esse desgraçado, a quem ele sequer se aproximou algum dia. Não, Sarney não pode ser julgado, como “qualquer um”, ele, num país mais sério, seria julgado por um tribunal isento e imparcial e condenado a perecer nos fundos de uma masmorra.
O presidente do Senado se tivesse a perspicácia dos sábios, quando encerrou o seu mandato de presidente da República, teria se recolhido a uma aposentadoria confortável, onde se poria a escrever os seus livros e dirigir o seu clã. Teria dado oportunidade a que a Política brasileira estivesse sendo oxigenada, pela participação dos mais jovens que, indiscutivelmente, têm muito a contribuir para com este país.
Porém, Sarney tem a sede de um adicto e jamais consegue imaginar-se distante do Poder, nem que para isso tenha de passar pelas diatribes, a que vem passando. Pouco lhe importa se o tempo consome-lhe as forças físicas e mentais, pouco lhe importa se se vê abandonado pelos velhos camaradas, pouco lhe importa se ver achincalhado em praça pública, a qualquer hora do dia ou da noite. O que lhe importa é estar ou ser o Poder.
Que tristeza!
Sarney, em foto de Dida Sampaio/Ag Estado, semblante de um homem derrotado
Ao fazer o check-in, na hora do embarque de volta, para o Rio, fui surpreendido pela funcionária da companhia aérea, com a exigência de um protetor plástico, nas embalagens de isopor que eu trazia. Disse-me ela, com um ar professoral: - Se algo quebrar o isopor, o que estiver dentro vai molhar as bagagens dos demais passageiros, senhor. Por isso, a companhia exige a proteção plástica feita pela empresa tal.
Informado, pela dita funcionária, onde ficava o balcão da tal empresa, dirigi-me até lá para as providências solicitadas, ocorreu, porém, que lá não havia ninguém. Voltei a ela e expliquei-lhe que o que se passava. E tive como resposta: - Então, o senhor não vai poder levar os isopor. (sic)
Uma pessoa ao lado sugeriu-me conseguir uma sacola plástica, numa das lojas do aeroporto. Disse à funcionária que iria tentar, mas que, caso não conseguisse, desejaria falar com algum superior dela. A resposta foi ainda mais pernóstica: - Já fiz isso! Evidentemente que minha paciência esbarrou ao zero, e retruquei-lhe: - Ainda assim, eu vou querer falar com o seu superior. E fui à cata da tal sacola plástica, o que não consegui, até porque estávamos a pouco mais da meia-noite e àquela hora todas as lojas estavam fechadas.
Quando voltei, minha esposa havia questionado um senhor, que lhe pareceu em condições de resolver o impasse, e ele retrucou afirmando que não havia necessidade da tal embalagem plástica. Pediu à minha esposa que o acompanhasse até o guichê da companhia aérea, onde autorizou que as embalagens fossem despachadas, sem a tal proteção plástica.
Dias depois, meu irmão, que viajou por outra companhia, trouxe mais duas embalagens de isopor, sem a exigência do bendito invólucro plástico.
Então, sobraram-me as perguntas: se algum objeto fosse capaz de perfurar o isopor, tal proteção plástica, que a funcionária da companhia aérea me exigiu, seria capaz de realmente proteger as embalagens? Como ela, a funcionária da companhia aérea, sabia que o conteúdo das embalagens, em caso destas serem rompidas, poderia molhar a bagagem dos demais passageiros, pois, se o que eu trazia estava devidamente congelado? Sou um privilegiado, neste país, se considerar que há uma avalanche de pessoas que jamais pôde viajar de avião, enquanto eu conheço várias cidades brasileiras e seus respectivos aeroportos. Mas, o fato interessante nisso, é que nunca me fizeram a exigência de colocar proteção plástica nas minhas bagagens... Será que a TAM, a companhia aérea, tem interesses, em relação à empresa que faz as embalagens plásticas? Se tiver, não se trata, então, de uma venda casada? E a ANAC sabe disso?
A música para este final de semana é de Michael Jackson. Alguém para escolher uma música, entre tantos sucessos que ele conseguiu lançar, talvez, tivesse alguma dificuldade. Entretanto, desde a hora em que me decidi por colocar a música para o final de semana uma do astro rei do pop, não tive dúvidas, teria de ser esta que foi para mim o início de uma trajetória de glória. Michael Jackson menino, inspirado, com uma musicalidade que lhe assolava o corpo e alma, cantou para o mundo com ninguém fez. Senhoras e senhores, a música para este final de semana, em que a música mundial está de luto, é “Ben”, com Michael Jackson.
