A música para este final de semana é, especialmente, dedicada aos cinquentões e aos que curtem a Jovem Guarda.Diretamente do ano de 1969, ou seja, uma viagem de 40 anos no emocionante planeta música para, como se dizia o saudoso Wilson Simonal, “machucar os corações”. A música para este final de semana é interpretada por um dos conjuntos (como disse minha amiga Alcinéa, era assim que se chamavam as bandas naqueles) de maior sucesso, nos polêmicos tempos da Jovem Guarda. A músicapara este final de semana, senhoras e senhores, é “Arco-Íris Azul” ou “Kokorono Niji, com Os Incríveis.
Saudade é a lembrança Do amor que um dia deixei ali Saudade é nostalgia Do Japão que nunca esqueci Boneca linda, dourada O sol que nasce vem me contar Que nos teus olhos iluminou duas pérolas a rolar
Se você não me esqueceu Sei que também vou lembrar Do abraço que te dei, meu bem, no momento de voltar Saudade é a lembrança Do amor que um dia deixei ali Saudade é nostalgia Do Japão que nunca esqueci
O fim de semana tem como marca a comemoração do dia das bruxas ou a festa do Halloween, festa americana, cuja origem, segundo a “Wikipédia”, remonta ao século VI antes de Cristo. É uma festa importada, por gente de se delícia com o próprio aculturamento, o que é profundamente lamentável, se considerarmos que temos um folclore rico e, ao mesmo tempo, abandonado.
Este fim de semana se prolonga até a segunda-feira, por conta do feriado em comemoração ao Dia de Finados. Mas, mais uma vez, vejo que a patuleia quer mesmo é aproveitar a data para curtir uma boa praia ou coisa que o valha.Pois, os finados podem esperar.
Novembro, portanto, já começa um pouco mais curto, o que faz o fim do ano se aproximar ainda mais rápido. A propósito, as lojas já estão ornamentadas com os arranjos natalinos, os supermercados abarrotados de panetone, uma especialidade que importamos de Milão, na Itália, para comemorarmos o Natal. Quando eu era moleque, lá no Laguinho, em Macapá, não existia o panetone. A minha mãe comprava uma rosca de Natal da Fábrica Amapaense, que era uma verdadeira delícia. Mas, isso é outra história e que merece ser contada, antes de dezembro findar.
Mas, comemorando ou não o Halloween, homenageando ou não os mortos, o que importa é que você tenha um fim de semana alegre, festivo, reconfortante e com a família e os amigos ao redor.
Li nos blogs publicados desde Macapá que a CEA, a companhia distribuidora de energia elétrica, na cidade, está racionando o fornecimento da eletricidade, a despeito do Amapá ter uma hidrelétrica que fornece luz apenas para o estado.
Mas, diz a nota da CEA, publicada pelos blogueiros amapaenses, que o rio Araguari, nessa época do ano baixa demasiadamente o seu nível, diminuindo a capacidade de produção da hidrelétrica, e que a Petrobrás atrasou a remessa do óleo Diesel que faria funcionar a Usina Térmica de Santana.
Sinceramente, num primeiro instante, acreditei que se tratava de uma “pegadinha”, uma vez que quem assina a nota é Oscar Filho. Dei uma sonora gargalhada e me perguntei: caramba, Oscar Filho não é o repórter do CQC, o programa das noites de segunda-feira, na Band?
Mas, infelizmente, não era nenhuma “pegadinha”, o fornecimento de energia elétrica na ex-Cidade Joia da Amazônia está racionado mesmo. O senhor Oscar Filho é o assessor de comunicação da companhia de eletricidade.
Agora, só uma perguntinha: por que a Companhia de Eletricidade do Amapá ainda não foi privatizada? No Brasil todo, as empresas que distribuem enérgica elétrica pertencem a iniciativa privada, por que no Amapá tem de ser diferente?
A revista “Veja” que circulou essa semana traz uma reportagem com a seguinte chamada: “PRA QUEBRAR TUDO É MAIS CARO”, assinada pela jornalista Laura Diniz, que começando dizendo:
Poucos negócios no Brasil são tão lucrativos quanto montar um sindicato. Sim, você leu direito. Na república sindical instalada no Brasil pelo governo petista, conseguir representar uma categoria de trabalhadores virou excelente negócio.
E prossegue a repórter lembrando que os sindicatos têm monopólio garantido por lei e que o dinheiro cai em seus caixas sem que precisem mexer uma palha. E mais: A lei garante a inviolabilidade de suas finanças.
A matéria mostra que os dirigentes sindicais para evitar que se forme outro em suas regiões estão apelando até para capangas armados, ao custo de R$ 180 por homem ou, se policial, por R$ 250. A reportagem mostra um quadro que diz ter no Brasil atualmente seis centrais sindicais, com uma arrecadação que deve alcançar os R$ 75 milhões, este ano. E, como exemplo do uso da força para impedir a criação de novas unidades, conta a seguinte história:
No mês passado, para fundar mais dois sindicatos na cidade de Bertioga (litoral de São Paulo), a CUT levou 400 “seguranças”, como o secretário de organização da entidade, Jacy Afonso de Melo, prefere chamar os capangas de aluguel. “Dona” do pedaço, a Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário do Estado de São Paulo (Feticom) recepcionou a CUT com 600 homens, prontos para impedir a realização das assembléias (“Metade era trabalhador, metade a gente pagou”, admite o presidente da Feticom, Emílio Alves Ferreira Junior). O embate só não aconteceu porque, na última hora, os líderes dos dois lados decidiram sentar-se para lotear entre si as cidades que permaneceriam sob a esfera de influência de cada um.
É assim que os discípulos de Lula (o novo cristo) defendem os direitos dos trabalhadores brasileiros.
Mas, os sindicalistas acham pouco. A coluna “Painel”, da Folha de S. Paulo, desta quinta-feira, publica: Em documento a ser apresentado na 1ª Confecom (Conferência Nacional de Comunicação), em dezembro, a CUT, Força, CGTB, CTB, Nova Central e UGT pressionam o Planalto e o Congresso pela criação de um “horário sindical gratuito”, nos moldes da cadeia nacional de rádio e TV de que se beneficiam os partidos políticos.
Francamente, não consigo vislumbrar o que as centrais têm para dizer ao povo brasileiro. E será que elas vão mostrar as contendas que a “Veja” denunciou essa semana? Imagine, você assistindo ao telejornal da noite e o apresentador anuncia: “agora, interrompemos o nosso jornal para apresentação do programa sindical, de acordo com a lei”. A sua reação, seguramente, não será outra que um click no controle remoto para desligar a TV, não é mesmo?
