A música para este final de semana traz a alegria e espírito festeiro de um povo, a despeito de suas desgraças. A música para este final de semana é um dos grandes sucessos desse paraibano magistrado chamado Chico César. A música para este final de semana tem, pois, a alma encantadora de um povo que precisa ser lembrado todos os dias e estar na consciência de todos, independentemente da cor de sua pele. Senhoras e senhores, a música para este final de semana é “Mama África”, com Chico César.
Mama África A minha mãe É mãe solteira E tem que Fazer mamadeira Todo dia Além de trabalhar Como empacotadeira Nas Casas Bahia... (2x)
Mama África, tem Tanto o que fazer Além de cuidar neném Além de fazer denguim Filhinho tem que entender Mama África vai e vem Mas não se afasta de você...
Mama África A minha mãe É mãe solteira E tem que Fazer mamadeira Todo dia Além de trabalhar Como empacotadeira Nas Casas Bahia...
Quando Mama sai de casa Seus filhos de olodunzam Rola o maior jazz Mama tem calo nos pés Mama precisa de paz...
Mama não quer brincar mais Filhinho dá um tempo É tanto contratempo No ritmo de vida de mama...
Mama África A minha mãe É mãe solteira E tem que Fazer mamadeira Todo dia Além de trabalhar Como empacotadeira Nas Casas Bahia...(2x)
É do Senegal Ser negão, Senegal...
Deve ser legal Ser negão, Senegal... (3x)
Mama África A minha mãe É mãe solteira E tem que Fazer mamadeira Todo o dia Além de trabalhar Como empacotadeira Nas Casas Bahia... (2x)
Mama África A minha mãe Mama África A minha mãe Mama África...
O fim de semana teve na sexta-feira, ontem, as comemorações pela passagem do Dia da Consciência Negra. Foram as mais diversas manifestações, por todo o Brasil, com o objetivo de chamar a atenção para as causas de um povo que é o nosso povo, mas que ainda não tem o reconhecimento de sua arte, de sua cultura, de sua sabedoria, de condição de ser humano.
Sinceramente, não gosto de me alongar muito nesse discurso, porque me revolta ter de conviver com essa ideia de que alguém, não sei por qual motivo, precisar de um dia especial para ser reconhecido. Para mim, o Homem é o Homem, independente de cor, ideologia, crença, ou seja lá o que for que possa, por isso, discriminá-lo.
A sabedoria, é bom lembrar, não pertence a cor alguma. A inteligência é inerente ao Ser Humano e por ele deve ser utilizada para agregar, convergir, congregar. O Homem, por sua condição de criatura divina, urge que passe a ver a todos só e somente só como semelhantes, iguais. Já se passou a hora de ser compreensão da humanidade de que os homens precisam ser vistos unicamente como Sujeitos dotados de sapiência, moral, ética e fraternidade.
Sendo assim, vamos comemorar todos os dias a nossa passagem por essa dimensão, com a certeza de que cá estamos com um único objetivo, o de nos aperfeiçoarmos como ente criado à semelhança de Deus.
Você não concorda? Eu acredito que sim. Então, festejemos desde esse fim de semana, com muita paz, saúde, merecido repouso e renovadas esperanças!
É impressionante o quanto certos ocupantes de cargos públicos, neste país, gostam de aparecer. E o fazem, naturalmente, pela falta de competência de perceber quais as mais urgentes necessidades da sociedade.
Algum tempo atrás, um secretário municipal de Macapá quis acabar com o Mercado Central, um verdadeiro monumento aos hábitos e costumes do povo macapaense, até hoje, sem que se saiba as suas razões. À época, eu escrevi que a decisão do secretario, muito provavelmente, surgiu a partir da sua dissociação com a História do Amapá. Mas, como a sociedade macapaense fez barulho, o projeto do tal secretário deu em nada.
De igual maneira, a Secretaria de Meio Ambiente do município do Rio de Janeiro promete acabar, a partir de 1º de dezembro, com a venda de água de coco, nas praias da cidade. As alegações são a de preservar a saúde da população e evitar o acumulo de lixo nas praias. Simplesmente, patético!