Ben
Michael Jackson
Composição: Michael Jackson
Ben, the two of us need look no more We both found what we were looking for With a friend to call my own I'll never be alone And you, my friend will see You've got a friend in me (You've got a friend in me)
Ben, you're always running here and there (Here and there) You feel you're not wanted anywhere (anywhere) If you ever look behind And don't like what you find There's something you should know You've got a place to go (You've got a place to go)
I used to say "I" and "me" Now it's "us", now it's "we" (I used to say "I" and "me" Now it's "us", now it's "we")
Ben, most people would turn you away (Turn you away) I don't listen to a word they say (A word they say) They don't see you as I do I wish they would try to I'm sure they'd think again If they had a friend like Ben (A friend) Like Ben (Like Ben) Like Ben
Chegou o fim de semana para alívio de alguns, como, por exemplo, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). O fim de semana chegou trazendo perspectivas de incertezas para outros, como, o técnico da Seleção Brasileira, o aborrecido Dunga. Pois, ele sabe que os ocupantes do seu cargo mudam de “bestial para besta” em questão de um jogo, como definiu o falecido técnico Otto Gloria. Dunga viu sua estrela brilhar, nos últimos minutos da partida contra a Seleção da África do Sul, na quinta-feira, a dona da casa, ao substituir André Santos por Daniel Alves, que terminou por fazer o gol da vitória.
Mas, domingo tem mais e é bom que a estrela do técnico da Seleção Brasileira volte a brilhar, senão, ele não chega à Copa do Mundo, na própria África do Sul. É verdade que a Seleção dos Estados Unidos não assusta, mas, aí é que está o velho problema do chamado “salto alto”. Vou até bater na madeira, aqui, três vezes.
O fim de semana também vai ser de luto para a música pop internacional, com a morte de seu astro rei, Michael Jacson, nesta quinta-feira. Por outro lado, a tristeza fica maior ainda, neste fim de semana, para os familiares das vítimas do voo AF 447, do avião Airbus A330 da Air France que caiu no meio do Atlântico há três semanas. É que o governo brasileiro anunciou, na tarde desta sexta-feira, que estava encerrando as buscas dos corpos, conforme li há pouco, no portal UOL.
Mas, o fim de semana não será só de tristezas, estou certo disso. É que a Mega-Sena anuncia que poderá pagar o terceiro maior prêmio de sua história, no montante de aproximadamente R$ 55 milhões. Isto é, o fim de semana poderá ser muitos saltos de alegria para um ou vários brasileiros...
E você costuma fazer a sua “fezinha” na Mega-Sena? Entendi, você não acredita nessas coisas de sorte e falta de sorte, por isso, não gosta de jogar. O quê, mas o seu vizinho não perde uma? Não sei, não, mas, por R$ 55 milhões é bom você não deixar de crer.
Mas, seja como for, com sorte ou sem ela, apostando ou não na Mega-Sena, vou torcer para que você tenha um ótimo fim de semana.
MICHAEL JACKSON, O REI DO POP, MUDA PARA O ANDAR DE CIMA
Morreu nesta quinta-feira Michael Joseph Jackson, o rei do pop, aos 50 anos, vítima de uma parada cardíaca, em sua casa em Holmby Hill, Los Angeles, Estados Unidos.
Michael Jackson foi polêmico, exagerado, transgressor, mas foi, acima de tudo, um gênio. Teve uma infância pobre, até que seu pai Joseph descobriu que os filhos tinham talento para música e os levou para a Califórnia, onde formaram o Jackson 5.
O casal Joseph e Katherine teve nove filhos, dos quais Michael era o sétimo. “O pai era violento e, durante toda a vida, o astro se lembrou dos abusos e do terror psicológico sofridos”, notícia O Globo, hoje. E mais: “Os ensaios do Jackson 5 eram acompanhados por Joseph com um cinto na mão”.
Michael Jackson foi o recordista em vendagem de discos, alcançando a marca de 750 milhões de cópias vendidas, segundo sua gravadora, informa o site de O Estado de São Paulo. O jornal paulista publica ainda, em seu site: “O primeiro passo do artista no mercado da música aconteceu em 1968, com a assinatura do contrato do grupo Jackson Five - formado por Michael e quatro de seus irmãos - com a gravadora Motown. Na época do lançamento do primeiro single, o artista tinha apenas 11 anos de idade”.