O futebol carioca está mais capenga do nunca. O Vasco da Gama rebaixado tem sofrido para garantir o seu retorno à Primeira Divisão. A cinco ou seis rodadas do final do Campeonato Brasileiro, Botafogo e Fluminense têm se recusado a dar mãos, mas, acho difícil que o caminho dos dois não seja um belo retorno à Segundona. E o Flamengo tem como principal jogador o sérvio Petkovic, de somente 37 anos.
O Barueri, na quarta-feira, não jogou esse primor todo de futebol, portanto, essa história de mala branca é só desculpa. E o Imperador, bastou o jogador do time paulista dar nele um chega pra lá mais caprichado para sumir.
Durante a campanha eleitoral de 2002, recebi dezenas de e-mails com a mesma história, a de um presidente dos Estados Unidos da América que fora lenhador, antes de chegar à Casa Branca, sede do governo americano. A mensagem, cujo autor desconhece-se, tinha por objetivo traçar uma comparação com o então candidato do Partido dos Trabalhadores, Luis Inácio Lula da Silva.
De origem humilde, Lula poderia exercer a Presidência do Brasil com competência, a exemplo do presidente americano. O autor do e-mail, contudo, esqueceu de dizer que o lenhador concluiu um curso de Direito, a duras penas, conforme conta a História, coisa que o “nosso guia” esqueceu de fazer. Não, eu não estou dizendo que ele deveria também ter feito um curso de Direito, mas, ao menos, estudar um pouco mais. Isto ele podia, sim.
Se Lula tivesse estudado, por certo, não abriria a boca para proferir tanta besteira. A primeira é a eterna queixa de que é vítima de preconceito. E a última, a que os jornais publicam hoje. Teria Lula orientado os jornalistas que o acompanhavam em uma solenidade, com catadores de material reciclável, em São Paulo, a abandonarem “a pauta dos seus editores” e entrevistassem os catadores presentes. E que publicassem o que ouvissem, sem tentar interpretar os entrevistados. E concluiu sua aula de moderníssimo jornalismo: “Vocês vão compreender por que a figura do formador de opinião pública, que antes decidia as coisas neste país, já não decide mais”.
Lula foi, certamente, um mau aluno, pois, até como aprendiz de ditador, ele não se dá bem. Para a nossa felicidade, as aulas que toma com o “companhero” Chávez não têm efeito no Brasil.
A escritora Joyce Cavalccante, presidente e fundadora da Rede de Escritoras Brasileiras (REBRA), esteve na Universidade de Miami, Flórida, no domingo (19), dando palestra com o tema “A História da Literatura Feminina no Brasil”. A brasileira ressaltou que as escritoras brasileiras estão, mais do que nunca, ganhando o devido reconhecimento.
Antes do evento, Joyce participou do Primeiro Congresso de Escritoras Brasileiras em Nova Iorque. Na opinião dela, este acontecimento é um grande marco, pois divide a literatura feminina brasileira em antes e depois do congresso.
A palestra em Miami, segundo a escritora, deu a oportunidade de mostrar a riqueza da literatura brasileira. “Passível de agradar em qualquer parte do mundo”, disse ela, acrescentando que as escritoras brasileiras são capazes de mudar toda uma sociedade e contribuir para o seu engrandecimento.
Quanto ao reconhecimento das escritoras, Joyce acredita que agora elas estão ganhando o espaço merecido. Segundo ela, as autoras brasileiras sempre tiveram o espaço muito suprimido. Joyce acredita também que o público se surpreendeu com a densidade e riqueza de nossa literatura feminina, e considera oportuno que uma escritora brasileira aponte a qualidade da obra da mulher brasileira no exterior. “Sou agente propagador desta idéia”.
Joyce fundou a REBRA em 1999, com o objetivo de corrigir injustiças sofridas pelas escritoras brasileiras e pela mulher brasileira em geral. A organização trabalha em parceria com a Women’s World Organization for Rights, sediada nos EUA, e com a Red de Escritoras Lationamericanas (RELAT), da qual Joyce é diretora.
A REBRA também tem por missão mostrar novos valores e dar oportunidades para as escritoras brasileiras. Segundo Joyce, nunca faltará espaço no website oficial da organização, www.rebra.org, para apresentar novos talentos.
Obra ironiza ‘era Collor’
Ainda na Universidade de Miami, Joyce falou sobre a mais recente obra dela, ainda em desenvolvimento. “Deus é Brasileiro Mas Mora em Miami” traz personagens que moram fora do Brasil e satiriza a fuga de políticos, corruptos e criminosos de colarinho branco para Miami. “Qualquer um do terceiro mundo que queira fugir de coisas ilegais, vai para Miami”. Segundo ela, o leitor é capaz de rir só ao ler o título.
A obra foi inspirada no ‘furacão Collor’, presidente brasileiro que sofreu um impeachment por conta dos crimes de corrupção cometidos durante o mandato dele. É possível que muitos brasileiros vão se identificar com a primeira frase do livro. “Minha pátria é o calabouço da minha alma”.
Na opinião da escritora brasileira, a literatura brasileira atingiu o auge nos Estados Unidos, onde cada vez mais são divulgados grandes obras e autores brasileiros.
Encontro de bocas, Lábios encorajados pelo desejo, Permitidos, admitidos, Que tocam, trocam, Línguas e salivas, Repartem desejos, Partilham suspiros.
Beijar...
Um promover de palpitar, Encontro de sentir e de sentidos, Sintonia entre corpos e almas, Uni-unicidade.
É o começar, Averiguar fechando os olhos, É chave para o desvario, Beijar, É a pré-amar do amor
Este poema foi originalmente publicado na página da autora na comunidade na internetARTE RESTRITA (link ao lado). À Roseane, o meu muito obrigado pela colaboração. Vá conhecer o trabalho poético da Roseane e sensibilize-se com a criatividade dela.
Lendo a Folha de S. Paulo ontem, fiquei penalizado com a ministra-chefa da Casa Civil, Dilma Rousseff. Publicou a Folha que a ministra declarou, no domingo em São Paulo, sofrer preconceitos da oposição por ser mulher.
Diz o jornal paulista: Questionada sobre sua extensa agenda de vistoria a obras e inaugurações ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a pré-candidata do PT ao Planalto afirmou: “É um preconceito contra a mulher. Eu posso ir para a cozinha cozinhar o projeto. Mas, na hora de servir na sala, nem ver”.