O senhor Jovanildo Savastano, gerente do Comitê Gestor da Orla, declarou a O Globo, hoje: “Os cocos vendidos nas barracas de praia não têm garantia de higiene, pois ficam armazenados na areia, são conservados em gelo impróprio para consumo e os furadores de metal não limpos adequadamente. Além disso, o coco deixa muitos resíduos. Eu só queria saber por que não se faz, então, um serviço de educação com os barraqueiros e os freqüentadores das praias no sentido de que eles passem a recolher as cascas vazias? Segundo informa também O Globo, alguns barraqueiros disseram que fazem a coleta dos cocos. E mais, a Comlurb não faz coleta de lixo na orla? Se não, por quê?
O gerente do Comitê Gestor da Orla (que nome pomposo!) disse ainda ao jornal carioca: “Já está decidido que será proibido”. Tom típico dos prepotentes ocupantes de cargos públicos, surgidos por esse Brasil afora.
O ambientalista Gerhard Sardo, ouvido por O Globo, contesta as afirmações de Jovanildo, ao declarar: “Isso é uma falácia, uma polêmica desnecessária para a cidade. O material industrializado vendido na praia gera um efeito poluente muito maior”.
Jovanildo quer que, a partir do início de dezembro, somente os quiosques vendam água de coco na praia, em caixinhas “tetra pak” ou garrafas plásticas. Ele sugere que os barraqueiros comprem a água nos quiosques para servirem seus fregueses na areia, em copos plásticos. Como se as caixinhas, as garrafas e os copos plásticos não poluíssem. Ou será que o gerente do Comitê Gestor da Orla estaria interessado em beneficiar os que industrializam a água de coco? Será?
Se sim ou não, esse Jovanildo já se mostrou como um verdadeiro lambão.
Eu quero declarar aqui que acredito em mula sem cabeça, que já vi o Saci Pererê e até hoje ponho o meu sapato, na janela, em noite de Natal, a espera do Papai Noel.
E só por isso, eu acredito que “Lula, O Filho do Brasil”, o filme que narra a história do “nosso guia” não tem intenções eleitoreiras. Também, não tem nada a ver o fato de ano que vem ter eleições e os financiadores ser gente que precisa de favores do governo.
Essa madrugada, eu e minha mulher acordamos suando em bicas, que calor fazia! Eu sei, bastava ligar o ar-condicionado ou o ventilador... Acontece que, devido à falta de luz mais uma vez, nada funcionava.
O governo, dizem os jornais de hoje, está fazendo de tudo para evitar que a ministra do apagão, oops, da Casa Civil, Dilma Rousseff, compareça à Comissão de Infraestrutura do Senado para prestar declarações sobre o apagão da semana passada. Pensando bem, acho melhor ela ir juntando as explicações desses apagões todos para, quando ela for, dar uma explicação geral.Senão, toda semana, ela receberá um convite para se explicar sobre a falta de luz.
É com orgulho que transcrevo a notícia abaixo, sobre o meu amigo poeta Benilson Toniolo. É o Brasil fazendo poesia e História.
ESCRITOR DE CAMPOS DO JORDÃO É CONDECORADO NA ITALIA
O escritor Benilson Toniolo, de Campos do Jordão, foi condecorado pela Associazione Socio-Culturale di Nocera Superiore, Itália, com o Diploma de “Onore Internazionale”, por sua atuação no intercâmbio literário Brasil-Itália, através da divulgação de textos de novos autores dos dois países. A condecoração foi realizada no último dia 25 de outubro, na cidade de Salerno, por iniciativa do escritor Sabato Laudato, durante a premiação do VI Prêmio Literário “Nocera Poesia”. Benilson é membro da Academia de Letras de Campos do Jordão, União Brasileira de Escritores, União Brasileira de Trovadores e fundador do Centro de Ação Literária de Campos do Jordão. “Cuore Veneto”, seu livro de poemas escritos em língua italiana, está em fase final de conclusão.
Tal qual uma espiga crua, o que exibo é o lado de fora. O interior, este enleio informe, passa despercebido como o silêncio das plantas e o mundo segue, cúmplice dos escrúpulos que se escondem num vapor de luz. O pensamento teima em faiscar: quer o rubor da maçã, a raiz da vida e o verso sem fissura, mas tudo isso está fora do alcance do poeta: seu limite é o uma pedra no escuro e a esperança de que a palavra transborde.
O poema acima é de autoria de Basilina Pereira, poetisa residente na Capital Federal, com vários trabalhos publicados. Sua criatividade pode ser apreciada em diversas comunidades na Internet, como, por exemplo, “Poemas à Flor da Pele”, link ao lado.