“O grupo se tornou o primeiro da história da música pop a ter quatro singles em primeiro lugar nas paradas de sucesso com as faixas I Want You Back, ABC, The Love You Save e I'll Be There. Não demorou para que Michael Jackson se tornasse o centro das atenções e superasse o sucesso dos irmãos”.
Michael Jackson parte para a carreira solo e destrona os maiores nomes, até então, da música pop internacional. A cada disco lançado, um novo sucesso surgia, via aumentar a sua legião de fãs e se consagrava cada vez mais como o rei do pop. “Billie Jean”, “Beat It”, “Thriller” e sabe-se lá quantos sucessos mais ressoam nos nossos ouvidos... Seus passos de dançarino vigoroso, criativo, inimitável continuarão a povoar mentes de várias gerações.
Mas, Michael Jackson não conheceu apenas a fama, o sucesso, os lucros. Em 1983, viu-se acusado de ter molestado sexualmente um menino de 13 anos. Jackson, obviamente, negou as acusações, mas o processo só foi arquivado em 1994, após o cantor desembolsar cerca de US$ 30 milhões, como pagamento aos pais do garoto. Michael ainda enfrentaria outras acusações de molestar sexualmente menores e se viu obrigado a pagar às famílias somas altíssimas para se livrar dos processos.
Vai-se o homem Michael Jackson, mas, fica a sua genialidade. Que descanse em paz!
- Não gostaria de dizer o que vou dizer, mas o presidente do Senado precisa se afastar do cargo. Para o bem dele, de sua família, de sua história e deste Senado. Melhor sair, antes que seja obrigado. Melhor deixar agora a presidência, antes que sua situação fique totalmente insustentável.
A alegria de reencontrar velhos e queridos amigos foi imensa e difícil de expressar. Sinceramente, me senti mais querido do que acho que mereço, mas, isso é bom. Mostra pra gente que também tivemos acertos na vida. A todos os meus amigos que foram ao meu encontro, na residência das minhas irmãs, o meu inestimável apreço e a minha mais sincera amizade.
No domingo que cheguei, lá estiveram capitaneados pelo Ocir, os meus amigos: Manoel Jackson, Álvaro Vaz de Lima, Edmilson Bagundes e outros também tão queridos quanto esses, cujos nomes me veem à memória, neste momento.
Mas, quero mencionar, especialmente, a visita de dois. O Milton “Sapiranga” Barbosa e o Fernando Canto. O Milton, eu conheci quando sacristão na Igreja de São José. Depois, estudamos no mesmo colégio e fomos nos encontrar na Rádio Educadora, anos mais tarde. O Milton ainda batalha nos meios radiofônicos de Macapá, e, montado em sua bicicleta, fez-me uma breve visita, mas com tempo suficiente para lembrarmos alguns bons e velhos “causos”.
Já o Fernando Canto, nos conhecemos nos tempos de moleque no nosso Laguinho querido. E para minha surpresa, ele chegou lá em casa, num final de tarde, para me levar até a sua, onde nos esperava sua mulher, Sonia, minha amiga e colega dos tempos de Banco do Brasil. O Fernando é um impagável contador de piadas, cujos personagens não deixam de ser os moradores do nosso velho bairro.
Foram dois momentos muito especiais e ao Milton e ao Fernando, só tenho a dizer muitíssimo obrigado, pela consideração e pela amizade.
Eu e Fernando Canto, sociólogo e contador de "causos". Visto uma camisa
dos Boêmios do Laguinho, gentimente, cedida por meu amigo.
Hoje, 26 de junho, é o Dia Internacional de Combate às Drogas. E recebi da amiga blogueira, Elza Fraga, o convite para participar de uma blogagem coletiva, pela passagem da data, com o que concordei de imediato. Mas, preciso dizer a Elza que estou reproduzindo o poema que ela publicou no “Tempo In-verso”, porque não encontrei nada melhor. A Elza, como mãe, acima de tudo, coloca no poema “Droga de Vida” a dor e a providência que tomaria para acudir o filho vítima dessa desgraça dos nossos tempos.
DROGA DE VIDA
(Elza Fraga) . Por onde andará o brilho do olhar do meu menino? Quem foi que tirou a luz?