Lula está ensinando direitinho a lição à sua candidata, tanto que ela já usa de metáforas para não responder aos questionamentos, como ele faz. Eu fico me perguntando para que Lula quer tanto ministros, se quem resolve tudo é a Chefe da Casa Civil? Até agora, eu acreditava que havia um Ministério encarregado das obras do governo, outro para coordenar as ações sociais, outro ainda para as questões das minas e energias, e por aí vai... Mas, pelo que se vê, está tudo na mão da ministra, por que será?
Publica a Folha ainda, na mesma página A6, do caderno Brasil: Ao final do encontro com movimentos sociais ontem, o presidente nacional do PT, deputado RicardoBerzoini (SP), disse que o partido não deixará a CPI do MST virar “palco eleitoral” da oposição. “A CPI é um movimento político da oposição para tentar criar constrangimento político para o governo”.
Berzoini tem autoridade para fazer declarações desse tipo, afinal, o PT, por longos anos, não fez outra coisa no Congresso, portanto, sabe perfeitamente para que serve uma CPI. Agora, é como dizia a minha vó, no mais legítimo latim: pimentum in rabus outrus, referigerium est!
Eu mal havia me refeito da comoção que havia me assolado, com as declarações da ministra Dilma de que a oposição é preconceituosa, pelo fato dela ser mulher, aí, abro O Globo hoje em me deparo com a chamada acima, na página 4, do caderno País.
Informa O Globo: A Fundação José Sarney está prestes a fechar as portas por falta de dinheiro. A notícia, publicada ontem pelo jornal “Folha de S. Paulo”, foi confirmada por nota do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Segundo ele, o Conselho Curador não definiu o destino da fundação. Na sua opinião, não resta alternativa, já que os colaboradores suspenderam doações depois que ele e a entidade foram alvo de denúncias de irregularidades. Segundo Sarney, as despesas mensais da fundação ficam entre R$ 80 mil e R$ 100 mil.
...
- Se não tem dinheiro, não tem outro caminho a não ser fechar. É com amargura e sofrimento que sou obrigado a admitir que estamos perto de fechar as portas. A gente vive de esmola. Por ser entidade privada, nunca aceitei que fosse mantida com verbas públicas – lamentou Sarney, publica ainda O Globo.
Depois dessa, tive de parar, ir tomar um copo d’água, pegar um ar livre... Porque foi muita emoção, em dois dias seguidos, e meu coração já não tem a jovialidade dos 18 anos. Então, fiquei pensando, ora, se o senador maranhense pelo Amapá tem a credibilidade de um ex-presidente da República, por que os colaboradores suspenderam as doações? E mais, a Fundação nunca teve iniciativas de criar mecanismos para se autofinanciar? Em todo lugar que chego, os museus, as fundações, os centros culturais têm sempre um variado comércio, de onde tiram parte de seu sustento, mas, a Fundação Sarney não, por quê?
Só para terminar, eu quero dizer que acredito piamente na declaração do senador de que ele nunca aceitou que a Fundação fosse mantida com verbas públicas.
Hoje, 27 de outubro, é o dia do aniversário do “nosso guia”, o “presidente pai dos pobres”, Luiz Inácio Lula da Silva. Parabéns, presidente!
Aliás, quem assistiu ontem ao programa CQC, da Rede Band de Televisão, viu que Lula é de dormir cedo. Os apresentadores ligaram para o Alvorada, à meia-noite, para antecipar os parabéns ao presidente, pela passagem de seus 64 anos, e ele já estava nos braços de Morfeu. Dona Marisa, entretanto, atendeu ao telefonema e disse que seu marido já estava dormindo, porque havia trabalhado muito durante o dia, com desenvoltura, educação e perceptível bom-humor, o que é natural, evidentemente, em uma primeira dama. Taí, gostei!
Só gostaria de perguntar à dona Marisa se o presidente foi dormir cedo porque trabalhou muito mesmo, ou por que tomou uma pinga para comemorar antecipadamente o aniversário? Mas, deixa pra lá...
O que eu não poderia deixar pra lá é mais uma do presidente, que, empolgado, resolveu tirar uma de músico. A Banda da Guarda Presidencial foi ao Alvorada para comemorar com o presidente o seu aniversário. E iniciou as homenagens tocando o Hino do Corinthians, time de coração de Lula, que não resistiu à tentação e tomou o instrumento do músico para mais das suas...
Agora, veja o desembaraço do presidente com o trompete:
Foto: Ricardo Stuckert/PR, no portal R7 (link ao lado)
A música para este final de semana é uma daquelas baladas dos anos 1980, que balançou o coração de muita gente e que continua a balançar, certamente. A música para este final de semana é de uma banda inglesa criada em 1981 e que teve uma carreira curta. Em 1986, ela chegava ao fim, porque um de seus fundadores, George Michael, resolveu ir fazer carreira solo. A música para este final de semana, senhoras e senhores, é “Careless Whisper”, com a banda Wham! e George Michael.
Time can never mend the careless whispers, of a good friend To the heart and mind, ignorance is kind There's no comfort in the truth Pain is all you'll find
Should've known better
I feel so unsure As I take your hand and lead you to the dance floor As the music dies, something in your eyes Calls to mind the silver screen And all its sad good-byes
I'm never gonna dance again Guilty feet have got no rhythm Though it's easy to pretend I know your not a fool
Should've known better than to cheat a friend And waste the chance that I've been given So I'm never gonna dance again The way I danced with you
Time can never mend The careless whispers of a good friend To the heart and mind Ignorance is kind There's no comfort in the truth Pain is all you'll find
I'm never gonna dance again Guilty feet have got no rhythm Though it's easy to pretend I know your not a fool
Should've known better than to cheat a friend And waste this chance that I've been given So I'm never gonna dance again The way I danced with you
Never without your love
Tonight the music seems so loud I wish that we could lose this crowd Maybe it's better this way We'd hurt each other with the things we'd want to say
We could have been so good together We could have lived this dance forever But no one's gonna dance with me Please stay
And I'm never gonna dance again Guilty feet have got no rhythm Though it's easy to pretend I know your not a fool
Should've known better than to cheat a friend And waste the chance that I've been given So I'm never gonna dance again The way I danced with you
(Now that you're gone) Now that you're gone (Now that you're gone) What I did's so wrong That you had to leave me alone
- Estamos tão mal assim? Com esta frase d Dimas Lara Barbosa, secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), meio de brincadeira, meio assustado, reagiu à impensada frase do presidente Lula de que se Jesus fosse governar o Brasil, hoje, teria de chamar até Judas para fazer coalizão, em nome de uma boa governança.