A música para este final de semana é um dos maiores sucessos de todos os tempos, cantada com a maestria de quem sabe “falar aos corações”, coisa meio esquecida nesses tempos. A música para este final de semana tem o registro de uma das vozes mais aveludadas e belas que o mundo já conheceu. Então, pare um pouco para ouvir, uma voz privilegiada cantando um sucesso eterno! Senhoras e senhores, a música para este final de semana é “Ansiedad”, com o inesquecível Nat King Cole.
Ansiedad De tenerte en mis brazos Musitando palabras de amor... Ansiedad De tener tus encantos En la boca volverte a besar...
Talvez está llorando mi pensamiento Mis lágrimas son perlas que caen al mar El eco adormecido de este lamento Hace que estés presente en mi soñar Quizás estés llorando al recordarme Y estreches mi retrato con frenesí
Hasta tu oído llegue la melodía salvaje Del eco de la pena de estar sin ti...
A origem de achar que a sexta-feira 13 é um dia aziago, para ser sincero, eu não sei ao certo e nem me dei ao trabalho de ir procurar, por uma razão muito simples, eu não acredito nisso. Mas, tenho o maior respeito por aqueles que acreditam e temem que numa sexta-feira, 13, possa lhe acontecer algum mal maior. Depois tem aquela velha máxima: “yo no creo en las brujas, pero que las hay, las hay”.
Então, me lembrei do que dizia a minha mãe: - É melhor prevenir do que remediar! E foi só por isso que não deixei de dar o primeiro passo para fora de casa, hoje, com o pé direito, evitei passar por debaixo de escadas e verifiquei direitinho se não havia nenhum gato preto nas encruzilhadas, por onde passei. Entretanto, continuo a não acreditar em qualquer tipo de sortilégio.
Até porque quem nasceu num dia sete do mês de agosto e sempre foi bafejado pela sorte não pode crer nessas coisas. Porém, não posso me esquecer de que sou humano e, por isso mesmo, tenho as minhas certezas e contradições. E entre estas está o fato de eu ser botafoguense, que, como todo o mundo sabe, se não tivesse a minha pontinha de superstição estaria torcendo pelo time errado.
A sexta-feira, 13, transcorreu serena e sem nenhum motivo para me fazer crer que ela traz qualquer falta de sorte. Foi um dia tranquilo, como todo os outros, o que reforçou a minha crença de que dia aziago não existe. Ou como diz um amigo meu, é coisa da cabeça de cada um.
E você acredita que a sexta-feira, 13, é um dia em que a gente tem de tomar mais cuidados do que os outros, porque é um dia aziago? Seja qual for a sua resposta, o que importa realmente é que você tenha um fim de semana de muita sorte!
No Brasil, os governos sempre resolveram os problemas, para os quais não tinham solução, com um “decreto-lei”, coisa que os petistas abominavam. E tinha sempre um deputado, na Câmara Federal, pronto para pedir a instalação de uma CPI a fim de apurar os verdadeiros fatos.
Hoje, o PT no poder herdou perfeitamente o hábito de resolver os problemas inexplicáveis com uma canetada. Assim, o Ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, diante da falta de explicação do que de fato provocou o apagão, na noite de terça-feira, resolveu dar o problema por encerrado, apelando para o velho “decreto-lei”. E determinou que o caso estava encerrado, sem nenhuma explicação, sem nenhuma apuração.
Fomos obrigados a acreditar que tudo não passou de uma ira da Natureza, que resolveu concentrar, sobre as linhas de transmissão, toda a sua fúria, despachando para lá um incontável número de descargas elétricas. E ficamos assim!...
Mas, o que o ministro também não sabe é que a sociedade não engoliu essa história de que uma “enorme concentração de descargas meteorológicas na região” teria sido a causadora do apagão, deixando 18 Estados às escuras.
Na verdade, nem o presidente da República acreditou no seu ministro, tanto que a coluna Painel, da Folha de S. Paulo, publica a seguinte nota: Raios. Ainda na madrugada de quarta-feira, no primeiro relato feito a Lula sobre as causas do apagão, Lobão citou o mau tempo. E ouviu do presidente: “Que clima, que nada. Eu quero saber mais”!
Na quarta-feira, a ministra-chefa da Casa Civil, Dilma Rousseff, tentou se esconder, a fim de evitar que a oposição lhe cobrasse as causas do apagão. Mas, ela esqueceu que a imprensa está acordada e já a noite do mesmo dia, o sumiço da ministra era noticiado em todos os telejornais.