Foi o moço da esquina que prometeu a viagem e forneceu a passagem em forma de pó e cruz
Meu menino viajante querendo desbravar mundos lá onde moram estrelas calçando ruas azuis embarcou e me deixou de olho fito na estrada passando a vida sem vê-la, esperando desgrenhada
E nunca mais fui a mesma e nunca mais foi o mesmo
Agora não posso nada contra os moços sorrateiros que como sombras aparecem com o elixir milagroso que tira o desespero alivia a tremedeira
promete a cura do medo
Se pudesse eu tiraria o meu menino do mundo e de novo o geraria numa gravidez pra sempre
nunca que o pariria protegido no meu ventre
aquecido escutando as cantigas de acalanto sem ter medo de careta
Dorme eterna criança aqui onde a dor não te alcança não tem boi de cara preta
Este poema está publicado originalmente no blog “Tempo In-Verso”, da poetisa Elza Fraga. O link está ao lado, vá lá visitá-la e se delicie com a sensibilidade e a criatividade da minha amiga.
Eu escrevi que tenho tanto sobrinhos em Macapá, que fica difícil lembrar todos. Alguns porque, dadas as circunstâncias, estão meio distantes, outros porque estão perto demais. Os que estão mais distantes não são menos lembrado por serem menos amados, de forma alguma, nem os que estão perto, por estar cansado da presença deles, não é nada disso.
Vocês estão percebendo que estou enrolado para explicar o que, às vezes, não tem explicação. O que, na verdade, aconteceu foi que diante de tantos sobrinhos, sobrinhos-netos, sobrinhos por serem sobrinhos da minha mulher, sobrinho por adoção, houve uma hora que me perdi.
Mas, quero dizer que o meu amor por todos é igual, equivalente, semelhante, enfim, não tem nenhum recebendo mais e nenhum recebendo menos o meu carinho. Acho que agora fui mais claro. Espero!
Então, para eles a minha palavra de afeto e o pedido de desculpas. Mas, claro, faço questão de mostrá-los para vocês, afinal, todos merecem.
Vou começar pelo Fábio, que é o sobrinho adotado. Como que é isso? É o seguinte, o Fábio foi criado pela minha irmã Euracy, desde que era bebê e hoje, já com os seus 17 anos, a chama de mãe, então, ele virou o nosso sobrinho-adotado, mas, o carinho que ele recebe é de sobrinho-sobrinho.
O sobrinho por ser sobrinho da minha mulher é o Bruno, que também é nosso afilhado. Há no coração da gente um lugar especial para o Bruno e ele sabe disso, pelo respeito, pela forma carinhosa com que nos trata, por seu caráter.
O Bruno tem uma particularidade bem divertida. Ele é bacharel em Turismo, mas, não consegue parar em lugar nenhum, ou seja, ele é o verdadeiro turista. Quando se pensa que ele está em Macapá, já está no Rio, quando se imagina que veio para ficar, ele já mudou para Londrina, onde mora o pai dele... Mas, Londrina nunca foi e jamais será o seu paradeiro definitivo, porque a saudade de Macapá sempre o leva de volta. Assim, o Bruno de turismólogo virou turista.
Bruno, em momento de descontração - foto: Marli Oliveira
Tem também o sobrinho Dr. Evaldy Motta de Oliveira Jr, seguidor do pai não só no nome, mas também na profissão, ambos são advogados. A distância tem feito com que pouco nos encontremos, apenas do ponto de vista físico ou geográfico, porque o Júnior tem sempre um carinho para nos dar, o que nos torna bastante próximos. E, claro, de nós, ele tem toda a nossa admiração e a nossa torcida para que ele seja um profissional brilhante, um homem justo, sereno e cumpridor de seus deveres. Posso afirmar que essa lição, ele recebe na casa dele.
Tem ainda uma princesa que nos conquistou com a sua leveza, a sua meiguice, a sua vivacidade... É a Juliana, filha do meu irmão Evaldy.
O fato de não ter lembrado da Juju, no sábado, parece que foi de propósito, pois, hoje é o dia do aniversário dela. Então, vamos fazer festa para ela, porque ela merece!
E antes de desejar os nossos votos, quero dizer que a Juliana me deixou, particularmente, feliz por seu amor pela leitura. Garota inteligente, essa Juju! Ela já descobriu que os grandes homens e as grandes mulheres se forjam a partir do conhecimento que acumulam. E a leitura é o melhor meio para essa conquista.