Por sua vez, o relações públicas da Polícia Militar do Rio de Janeiro disse em entrevista ao canal de TV pago Globo News que houve apenas um “desvio de conduta”, referindo-se ao fato de um oficial e um cabo da PM terem tomado dos ladrões os pertences de um cidadão, a quem eles terminaram de assaltar no Centro do Rio.
As duas falas assustam, uma porque mostra que o governo brasileiro depende de gente, cuja reputação é das mais baixas a ponto de ser comparada a Judas, pelo próprio presidente da República. A outra porque mostra o desprezo pela vida humana, exatamente, por quem é pago com os impostos que a sociedade paga compulsoriamente para protegê-la.
Francamente, não sei como podemos manifestar a nossa indignação, como podemos reagir positivamente, diante das duas declarações, uma vez que a sensação que se tem é a de que o fim do mundo está começando pelo Brasil. Será? Será que o Homem deixou deteriorarem-se as suas qualidades, que deveriam ser usadas em benefício de seu semelhante? O banditismo teria ganhado a guerra do bem contra o mal, no Brasil? Sinceramente, quero crer que não!
Fica aqui, pois, o meu convite para que, no fim de semana, usemos um pouquinho do nosso tempo para refletir sobre tais fatos. Mas, mais do que isso, que a nossa reflexão nos convença da força que temos e através dos nossos votos vamos banir, da política brasileira, esses falsos cristos e os Judas que os acompanham.
E assim espero que você tenha um fim de semana menos assustador e mais alegre!
A Folha de S. Paulo publicou, ontem, 21/10, uma extensa entrevista com presidente Lula. E ele não perdeu a oportunidade de deixar aflorar o seu espírito nada afeito ao exercício da Democracia, ainda que se declare um democrata.
Há dois instantes que Lula mostra que para chegar à Presidência da República, como disse o ministro da ditadura, Jarbas Passarinho, “às favas com os escrúpulos”. O jornalista Kennedy Alencar que fez a entrevista perguntou a Lula: Ciro disse que o Sr e FHC foram tolerantes com o patrimonialismo para fazer aliança no Congresso. Ou seja, aceitaram a prática de usar bens públicos como privados.Agora, leia com atenção o que respondeu o presidente:
Lula – Qualquer um que ganhar as eleições, pode ser o maior xiita deste país ou o maior direitista, não conseguirá montar o governo fora da realidade política. Entre o que se quer e o que se pode fazer tem uma diferença do tamanho do oceano Atlântico. Se Jesus Cristo viesse para cá, e Judas tivesse a votação num partido qualquer, Jesus teria de chamar Judas para fazer coalizão (grifo meu).
Noutro trecho da entrevista, o jornalista pergunta a Lula:
FOLHA – A imprensa fiscaliza o poder. O Sr não está incomodado com a imprensa cumprindo o seu papel?
LULA – Não incomoda.
FOLHA – O Sr disse que tem azia quando lê jornais.
LULA – Como presidente, nunca fico incomodado. Não acho que o papel da imprensa é fiscalizar. É informar.
A declaração do presidente é a reafirmação de que ele abandonou todos os princípios que nortearam sua luta, em favor dos menos favorecidos, e na qual os brasileiros terminaram por acreditar, depois de três tentativas dele de chegar à Presidência da República. Lula deixa claro que, neste país, só se chega ao poder e só se governa se se for conivente com os representantes do atraso da política brasileira, que, ao que parece, é quem verdadeiramente manda no governo.E ele queria chegar à Presidência da República, nem que para isso tivesse de dividir os trinta dinheiros com Judas. E chegou!
O secretário-geral da CNBB, d Dimas Lara Barbosa, veio a público dizer que Cristo jamais se aliaria aos fariseus. E explicou que fariseu é aquele que parece uma coisa por dentro, mas por fora é outra. D Dimas não quis associar nenhum partido político brasileiro aos fariseus, mas, não é tão difícil de depreender quem seja. Disse d Dimas à Folha: “Cristo acolheu, sim, pecadores, mas não fez alianças com fariseus”.
Lula gosta de emitir opiniões como se definitivas fossem, justamente porque são por ele proferidas. E já foram divulgadas, por diversas vezes, a ira de que é acometido a cada vez que alguém o contraria em sua garrulice. O que deixa bem claro o seu espírito nada tolerante, nada disposto ao diálogo, nada capaz de aceitar a crítica, com o seu efeito construtivo. Daí, ele entender que à imprensa não cabe o dever de fiscalizar os poderes constituídos. Aliás, é bom que se lembre que nem a imprensa nem ninguém. Haja vista, as declarações raivosas contra o Tribunal de Contas de União e à oposição no Congresso Nacional.
A nossa Constituição, disse um de seus cooptados, José Sarney, é cheia de defeitos, que dificultam a boa governança, mas, nos garante, ainda que debilmente, o direito de ir e vir, da livre expressão e da alternância no Poder. Isto, seguramente, é visto com indisfarçável desconforto pelo presidente, totalitário e aprendiz de ditador que é.
O coordenador da equipe técnica social do grupo cultural AfroReggae, Evandro João da Silva, de 42 anos, foi assassinado na madrugada de domingo no Centro do Rio. Esta seria mais uma morte a ser lamentada na nefasta estatística da violência no Rio, não fosse pelo inaudito, com que um capitão e um cabo da Polícia Militar reagiram ao pedido de socorro da vítima.
O capitão e o cabo não esperavam, certamente, que a tecnologia seria capaz de denunciá-los e no dia seguinte as emissoras de TV mostravam as imagens captadas pelas câmeras de segurança dos prédios na rua do acontecimento. E o que se viu foi uma concreta e vergonhosa inversão de valores, com a Polícia assaltando os ladrões. É o fim do mundo! O capitão e o cabo tomam dos bandidos o casaco e o par de tênis, que estes haviam roubado de Evandro, que permanecia agonizando na calçada.
E o pior nisso, como se pudesse haver algo ainda pior, foi o relações públicas da PM, major Oderlei dos Santos Alves de Souza, declarar à Globo News que houve “um provável desvio de conduta, que será apurado com o rigor que a sociedade requer”, numa franca demonstração de vontade de minimizar o acontecido. O vídeo está no Portal G1 (link ao lado), se for do seu interesse, acesse e assista.