E também chamou a atenção a arrogância da ministra, na quinta-feira, em entrevista coletiva à imprensa, no trato com os jornalistas. Visivelmente irritada, a ministra disse a um repórter que ele estava confundindo apagão com racionamento, que ela teria afirmado, tempos atrás, que o país não passaria novamente por outro racionamento de energia elétrica.
Eu concordo com a ministra, apagão não é a mesma coisa de racionamento, entretanto, os dois fatos são de responsabilidade do governo, que, no mínimo, deveria averiguar o que, realmente, provocou o corte da luz, que se estendeu por quase todo o país.
E mais, se ela, de fato, quer ser presidente da República, precisar aprender a domar os seus ímpetos, sob pena de amedrontar o eleitor e aí nem com o aval de Lula ela chega lá.
Menina moça, quase mulher. Sonha... Busca o sonho que quiser. Ri seu riso farto (provocante). Esparrama seu olhar intenso, radiante.
Comparada com as estrelas, brilha mais que todas elas. Cabelos longos, soltos ao vento, vira fada - mágico momento...
Espera o grande (infinito) amor. Agora, no tempo certo, não deixa apagar a chama.
Quem sabe "ele" está por perto? Escuta... O vento ao longe chama, espalha seu pisar macio, com cheiro de flor.
O soneto acima recebi, por e-mail, da minha amiga Maria da Gloria Maia, e resolvi dividir com vocês, que me honram com suas visitas. À Gloria, fica aqui os meus agradecimentos por me privilegiar como destinatário de sua criatividade. Muitíssimo obrigado!
webeatriz A prova do Enade é obrigatória para estudantes de jornalismo obter o diploma, que ñ é obrigatório para ser jornalista. #EfeitoTostines
Muito bem sacada essa observação da Vânia Beatriz. Aliás, o Enade pode ter boas intenções, mas, não passa disso. Até hoje, não vi nenhuma faculdade receber qualquer restrição, por seus alunos não obterem boas notas nos exames.
ricardoberzoini Aves de rapina não se aguentam de alegria pelo blecaute de ontem. Confundem o incidente com a falta de energia que parou o Brasil em 2001.
ricardoberzoini Só pra lembrar: aquilo foi crise energética, com racionamento e multas. O que ocorreu ontem foi um incidente operacional, deve ser apurado...
O PT, em 2001, de igual modo, agiu como aves de rapina, e bradou aos quatro ventos que era capaz de, num eventual governo seu, não deixar que o apagão voltasse a acontecer. Com discursos desse tipo, chegou ao governo em 2002. Se não há crise energética, se tudo não passou de um fortuito incidente, o mínimo que o povo brasileiro merecia do governo era um pedido de desculpas e não informações desencontradas.
O dia hoje foi de declarações esparsas, desconexas, com as autoridades perdidas, sem saber ao certo o que dizer, mas, todas tentando culpar o mau tempo. Se o sistema não está preparado para suportar tempestades, como o governo tentou se justificar, se pode afirmar que o governo não se preparou para evitar possíveis apagões. E a consequência é o que o país viveu essa noite e madrugada adentro.
A sociedade vai esperar que o incidente seja apurado e que o governo, a agência reguladora o tal Operador do Sistema, enfim, todos os responsáveis, após concluírem o que de fato ocorreu, expliquem de forma clara e responsável os acontecimentos. Aliás, coisa que não é bem o hábito desse e de qualquer outro governo, em situações do gênero.
PERDIDO NAS PRÓPRIAS PALAVRAS, GOVERNO PÕE A CULTA DO APAGÃO NAS "DESCARGAS ATMOSFÉRICAS"
O mais patético da coisa foi a declaração do ministro das Minas e Energias, Edison Lobão, no Jornal Nacional, da Rede Globo, agora à noite, após reunião, hoje, com as demais autoridades responsáveis, tentando minimizar o acontecimento.
“O que aconteceu foram descargas atmosféricas, ventos e chuvas muito fortes na região de Itaberá, em São Paulo. Houve uma concentração desses fenômenos atmosféricos ali, o que provocou um curto-circuito nos três circuitos que levam a Itaberá, que vêm de Itaipu. Eu tenho condições de dizer ao povo brasileiro que esteja tranquilo porque o sistema que temos no Brasil é bom. Houve um acidente? Houve. Uma das máquinas perfeitas que a humanidade criou é o avião e avião também cai. O sistema elétrico em toda parte do mundo tem seus defeitos e seus acidentes”, afirmou o ministro.