Juliana, neste dia do seu aniversário, nós queremos fazer uma festa, mas, antes desejamos que Deus lhe conduza pelos caminhos da sabedoria e da humildade, do amor e do respeito ao seu semelhante, da fé e da grandeza de espírito! Com saúde, tolerância e um eterno desejo de aprender! Enfim, seja eternamente feliz!
Juliana que faz hoje 10 anos - foto: arquivo particular
A Juju está completando 10 anos, hoje, e me fez prometer que iria comemorar com ela a passagem dos seus 15 anos. Vou pedir a Deus que me dê saúde, que aí estarei, minha sobrinha.
Juliana, "linda e bela como a flor" - foto: arquivo pessoal
Neste final de semana, vou contar para vocês um pouco do que foram os nossos dias em Macapá, a cidade que fica no meio do mundo. Por isso, a música para este final de semana é de um artista amapaense. Macapá tem gente cheia de talento que não acaba mais, por isso, escolher um corre-se o risco de se ser injusto. Mas, artista é sempre generoso, logo, sei que a minha escolha agradará a todos. Quer dizer, assim espero. A música para este final de semana fala de um pedaço de Macapá, que o progresso fez desaparecer, mas, está nas lembranças de quem a viveu em tempos idos. A música para este final de semana é de um dos mais admirados artistas amapaenses e estou seguro de que vocês o aplaudirão de pé. Senhoras e senhores, a música para este final de semana é “Igarapé das Mulheres”, com Osmar Júnior.
Igarapé Das Mulheres
Osmar Júnior & Zé Renato
Composição: Osmar Junior
O tempo leva tudo O tempo leva a vida Lá fora as margaridas fazem cor
Eu lembro a alegria, Boiar naquelas águas E ver as lavadeiras lavando a dor
E lavavam a minha esperança perdida, De crescer lá no igarapé E lavavam o medo que tinha da vida E agora o meu medo o que é?
A minha nave, um tronco navegava As estrelas, entre as palafitas E as lavadeiras
Nas minhas aventuras, poraquê Pirara, piranha peixe-boi, boto igara
E lavavam a minha paixão corrompida As mulheres do igarapé As Joanas, Marias, Creusas, Margaridas, Lavarão o que ainda vier
Sete anos se passaram, sem que eu voltasse a Macapá e a saudade era sem tamanho, por isso, as duas semanas que lá estivemos foram pouco. A promessa, portanto, não poderia ser outra, senão a de que um retorno se dê em menos tempo.
Admito, Macapá me surpreendeu. Como mudou com o passar desses anos! Cresceu em quase tudo, como toda cidade desse país. Mas, como toda cidade desse país, tem problemas. Alguns contornáveis, desde que haja boa vontade dos seus governantes. Mas, para não dizerem que só gosto de reclamar e ao considerar que o prefeito tem de cinco a seis meses no cargo, vou dar-lhe um voto de confiança, na esperança de quando lá voltar, eu encontre uma cidade mais bem cuidada.
Mas, não posso deixar de dizer que vi uma cidade de ruas esburacadas, com poças d’água, demonstrando um certo abandono, calçadas desniveladas, quando tem, pondo em risco a segurança de transeuntes, sobretudo, os mais idosos. Vi também que o trânsito está merecendo um pouco mais de ordem. Quem não é do local sente-se perdido, com a falta de sinalização, sobretudo, aérea. Assim, para se chegar a um determinado bairro só contando com a boa vontade do povo. Macapá, a despeito de ficar às margens do Rio Amazonas, tem problemas de abastecimento d’água e faltou luz, por algumas vezes, nas duas semanas que lá estivemos.
O voto de confiança que resolvi conceder ao prefeito, devo dizer que foi, também, porque vi homens trabalhando nas ruas, inclusive nas primeiras horas da noite. Vi a rua que liga o aeroporto à cidade sendo recapeada, o que, convenhamos, dá algum alento ao visitante.
O importante, entretanto, nisso tudo, foi rever os meus irmãos, meus sobrinhos, alguns eu nem conhecia, reencontrar velhos amigos e conhecer os novos que a internet colocou no meu caminho.
Rever o Rio Amazonas banhando a cidade é um deslumbre! É um cartão postal que nenhum artista consegue desenhar ou descrever. Só indo a Macapá para ver.
Você já conhece Macapá? Não? Então, vá lá, vá conhecer a cidade que fica na “Esquina do Rio mais belo com a linha do Equador”, como escreveu o meu prezado amigo, o sociólogo Fernando Canto.