O governador do Rio, Sergio Cabral, ao tomar conhecimento das declarações do relações publicas da PM, resolveu exonerá-lo da função. Disse o governador, segundo o Portal G1: "Ele não se comportou como um porta-voz da instituição. Ele se comportou como advogado de defesa dos policiais. Isso eu não admito. Eu não admito porque há registros contundentes de um mau comportamento de um capitão, policiais militares. Um porta-voz da PM não pode se comportar como um advogado da corporação. Isso é um desrespeito à população. Ele não merece ser porta-voz de uma instituição Polícia Militar".
A sociedade, realmente, espera que a Polícia Militar, diante do vergonhoso acontecimento, passe a se fazer respeitar pela probidade e retidão de seus componentes, que apure com o rigor tão decantado pelo major Oderlei e ponha fim à impunidade que só leva ao descrédito da instituição.
O artigo abaixo, recebi por e-mail e resolvi reproduzi-lo, por achar pertinente e para o conhecimento daqueles que me honram com suas visitas. Leiam com atenção, trata-se de uma página da História do Brasil
Em 2001 a Geração Editorial publicou a biografia do senador Antônio Carlos Magalhães, Memória das Trevas, que tinha 766 páginas, com um subtítulo promissor (mas irrealizado): "Uma devassa na vida de Antônio Carlos Magalhães". Agora lançou Honoráveis Bandidos, sobre o senador José Sarney, com 207 páginas e também um subtítulo convidativo: "Um retrato do Brasil na era Sarney". A concepção da capa das duas publicações, com um close dos personagens atrás dos inefáveis óculos escuros, que constituem uma das características dos ditadores latinoamericanos, sugere comparações. Qual o mais importante -ou o mais danoso- dentre os dois coronéis da política brasileira?
A julgar pelo volume dos livros, ACM, sem dúvida: ele mereceu quase quatro vezes mais páginas do que Sarney. No entanto, teve que dividir espaço com o autor da sua biografia, João Carlos Teixeira Gomes, que cuidou tanto da própria biografia quanto da do desafeto. Seu trabalho, por isso, perdeu a objetividade necessária e se esparramou em considerações pessoais sem maior interesse público, prendendo-se em demasia às quizílias locais. Já o ensaio de Palmério Dória é de melhor jornalismo. Bem escrito, fluente, equilibrado na seleção de fatos que convencem seu leitor sobre o argumento central da obra: o papel negativo que os coronéis da política desempenham no país e, em particular, nos seus redutos, que funcionam como autênticas satrapias.
A correlação entre o babalorixá baiano e o senhor maranhense ajudará a iluminar um pouco a análise de um dos problemas graves da vida nacional: o papel antipedagógico dos seus líderes. Ambos transitaram da república de 1946 para o regime militar de 1964 e dele conseguiram sobreviver com a redemocratização de 1985, tão ou mais poderosos do que antes. Sarney chegou ao posto máximo do pais, a presidência da república. Antônio Carlos parou num ministério.
ACM teve que renunciar à presidência do Senado num episódio menor das suas muitas e espantosas malvadezas, mas, novamente, teve fôlego para retornar ao posto, em cujo exercício morreu. Os maus feitos de Sarney, na mesma função, foram superiores ao do exemplar baiano e sua exposição muito mais extensa, mas ele não foi cassado e nem precisou renunciar. O drama ainda não terminou, mas Sarney parece ter escapado, salvo pela retórica de Lula e pelo soar da campainha para a próxima eleição.
Antônio Carlos, conseguindo superar a oposição interna, se tornou um rei na Bahia, mercê de sua política de mão dupla: com a parte de fora fustigava e reprimia os adversários, fazendo jus ao título de Toninho Malvadeza, incapaz de controlar a própria truculência, quando contrariado; com a parte de dentro cultivava a imagem de painho, a proteger e afagar personalidades públicas, como os artistas (velhos e novos baianos foram acusados por certa mídia de integrar a "máfia do dendê", à sombra de ACM). Nos últimos tempos sua força já não era a mesma e tendia ao declínio, agravado pela morte prematura do seu herdeiro, o filho, Luís Eduardo.
Mas Antônio Carlos não precisou se deslocar para outro Estado em busca dos votos que já lhe faltassem na terra natal, como fez Sarney, que só conseguiu se reeleger porque transferiu seu domicílio eleitoral para o Amapá. Seu desgaste pessoal no Maranhão já era enorme. Não lhe possibilita mais vitória em disputas majoritárias e descer do Senado para a Câmara Federal seria um sinal de decadência (e uma realidade efetiva) para as pretensões e convicções de Sarney. Ainda assim, ele consegue manter o seu domínio na política local através dos filhos, sobretudo de Roseana, e dos compadres, afilhados e aderentes. Para isso, porém, é preciso contar com conexões nacionais. Só os mecanismos locais de poder não são suficientes.
Conforme demonstram os livros de José Carlos Teixeira e de Palmério Vasconcelos, a hegemonia dos dois coronéis é causa do atraso ou da falta de autonomia dos seus Estados porque eles exercem seu poder com mão de ferro, mantendo os esquemas de controle, as teias de interesses, e sufocando a renovação das lideranças. Mas é preciso encontrar e reconstituir os elos que eles mantêm com o mundo exterior para ter uma dimensão exata do universo em que atuam. ACM provavelmente foi além de Sarney nessas conexões graças à sua desenvoltura na primeira linha da administração federal, sobretudo na área de telecomunicações e, com ênfase, na mídia, que lhe deu retaguarda forte para muitas de suas manobras.
ACM, porém, sempre foi mais estrondoso e visível do que Sarney nesse aspecto, o que não significa que o político maranhense não seja mais eficiente em tal desempenho. Sarney não teve a seu serviço uma empreiteira do porte da OAS, mas sempre contou com uma multiplicidade de satélites e toda uma constelação formada em torno do Ministério das Minas e Energia, com suas hidrelétricas de custos faraônicos. A reconstituição rigorosa dessa hierarquia poderá resultar na caracterização de uma autêntica máfia, organizada em torno da ormetà e do compromisso com a fidelidade ao chefe.