O problema não é o ministro ter “condições de dizer ao povo brasileiro que esteja tranquilo”, é o povo, realmente, se sentir tranquilo, depois das controversas declarações ouvidas, durante todo o dia de hoje, do próprio ministro e demais autoridades. O avião cai é verdade, mas, há sempre um responsável por sua queda, e o apagão de ontem à noite tem responsável? Dizer que houve uma concentração de fenômenos atmosféricos e que isso causou a pane do sistema não exime a responsabilidade de ninguém. Afinal, alguém deveria ter previsto que descargas atmosféricas pudessem provocar acidentes de tal magnitude. Ou não?
O governo se perdeu em suas declarações a tal ponto, que o presidente Lula se viu obrigado a determinar que ninguém mais falasse sobre o assunto, conforme informou ainda o JN, da Rede Globo.
O apagão mostrou que a cidade do Rio de Janeiro não tem um programa de emergência a ser acionado, em momentos como o de ontem. Antes do apagão, já havia faltado luz, em alguns pontos, como a Av. Brasil, por exemplo, decorrente, talvez, da forte chuva que caiu, no início da noite.
Eu voltava de Botafogo e encontrei diversos trechos da Av. Brasil com as luzes apagadas, mas, para minha sorte, com poucos pontos de alagamento. Entretanto, a visibilidade estava totalmente prejudicada, o que ficava pior com a falta de marcação da pista. Era um verdadeiro cada um si, com ultrapassagens perigosas, agravadas com a irresponsabilidade de alguns motoristas.
Quando já chegava a Campo Grande, zona Oeste da cidade, tudo apagou!E as luzes do carro eram insuficientes para se dirigir com segurança. Faltava sinalização das pistas, o meio-fio sumiu com a escuridão e os faróis acessos dos carros, em sentido contrário, completavam o circo de horrores, em que se transformaram as ruas.
Hoje, assisti, pela TV, pessoas que resolveram parar em postos de gasolina e outros abrigos, porque se sentiram inseguras em continuar a dirigir, situação piorada com os bandidos que surgem do nada, nessas horas. Eu, graças a Deus, com muito sacrifício, consegui chegar a minha casa, sem maiores transtornos.
Mas, ao entrarmos em casa foi que vimos o quanto estamos desprotegidos com a modernidade. Sem luz, lembramos que não tínhamos um palito de fósforo sequer, já que até o acendedor do fogão é elétrico. Tivemos de apelar para os celulares, então, nos veio a preocupação de que não poderíamos permanecer com os mesmos por muito ligados, senão, correríamos o risco de as baterias descarregarem e ficarmos, aí sim, às escuras por completo.
Ficamos impedidos de coisas comezinhas, como, por exemplo, beber água, uma vez que o bebedouro é elétrico. Por isso, hoje, uma das nossas primeiras providências foi voltar a encher as velhas garrafas d’água e recolocá-las na geladeira.
Como fazia um calor danado, não foi difícil para se tomar banho, aliás, a água fria serviu mais para esfriar a cabeça, diante do nervosismo que tomava conta de todos. No escuro, eu não como nada, vou esperar um pouco, de repente essa luz volta logo, disse para a minha mulher. Ledo engano!
Fui tentar dormir, mas, sem um ventiladorzinho sequer, não foi nada fácil. Até que o cansaço me abateu e terminei por pegar no sono. Por volta das quatro da manhã, minha filha me acordou, dizendo que a luz tinha voltado.
Pela manhã, liguei o rádio e as notícias eram todas sobre a falta de luz. Então, fiquei sabendo que o apagão tinha se espalhado por 10 estados e parte do Paraguai. Inicialmente, soube-se que 10 estados haviam sido afetados, só no início da tarde foi que se teve a informação de que seriam 18 os estados atingidos.
E o que os noticiários do rádio e da TV destacavam eram as consequências do bendito apagão. Sinais que não funcionavam, trens e metro atrasados, gente que não conseguia chegar ao trabalho, por falta de transporte, serviço de abastecimento de água prejudicado, enfim, “um verdadeiro caos”, que foi a frase mais ouvida durante o dia.
Nisso tudo, concluí que preciso montar um “kit apagão”, com velas e lamparinas com querosene, fósforo e outros apetrechos próprios para situações do gênero.
A cada vez que a gente se refere a algum fato e faz citações corre-se o risco de se cometer injustiças. Foi o que aconteceu comigo, no sábado, ao atualizar o blog. No desejo de manifestar a minha alegria por ter reencontrado um velho amigo, através da internet, citei mais duas amigas que também já encontrara, virtualmente.
E o que aconteceu? Deixei de fora outras pessoas, como, a minha querida amiga Alcinéa Cavalcante. Fato que ela me lembrou com um comentário, no post referido. E a Néa é uma amiga de longuíssimas datas. Conhecemos-nos no Grêmio Jesus de Nazaré, lá pelo final da década de 1960, quando, principalmente ela, éramos ainda adolescentes cheios de sonhos. E da mesma forma, como disse em relação aos demais, com a minha mudança de Macapá, perdi o contato com a Alcinéa e foi o blog quem nos reaproximou. Portanto, faço aqui de público o meu pedido de desculpas à Néa e a todos os amigos que a Internet me trouxe de volta. Não vou mais listar ninguém, a fim de evitar a repetição da gafe, mas, sei que aqueles a quem me refiro sabem que foi um prazer enorme reencontrá-los, ainda que virtualmente.
A música para este final de semana de muito calor só poderia ser um samba, um bom samba, já que calor rima com samba, quem disse que não? A música para este final de semana tem a assinatura de uma das mais ilustres figuras do Samba com “S” maiúsculo. Ricardo Cravo Albin, em seu Dicionário da Música Popular Brasileira, diz que ele ajudou a fundar o Grêmio Recreativo Escola de Samba Portela, compôs vários sambas-enredos para a sua escola e em 1970 lançou, com a ajuda de Paulinho da Viola, a música escolhida para este final de semana. Carioca, ele nasceu em 1921 e foi fazer samba lá no Céu em 1995, compôs vários sucessos gravados por ícones da música popular brasileira, como, Beth Carvalho, Clara Nunes, Pauinho da Viola e tantos outros. O clip escolhido foi gravado em 1980 e trata-se de um trecho extraído do especial“Paulo César Batista de Faria”, exibido pela Rede Globo, conforme consta do informativo anexo, no Youtube. Observem que Paulinho da Viola desce do palco para aplaudi-lo, quer honra maior? Senhoras e senhores, a música para este final de semana é de Manacéia José de Andrade, ou simplesmente Manacéia, “Quantas Lágrimas”.
Ah! Quantas lágrimas eu tenho derramado só em saber Que eu não posso mais reviver o meu passado Eu vivia cheia de esperança e de alegria, eu cantava, eu sorria Mas hoje em dia eu não tenho mais a alegria dos tempos atrás
Só melancolia os meus olhos trazem Ah! Quanta saudade a lembrança traz Se houvesse retrocesso na idade eu não teria saudade da minha mocidade
Muito já se dissertou sobre a saudade e muito ainda outros haverão de fazê-lo, já que é um assunto, ao que me parece, inesgotável. Luiz Vieira cantou: “Saudade, bichinha danada/ que em mim fez morada/ e não quer se mudar”, e eu considero esses versos uma das mais fortes representações que se pode fazer com palavras desse sentimento, que faz tanta gente suspirar.
Apesar disso, não me considero um saudosista, simplesmente, por falta de tempo para isso. E nessa era de comunicação instantânea, via Internet, saudosismo não tem vez, porque tudo acontece e se passa muito rápido. Mas, as estradas da Internet caminham para frente e para trás, assim, caminhando por aí, encontrei amigos de longuíssimas datas, o que é um prazer inenarrável.
Há dois anos, mais ou menos, encontrei a querida amiga Nazaré Farripas, com quem trabalhei na Rádio Educadora. Lá, apresentamos o programa “Pergunte o quiser a respeito da R.E”, era uma avant-première dos programas de fofocas, tão em voga, hoje. Era, entretanto, uma época romântica e ingênua, a se pensar nas maldades a que se prestam os programas atuais. Éramos iniciantes, e aos críticos de primeira hora, digo que foi uma experiência interessante e se nada acrescentou aos nossos currículos de radialistas, não nos depreciou profissionalmente e nos ajudou a manter o salário, ao final do mês (risos).