No momento em que os militares desmontavam o governo de João Goulart, em abril de 1964, Sarney dava cobertura para que um dos políticos perseguidos, o udenista paraense Clóvis Ferro Costa, conseguisse asilo numa embaixada do leste europeu e escapasse da prisão iminente. Esse gesto ousado, ao que parece, nada custou a Sarney junto aos novos donos do poder, aos quais serviu até a véspera de sua retirada do palco decisório. Nesse momento, Ferro Costa, que, afastado da política, sobrevivia da sua advocacia esperta, ganhou um dos melhores empregos da república, na Itaipu Binacional, sob a chefia do futuro consultor-geral, o brilhante Saulo Ramos, por obra e graça de Sarney, a quem devia muito. Ele e vários outros notáveis, aos quais o mecenas maranhense recorria quando precisava, e precisava muito, sem precisar cobrar os créditos.
O cenário maranhense (como o baiano) só será completo se a ele forem adicionados os outros ambientes de circulação desses coronéis de aparência antediluviana, dados a provincianismos incuráveis, como a obsessão de José Sarney pela vida literária e as glórias acadêmicas, sem dispor das qualidades minimamente requeridas pela titulação. Essa combinação das partes aparentemente discrepantes, mas na verdade complementares, impede que um suposto Brasil moderno e vibrante aponte o dedo sujo para um Brasil arcaico e soturno, como o que nos surge das memórias das trevas e dos honoráveis bandidos, com o qual o distinto público do Sul Maravilha alega que não tem qualquer afinidade.
Talvez a Geração Editorial possa nos dar um terceiro livro com as correlações sugeridas desses dois anteriores, em especial do último, o paraense Palmério Dória, sucesso de vendas enquanto provavelmente o personagem contrariado e enfurecido rumina alguma forma de reação, que já não pode ser imediata nem suficiente para um coronel atropelado pelo tempo.
* Jornalista paraense. Publica o Jornal Pessoal (JP)
Toda mulher é um mistério Que todos querem desvendar Muitos tratam com carinho E colhem as flores ao caminhar Alguns querem apenas despetalar Também tenho meus espinhos E sei bem me defender De tudo e de todos Que não sabem e nunca aprendem Como tratar uma mulher Não sou santa, muito menos inocente Eu tenho sim os meus mistérios Portanto trate-me com carinho Faça-me denguinhos Que recolho meus espinhos E me rendo aos teus caminhos As pétalas se abrirão Pois a minha essência é de uma flor Com o cheiro do amor Mais todo homem precisa saber Que com respeito e carinho Ele jamais encontrará espinhos Somente uma flor de mulher!...
O poema acima está publicado originalmente na comunidade na Internet “Encantos e Paixões de Helena Lins” (link ao lado), a quem agradeço penhoradamente, pela colaboração. Vá visitar a comunidade da Helena e se delicie com a criatividade dela.
A música para este final de semana é bem brasileira, daquelas cantadas por gente do interior desse País (com P maiúsculo mesmo), que, apesar dos governantes trabalharem contra, não precisa de muita coisa para ser feliz. A música para este final de semana tem um som de uma viola e os acordes de uma boa sanfona, como o pessoal menos sofisticado chama o acordeão, que outros chamam de “acordeom”. A música para este final de semana é daquelas que a gente chama de música sertaneja, mas, que eu prefiro chamar de música brasileira mesmo. Senhoras e senhores, a música para este final de semana é, com o Trio Parada Dura, “As Andorinhas”.
As Andorinhas
Trio Parada Dura
As andorinhas voltaram E eu também voltei Pousar, no velho ninho Que um dia aqui deixei Nós somos andorinhas
Que vão e quem vem Á procura de amor, Ás vezes volta cansada, Ferida machucada Mas volta pra casa Batendo suas asas Com grande dor Igual a andorinha Eu parti sonhando Mas foi tudo em vão Voltei sem felicidade
Porque, na verdade Uma andorinha, Voando sozinha Não faz verão
Escrevi há pouco no Twitter que fui convidado para um aniversário hoje e que junto ao convite veio o aviso de que não haverá cerveja, pois, se trata de aniversário de criança. Tudo bem! E escrevi também que, na minha idade, passar a noite à base de pipoca com guaraná me dá a sensação de alguma coisa não está certa comigo.
Por outro lado, festa de criança é sempre uma animação e tanta que, de repente, nos pegamos sonhando com a criança que fomos ou que somos. E nem a propósito, li esta semana um artigo da minha amiga Lilian Maial, em seu sitio (link ao lado), em que ela faz uma viagem pelo mundo da criança que ela nunca deixou de ser. É um artigo escrito com a sensibilidade de uma mulher, de uma mãe, de uma poetisa, mas, acima de tudo, de criança, simplesmente, maravilhoso! Fica aqui o convite para que visitem a Lilian e façam um retorno ao mundo encantado da criança, que, certamente, nós todos nunca deixamos de ser.
Lembrando o artigo da minha amiga, vou ao aniversário comer pipoca, tomar guaraná, prestar ajuda aos pequenos, que sempre recorrem à gente para ajudá-los nas tarefas, que os animadores propõem, enfim, vou lá me divertir de verdade. Pode ser que a minha timidez não permita que a criança, que tenho em mim, apareça tão facilmente, mas, seguramente, voltarei de lá com a alma mais leve.
E você se permite voltar, vez em quando, a ser criança? Tomara que sim, ainda que timidamente, pois, é uma forma de você ser feliz, como só uma criança consegue ser! E assim você tenha um fim de semana reconfortante, alegre e em paz com você mesmo.
Por falar em aniversário, hoje é o dia do aniversário da minha sobrinha e afilhada Glauce. A distância, uma vez que ela mora em Macapá, colaborou, noutros anos, para que eu esquecesse o dia do aniversário dela. Uma vergonha, sei disso!
Mas, essa coisa chamada tecnologia fez com que Macapá fique mais perto do Rio. Aí, esse ano, não tinha como não lembrar, está lá no Orkut o lembrete do aniversário da Glauce hoje.
Para a minha sobrinha querida, as minhas preces ao Pai Eterno para que ela continue a ser um ser iluminado, radiante, que sabe transmitir com doçura e sensibilidade alegria, graça e felicidade a todos nós. Glauce, que Deus lhe abençoe hoje e por todo o sempre!