Dias atrás, eis que se apresenta à minha frente a minha amiga Maria Lourdes de Albuquerque, a Lourdinha, de quem tenho o orgulho de ter sido colega no Banco do Brasil. Trabalhamos juntos por quatro anos, na Ag. Sete de Setembro, em Recife e lembro-me do quanto ela era competente e admirável conhecedora dos seus serviços.
Na semana passada, a surpresa foi por conta do reencontro de uma figura ímpar, querida e amiga. Estou falando do meu amigo Benedito Alves de Sá! A minha história com o Sá começou quando entrei para o Banco do Brasil, lá pelo inicio de 1973. Ele já era funcionário do Banco, há muito tempo, mas, era um sujeito meio arredio, meio desconfiado, como a gente dizia naquela época, meio índio. Aliás, nem sei que os politicamente corretos não irão me esconjurar por fazer tal referência. Mas, depois de a gente vencer aquela sua resistência inicial, descobria-se que se tratava de um tremendo gozador, sempre pronto para fazer piada de qualquer situação. Em 1975, fomos escalados para fazer o curso de caixa-executivo, no Recife, quando tive a oportunidade de conhecê-lo melhor e nos tornarmos amigos para sempre. Com a minha mudança de Macapá, perdemos o contato, mas a Internet fez nos reencontrar, o que para mim foi motivo da mais intensa alegria.
Com a Naza, já encontrei pessoalmente, mas, falta essa alegria acontecer com a Lourdinha e com o Sá. Mas, apesar de estarmos em cidades distintas, a qualquer hora, espero que nosso reencontro deixe de ser virtual.
E a você, a Internet já proporcionou a alegria de reencontrar velhos amigos? Se não, vou torcer para que isso lhe ocorra, então, você sentirá quão especial é o sabor desses reencontros. Mas, enquanto isso não acontece, desejo que tenha um fim de semana sereno, reconfortante, cercado de gente que lhe ame.
DO UOL ECONOMIA * NOTÍCIAS – NESTA SEXTA-FEIRA, À TARDE
Lula afirma que Obama ignora América Latina
LONDRES - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez críticas ontem ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que, segundo ele, não tem dado atenção à América Latina. Lula criticou a instalação de uma base militar americana na Colômbia e disse que ela tem que se restringir aos domínios daquele país, não atuando "na fronteira (da Colômbia) com outros países".
"Ficamos surpresos com a transferência de Manta, no Equador, para a Colômbia. Nós não mexemos com a soberania da Colômbia, mas o que queremos é que, no tratado assinado com os EUA, fique explícito, para nos dar garantia do direito internacional, que a base tem como princípio fundamental a atuação dentro da Colômbia e não na fronteira de outros países", disse o presidente.
Os comentários foram feitos durante café da manhã com os editores do jornal britânico "Financial Times", que promoveu ontem, em parceria com o jornal "Valor Econômico", o seminário "Investing in Brazil".
Num dado momento do encontro, um editor do "FT" disse que os americanos estão preocupados com a Venezuela de Hugo Chávez e perguntou a Lula se teria algum conselho a dar a eles.
"Não sei se os americanos deveriam estar preocupados com o Chávez ou o Chávez com os americanos. Um discurso justifica o outro", respondeu o presidente.
Depois de ler essa notícia, me perguntei, será que a lua de mel entre Lula e Obama acabou? E aí, me lembrei que Obama disse que Lula era o cara, a mídia, então, produziu manchetes triunfalísticas e outros que tais para enaltecer o “pai dos pobres”.
À época, pensei esse Obama é um gozador. Agora, veio-me à memória o personagem Jorge Tadeu, vivido pelo ator-cantor Fábio Júnior, numa novela da Rede Globo, há alguns anos. Jorge Tadeu estava de caso com a mulher de Zé de Medalhas, protagonizado pelo saudoso Armando Bogus. Zé das Medalhas era um comerciante, conhecido por seu temperamento bravo e disposto a matar quem se atrevesse a lhe cruzar o caminho. O personagem de Fábio Jr, além de um tremendo garanhão, era um gozador nato e a cada vez que encontrava o seu adversário punha-lhe a mão sobre o ombro e dizia mais ou menos o seguinte: - Seu Zé da Medalhas, esse entende!... Será que Obama, quando disse que Lula era o cara, não estava de gozação com o “nosso guia”? Não, não estou vendo nenhuma semelhança entre as histórias, além de achar que Obama poder ser um tremendo gozador.
Ah! A atriz que fazia o papel de mulher de Zé das Medalhas era a maravilhosa Cássia Kiss.
Na quinta-feira, me senti em Macapá. É que, à noite, faltou luz aqui, em casa, por duas vezes, que somadas foram além de uma hora, seguramente. E não estou de menosprezando Macapá com essa referência, é que lá continua o racionamento, sem previsão para findar, e, segundo meus amigos que lá vivem, os cortes, feitos a qualquer hora do dia ou da noite, são sem tempo certo.
A Light, segundo O Globo de hoje, emitiu uma nota ontem para informar que a falta de luz foi pontual e aconteceu porque as pessoas ligaram os aparelhos de ar-condicionado e ventiladores, sobretudo, nas Zonas Norte e Oeste da cidade e na Baixada Fluminense, devido ao calor que faz na região.
Aliás, pela manhã, para economizar gás, fritei ovo na calçada. E na hora do almoço, tive de suspender o churrasco na laje, porque senão eu é que viraria churrasco.
Pois é, o calor está senegalês, como ouvi hoje no rádio. Ontem, os termômetros de rua marcaram 41 graus, mas, o serviço de meteorologia disse que a temperatura oficial chegou aos 39 graus.
A cidade está como se estivesse com uma tampa. O movimento dos ventos tem sido para baixo, o que comprime o ar próximo à superfície. Na semana que vem, aumenta a chance de a temperatura ser amenizada, explicou a O Globo a meteorologista Mônica Lima, do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos.
O calor é bom, eu acho. Mas, tá feia a coisa! Já estou pensando na conta da luz no final de mês. Como diz o meu neto, Matheus, em sua inocência de um ano e meio: “Ai, Jesus!”
E não sei se por causa do vai e vem da luz, na quinta-feira, à noite, ontem, o meu sofrido PC queimou a fonte. Ainda bem que meu filho, Breno, é quem lhe dá a devida assistência, senão, teria de ficar ausente por alguns dias.
Esse foi o motivo, pelo qual deixei de atualizar o blog ontem, como gosto de fazer a toda sexta-feira.
Mas, essa onda de calor sou capaz de entender, acho compreensível a falta de luz, em conseqüência se haver ligado em maior número aparelhos de ar-condicionado e ventiladores... O que eu não consigo entender é o que a ministra Dilma Rousseff foi fazer na Venezuela e em Londres, em companhia do presidente Lula.
A ministra achou-se injustiçada, quanto às críticas, por ter ido acompanhar Lula, em sua viagem pelo rio São Francisco. Disse ela, então, que imprensa e oposição a tratavam com preconceito por ser mulher e que a queriam na cozinha, mas na hora de servir a refeição, ela não podia aparecer na sala. Numa metáfora ao fato de, segunda ela, ser a coordenadora do PAC, mas, seus críticos não queriam lhe permitir vistoriar as obras. Diante das alegações da ministra, não me restava outra coisa senão concordar, afinal, disse Lula: ela é a mãe do PAC.
Será que a Venezuela e a Inglaterra também têm obras do PAC?
O Vasco da Gama garantiu o seu retorno à Série A, do Campeonato Brasileiro de futebol, hoje, à tarde, ao vencer o Juventude, do Rio Grande do Sul, pelo apertado placar de 2X1.
Por sua história vitoriosa, o Vasco não merecia ter sofrido a humilhação de ser rebaixado, sem demérito aos clubes que participam da chamada Segundona. Entretanto, acordos são para serem cumpridos, e o acordo é esse quem fica nos últimos quatro lugares da Série A vai para a B. Foi o que aconteceu ao Vasco, ano passado, conseqüência de uma administração desastrosa, indigna de sua trajetória de clube grande. O Club de Regatas Vasco da Gama está, pois, de volta ao seu devido lugar.
A atual diretoria, no entanto, deve pensar seriamente em montar um time que honre cruz de malta de sua camisa, pois, pelo que vi hoje, à tarde, o Vasco, se continuar com jogadores da qualidade dos atuais, é sério candidato a ser um time ioiô. Aquele que sobe um ano e desce no outro. O Juventude jogou quase que o segundo tempo todo com um jogador atacante no lugar do goleiro, que foi expulso, por ter cometido um pênalti e em nenhum momento foi fustigado pelos atacantes do time de Dorival Junior, seu técnico. Aliás, Dorival, pelas imagens mostradas pela TV, parecia não ver a hora de acabar o jogo.