Filhos... Filhos? Melhor não tê-los! Mas se não os temos Como sabê-los? Se não os temos Que de consulta Quanto silêncio Como os queremos! Banho de mar Diz que é um porrete... Cônjuge voa Transpõe o espaço Engole água Fica salgada Se iodifica Depois, que boa Que morenaço Que a esposa fica! Resultado: filho. E então começa A aporrinhação: Cocô está branco Cocô está preto Bebe amoníaco Comeu botão. Filhos? Filhos Melhor não tê-los Noites de insônia Cãs prematuras Prantos convulsos Meu Deus, salvai-o! Filhos são o demo Melhor não tê-los... Mas se não os temos Como sabê-los? Como saber Que macieza Nos seus cabelos Que cheiro morno Na sua carne Que gosto doce Na sua boca! Chupam gilete Bebem xampu Ateiam fogo No quarteirão Porém, que coisa Que coisa louca Que coisa linda Que os filhos são!
O poema de hoje é do poetinha, Vinicius de Moraes, e foi escolhido ainda em homenagem ao Dia da Criança, acontecido na última segunda-feira.
Hoje, enquanto tomava café correndo, pois, teria que sair logo, parei um pouco para assistir a uma entrevista com a professora Cleonice, no programa “Mais Você”, com Ana Maria Braga, na Rede Globo.
A professora Cleonice Berardinelli está com 93 anos de idade e leciona há 65 anos, na Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde da aulas de Literatura Portuguesa. Ela disse, entretanto, que começou a lecionar tão logo se formou, no antigo secundário, ministrando aulas de Português, Francês, Literatura Francesa e Latim, por sete anos. Ou seja, na verdade a professora Cleonice está em salas de aula há 72 anos.
Indagada quantos alunos já formou, a professora disse que encontra alunos em todas as partes, então, pôs-se a contar quantos alunos teve, mas, quando chegou a mil, resolveu parar. Hoje, a professora Cleo, como ficou conhecida, da aulas no curso de pós-graduação, o que lhe leva dois dias às salas de aula, ocupando-lhe três horas, em um dia e duas horas e meia, noutro. Entre as curiosidades de sua vida, contou que conheceu o poeta Manoel Bandeira, ao encenar uma peça teatral, na qual representava um anjo, tendo o poeta na plateia. No dia seguinte, um professor lhe recomendou que lesse o jornal “A Manhã”, no qual Bandeira era articulista. Bandeira, conta a professora, escreveu que ao ouvir a voz do “anjo” sentiu lágrimas nos olhos, além de outros elogios e, assim, tornaram-se amigos.
A professora disse que trabalha muito, pois, não sabe dizer não, mas que tem um amor muito grande pelo faz.
Assistir a professora Cleonice Berardinelli fez-me lembrar as minhas professoras dos meus tempos do Grupo Escolar Azevedo Costa, lá no bairro do Laguinho, em Macapá, lá pelos anos 1960. Sem forçar muito a memória consegui lembrar o nome delas: professora Cibele Ferreira, professora Helena Mont’Alverne, professora Dayse Nascimento e professora Guajarina Mendes. E ao citar os seus nomes, quero homenagear todas as professoras e todos os professores, que, ultimamente, têm sido tão ultrajados e desrespeitados, o que, entretanto, não lhes diminui a amor pela missão de formar homens e mulheres.
A VALE, EIKE BATISTA E O GOVERNO: UMA MISTURA DIFICIL DE ENTENDER
A Vale é a segunda maior empresa do país e seu grupo acionário é representado entre outros pelo Bradesco, fundos de pensão de estatais e BNDES, o que faz com que o governo Lula tente interferir em sua gestão. E essa mistura de privado com público é característica dos governos brasileiros, ainda que o de Fernando Henrique tenha tentado mostrar ao contrário, com as privatizações.
A imprensa tem mostrado, nos últimos dias, um verdadeiro bombardeio do governo na direção da Vale, com a tentativa de desestabilizar o seu atual presidente, Roger Agnelli, por causa dos investimentos da empresa em outros países. Quando o governo FHC privatizou a Vale, foram feitas as mais severas e diferentes denúncias de que se estava privatizando o subsolo brasileiro, uma vez que os compradores da empresa estavam levando junto as jazidas.
E nessa mistura de público com privado, o governo Lula recorre aos favores do polivalente Eike Batista, que virou o Barão de Mauá dos tempos modernos. Este por sua vez acredita que, como escreveu Míriam Leitão, em sua coluna hoje no Globo, “assediando poderosos políticos terá vantagens econômicas”. E prossegue a colunista: “Não há nada de novo em Eike Batista. Ele pensa velho. Ele aposta em mineração, petróleo, siderurgia, carvão, energia com fontes fósseis. Numa conversa com ele, não se notam vestígios da preocupação que mobiliza hoje os empresários modernos, que percebem as transformações indispensáveis na forma de produção”. Vale a pena lembrar que o senhor Eike Batista andou recebendo favores no Amapá do governo do estado para se instalar por lá, sem que se tenha notícia em que resultou.
Por outro lado, o senhor Roger Agnelli, nos últimos dias, tentou sem sucesso uma entrevista com o presidente Lula. O encontro, segundo se noticiou, serviria para o presidente da Vale mostrar ao presidente da República o que a empresa tem para investir no país. Tudo, porém, sem a clareza que, muito mais que o governo, os acionistas da empresa merecem.
O interessante nesse imbróglio é que vem à luz do dia o fato de que a Vale, gigante como é, precisa do governo, tal qual a maioria do empresariado brasileiro, que vive recorrendo ao BNDES, em busca financiamento a juros subsidiados. E mais interessante ainda, os homens da FIESP e companhia, nos anos do governo FHC, fizeram os mais eloquentes discursos a favor da privatização, mas, não conseguem tocar os seus negócios sem dar uma mamadinha nas tetas do governo.
Li no blog da jornalista amapaense Simone Guimarães (link ao lado) que a Oi estaria em fase de testes para instalar em Macapá o “Velox”, o seu serviço de acesso em banda larga a Internet. Diz a jornalista que o “Velox” usará a transmissão via satélite e que deverá entrar em operação no mês de novembro próximo, atendendo inicialmente os bairros próximos ao centro da capital, como Buritizal, Santa Rita e Jesus de Nazaré.
Simone diz ainda que a Oi não comenta o assunto, mas, que a informação lhe fora dada pelo representante da empresa em Macapá.
Pelo número de reclamações existentes nos serviços de proteção ao consumidor, nos lugares em que a Oi atua, não lhe dão muita credibilidade. Entretanto, vou torcer para que, mesmo que não seja em novembro, que o “Velox” seja instalado em Macapá o mais breve possível.
A Folha de S Paulo publica uma matéria hoje com o título “No palanque, Lula ataca político de duas caras”, sobre a caravana que o presidente fará, por três dias, pelo rio São Francisco.
Diz a Folha: “Sobre um palanque em Buritizeiro (norte de MG), Lula criticou os “governantes de duas caras” pelas falsas promessas, os “coronéis” da política e citou dom Pedro 2º, por ter “pensado a obra em 1847””. Lula, naturalmente, não deixaria de fazer propaganda política e elogiar a sua candidata à Presidência, Dilma Rousseff.
Agora, vejam o que disse Lula, ao encerrar o seu pronunciamento, segundo o jornal paulista: “Não existe mais a possibilidade de este país eleger governadores, prefeitos e presidente que vão governar para os coronéis, que há 500 anos governam e mandam neste país”.
Então, me ocorreu uma perguntinha, será que o “homem do bigode” ouviu isso?
A música para este final de semana é para homenagear as nossas crianças, que têm o seu dia comemorado na próxima segunda-feira. A música para este final de semana tem comovido gente por todo esse Brasil... Gente jovem, adulta, mas, particularmente, crianças. A música para este final de semana foi composta por quatro cabeças, o que só poderia redundar numa verdadeira pintura. Senhoras e senhores, a música para este final de semana é “Aquarela”, com Toquinho.
Composição: Toquinho / Vinicius de Moraes / G.Morra / M.Fabrizio
Numa folha qualquer Eu desenho um sol amarelo E com cinco ou seis retas É fácil fazer um castelo...
Corro o lápis em torno Da mão e me dou uma luva E se faço chover Com dois riscos Tenho um guarda-chuva...
Se um pinguinho de tinta Cai num pedacinho Azul do papel Num instante imagino Uma linda gaivota A voar no céu...
Vai voando Contornando a imensa Curva Norte e Sul Vou com ela Viajando Havaí Pequim ou Istambul Pinto um barco a vela Branco navegando É tanto céu e mar Num beijo azul...
Entre as nuvens Vem surgindo um lindo Avião rosa e grená Tudo em volta colorindo Com suas luzes a piscar...
Basta imaginar e ele está Partindo, sereno e lindo Se a gente quiser Ele vai pousar...
Numa folha qualquer Eu desenho um navio De partida Com alguns bons amigos Bebendo de bem com a vida...
De uma América a outra Eu consigo passar num segundo Giro um simples compasso E num círculo eu faço o mundo...
Um menino caminha E caminhando chega no muro E ali logo em frente A esperar pela gente O futuro está...
E o futuro é uma astronave Que tentamos pilotar Não tem tempo, nem piedade Nem tem hora de chegar Sem pedir licença Muda a nossa vida E depois convida A rir ou chorar...
Nessa estrada não nos cabe Conhecer ou ver o que virá O fim dela ninguém sabe Bem ao certo onde vai dar Vamos todos Numa linda passarela De uma aquarela Que um dia enfim Descolorirá...
Numa folha qualquer Eu desenho um sol amarelo (Que descolorirá!) E com cinco ou seis retas É fácil fazer um castelo (Que descolorirá!) Giro um simples compasso Num círculo eu faço O mundo (Que descolorirá!)...
Acontece, neste domingo, a mais monumental festa religiosa do país, em Belém do Pará, a procissão do Círio de Nossa Senhora de Nazaré, pelas ruas da capital paraense, num cortejo que se repete há mais de dois séculos.
As comemorações do Círio se repetem por diversas cidades do norte brasileiro, mas, já alcançou tantas outras pelo Brasil a fora. Demonstração de que a fé na Virgem de Nazaré, hoje, deixou de ser exclusiva dos belenenses.
É verdade que para o paraense o domingo do Círio tem um significado extremamente especial, que faz com que alguns digam que o Círio é o “Natal dos paraenses”, tamanha é a devoção do povo por sua padroeira.
O romeiro aproveita a procissão para pagar as promessas , pelas graças alcançadas, submetendo-se aos mais variados sacrifícios, como demonstração de sua fé. E o calor tropical de Belém torna ainda mais dolorido esses sacrifícios, o que, no entanto, não faz com que ninguém esmoreça no objetivo de pagar a sua promessa.
Acompanhar a procissão do Círio da Virgem de Nazaré, lamentavelmente, também serve, cada vez mais, aos políticos, para fazerem proselitismo, na tentativa de ludibriar signficativa parte do povo, a menos avisada. Mas, a Mãe de Deus que, com certeza, a tudo vê, há dar-lhes a penitência devida, na hora certa.
O blog, pois, associa-se a todos os seus irmãos paraenses e roga à Virgem de Nazaré que nos dê mais tolerância, mais espírito de Justiça, mais compreensção e nos ajude a difundir a verdade, a solidariedade e o amor.
E você vai acompanhar a procissão do Círio de Nossa Senhora? Não? Não tem problema, Nossa Senhora, seguramente, haverá de interceder junto ao Pai, por todos nós. É por todos nós, porque eu também não poderei ir acompanhar ao Círio. Mas, eu espero que você tenha um domingo especialmente feliz, abençoado e de renovação da sua fé.
Na segunda-feira, será comemorado o Dia da Criança, porém, ainda se tem muito a lamentar por nossos pequenos e pequenas, entregues à própria sorte, pelas esquinas em todas as cidades brasileiras, na mais insofismável demonstração de relaxamento de quem deveria zelar, com o respeito merecido, por suas vidas.
A exclusão ainda é gritante e só não salta aos olhos dos nossos políticos, que, providos de antolhos, as desprezam, por não representarem votos, nas próximas eleições. Aliás, elas estarão, sim, nos próximos discursos dos nossos políticos, porém, somente como dados estatisticos negativos, provocados por seus antecessores. No mais, farão uma vaga promessa de resolver a questão, que será esquecida no primeiro minuto, após a posse no cargo, para os quais forem eleitos.
Comemorar o Dia da Criança, nesse país, é, na verdade, uma vergonha, diante do descaso com que elas são tratadas. Falta escola, falta abrigo, falta comida, falta, enfim, toda sorte de assitência e orientação. E o que se vê é o aumento de menores cometendo infranções diversas, por nossas ruas. Infrações que já ganham dimensões assustadoras, pela violência com que se revestem e por serem praticadas por crianças, cada vez mais, da mais tenra idade.
Mas, como o Dia da Criança também é o Dia da Padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida, vamos rogar para que Ela ilumine os nossos políticos, fazendo com que eles comovam-se com a desgraça que corroi a infância abandonada desse país e deem-lhe o amparo necessário.